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terça-feira, março 26, 2019

Não nos curvaremos às estátuas!

O Rei Nabucodonosor até parece que quis materializar o sonho que tinha tido no capítulo 2 e mandou fazer uma gigantesca estátua em ouro no Capítulo 3 de Daniel. A estátua com cerca de 30 metros de altura seria mais um obelisco do que a imagem de uma pessoa. Servia para ostentar com orgulho o poderio babilónico e para exaltar os muitos deuses da grande Babilónia.

No dia da consagração da estátua, todos foram convocados. Ao ouvirem o som dos instrumentos, todas as pessoas tinham que se ajoelhar e adorar a estátua. Quem não o fizesse seria lançado imediatamente na fornalha de fogo ardente. Todos se curvaram menos 3 jovens: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Estes rapazes eram judeus que tinham sido feitos prisioneiros em Israel e, de acordo com a Lei de Deus, não se curvavam a estátuas.

O nosso Estado laico, que devia ser imparcial em assuntos religiosos, continua hoje a erigir muitas estátuas. Promove leis perversas, legaliza os fracos deuses deste tempo, certifica o relativismo, o egoísmo e a maldade. Além de fomentar o afastamento do Deus vivo, quer que os cristãos se curvem à sua agenda imoral. Porém, os servos do Deus Altíssimo preferem morrer do que curvarem-se aos Nabucodonosores deste século.

Alguns caldeus fizeram queixinhas de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego por eles não se vergarem à estátua. A sua motivação era a inveja dos cargos que eles tinham na Babilónia. A inveja é um veneno que corrói a vida do invejoso e de todos à sua volta. Estes ingratos caldeus, seriam os mesmos que foram poupados da morte por causa de Daniel e destes três amigos. Martinho Lutero disse que "existem três cães perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja, e quando mordem deixam uma ferida profunda". Os cristãos devem contar com invejas, lutas e provas. As provações servem para aferir e refinar a fé que temos em Deus.

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram levados ao Rei e não temeram nem o Rei e nem a ameaça de morte no forno ardente. Revelaram coragem e ousadia e não fizeram concessões. Tinham o esclarecimento espiritual para adorar e servir somente a Deus. Sabiam que Deus era poderoso para os livrar do fogo, mas também sabiam que Deus podia não querer livrá-los. A fé verdadeira aceita a vontade de Deus, seja ela qual for. Eles estavam dispostos a morrer por causa da fé exclusiva no Senhor.

Foram lançados amarrados ao Forno. De repente, surgiu um quarto Homem, semelhante ao “filho dos deuses”. Gosto de pensar que era O Senhor Jesus, numa das suas pré-encarnações. Dançavam os quatro homens, livres no meio da fornalha acesa. O diabo faz-se presente pela força e violência e usa o poder da imagem; Deus faz-se presente no meio das piores dificuldades através de Jesus. O diabo amarra, Jesus liberta-nos!


Amigos cristãos, não nos curvemos aos ídolos deste tempo e nem aos ídolos do nosso coração. Sirvamos ao único Deus e Senhor. Falemos a verdade!

quinta-feira, março 14, 2019

Coração a arder no caminho

O caminho de Emaús simboliza desilusão e tristeza, mas também o reencontro com a viva esperança. Lucas conta a extraordinária história de dois discípulos de Jesus que passaram da sua maior tristeza para a maior alegria. Enquanto falavam entre si da repentina e "inglória" morte do Messias, O mesmo Cristo vivo aproximou-se. Caminha com eles. É maravilhosa esta discreta aproximação de Jesus. Porque nos ama muito, Jesus deseja estar e andar connosco. Fazer parte da nossa vida.

Enquanto caminhavam, O Messias explicou-lhes o que dele estava escrito nas sagradas Escrituras. Mas os seus olhos ainda estavam fechados para O conhecer. É dramático constatar que é possível caminhar ao lado do Jesus ressurrecto, ler e ouvir as Escrituras, sentir o coração a arder, "ir à Igreja", mas continuar cego sem conhecer verdadeiramente O Cristo.

Chegaram a Emaús. Estavam tão rendidos à presença daquele misterioso Homem, que lhe pediram para ficar com eles. Quando Jesus partiu o pão, abriram-se-lhes os olhos e conheceram finalmente Aquele que venceu a morte e está vivo. Entretanto, Jesus desapareceu. Para onde foi Jesus? Alguém disse que Jesus entrou no coração deles. Estava fora, agora está dentro. Ficaram tão transformados que resolveram voltar para Jerusalém naquela mesma noite e contaram tudo aos outros discípulos.

