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quinta-feira, novembro 14, 2024

Como se pode ter vida eterna?


"E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste."
- João 17:3. 

Nesta sua oração, Jesus explicou de forma clara como se alcança a vida eterna. A vida eterna não é só uma realidade futura mas um encontro com o Divino, na história da nossa vida aqui. Quando pela sua graça, O Pai se revela como único Deus verdadeiro e a pessoa crê que Jesus Cristo veio a este mundo para ser o nosso Salvador e Senhor, começa a vida eterna. 

Conhecer Deus e Jesus Cristo é encontrar-se com a vida eterna, porque Jesus não só tem vida, Ele próprio é a vida (João 14:6). Vida na sua dimensão total e plena. Vida na dependência e na comunhão vital com Deus e com a sua Palavra. A vida que brota do encontro pessoal com aquele é a expressão máxima da vida eterna - Jesus Cristo.

domingo, maio 05, 2024

O amor é uma questão de vida ou de morte

"Como sabemos que uma igreja ou um cristão está vivo? Procuramos amor. Onde há amor, há vida. Quando os cristãos verdadeiramente colocam o amor em prática, é indício e garantia de que a vida de Deus está presente entre eles e dentro deles. Mas quando não colocamos o amor em prática quando brigamos e discutimos, dividimos e acusamos uns aos outros, o que isso diz a nosso respeito? De acordo com João*, se não há amor, não chegamos à vida; continuamos mortos."

* Bíblia Sagrada: 1João 3:14

In: WRIGHT, Christopher J. H. - Aprendendo a viver como Jesus: São Paulo: Mundo Cristão, 2019, p. 28.

quarta-feira, abril 17, 2024

Sem Cristo não há bom fruto


"Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer." - João 15:5. 

Custa-nos admitir que não podemos fazer algo por nós próprios que realmente frutifique. Nascemos mortos nos nossos pecados e sem Cristo não há vida espiritual. Assim como um ramo separado da videira não dá uvas, uma vida separada de Deus também não dá frutos espirituais. Para florir é necessário estar bem ligado à verdadeira vida - Jesus Cristo. 

Estar em Cristo é depender dele e obedecer-lhe, não só nas coisas que consideramos importantes, mas em tudo. Agir de forma independente, desprezando a comunhão com Jesus e com os nossos irmãos, é a garantia de uma vida infrutífera. As decisões isoladas no Corpo de Cristo normalmente são o fruto podre da carne pecaminosa. Somente quando estamos em estreita união com Cristo iremos produzir o bom fruto. Sem Cristo não podemos fazer nada que seja bom. Com Cristo, contudo, até o impossível se torna possível.

quarta-feira, março 10, 2021

A adoração verdadeira transcende locais

Jesus quebrou vários preconceitos quando conversou com a mulher samaritana. Quebrou o preconceito racial porque os judeus não falavam com os samaritanos. O preconceito social e cultural porque os homens não costumavam conversar com as mulheres em público. O preconceito religioso porque Jesus confrontou alguém que vivia uma realidade espiritual inconsistente.

O homem Jesus pediu à mulher água para beber. O Messias ofereceu-lhe água viva porque a sequiosa era ela. Mas a mulher só pensava no plano natural e nas supostas impossibilidades de Jesus: “Não tens como tirar… O poço é fundo… Onde tens a água viva? És tu maior que Jacó?” Quando as pessoas ficam atadas às dificuldades e impossibilidades, não vislumbram os milagres de Deus.

Para despertar a consciência amortecida desta mulher, Jesus diz-lhe: “Vai, chama o teu marido e vem cá.” Ela já tinha tido cinco maridos e o que tinha agora não era seu marido. Esta mulher tinha uma grande incoerência entre a sua espiritualidade e o logro que vivia, nomeadamente nas suas múltiplas escolhas conjugais. A espiritualidade começa em casa. Uma fé cristã que não tem evidências práticas na convivência familiar é falsa.

