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terça-feira, março 26, 2019

Não nos curvaremos às estátuas!

O Rei Nabucodonosor até parece que quis materializar o sonho que tinha tido no capítulo 2 e mandou fazer uma gigantesca estátua em ouro no Capítulo 3 de Daniel. A estátua com cerca de 30 metros de altura seria mais um obelisco do que a imagem de uma pessoa. Servia para ostentar com orgulho o poderio babilónico e para exaltar os muitos deuses da grande Babilónia.

No dia da consagração da estátua, todos foram convocados. Ao ouvirem o som dos instrumentos, todas as pessoas tinham que se ajoelhar e adorar a estátua. Quem não o fizesse seria lançado imediatamente na fornalha de fogo ardente. Todos se curvaram menos 3 jovens: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Estes rapazes eram judeus que tinham sido feitos prisioneiros em Israel e, de acordo com a Lei de Deus, não se curvavam a estátuas.

O nosso Estado laico, que devia ser imparcial em assuntos religiosos, continua hoje a erigir muitas estátuas. Promove leis perversas, legaliza os fracos deuses deste tempo, certifica o relativismo, o egoísmo e a maldade. Além de fomentar o afastamento do Deus vivo, quer que os cristãos se curvem à sua agenda imoral. Porém, os servos do Deus Altíssimo preferem morrer do que curvarem-se aos Nabucodonosores deste século.

Alguns caldeus fizeram queixinhas de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego por eles não se vergarem à estátua. A sua motivação era a inveja dos cargos que eles tinham na Babilónia. A inveja é um veneno que corrói a vida do invejoso e de todos à sua volta. Estes ingratos caldeus, seriam os mesmos que foram poupados da morte por causa de Daniel e destes três amigos. Martinho Lutero disse que "existem três cães perigosos: a ingratidão, a soberba e a inveja, e quando mordem deixam uma ferida profunda". Os cristãos devem contar com invejas, lutas e provas. As provações servem para aferir e refinar a fé que temos em Deus.

Sadraque, Mesaque e Abede-Nego foram levados ao Rei e não temeram nem o Rei e nem a ameaça de morte no forno ardente. Revelaram coragem e ousadia e não fizeram concessões. Tinham o esclarecimento espiritual para adorar e servir somente a Deus. Sabiam que Deus era poderoso para os livrar do fogo, mas também sabiam que Deus podia não querer livrá-los. A fé verdadeira aceita a vontade de Deus, seja ela qual for. Eles estavam dispostos a morrer por causa da fé exclusiva no Senhor.

Foram lançados amarrados ao Forno. De repente, surgiu um quarto Homem, semelhante ao “filho dos deuses”. Gosto de pensar que era O Senhor Jesus, numa das suas pré-encarnações. Dançavam os quatro homens, livres no meio da fornalha acesa. O diabo faz-se presente pela força e violência e usa o poder da imagem; Deus faz-se presente no meio das piores dificuldades através de Jesus. O diabo amarra, Jesus liberta-nos!


Amigos cristãos, não nos curvemos aos ídolos deste tempo e nem aos ídolos do nosso coração. Sirvamos ao único Deus e Senhor. Falemos a verdade!

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

Fé incontaminada na graça de Deus

A primeira coisa que fizeram aos jovens judeus prisioneiros na Babilónia foi mudar-lhes o nome (Daniel 1). A mudança dos nomes era uma forma de arrancar destes jovens a identidade, as raízes e tudo aquilo que os ligava a Deus e à nação de Israel. João Calvino diz "que os seus nomes foram mudados - para que o rei pudesse apagar dos seus corações e mente a memória da sua própria nação, forçando-os a rejeitarem as suas origens." Eles traziam gravado no nome a influência de Jeová e cunharam-nos com nomes dos deuses Babilónicos. Se há coisa que o mundo caído procura fazer aos cristãos é roubar-lhes a identidade de filhos de Deus e impor-lhes o pensamento da época.

Daniel decidiu no seu coração não se contaminar com as comidas do rei (1:8). Os judeus não estavam proibidos de comer carne e de beber vinho, mas aquela comida babilónica tinha sido oferecida aos ídolos. O problema não estava na comida em si, porque “Todas as coisas são puras para os puros” (Tito 1:15), mas naquilo que representavam aqueles manjares babilónicos. Não há consenso entre os ídolos e Deus. Quando andamos saciados com a comida celestial não queremos comer as iguarias do inferno.

