quinta-feira, novembro 06, 2025
No dia das trevas brilhou a luz
quinta-feira, julho 24, 2025
Estás a confiar em quem?
segunda-feira, junho 30, 2025
Duas grandes verdades
quarta-feira, junho 25, 2025
Jesus abençoa as crianças
terça-feira, abril 15, 2025
Cristo sofreu para nos levar a Deus
quinta-feira, novembro 14, 2024
Como se pode ter vida eterna?
quinta-feira, setembro 19, 2024
Coração sem fermento
A seguir à segunda multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus e os seus discípulos entram num barco e vão para Dalmanuta. Pensa-se que esta região ficaria entre Cafarnaum e Magdala, na planície de Genesaré. Lemos no Evangelho de Marcos que apareceram os fiscais da boa religião: os fariseus. Discutem com Jesus e pedem-lhe um sinal do céu. Depois de tantos milagres que Jesus já tinha feito, este pedido é no mínimo um absurdo. Na verdade, eles não tinham o menor desejo de mais sinais, queriam desacreditar Jesus. Era uma curiosidade desonesta.
Algumas pessoas que não aceitam Jesus, dizem que se vissem um sinal elas acreditariam. Só que isso são desculpas esfarrapadas porque a fé verdadeira não precisa de mais sinais. A fé autêntica, não sendo um salto no escuro, é a confiança apoiada na revelação da Palavra de Deus, em Jesus Cristo e na Sua obra realizada na cruz pelos nossos pecados.
Jesus dá um suspiro profundo. Este suspiro é muito mais do que cansaço, enfado ou impaciência. É um gemido que vem das entranhas mais profundas de Jesus. É um suspiro contra a incredulidade e contra a obstinada falta de confiança no Messias. Jesus diz que não fará mais sinais para eles, porque sabe que as suas motivações são malignas. O grande sinal seria dado quando Jesus ressurgisse dos mortos. Devemos seguir Jesus, não por causa dos seus milagres (e Ele faz milagres!), mas porque Ele é o único Salvador.
Entretanto, entraram novamente no barco e, no Mar da Galileia, O Senhor advertiu os seus discípulos para se afastarem do fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes. O fermento na Bíblia simboliza a influência do mal e do pecado. Jesus tinha já dito que o fermento dos fariseus era a hipocrisia (Lc 12:1). O fermento de Herodes seria a corrupção política e moral encabeçada pelos herodianos. Estes herodianos aliaram-se aos fariseus para engendrar uma forma para matar Jesus (Mc 3:6). Que O Senhor nos ajude a não sermos hipócritas legalistas como os fariseus e nem mundanos e sem moral como os herodianos. O resultado de viver uma vida dupla é culpa, frustração, falta de paz.
Os discípulos tinham-se esquecido de levar pão para a viagem e quando Jesus falou no fermento dos fariseus e de Herodes, eles pensaram que O Senhor estava a falar desse esquecimento. Tudo errado. Muitos problemas têm acontecido pela má interpretação de uma palavra, de um gesto ou por causa da má compreensão de uma situação. Perante a insipiência dos discípulos, Jesus vai relembrar-lhes os grandes milagres que tinha feito em matéria de panificação. Pior do que esquecerem-se do pão, é terem-se esquecido do poder e da provisão do Senhor Jesus.
Jesus questiona os seus discípulos: “ainda tendes o vosso coração endurecido?” O problema dos fariseus, dos herodianos e dos discípulos era a dureza de coração. Esse também é o nosso problema. O coração duro impede-nos de ouvir uma exortação, de reconhecer erros, de crescer. Coração endurecido é ter olhos e ouvidos, mas não ver e nem ouvir as coisas espirituais. É esquecer-se dos muitos milagres que Deus já fez na nossa vida e família.
Jesus repete duas vezes a pergunta: "Não compreendeis ainda?" (Mc 8.17; 21). Que os fariseus e os herodianos compreendessem Jesus até percebemos, mas a incompreensão dos discípulos de Jesus parece ridícula. E nós? Depois de tantas provas da presença de Deus na nossa vida, como é que é possível ainda não entendermos que O Senhor cuida de nós? Tantas coisas mesquinhas deste mundo que nos preocupam e endurecem o nosso coração. Preocupação com comida, trabalho, aparência, bens, com aquilo que temos e o com o que não temos.