Atrapalhada, a mulher começa a falar da “sua religião” e das diferenças religiosas que existiam entre judeus e samaritanos. Jesus então dá-lhe uma aula de teologia prática (João 4:21–24).
 
1. O Cristo tinha uma agenda, uma hora (v.21; 23). Era a hora da cruz, da redenção. O tempo da graça estava prestes a começar, em que já não precisamos de lugares sagrados para adorar a Deus.

2. Os samaritanos estavam enganados no deus que adoravam (v.22). Nem toda a gente que se diz religiosa adora O Senhor. A fé em Deus é exclusiva e excludente.

3. A salvação vem dos judeus (v.22b). Cristo era judeu. Segundo a sua natureza humana, Jesus era da descendência e linhagem do Rei David.

4. Deus é Espírito (v.24). Esta realidade imaterial, invisível e transcendente de Deus é fundamental para crermos e adorarmos o verdadeiro Deus.

5. A adoração genuína é dirigida ao Pai e feita em espírito e verdade (v.24b), ou seja, com um coração sincero e com a motivação certa. São esses adoradores que O Pai procura e deseja.

Hoje não há locais sagrados e nem coisas sagradas. A adoração verdadeira transcende locais. Os crentes são o templo do Espírito Santo (1 Co 6:19). Devemos usar o nosso espírito para adorar a Deus. O verdadeiro adorador adora a Deus em casa, no trabalho, no trânsito, em férias, na pandemia e em qualquer lugar.

Stuart McNair escreveu que “Muitos preocupam-se com o lugar do culto, outros com o processo do culto, mas o essencial é o espírito do culto.” Isto não significa que o local de culto, a forma e a liturgia de culto não tenham importância, quer dizer que agora, não estamos dependentes de lugares para adorar O Senhor.

Ainda cheia do seu conhecimento religioso e de si própria, a mulher insiste: “Eu sei que o Messias vem!" Jesus afirma: “EU O SOU!” (v. 26). Estas palavras remetem para aquele momento em que Moisés perguntou o nome de Deus e O Senhor respondeu: “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3:13). Esta revelação da divindade em Cristo vai finalmente despertá-la.

A mulher samaritana, agora renascida pela água viva de Jesus, deixa o cântaro para trás, corre para a cidade e testemunha do Cristo. Finalmente ela provou a água da vida. Agora ela tinha dentro dela uma fonte de água viva que jorrava para a vida eterna. O salvo é um missionário. Quem tem um encontro com o Salvador e crê nele é salvo e procura falar a todos da salvação transformadora de Jesus.

sábado, novembro 21, 2020

Cristo reconcilia, agrega e reúne

"E Caifás, um deles, que era sumo sacerdote naquele ano, lhes disse: Vós nada sabeis, nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo e que não pereça toda a nação. Ora, ele não disse isso de si mesmo, mas, sendo o sumo sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos."
(João 11:49-52).
 
Pode parecer um pouco estranho que o homem que profetizou acerca da obra redentora de Jesus na cruz, tenha sido o mesmo que o condenou mais tarde e não o reconheceu como sendo o Messias. É verdade que Caifás foi usado por Deus para prever a morte de Jesus, mas ele próprio nem sabia o que dizia. Cristo morreu pela nação de Israel, mas também pelos filhos de Deus que andavam dispersos, nós os gentios. O diabo divide, dispersa e separa; Jesus Cristo reconcilia, agrega e reúne. 

Deus pode colocar homens perversos e manipuladores a falarem a verdade e até a executarem a obra do Senhor. Deus faz isso porque é Deus. Podemos não compreender todas as acções do Senhor, mas devemos crer e confiar nele em todos os momentos. Jesus reconciliou na cruz todas as raças e povos e no seu corpo matou as inimizades (Ef 2:16). Em Cristo somos um só corpo.

quarta-feira, abril 22, 2020

Tem bom ânimo, Jesus venceu!