“Deu Deus a Daniel graça e misericórdia" (v.9). Daniel podia morrer por rejeitar a comida do rei, mas a sua esperança estava na graça e misericórdia do Rei dos reis. Precisamos tanto da graça e da misericórdia de Deus! A graça divina não é um prémio por bom comportamento, mas a Bíblia ensina-nos que quanto mais obedecemos a Deus, mais Ele acrescenta a Sua graça e bênção à nossa vida! Foi assim com Noé, Abraão, Jacó, José, David, Raabe, com Daniel e com muitos outros.

Daniel e os seus amigos viveram num ambiente hostil e mau, mas mesmo ali, não se contaminaram espiritualmente e não permitiram que coisas de fora mudassem a fé que estava nos seus corações. Daniel não se queixou, não ficou revoltado e nem ficou agarrado às injustiças da Babilónia, Daniel permaneceu firmado na graça de Deus e foi um exemplo de fé para todos. Ainda hoje se fala da fé incontaminada de Daniel.

domingo, janeiro 06, 2019

Mundo novo

"O propósito da redenção não é ajudar indivíduos a fugir desse mundo. É a vinda do reino de Deus para renovar o mundo. O propósito de Deus não é somente salvar indivíduos, mas criar um novo mundo baseado na justiça, na paz e no amor, ao invés de poder, conflitos e egoísmo. Se Deus é tão dedicado ao ponto de sofrer e morrer, cristãos certamente deveriam também buscar uma sociedade baseada no amor e na paz de Deus."

Timothy Keller

segunda-feira, setembro 17, 2018

A bênção da rotina diária

"Tirar férias de verão para construir poços em África é, para algumas pessoas, um chamado autêntico. Mas também o é consertar a canalização da casa de um vizinho, alimentar a família e compartilhar o fardo e as alegrias de uma igreja local. Aquilo que somos chamados a fazer todos os dias, exactamente onde Deus nos colocou, é rico e compensador."

In: HORTON, Michael. Simplesmente Crente. SP: Editora Fiel, 2016, p. 29.

sábado, setembro 15, 2018

Férias é família


As férias passaram, o trabalho recomeçou. Foi tempo de descanso, tempo de família, tempo de belos mergulhos nas piscinas e nas águas quentes do Sul, tempo para colocar as leituras em dia (li oito livros), tempo para serenar a alma, tempo para desligar a Internet, tempo para estar com bons amigos e para desfrutar de algumas outras boas coisas que só são possíveis nas férias. Soube a pouco, mas sabem bem estas vírgulas. Não tenho grande admiração por pessoas que se orgulham de nunca fazer férias, que vivem só para trabalhar, que não investem tempo no descanso. Afinal de contas, o Sábado não é invenção humana, foi Deus que o criou.

A tarde deste Sábado, foi uma espécie de prolongamento das férias, com mais um tempo fantástico em família num passeio a Santo Tirso. O dia culminou com um cachorro especial, com muito queijo derretido e regado com molho de "Francesinha à la JÓ". A dieta começa na segunda-feira.

domingo, abril 22, 2018

Estar no mundo sem ser do mundo

"A igreja não foi chamada nem para se excluir nem para se assemelhar totalmente ao mundo. Não temos liberdade para nos retirarmos do mundo, nem tão pouco para nos confundirmos com ele. Nas palavras de Jesus, devemos estar no mundo, porém não sermos parte do mundo. Precisamos lembrar continuamente que a igreja pertence a dois âmbitos: ao céu e a terra."

John Stott

terça-feira, abril 10, 2018

Do despotismo no desportismo (e não só!)

Esta crise no Sporting é uma crise de resultados, mas sobretudo, é sintoma da má liderança. Talvez o maior problema do Presidente Bruno de Carvalho seja o problema que é mais comum em todas as lideranças: o despotismo. O logro de pensar que o poder tem sempre toda a razão. Infelizmente não é só no desportismo que há despotismo. Onde há autoridade existe essa possibilidade. A sede do poder cego, cega. O mau uso do poder faz mal à saúde. De todos.

quinta-feira, janeiro 11, 2018

Contra os fumos

A turma da minha filha mais nova visita hoje o Parlamento. Espero que os mesmos deputados que legislam sobre os danos do tabaco, combatam didacticamente os fumos alternativos.

terça-feira, novembro 21, 2017

O Senhor do sem nariz

Lembrei-me hoje da divertida obra surrealista de Nicolai Gógol, O Nariz, que já li há muitos anos. O barbeiro Ivan acordou um dia com o cheirinho a pãozinho quente e, para seu grande espanto, encontrou no meio do pão um grande e afiado nariz. Desesperado, Ivan tenta livrar-se do nariz enquanto o dono do nariz perdido sai à procura dele. O maior ridículo do ufano Senhor do seu nariz é um dia acordar sem ele. Gógol não perde muito tempo com razões e explicações para o sucedido. A genialidade da obra-prima está no realismo do absurdo. Por incrível que pareça o ridículo está sempre a acontecer-nos. Como bem remata o escritor, "Se pensarmos bem, há qualquer coisa nisto... digam o que disserem, acontecem coisas destas no mundo - raramente, mas acontecem."

quarta-feira, outubro 04, 2017

O maior tesouro

"E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, e vende tudo quanto tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem e segue-me."
(Marcos 10:21).