Quando Jesus abre os nossos olhos, Ele salva-nos e cura a nossa tristeza, desânimo, falta de esperança. As Escrituras dão fé e visão espiritual. Que o nosso coração possa estar cheio da presença amorosa do Ressurrecto, a arder com a sua poderosa mensagem. "E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?" (Lucas 24:32).

segunda-feira, março 04, 2019

Sonhos e revelações

O poderoso rei Nabucodonosor, o tal que tinha invadido Jerusalém e que liderava um grande império, ficou muito perturbado por causa de um sonho. Os homens poderosos deste mundo têm limitações e perturbações, a começar nos seus sonhos. O rei chamou os magos, astrólogos e sábios do seu reino e pediu-lhes o impossível: que contassem o que ele tinha sonhado e que lhe explicassem o significado. Qualquer pessoa pode inventar uma interpretação de um sonho, mas saber aquilo que outra pessoa sonha é muito mais difícil. Como eles nada conseguiram, Nabucodonosor mandou matar todos os magos e sábios da Babilónia.

Perante a sentença de morte que pesava sobre a sua cabeça, Daniel e os seus amigos oraram ao Deus dos céus, pedindo-lhe misericórdia. Na sua compaixão, O Senhor revelou o sonho e a interpretação a Daniel. Nabucodonosor tinha sonhado com uma grande estátua feita de diferentes materiais: ouro, prata, cobre, ferro e barro. Uma pedra foi "cortada sem mão humana” (v.34) e lançada aos pés da estátua, acabando por destruir completamente a estátua. Cada material da estátua representava um reino e a pedra que crescia e enchia a terra representa Cristo e o seu reino (At 4.10-12; 1Pe 2.4; 6-8). O reino de Cristo terá a sua expressão máxima no Milénio e jamais será destruído (v.44; Ap 11:15).


Algumas das conclusões que retirei desta passagem:
1) Precisamos da misericórdia do Senhor para lidar com as dificuldades que se nos deparam todos os dias. Devemos interceder juntamente com os nossos irmãos em oração e intercessão.

2) Deus tem algo a dizer aos poderosos deste mundo, mesmo os injustos e maus. Deus é O Senhor dos senhores e O Rei dos reis.

3) A pessoa que teme a Deus não teme más notícias. Firma-se no Evangelho e fala a verdade com amor e coragem.

4) O reino de Cristo é maior do que os maiores impérios. Todos os poderosos e os seus reinos passarão, menos o reino do Filho. O Seu governo permanece para sempre.


Muitas pessoas hoje andam atrás de sonhos, visões e revelações mas a Bíblia é a revelação final e definitiva de Deus. É verdade que O Senhor pode falar através de sonhos mas eles NUNCA contradizem a Bíblia. Em vez de andarmos atrás de sonhos e revelações, leiamos e pratiquemos a Palavra de Deus. Jesus Cristo é a única salvação de Deus para o Homem.

“Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho.” (Hb 1.1).

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

Nada pode calar o Evangelho

"Porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido." (Actos 4:20)

Logo no início da Igreja, as autoridades ordenaram aos Apóstolos que não falassem mais no nome de Jesus (Actos 4:18). Mas os discípulos não podiam parar de falar do que tinham visto e ouvido. Eles viram Jesus a ser morto e depois viram-no ressuscitado. O Espírito Santo tinha enchido os seus corações e agora os discípulos de Jesus tinham que anunciar a verdade. Foram açoitados e ameaçaram-nos muito, mas, graças a Deus que o Evangelho foi proclamado e chegou até nós.

Hoje muitos continuam a querer calar o Evangelho. Agora, como outrora, quanto mais tentam calar as boas novas, mais elas se ouvem. A força do Evangelho é maior do que todos os poderes deste mundo. O Evangelho de Jesus Cristo continua a salvar, a libertar e a transformar vidas. Nada, nem ninguém o poderá calar. O Evangelho é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê. Será pregado e precisa ser escutado.