"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33).

A teologia da prosperidade, a tal que defende que se os cristãos tiverem fé, nunca adoecem, não têm carências, nem dores, é falsa. Jesus alertou os seus discípulos que eles seriam perseguidos, afligidos e mortos. Infelizmente esta pandemia tem atingido centenas de bons cristãos e alguns líderes evangélicos já morreram. As aflições, lutas e dores neste mundo só vão terminar quando as primeiras coisas passarem (Ap 21:4).

É bom lembrar que as aflições do tempo presente, não são para comparar com a glória que há-de ser revelada na eternidade (Rm 8:18). Mesmo diante das nossas dores, Jesus assegurou-nos que nele podemos experimentar paz. Jesus é o Príncipe da paz e a sua paz transcende as circunstâncias e os sentimentos. A sublime presença do nosso Deus pacifica, serena e sossega a mais turbada das almas.

O bom ânimo está ligado a 3 factos: A vitória de Cristo, o perdão dos pecados e à nossa fé obediente. Temos bom ânimo porque confiamos na vitória de Jesus: "Tende bom ânimo; eu venci o mundo." O nosso ânimo resulta do facto de Jesus ter morrido pelos nossos pecados e do perdão que Ele nos disponibiliza. O bom ânimo também acontece quando cultivamos bons pensamentos, meditamos na Palavra de Deus, oramos e colocamos em prática aquilo que Deus nos manda.

Sim, contamos com aflições aqui, mas quando entregamos os nossos fardos, problemas e lutas a Deus, vamos desfrutar da paz e do bom ânimo do Senhor. Tem bom ânimo, Jesus já venceu!

segunda-feira, dezembro 23, 2019

Jesus veio para reinar em nós

"Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz." (João 18:37)

Este versículo é um excerto do julgamento de Jesus Cristo perante Pilatos. Jesus afirmou ali, de modo peremptório, que nasceu e veio a este mundo para ser Rei. Vários profetas predisseram a Sua vinda muitos anos antes dele nascer. Anjos, magos do Oriente, pastores, o povo à entrada de Jerusalém e tantos outros, testemunharam que Jesus era de facto O Rei.

O reino de Jesus não é um reino político, nem nacionalista, nem religioso. O reinado de Jesus é espiritual e estabelece-se no coração. O Seu domínio tem alcance pessoal mas é transversal aos outros, porque a graça de Deus, o seu perdão, amor e paz, a todos afecta. É um reino do “outro mundo”, porque projecta-se na eternidade e vai além do que se vê, toca ou sente.

Ao contrário dos reinos deste mundo, onde a mentira, a falsidade e as farsas prevalecem, no reino de Jesus impera a verdade, porque Jesus é a personificação da verdade. Ele afirmou soberanamente: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6).

O Natal Feliz é um coração dominado pelo Rei Jesus. Ele veio para reinar e conquistar o nosso coração. Entrega-te hoje a Ele.

segunda-feira, junho 19, 2017

Diálogo com a mulher pecadora



Os religiosos legalistas levaram a Jesus uma mulher apanhada em adultério para tentarem apanhar Jesus. "Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela." Disse Jesus. Começaram a sair um por um. Afinal os apanhados foram eles. Ficou Jesus sozinho com a mulher pecadora.

"Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?" Perguntou Jesus.
"Ninguém, Senhor." Respondeu ela, com os olhos humedecidos.
"Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais."

Tantas lições para a nossa vida que retiramos deste precioso diálogo.
1) Não há pecado que seja demasiado grande que Jesus não possa perdoar.

2) Mais do que atirar pedras aos outros, devemos tirar as pedras que se alojam no nosso coração.

3) O pecado é uma coisa terrível e com graves consequências para nós e para os outros.

4) Em Jesus encontramos perdão, restauração e um novo rumo.