Um jovem rico vai a Jesus para perguntar-lhe o que deveria fazer para ser salvo. É uma pergunta fundamental, feita à pessoa certa. Jesus começa por dizer-lhe que ele devia cumprir os mandamentos da Lei mosaica. O jovem responde que, na sua avaliação pessoal, tem sido um zeloso cumpridor da Lei. Então Jesus, "amando-o", responde-lhe que lhe faltava ainda uma coisa muito importante: devia vender tudo quanto tinha, dar o dinheiro aos pobres e depois seguir Jesus. O jovem, que fazia das suas "muitas propriedades" a sua vida, retirou-se triste.

Obviamente que Jesus não está a ensinar aqui que a salvação se alcança quando nos desfazemos de todo o nosso dinheiro e dos bens materiais. Não está também a dizer que o Reino de Deus se alcança por sermos altruístas ou bondosos. Para se entrar no Reino é necessário nascer de novo (João 3:3). É necessário morrer para o que somos e temos e confiar exlusivamente na vida, na morte e na ressurreição de Cristo. Ninguém é salvo por confiar em si próprio, na sua religião, posses, práticas ou bondades. O único meio de salvação é Jesus Cristo. A alegria de crer no amor de Deus e seguir Jesus Cristo é a maior de todas. Não há tesouro maior que Ele. No céu e na terra.

segunda-feira, setembro 11, 2017

Compartilhar o Evangelho com o mundo

"'Missão' envolve a Igreja, o Evangelho e o mundo. No entanto, não é a Igreja declamando o Evangelho de cima dos telhados para um mundo distante, surdo e desatento; é a Igreja saindo para o mundo com o Evangelho, infiltrando-se no mundo, identificando-se com o mundo, a fim de compartilhar o Evangelho com o mundo."

In: STOTT, John. Nosso silêncio culpado - A Igreja, o Evangelho e o Mundo. Curitiba: Editora Esperança, 2014, p. 83.

segunda-feira, junho 26, 2017

Aprender nos bancos dos hospitais

Passei este Domingo em dois hospitais, a acompanhar o meu sogro. As doenças mentais são ainda muito incompreendidas e estigmatizadas. Afectam o próprio doente, a família e todos os que estão à volta. A medicação adequada e o acompanhamento médico e familiar são essenciais para tratar as enfermidades do foro mental e psiquiátrico.

Assiste-se a muito sofrimento nos hospitais. A sala de espera psiquiátrica não é excepção. Vi uma senhora agitada que não parava de repetir ao filho que queria ir embora. O filho, desesperado, insistia que ela tinha que ser vista e tratada. Um rapaz novo andava de um lado para o outro a contorcer-se. Uma mãe aflita, a dizer aos enfermeiros e a um polícia que não saía do hospital enquanto o seu filho não fosse internado. Quando o filho, um homem com os seus quarenta anos, saiu da consulta disse à mãe para vir embora. Ela não queria ir. Aconselhei-os a terem calma, que tudo se iria resolver. Agradeceram-me e saíram. As ambulâncias sempre a chegar. Gente a gemer. Muitas pessoas à espera nos corredores. Aprende-se a esperar num hospital público. Os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar fazem o que podem. Fazem muito.

Não é só nos bancos das igrejas que se aprende ao Domingo (e tanto tenho aprendido ali), também se aprende imenso nos bancos e nos corredores destes hospitais. Aprende-se a confiar mais em Deus do que em nós próprios. Ou então pode-se ficar insensível, revoltado e amargurado. Pode-se aprender a orar. Pode-se aprender a esperar mais no Senhor. Que Deus nos ajude.

quarta-feira, junho 21, 2017

A descoordenação mata


O caso da queda do avião Canadair que supostamente caiu ontem, que depois se verificou ter sido uma explosão de botijas de gás que estavam ao lado de uma suposta "roullote", só vem confirmar o que muitos já pensavam: a tragédia em Pedrógão Grande, que provocou já 64 mortes e 136 feridos, foi horrivelmente agravada pela desorientação e descoordenação de quem comandou as operações.