"E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus" Actos 4:35).

sábado, fevereiro 23, 2019

Ser relacional

O ser humano é relacional. Ninguém nasce sozinho e ninguém vive de forma saudável sozinho. Uma das razões do sucesso das redes sociais é porque elas preenchem a sede relacional e dão a ilusão de comunhão e proximidade. Também é verdade que muitos dos nossos problemas derivam dos relacionamentos. Muitas vezes as pessoas que nos são mais próximas, são as que mais nos magoam, consomem e entristecem. O facto de alguém nos ter ferido um dia não significa que todas as pessoas nos irão magoar. Temos que admitir que sem pessoas somos pequenas ilhas tristes no meio do oceano da existência.

Uma das grandes ilusões dos jovens (e de muitos adultos) é pensarem que não precisam de mais ninguém. Mas ninguém se basta a si próprio. Precisamos de gente. Pessoas que nos dizem a verdade em amor e nos ajudam a crescer. Amigos verdadeiros que nos puxam para o melhor da vida. Aquilo que mantém os relacionamentos saudáveis, seja na amizade, no casamento ou em qualquer outro relacionamento é o respeito, a lealdade, o amor e o perdão.

Deus deseja relacionar-se com o ser humano e por isso enviou Jesus Cristo. A comunhão com Deus começa no momento em que admitimos que sem Jesus Cristo não podemos ter relacionamento com Deus. "Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor" (1Co 1:9). Quem tem verdadeira comunhão com Jesus deseja e tem verdadeira comunhão uns com os outros (1Jo 1:6-7).

domingo, fevereiro 10, 2019

A Palavra de Deus muda vidas

"A Bíblia não nos foi dada para aumentar o nosso conhecimento, mas para mudar as nossas vidas."

Dwight Moody

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

O labor faz o discípulo

O discípulo de Cristo não é aquele que fala do muito que pensa saber da fé, é o que pratica o pouco que sabe. Na Escola de Deus, o que pensa que muito sabe, pouco ou nada faz. O labor faz o discípulo. "Se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana" (Gl 6:3).

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Orações umbilicais

"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego." (Salmo 22:1,2).

O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.

Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Medita nestas coisas

"Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." (1 Timóteo 4:15,16).

Que coisas são estas que o apóstolo aconselhava Timóteo a meditar? O jovem pastor Timóteo tinha a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja de Éfeso e provavelmente outras igrejas na Ásia (1Tm 1:3). Paulo tinha dito anteriormente para Timóteo ser um exemplo para os cren­tes, pela forma como falava e vivia, evidenciando amor, fé e pureza. O apóstolo já tinha transmitido nesta carta algumas directrizes doutrinárias e orientações ministeriais, agora era preciso relê-las e meditar nelas.

Que tipo de coisas meditamos nós? Que coisas ocupam a nossa mente e coração? A meditação bíblica diária é fundamental. O tempo devocional deve ter a prioridade máxima na vida do cristão. Devemos persistir em ler, meditar e viver a Palavra do Senhor. Vigiar os nossos pensamentos e conduta pessoal. Perseverar no relacionamento vital com Cristo e nos fundamentos da fé. Meditar nas coisas do alto e viver o que se medita.

quinta-feira, janeiro 10, 2019

Influenciadores em Terra Estranha

Nos últimos 7 anos preguei de forma expositiva na minha congregação 7 livros da Bíblia. Este ano começamos com o profeta Daniel. O livro de Daniel é deveras extraordinário. É ao mesmo tempo histórico e profético, simples e misterioso, doutrinário e escatológico.

A temática central pode ser resumida numa sentença: “O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens” (4:17; 2:21; 4:25,32; 5:21). Temos dificuldade em reconhecer que Deus é Deus na nossa história, mas Deus continua a ser O Senhor soberano. Como nos dias de Daniel, Deus tem o domínio total sobre tudo e todos, em toda a terra.

Daniel começa com o relato do cativeiro babilónico, que aconteceu por causa da divisão, desobediência e idolatria israelita. Se nós nos desviarmos do Senhor e da Sua vontade, Ele também vai tratar connosco e sofreremos igualmente muitas tristezas e dissabores.

O rei Nabucodonosor ordenou que fossem arrancados de Jerusalém os mais notáveis, inteligentes e bonitos jovens de linhagem real para o centro religioso da Babilónia. O objectivo era formatá-los à cultura e mentalidade dos caldeus e do império, para depois usá-los. A estratégia de satanás é desviar-nos das coisas de Deus, enchendo a nossa mente e coração com o pensamento dominante deste mundo.