5) Jesus trata dos nossos pecados e quer tratar da nossa vida.

6) Não somos chamados para acusar e condenar, mas para viver e anunciar o perdão e a misericórdia do salvador Jesus. Que Deus nos ajude.

(Pregação de ontem no Evangelho segundo João 8:1-11)

segunda-feira, outubro 17, 2016

Partilhar o perdão de Cristo

A chamada "Grande Comissão” dada por Jesus à igreja, que alguém já apelidou de a “Grande Omissão”, aparece em todos os quatro Evangelhos (Mt 28:18-20; Mc 16:16; Lc 24:45-49 e Jo 20:19-23). A do Evangelho de João distingue-se das outras três pelas expressões vivas e poderosas que Cristo proferiu.

Depois da morte de Jesus, os apóstolos fecharam-se numa sala com medo dos judeus. Sentiam-se tristes, confusos e desamparados com a recente morte do Mestre. De repente, O próprio Jesus Cristo, ressurrecto, surge-lhes no meio. "Paz seja convosco!" diz Jesus por duas vezes (v.19 e v.21). Este "Shalom", a paz daquele que venceu a morte e o pecado infunde serenidade e propósito. É uma paz prometida (Jo 14:27; 16:33) e uma paz que nos chama e convoca, paz que transcende circunstâncias e lógicas humanas (Cl 3:15; Fp 4:7). O medo, a dúvida, a incredulidade, paralisam a igreja, a paz de Cristo faz-nos avançar.

Jesus dá-lhes o desafio missionário - “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós” (v. 21). A missão de Jesus é encarnacional, e como diz John Stott, esta é “a maior identificação transcultural na história da humanidade”. Aquele que foi enviado pelo Pai a salvar este mundo, ordena-nos que levemos a sua mensagem salvífica a todas as pessoas. É um comissionamento urgente e para todos os crentes. Temos a missão de não só experimentar a paz de Jesus, mas espalhá-la.

Os discípulos são convocados a sairiam para pregar o Evangelho, não por conta própria, mas com a autoridade e o poder do Espírito Santo. As missões sem o poder de Deus são infrutíferas, por isso Jesus dá-lhes um "sopro de Vida" (v.22). Uma espécie de "aperitivo" do grande banquete que viria mais tarde no Dia de Pentecostes. Uma pequena "brisa" do grande Vento.

Jesus não só lhes deu o poder da mensagem, mas também o conteúdo da mensagem da pregação: "o perdão de pecados" (v.23). Não se trata de outorgar a absolvição de pecados - exclusiva de Deus -, mas, de sermos as testemunhas do perdão que brota na cruz de Cristo. Somos exortados a partilhar o evangelho da salvação, no poder do Espírito Santo, sem medos nem vergonhas, a todos os que nos rodeiam. Quem crer neste perdão será salvo, mas quem não crer permanece condenado. "Ide!"

sábado, julho 16, 2016

Frutos do Amor maior


Jesus disse que os verdadeiros crentes estão ligados a Ele (João 15). Usou a bonita metáfora da videira para ilustrar esta realidade. Há uma união íntima e vital entre Jesus e os seus filhos. Jesus é a videira verdadeira, os crentes são os ramos. Estamos ligados a Cristo para ter vida e para produzir fruto. Crente que não produz fruto ou está doente ou em pecado. Na vida espiritual, não há vida, nem frutos, sem Cristo, porque sem Cristo nada podemos fazer (João 15:5). O melhor fruto que um cristão evidencia, que é também o maior mandamento, é o amor. Somos fruto do Amor maior para amar: amar a Deus e amarmo-nos uns aos outros.