Contudo, há uma palavra que Jesus repete, que indicia que há esperança para eles (e para nós): “AINDA”. Os discípulos estavam cegos à graça abundante de Deus, mas há esperança porque Deus ainda tem grandes coisas para a sua vida. Os seus corações vão ser amolecidos e os seus olhos serão abertos mais tarde.
Que o nosso coração esteja limpo de todo o fermento do mal, da malícia, do pecado. Que o nosso coração esteja sensível à presença de Deus e à Sua Palavra. Que Deus hoje abra os teus olhos e amoleça o teu coração!
segunda-feira, setembro 09, 2024
É tudo pela graça de Deus
"Este ar que você inspirou agora é graça. O delicioso almoço que você comeu é graça. O encanto dos bebés é graça. As belezas naturais e as maravilhas celestes são graça. Vivemos em um mundo caído infiltrado pela graça. Onde quer que você olhe, você verá graça comum, em maior ou menor grau, e isso será motivo para louvar a Deus."
In: PIMENTEL, Vinicius Musselman. Inconformados. São Paulo: Fiel, 2018, p.19.
quarta-feira, agosto 28, 2024
Multiplicação da compaixão
segunda-feira, junho 03, 2024
Seguros nas mãos de Deus
sexta-feira, maio 31, 2024
Marcas da graça
Em Gálatas 6:2 lemos que devemos levar as cargas uns dos outros, mas no v.5 vemos que cada um deve levar a sua própria carga. Haverá contradição? Claro que não. A palavra original para cargas no v.2 é baros e a do v.5 é fortion. A palavra baros significa "um peso pesado", difícil de transportar sozinho, enquanto fortion refere-se a coisas que cada um pode levar por si. A partilha de cargas pesadas deve ser uma constante na vida da Igreja. Por outro lado, cada cristão é responsável pela sua própria conduta e por cumprir com as suas obrigações pessoais.
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Na segunda parte, Paulo vai falar de questões práticas e usa a Lei da Semeadura: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6:7). Muitos abusos têm sido feitos pela má leitura do verso 6 que fala em repartir os bens com quem que o instruiu. É mais do que dar dinheiro, é partilhar benefícios materiais e espirituais. Se é um erro grave exigir dinheiro aos irmãos que nos ensinam a Palavra de Deus, mas também está errado não abençoar aqueles que nos ministram a Palavra.
A Lei da semeadura relaciona-se com Deus. Ninguém zomba de Deus! Se alguém pensa que Deus está indiferente a quem vive no pecado ou ao que demonstra ingratidão, está muito enganado. Semear na carne é viver para a satisfação dos desejos e prazeres humanos. É investir no que se vê, sem pensar na eternidade. O resultado disso é podridão espiritual e morte eterna. Por outro lado, semear no Espírito é investir no Reino de Deus. É depender de Deus, dando ouvidos à Sua Palavra e colocando-a em prática. A colheita dessa caminhada é a vida eterna, não que essa vida seja uma conquista do cristão obediente, mas é o resultado final de quem tem e anda no Espírito. Esta segunda secção termina com um incentivo para não desistirmos de fazer o bem a todos e muito especialmente aos da família da fé (v.9-10). Fazemos o bem não para ganhar a salvação, mas porque já estamos justificados pela graça e bondade de Deus.
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Na terceira parte, é o próprio Apóstolo que escreve e com “grandes letras” (v.11). Era normal ditar a carta a um escriba, mas nesta parte final, Paulo decide escrever com a sua própria mão. O destaque das letras seria para vincar da conclusão final e também para evitar cópias falsificadas de falsos obreiros que se faziam passar pelos Apóstolos. Os judaizantes estavam a obrigar os novos convertidos que não eram judeus a se circuncidarem. Gloriavam-se disso como se esse ritual os fizesse melhores. O Pr. Manuel Alexandre Júnior escreveu que “O cristianismo não é uma religião de cerimónias externas, mas sim algo interior e espiritual, do coração." Paulo só tinha uma coisa que se gloriava, era a cruz de Cristo. Na cruz foram desfeitos todos os rituais e preceitos religiosos. Para Deus não importa se a pessoa é religiosa ou se não tem religião. O que conta é se é uma nova criatura (2Co 5:17 5). A cruz de Cristo era o centro da mensagem e da vida de Paulo. Sigamos o seu exemplo.