Em vez de serem influenciados pela Babilónia, Daniel e os seus amigos conseguiram, com a ajuda de Deus, influenciá-la. Em vez de nos queixarmos das pessoas e das circunstâncias más que nos rodeiam, façamos também a diferença positiva onde estamos.


“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
- Rm 12:2.

sábado, dezembro 22, 2018

Sim, eu celebro o Natal!

"Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!" (Lucas 2:14)

É muito provável que a data do nascimento de Jesus não tenha sido precisamente no dia 25 de Dezembro. Mas como a Bíblia não refere a data em concreto, não me interessam essas discussões. Celebro o Natal, não tanto pelo data do aniversário, mas para celebrar a encarnação do Filho de Deus. O mais importante do Natal é o mundo saber que Deus se fez carne um dia para que pudesse morrer e salvar mulheres e homens pecadores. Como eu. O objectivo do Natal é dar glória a Deus e trazer a paz aos corações atribulados das pessoas de hoje. Como não celebrar o Natal do meu querido redentor?

Desejo a todos um Natal Feliz com Jesus!

terça-feira, dezembro 04, 2018

A fé genuína é sempre activa

Howard Hendricks diz que a fé genuína é sempre activa. Noé confiou em Deus e suou para construir o barco que iria salvá-lo a si e à sua família. Fé é acção. A fé é como o amor, sem atitudes não existe. Fé é crer em Deus e agir.

A fé que estou a falar não é uma invenção de gente medrosa ou lunática, que acredita em tudo o que ouve e lhe contam, é uma fé que assenta em realidades factuais. É acreditar nas muitas evidências cosmológicas, filosóficas, morais e espirituais que apontam para Deus. Fé na Bíblia como última e completa revelação divina. Fé no Jesus histórico que se fez Cristo para salvar e redimir a humanidade perdida. Fé no único salvador.

Um pai levou a Jesus um filho mudo que vivia atormentado, e disse-lhe: "se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos." A fé começa no momento em que clamamos pela compaixão divina. Jesus respondeu àquele pai: "Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê." O pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!" (Marcos 9:17-27). Jesus curou e libertou o filho.

Se alguém tem convicção da sua falta de fé, faça a oração que aquele pai do menino fez a Jesus: "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!"

terça-feira, novembro 27, 2018

Oração e acção

Terminei este Domingo a série de 8 mensagens em Colossenses que apelidei de “Tudo foi criado por Jesus e para Jesus” (Cl 1:16). Paulo fecha esta Carta ligando a oração à acção cristã.

As nossas orações devem ser perseverantes, vigilantes, gratas e recíprocas. Respirar enquanto se ora e orar enquanto se respira. A oração dirigida a Deus fomenta a gratidão e um coração grato ora com prazer. Oramos pelos outros e contamos que outros orem por nós.

Portar-se com sabedoria é aproveitar as oportunidades e definir prioridades. Saber viver bem é gerir bem a agenda e as palavras. Mais do que ganhar uma discussão ou provar que temos razão, falemos com temperança, que é sempre o melhor tempero das palavras.


No final desta preciosa carta, Paulo lista 10 pessoas que foram seus cooperadores. A obra de Deus faz-se com pessoas e Paulo sabia trabalhar em equipa. Destaca Tíquico, o servo fiel do Senhor, Onésimo o escravo que fugiu para ficar livre e, por causa da causa de Cristo, foi preso com Paulo, Aristarco e muitos outros. Realça Epafras, Marcos, Ninfa e Lucas, o médico amado, que permaneceu fielmente ao lado de Paulo até ao fim (2Tm 4:11). Ainda há tempo para encorajar Arquipo, o líder cansado, que está prestes a desanimar mas que deve cumprir o seu ministério.

A carta termina como começou: com a graça de Deus. A vida espiritual começa com a graça de Deus e vive-se na graça. Que a mensagem da graça divina continue a ecoar bem alto neste desgraçado mundo.

quinta-feira, novembro 22, 2018

A gratidão agrada a Deus



"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco."

(1 Tessalonicenses 5:18)

terça-feira, novembro 13, 2018

O cristianismo começa na família

Depois de Paulo ter feito um apelo à santidade, vai falar das importantes relações familiares e laborais. A nossa espiritualidade vê-se pela forma como falamos e tratamos os outros, principalmente os nossos familiares. Talvez um dos grandes problemas dos cristãos actuais é não viverem a sua fé nas coisas comuns do seu dia-a-dia. Dizem que religião é coisa de Domingo e Deus não entra no seu trabalho, nas suas amizades, nas sua casa. Deus quer-se fazer presente em toda a nossa vida. O cristianismo começa na família.