Foi Deus Pai quem plantou a Videira-Cristo neste mundo, é O Pai que gera a vida em nós, é Ele quem limpa as varas, é Deus que nos faz frutificar, por isso não nos espantemos que o louvor, a honra e a glória sejam somente para Deus. Glória pois a Deus!

terça-feira, maio 24, 2016

A fé é um salto na luz

A fé não é um salto no escuro - isso é credulidade -, a fé é um salto das trevas para a luz. A fé procede de Deus e apoia-se na Sua luminosa Palavra. Ela dá-nos a convicção clara daquilo que Deus é, de quem nós somos e daquilo que Deus quer fazer em nós e por nós. É por isso que a fé viva traduz-se em adoração a Deus e atitudes concretas. Crer não é saltar para o irracional desconhecido, mas para a Luz revelada. Jesus afirmou: "Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas" (João 12:46).

segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Tende bom ânimo!

"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo" (João 16:33).

Ontem estivemos numa bela Igreja em Braga, onde preguei acerca da paz e do ânimo que encontramos em Cristo. As pessoas querem paz. É um dos grandes desejos que se costuma fazer na passagem para um novo ano. Procura-se paz na natureza, nas religiões, nos "Reikis", nos relacionamentos, nos animais, nos livros, na música, na Internet, no dinheiro, nas viagens e em tantas outras coisas. O Homem quer sentir paz consigo próprio, com os outros e, sem o saber ou admitir, busca a paz com Deus.

Jesus disse que podemos experimentar a paz nele (João 16:33). Em Cristo temos acesso à paz de Deus e à paz com Deus. É uma paz celestial que transcende o sentir e o pensar (Filipenses 4:7). Não acontece só quando estamos bem ou quando as coisas nos correm de feição, é uma paz divina que recebemos quando depositamos a fé naquilo que Jesus é e realizou.

Isto não invalida que o cristão não tenha dificuldades, lutas e aflições. Foi o próprio Senhor Jesus que nos prognosticou aflições e perseguições neste mundo. A tal Teologia chamada da "prosperidade", que ensina que depois da conversão são só facilidades, riquezas e isenção de dores e sofrimentos é falsa! Os cristãos, neste tempo presente, têm aflições. Isso, contudo, não nos deve fazer perder o ânimo. Porquê? Porque a nossa força e coragem não estão relacionadas com o sentir, ou com coisas e circunstâncias. O ânimo cristão advém do facto de crermos na vitória de Jesus: “tende bom ânimo; eu venci o mundo", disse o nosso redentor.

É verdade que aqui o cristão deve contar com aflições, lágrimas e dores, mas isso não lhe deve tirar a paz. O facto do Príncipe da Paz ter vencido a morte, o pecado e o diabo na cruz, dá-nos coragem e tranquilidade para prosseguir. Quando cremos na sua portentosa vitória, ela torna-se nossa também (1 Jo 5:4-5).

sexta-feira, fevereiro 19, 2016

Nas praias galileias com Jesus

Durante 3 anos, pela graça de Deus, preguei mensalmente na minha congregação sobre o Evangelho de João. Uma longa e detalhada caminhada. No passado Domingo chegámos ao último capítulo, o vigésimo primeiro, que muitos apelidam de Epílogo. Parecia que João tinha decretado o fim nos últimos versículos do capítulo vinte, mas ainda era preciso partilhar duas coisas muito importantes: Jesus supre as necessidades dos seus discípulos e Simão Pedro, que tinha negado Jesus, foi restaurado.

A praia junto ao lago da Galileia foi palco da tristeza e da alegria dos discípulos. O desânimo por pescaram toda a noite e nada apanharem e a felicidade por terem recolhido naquela manhã uma rede cheia de peixes. A frustração por agirem na sua força, o regozijo por obedeceram a Jesus. Quando eles chegaram à praia com o barco a abarrotar, Jesus já tinha peixes nas brasas e no pão. Jesus tem todo o poder e cuida sempre das nossas necessidades. Esquecemo-nos tanto destas verdades!