Antes da bênção final, Paulo dá um testemunho pessoal: “ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (v.17). Pode surpreender alguns, mas Paulo tinha muitas tatuagens. Não eram desenhos coloridos feitos por um tatuador, mas cicatrizes feitas pelas varas, chicotes e pedras de judeus e romanos que lhe rasgaram e marcaram o corpo. Eram marcas da graça. Marcas físicas e emocionais dos muitos sofrimentos que passou por causa da fé em Cristo.
O apóstolo conclui como começou: com a graça de Deus. A temática da graça permeia toda esta Carta (1:3,6,15; 2:9; 2:21; 5:4; 6:18). A nossa vida está relacionada desde o princípio até ao fim com a maravilhosa graça divina. Nascemos, somos salvos, santificados e seremos glorificados, por causa da graça divina. Hoje é o dia de deixar de confiar na religião e aceitar a maravilhosa graça de Deus manifesta em Cristo. Somente o Evangelho de Jesus Cristo liberta! São boas novas! As melhores.
terça-feira, abril 30, 2024
BILLY GRAHAM - Uma jornada extraordinária
Documentário: BILLY GRAHAM - Uma jornada extraordinária
#billygrahamdocumentario
segunda-feira, abril 22, 2024
Graças a Deus pelo Seu amor
"Se não fosse pelo amor de Deus, nenhum de nós teria qualquer chance na vida futura. Mas graças a Deus, Ele é amor! Por causa do Seu amor, existe um caminho de salvação, um caminho de volta a Deus através de Jesus Cristo, Seu Filho.”
- Billy Graham
terça-feira, fevereiro 27, 2024
Filho de Sara ou de Agar?
Os judaizantes não davam tréguas às igrejas da Galácia. Como Cristo não lhes bastava, obrigavam os novos cristãos a guardarem os rituais judaicos. Paulo estava perplexo com os crentes da Galácia por estavam a dar ouvidos a esses enganadores. Ainda hoje, muitos tentam oprimir as pessoas com leis e rituais. Usam força, coacção emocional, material e espiritual. O servo de Deus deixa o Espírito Santo convencer as pessoas e lidera pelo amor, serviço e exemplo.
segunda-feira, dezembro 11, 2023
O grande milagre da encarnação
segunda-feira, novembro 27, 2023
Os dois grandes pecados
quinta-feira, junho 22, 2023
Três argumentos divinos
Paulo vai apresentar três argumentos divinos a favor da justificação pela fé, apelando ao que eles já tinham experimentado com o Deus triúno:
1º Jesus Cristo crucificado (v.1; 13).
2º A dádiva do Espírito Santo (v.2, 3)
3º As maravilhas que o Pai faz (v.5)
O 1º argumento é que eles percebam que quem morreu na cruz para os salvar não foi Moisés, mas Jesus! Trocar Cristo por Moisés é uma insensatez, uma verdadeira loucura! Se a Lei mosaica pudesse salvar alguém porque é que Cristo precisou morreu na cruz? Esta questão continua a ser muito relevante nos nossos dias. Afinal quem é que nos pode salvar? A Lei? A religião? As boas obras? A Igreja? O dinheiro? A fama? Tanto a nossa salvação como o nosso crescimento espiritual dependem unicamente do Cristo crucificado. Precisamos de crer e receber o Cristo crucificado. Tim Keller disse que: "Um cristão não é alguém que sabe sobre Jesus, mas alguém que O viu na cruz".
Paulo avança para o 2º argumento e faz mais uma pergunta: “Recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” (Gl 3:2). A verdade é que os gálatas receberam a Pessoa do Espírito Santo, não por praticarem a Lei mosaica, mas pela pregação da fé em Cristo. No tempo da Lei o Espírito Santo não habitava de forma permanente nos crentes. A partir do Dia de Pentecostes, o Espírito Santo veio para selar e morar nos cristãos de forma permanente e eterna. Quem diz que os cristãos recebem o Espírito numa experiência posterior à conversão está enganado. Efésios 1:12-14 diz claramente que somos selados pelo Espírito Santo no momento em que ouvimos e cremos no evangelho.