Para que os relacionamentos funcionem existem princípios funcionais - amor, lealdade, respeito, amizade, equidade. Cristo é O grande modelo nos relacionamentos dos cristãos. O marido cristão deve amar a mulher, assim como Cristo nos amou. A esposa cristã deve ser sujeita ao seu marido, porque Cristo obedeceu até ao fim ao Pai celestial. Os filhos devem obedecer aos seus pais, porque Cristo foi um Filho obediente até ao fim. Os pais devem educar com paciência e sensatez, porque Cristo foi manso e humilde de coração. Os empregados devem servir com afinco os seus patrões porque Cristo veio para servir. Os patrões devem agir com justiça, porque Cristo manifestou a justiça de Deus.

A família continua a ser a base da nossa sociedade. A família é mais importante que tudo. Mais importante do que o trabalho, que os amigos, que as diversões, do que as reuniões da igreja. Quando falharmos exercitemos o amor e o perdão. É tempo de orarmos mais tempo em família e pelas famílias. É tempo de viver o que já conhecemos. É tempo reconstruir lares desfeitos. A mudança começa no nosso coração e quando permitimos que Jesus seja o Senhor da nossa vida e do nosso lar.

sábado, outubro 13, 2018

Nem para desatar as sandálias servimos

Este mês, temos estudado na nossa igreja às sextas-feiras a vida de João Baptista. Depois de 400 anos de silêncio profético, Deus faz um milagre na vida de um casal idoso e dá-lhes um filho: João - "O Senhor é gracioso". Zacarias, o pai de João, soube esperar o tempo do Senhor, perseverando em oração. Devemos confiar mais nas poderosas possibilidades de Deus do que nas nossas muitas impossibilidades. João iria abrir a porta ao Messias Jesus.

A mensagem de João, à semelhança dos profetas do Antigo Testamento era uma chamada ao arrependimento. O arrependimento também foi a mensagem de Jesus e da Igreja (Mt 3:2; 4:17; At 2:38, 3:19). O arrependimento é a nossa vida. Arrependimento não só de palavras, mas o que gera frutos (Lc 3:8). Mesmo em tempos de deserto, preguemos a Palavra do arrependimento. Primeiro para nós, depois para os outros.

Quando Jesus veio ter com João para ser baptizado, João nega-se. Ele considerava-se indigno, até para desatar as correias das sandálias do Messias. É fundamental perceber quem somos e quem Jesus é. Num tempo em que muitos se dizem cristãos e são tão cheios de si, de orgulho e de conhecimento, João ensina-nos a sermos mais humildes. Aquele que se julga muito capaz, nem para desatar as sandálias do Mestre serve. Que Cristo cresça mais em mim e que eu diminua (João 3:30).

terça-feira, outubro 02, 2018

Aprender a esperar mais em Deus



Sou de raça impaciente. Estou a aprender a esperar. O salmista aconselha-nos a descansar no Senhor e a esperar nele (Sl. 37:7). Deus está a trabalhar no seu tempo e com o nosso tempo. É melhor esperar mais na graça de Deus do que tentar mudar o que ainda não chegou o tempo de Deus mudar. Esperar na graça e com graça. A verdadeira obra de Deus não vai lá com a impulsividade e a pressa humana. Deus não precisa das nossas rápidas intenções e nem das nossas ideias prontas.

Não há mornidão na passividade de esperar em Deus, porque mornos são os intemperados e os estão cheios de si. Mornos são aqueles que pensam que são bons e os que pensam que fazem grandes coisas (Ap 3:15-19). O que nos aquece é saber que, sendo nós intrinsecamente maus, Deus é bom. Diz-se que esperar é uma virtude, mas a espera virtuosa é a que se aquieta em Deus e na sua gloriosa vontade. "Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão" (Isaías 40:31).

"Senhor, perdoa a minha impaciência e ajuda-me a esperar mais em Ti!"

sexta-feira, setembro 21, 2018

O grande sobretudo do amor

O grande pregador Spurgeon disse que o capítulo 3 de Colossenses começa no céu e acaba na cozinha. Começa com a ordem para pensarmos nas coisas de cima e termina com algumas exortações para pormos em ordem as coisas de baixo. O cristianismo não é só doutrina cristã (muito necessária, nestes dias), é prático e mexe com a nossa vida diária.