Naquela praia também teve lugar um diálogo amoroso. “Simão, filho de Jonas, amas-me?”, perguntou-lhe Jesus. “Sim, Senhor; tu sabes que te amo”, respondeu Simão. "Apascenta os meus cordeiros e as minhas ovelhas". Gostar de Jesus é bom mas amar é diferente. O Amor que perdoa e restaura é para ser vivido e partilhado. Amar Jesus implica atitudes, serviço, abnegação. A nossa responsabilidade é recolher e levar-lhe os seus peixes. Cuidar e alimentar as suas ovelhas. São dele.

O Evangelho termina como começou: com o testemunho da Palavra. Sem O Logos vivo que desceu do céu não há vida aqui e no porvir. Jesus é o caminho, a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai senão por Ele (Jo 14:6).

terça-feira, janeiro 12, 2016

Maria Madalena foi a primeira

Maria Madalena foi a primeira. A primeira a chegar ao sepulcro de Jesus e descobrir que estava vazio. Maria Madalena foi a primeira a ver e a tocar o Cristo ressurrecto. Foi a primeira a contar aos discípulos que Aquele que morreu pelos seus muitos pecados, afinal estava vivo. Tudo isto porque amava o seu Senhor e salvador. Quem tem consciência dos seus pecados perdoados, muito ama. Quem mais ama, mais é abençoado. Desconsiderar o papel das mulheres (dentro e fora da Igreja) é não perceber a importância fulcral que Jesus lhes concedeu e ainda concede.

domingo, janeiro 10, 2016

Da falta de fé de Tomé

A propósito da grande declaração de Tomé diante do Jesus ressurrecto: "Senhor meu e Deus meu!", Gregório Magno no século VI disse que “A falta de fé de Tomé fez mais pela nossa fé do que a fé dos discípulos que acreditaram.” No final, o que era incrédulo creu mais que todos os crentes. Quem é o teu Senhor e o teu Deus?

segunda-feira, dezembro 07, 2015

Falar da Páscoa no Natal

Chegámos ontem ao ponto crucial da série de pregações no Evangelho de João: a crucificação do Filho de Deus (João 19:19-37). Poderá parecer estranho para alguns falar-se da Páscoa no Advento. Mas se há coisa que o Natal aponta é para a cruz de Cristo. O Logos fez-se carne precisamente para subir à cruz e morrer pelos nossos pecados.

Meditámos nas palavras que se ouviram na cruz. Ditas por Pilatos e pelos algozes e as palavras proferidas por Jesus. Pilatos mandou colocar uma placa no topo da cruz com o título: “JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS” (v. 19). Ainda que de forma provocativa, Pilatos escreveu a verdade. De facto, Jesus não só era o Rei dos judeus, mas é o Rei do mundo, o Rei dos séculos, o Rei dos reis, o Rei dos santos, o Rei de tudo. Quem é o rei do teu coração?

Alguns querem rasgar a indivisível túnica de Jesus. Em Cristo não há divisões. Em Cristo, há uma maravilhosa unidade e comunhão, simbolizadas por esta túnica sem costura. Foi por causa dessa unidade que Jesus rasgou a sua carne e coração.

É muito significativo que das 7 frases proferidas por Jesus na cruz, 3 dessas frases estejam registadas no Evangelho de João. O Apóstolo do amor estava ao pé da cruz. Quando alguém anda perto de Jesus ouve o que os outros não ouvem. Jesus na cruz pronunciou palavras de perdão, salvação, afeição, angústia, sofrimento, vitória e entrega. Jesus hoje já não está na cruz, mas ainda ecoam as suas poderosas palavras que salvam e transformam vidas. A morte de Cristo é o triunfo sobre o pecado, a morte, o diabo. "Está consumado!"

terça-feira, novembro 03, 2015

O galo já cantou

Uma dos factos que comprova a veracidade das Escrituras é que elas não omitem as falhas e os erros dos grandes servos de Deus. Pelo contrário, expõem-nas e denunciam-nas. As quedas dos homens de Deus são lembrança da nossa débil estrutura humana. São narradas para nosso aviso, alerta e exemplo.