Sim, existiram causas naturais que podem ter ajudado a propagar o incêndio. Sim, existiu incúria da parte de alguns proprietários dos terrenos que não limparam as suas matas. Sim, os bombeiros e muitos outros anónimos foram verdadeiros heróis nestes terríveis fogos. Mas a grande descoordenação que reinou desde o início deste incêndio contribuiu infelizmente para o alastramento da tragédia. O incêndio começou às 14 horas e as respostas foram demasiado lentas e diminutas, dada a dimensão da catástrofe.

Falhou a protecção civil em não priorizar o salvamento das vidas humanas; falhou o sistema de comunicação para emergências (o afamado SIRESP); falharam os políticos ao encolherem os ombros, dizendo que tudo foi feito, falharam as políticas de ordenamento florestal que, na prática, nada resolvem, falharam muitos jornalistas pelo sensacionalismo balofo. Num certo sentido, falhámos todos como nação por terem morrido tantas crianças e adultos.

Deus tenha misericórdia de todos nós. Continuarei a orar pelos familiares enlutados. Oro também para que esta tragédia, que ainda não acabou, ao menos sirva para aprendermos a fazer mais do que foi feito para evitar desgraças vindouras.

quarta-feira, março 15, 2017

Umbigo inchado

Na tentativa de ocultar o ventre mais perfeito e contido, esconde-se sempre a pança mais inchada e ufana. É verdade que todos temos um umbigo, mas há umbigos escondidos que são mais proeminentes daqueles que andam descaradamente à mostra. A coisa mais feia e indecorosa que faz inchar a barriga não é - ao contrário do que se pensa - a cerveja, é o orgulho de se julgar superior e melhor que os outros.

segunda-feira, fevereiro 27, 2017

Satisfação da carne, insatisfação na vida

"É somente quando andamos com Deus, na luz, que o nosso coração pode ser realmente feliz. É a permissão deliberada de coisas que prejudicam a nossa comunhão com Ele que arrefece e obscurece a nossa alma. É a satisfação da carne, a comunhão com o mundo e o enveredar por sendas proibidas que destroem a nossa vida espiritual e nos roubam a alegria."

A. W. Pink

sábado, fevereiro 18, 2017

Ele há coisas e coisas

Por duas vezes o apóstolo Paulo diz que todas as coisas lhe eram permitidas, mas nem todas as coisas lhe eram convenientes (1 Coríntios 6:12 e 1 Coríntios 10:23). Porquê? Primeiro, porque existem coisas que nos procuram dominar, afastando-nos de Deus e da Sua vontade. Segundo, porque nem todas as coisas servem para a edificação das outras pessoas e para o nosso bom crescimento. Há coisas que glorificam a Deus e outras que não. "Portanto", conclui Paulo, "quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus" - 1 Coríntios 10:31.

domingo, fevereiro 05, 2017

O paradoxo do discipulado

"Seguir Jesus está em tudo relacionado com este mundo, mas não tem quase nada em comum com este mundo."

In: Eugene Peterson. O Caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2009, p. 303.

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Jesus é o único que nos pode salvar

"O mundo não pode salvar-se a si mesmo. Esta é a mensagem do Natal." - Tim Keller.

sexta-feira, dezembro 09, 2016

Liberdade acorrentada

Na louca sugestão serpentina, pensamos ser mais livres e felizes se fizermos tudo o que nos apetece fazer. Não é preciso passar muito tempo, para descobrirmos que a liberdade desenfreada que procurávamos ter, é aquilo que mais escraviza o nosso ser. Certo dia, A verdadeira liberdade deixou-se acorrentar. Queria mostrar ao mundo, que o mundo não é livre se não for por ela capturado. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" (Evangelho segundo João 8:36).

quinta-feira, novembro 24, 2016

Paradoxal humanidade

A humanidade é fascinante. Não tenho dúvidas que estamos todos derrubados, para não dizer mortalmente arruinados, com o pecado, mas por outro lado, trazemos todos a dignidade da imagem de Deus impregnada em nós. Somos criaturas feitas à imagem de Deus. No seu livro "Os pássaros, nossos mestres", John Stott escreve que "Por um lado temos dignidade enquanto seres humanos criados à imagem de Deus e por outro, a depravação enquanto pecadores sob o juízo de Deus. Somos o produto tanto da Criação como da Queda. Este é o paradoxo da nossa humanidade." Somos capazes dos actos mais terríveis e tresloucados, mas também somos surpreendidos, tantas vezes até por pessoas descrentes, com actos de bondade, amor e compaixão. Acções humanas, mas divinas. Maravilhoso paradoxo.