Como é que se explica a aparente contradição do v.3, que diz que já estamos mortos, com o v.5 que nos manda morrer? A verdade é que na visão perfeita e eterna de Deus (Ele está acima do tempo), os crentes já morreram na cruz com Cristo e estão sentados nos lugares celestiais (Efésios 2:6); mas no plano humano (na nossa existência temporal aqui), ainda lutamos com as coisas da velha natureza. "Mortificar" significa aceitar que estamos mortos e viver na perspectiva e visão divina. É morrer para o pecado e viver pela nova natureza do Jesus ressurrecto.

O pecado irrita Deus (v.5,6). Que ninguém pense que ficará impune ao juízo divino se viver no pecado. Como cristãos, somos chamados a despir a roupa velha e a vestimo-nos da roupa nova. A velha roupagem é transitória, a nova é poderosa e não ganha mofo. Paulo conclui que os cristãos, sobretudo, acima de tudo, devem vestir-se com amor (v.14). A veste última e superior do amor de Cristo, que é a força capaz de nos unir e manter unidos.

Devemos despir da nossa vida os farrapos do pecado e vestir as novas vestes do carácter de Cristo. O amor prático, que é mais que palavras e que se manifesta em atitudes de misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, perdão e compaixão. Se estivermos bem vestidos, vamos amar as pessoas à nossa volta e elas irão, muito provavelmente, render-se ao perfeito amor do Senhor. O grande sobretudo do amor pode cobrir uma multidão de pecados (1 Pedro 4:8).

sábado, agosto 18, 2018

Misericórdias de Deus novas em cada dia

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele."
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).

A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.

Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.

segunda-feira, agosto 06, 2018

Cala-te, aquieta-te e crê!



Fiz ontem uma pausa na série de pregações de Colossenses e, também para arrefecer as temperaturas, preguei sobre o temporal de Marcos 4.


Era tarde. Quase noite. Depois de um dia extenuante, Jesus entrou num barco com os seus discípulos e disse para passarem para a outra margem. Adormeceu na popa. De repente, levantou-se um grande temporal no Mar da Galileia (v.37). Quando menos esperamos, grandes ventanias se levantam na nossa vida. Os que navegam com Cristo devem estar preparados para enfrentar dificuldades. Lá por sermos discípulos de Cristo, não significa que não passamos por tempestades. O Evangelho que promete um mar de rosas e facilidades é falso.

Apavorados com o vento e com as ondas altas a inundarem o barco, temendo pela sua vida, acordaram Jesus. Muito chateados, perguntam ao Senhor: “Mestre, não te importas que morramos?" (v.38). Deus nunca está desatento às nossas provações. A pior coisa que podemos fazer perante os problemas é culparmos Deus e reclamarmos com Ele.

Ainda ensonado, Jesus levantou-se e ordenou ao vento: “Cala-te, aquieta-te! E o vento se aquietou e houve grande bonança” (v.39). O mais inusitado desta história, não é O Criador falar às coisas criadas e elas obedecerem, o bizarro aqui, é a falta de fé que os discípulos ainda demonstraram. “Porque sois tímidos? Ainda não tendes fé?” (v.40), perguntou-lhe Jesus. Tantas vezes eles já tinham visto a manifestação do poder de Deus em Jesus e não tinham fé para crer e sossegar nele. Não será esta também a nossa triste história?

Não havia nada a temer. Não tinha Jesus dito para passarem para a outra margem? Se Ele o tinha dito, estava feito. A Palavra do criador faz acontecer. Outra coisa, Jesus estava ali com eles! Os santos do passado costumavam dizer que “com Jesus no barco, tudo vai bem”. Se Jesus dormia em paz é porque tudo estava controlado. Quando passarmos por temporais, lembremo-nos que Jesus está connosco e que continua a cuidar de nós. Deus nunca se esquece dos seus filhos. Mais importante que aquietar o vento e o mar, é aquietarmos o nosso coração - “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra” (Sl 46:10). Jesus é Senhor. Cala-te, aquieta-te!


Imagem da Pintura: Cristo na tempestade no Mar da Galileia, por: Ludolf Bakhuizen, 1695.