O intrépido discípulo que afirmou estar disposto a morrer por Jesus Cristo e que ousadamente puxou da espada para O defender, numa macabra e fria noite, negou Jesus. Simão Pedro negou Jesus, não uma, mas três vezes. E o galo cantou. Aquele que viria a ser uma das grandes colunas da Igreja, precisava aprender que a vida cristã só é possível na dependência de Cristo. O perigo do orgulho espiritual, da autoconfiança e da indolência mora em nós e corrói a nossa própria alma.

Quando finalmente Pedro se lembrou da Palavra de Jesus, chorou amargamente arrependido. É reconfortante saber que Deus "não esmaga a cana quebrada e nem apaga o pavio que fumega" (Is 42:3). Em Deus há perdão e restauração. Aquele que confessa e deixa as suas transgressões, Deus sempre perdoa (Pv 28:13; 1Jo 1:9). Sim, Pedro foi restaurado; e se Pedro foi levantado, nós também podemos ser.

Esta intensa experiência de Pedro ajudou-o a não confiar em si, antes a amar e a depender de Jesus, que “tudo sabe” (Jo 21:17). Nós também precisamos rememorar estes avisos e aprender todos os dias a não dependermos de nós próprios, mas do poderoso e amoroso Deus. Em vez de cantarmos de galo, percebamos que o galo já cantou.

domingo, setembro 13, 2015

A unidade pela qual Jesus orou

"Jesus não considera que a unidade organizacional pode ser mantida com instrumentos de poder. Nem tampouco se trata apenas de uma unidade de ideias afins ou uma coligação com base em sentimentos convergentes. Não, a unidade que Jesus pede para a igreja tem como paradigma e origem a unidade do Pai e do Filho no Espírito Santo. Essa unidade é continuamente demonstrada no agir e falar de Jesus. Ela é caracterizada pela liberdade e integralidade, mediante uma preservação nítida e intencional das diferenças."

Werner de Boor

terça-feira, agosto 04, 2015

Sinceramente errado

Se há coisa que se valoriza hoje é a sinceridade. A franqueza para se dizer tudo que se pensa é um dos pináculos do pensamento moderno. Será a sinceridade prova de acerto e verdade? Não me parece. Martin Lloyd-Jones, no seu excelente livro "Sincero, mas errado", escreveu que é possível uma pessoa estar sinceramente errada e genuinamente errada.

Obviamente que a sinceridade é importante, mas ela não comprova que uma pessoa está certa. Como bem o refere Ryle, nas suas Meditações no Evangelho de João: "Nem toda a sinceridade é de confiança". Por exemplo nas coisas espirituais: existem pessoas que pensam estar a servir a Deus de uma forma sincera e zelosa, mas na realidade estão a lutar contra a própria verdade que dizem defender e seguir. Saulo de Tarso é paradigmático nisto. Ele perseguia e matava os primeiros cristãos, pensando estar a fazer um bom serviço para Deus. Mais tarde, este mesmo Saulo, já transformado pela graça de Deus, diria que o zelo pela obra de Deus sem entendimento é inútil (Rm 10:2). Uma sinceridade desprovida de orientação amorosa causa sempre grandes males. O zelo e a sinceridade são coisas boas, mas devem ser motivadas com o discernimento do Espírito Santo e objectivadas para a glória divina.

domingo, julho 12, 2015

Fruto amoroso

"Não foram vocês quem me escolheram, mas eu vos escolhi a vocês e vos nomeei para irem e produzirem fruto, e fruto que perdure, de modo que o Pai vos dê tudo o que lhe pedirem em meu nome. É pois isto o que vos mando, que se amem uns aos outros."

Jesus Cristo, Bíblia Sagrada, versão "O Livro" (Living Bible), João 15:16,17.