A vida cristã começa e continua com o Espírito Santo. É Ele que nos dá consciência dos pecados, leva-nos ao arrependimento, concede-nos fé para crermos no Redentor Jesus. Mas a grande falta de compreensão espiritual dos gálatas (e nossa também), é que a vida cristã só é possível na dependência do Espírito. Alguns cristãos pensam que podem ser caminhar sozinhos ou agradar a Deus través dos seus esforços. Em vez de depender de Deus e ter comunhão com Ele, agarram-se a práticas ritualistas e legalistas. Isto produz cristãos cansados, frustrados e sem fruto espiritual. É nesta Carta que lemos: “Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito.” (Gl 5:25).
No v.5 temos a última pergunta que é o terceiro argumento divino a favor da Justificação pela fé: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” “Aquele” refere-se a Deus Pai, que concedeu o Espírito aos gálatas e a nós também quando recebemos Jesus. Em João 14:16 Jesus diz que rogaria ao Pai, e o Pai nos daria outro Consolador, O Espírito Santo, que ficaria connosco para sempre. Mas não só isso, este versículo também diz que o Pai operava maravilhas nos gálatas e isso não era pelo poder da Lei mosaica, mas na sequência da pregação da fé, pela pregação do evangelho. A vida cristã é uma constante demostração do poder de Deus em nós. No milagre da vida, no milagre do novo nascimento, nas respostas às orações, nas curas, no cuidado sobrenatural do Senhor.
Hoje continuam a existir muitos legalismos e heresias que querem ofuscar a verdade do Evangelho. O legalista ainda não vislumbrou a liberdade que há no Evangelho da graça de Deus. "O único modo de exercermos um ministério que de facto experimenta a transformação na vida das pessoas é pregar o Evangelho para desconstruir tanto o legalismo quanto o relativismo." Tim Keller.
A vida cristã começa e vive-se na dependência do Espírito Santo. “Se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.” – Gl 5:18. Não há mérito humano na nossa salvação. É por isso que a glória pertence a Deus! Isto não significa ficarmos parados à espera que Deus faça tudo por nós, mas que devemos cooperar com Deus para Ele nos orientar o que devemos fazer.
Acreditamos e temos visto que Deus continua a fazer milagres e maravilhas. Deus é Senhor! O maior dos milagres é alguém arrepender-se dos seus pecados e crer em Jesus Cristo. Augustus Nicodemus escreveu que devemos perseverar “na mensagem da fé que ouvimos no início – a da graça de Deus imerecida, em razão da qual temos experimentado e visto verdadeiros milagres de Deus.”
Olhemos "para Jesus, o autor e consumador da nossa fé. Ele, que pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, assentou-se à direita do trono de Deus.” – Hb 12:2. Andemos, não nos desejos e nas loucuras da carne, mas na dependência do Espírito Santo, deixando-nos guiar e conduzir por Ele. Sabendo que o Pai continua a testificar do seu poder pela pregação da Palavra, com sinais, milagres e maravilhas. Amém!
sexta-feira, junho 02, 2023
Fogo do céu
"E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?" - Lucas 9:54.
Esta curiosa passagem surge no contexto de uma viagem de Jesus a Jerusalém. O Senhor enviou mensageiros para prepararam pousada numa aldeia de samaritanos. Como os samaritanos odiavam os judeus e também não queriam que se adorasse no templo em Jerusalém, disseram que não recebiam Jesus naquela aldeia. Quando Tiago e João ouviram esta recusa, perguntaram a Jesus se ele queria que eles orassem para que descesse fogo do céu para destruir aqueles ingratos, à semelhança do que Elias tinha feito (2Rs 1:9-15). A pergunta dos dois discípulos revela o seu carácter vingativo e truculento. Hoje alguns crentes também têm esta atitude contra quem se opõe a eles.
A resposta de Jesus é esclarecedora: "Vós não sabeis de que espírito sois, porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las." (Lc 9:56). Jesus veio a este mundo para salvar e abençoar as vidas, não para destruí-las. Devemos amar as pessoas que discordam de nós. Testemunhemos do amor de Jesus e da sua grande salvação. Oremos, não por fogo destruidor, mas pelo fogo do Espírito que queima os nossos ódios e nos faz arder de paixão pelas almas perdidas.












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