Mostrar mensagens com a etiqueta Salmos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Salmos. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, agosto 27, 2020

Deus faz-nos muito bem

 

"Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre?"  Salmo 13:1

"Até quando?" Pergunta David quatro vezes neste Salmo. É o lamento de uma alma só e cansada. Parece que Deus se esqueceu de David. Quanto mais tempo passa, parece que mais se adensa a tristeza e a sensação de orfandade. Ao contrário do que alguns evangélicos apregoam, os cristãos também se entristecem, desanimam e até podem ficar deprimidos.

Mas neste Salmo há uma grande reviravolta. David ora para que os seus chorosos olhos sejam limpos pela luz do Senhor (v. 3). A resposta vem nos lampejos luminosos da bondade de Deus que alegram o seu coração. David agora está alegre. A grande benignidade e salvação do Senhor, faz David cantar: "Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem."

Quando cremos no bondoso Deus e na sua salvação, a nossa alma aquece e alegra-se. Se pensarmos bem, Deus nunca está ausente. O Senhor é sempre presente e continua a fazer-nos muito bem.

sábado, junho 27, 2020

Em Jesus fomos encontrados e amados


"A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram." (Salmo 85:10). 

Este Salmo celebra o retorno do povo de Israel à sua terra, depois do cativeiro babilónico. O Salmo evidencia que o povo está arrependido dos seus pecados e agora a comunhão está restaurada. Existe também uma súplica por avivamento espiritual, por mais salvação e alegria (v.6,7). 

Mas o grande versículo que prende a minha atenção neste Salmo é o v.10 - "A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram." Este santo encontro amoroso, embora previsto na eternidade passada, realizou-se de forma efectiva em Cristo, na cruz do Calvário. A verdade e a justiça conciliaram-se com a misericórdia e a paz. Ao contrário de nós, tantas vezes, em Cristo há um perfeito equilíbrio entre o amor e a verdade, entre o direito e o perdão. 

Em Jesus Cristo, nós fomos encontrados, perdoados, amados e beijados.

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Orações umbilicais

"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego." (Salmo 22:1,2).

O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.

Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Aprender a ver as nossas misérias

"Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." Salmos 19:12.

Boas mudanças acontecem, não quando apontamos erros alheios, mas quando admitimos os nossos próprios erros. Dos muitos pecados que temos, provavelmente os mais tenebrosos, são os que não conseguimos ver como nossos. Aqueles erros que, por causa da cegueira da nossa arrogância, vaidade e petulância, nos ficam ocultos. Quando nos julgamos mais correctos e justos que todos os outros, mais cegos e pecadores estamos. O grande embaraço na vida não está em repararmos no argueiro do olho do nosso irmão, está em não vermos a trave que está no nosso olho. Isto não quer dizer que não podemos ter a percepção dos demais pecados, mas comecemos sempre por reconhecer os nossos. David roga a Deus que Ele lhe limpe os seus erros, especialmente aqueles que não consegue identificar como seus. "De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados" (Lamentações 3:39). Que Deus perdoe os meus pecados e me ajude a ver e a deixar os que ainda não vejo.

quinta-feira, novembro 23, 2017

Cantos de livramento


"Tu és o lugar em que me escondo; tu me preservas da angústia; tu me cinges de alegres cantos de livramento" (Salmo 32).

Gosto muito deste Salmo. Li que também era um dos favoritos de Agostinho de Hipona até à morte. Conta-se que o tinha escrito na parede, para que pudesse vê-lo desde o leito onde se encontrava enfermo. O Salmo conta a história de um homem paralisado pela culpa do pecado não confessado. É a nossa história. O primeiro impulso dos pecador é esconder-se e calar os pecados. Aquele que retém os seus pecados envelhece e envilece a alma - "o seu humor se torna em sequidão de estio" (v.4). Mas quando admitimos o mal que somos e as muitas maldades que fazemos, Deus promete perdão - "Confessarei ao Senhor as minhas transgressões e tu perdoaste a maldade do meu pecado" (v.5). Em vez de nos escondermos ou encobrirmos as nossas misérias, escondamo-nos no regaço dos fortes braços do Pai. Em lugar de sofrermos o fado das angústias, cantemos os alegres cantos do livramento do Senhor. Remoer os pecados mói, confessá-los liberta-nos.

sexta-feira, agosto 25, 2017

Luz para a vida

"Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho." (Salmos 119:105)

É relativamente fácil o ser humano ficar perdido. Perdido numa densa floresta, perdido na imensidão do mar. Mas o maior desnorte é perder o Norte do rumo espiritual. Estar desorientado e desnorteado no meio das muitas propostas e coisas deste mundo. Precisamos de uma bússola espiritual, uma referência que seja segura e confiável. A Bíblia é tudo isso para nós. As Palavras de Deus iluminam o nosso caminho e o nosso coração. Elas removem as trevas e a cegueira espiritual, dão-nos sentido e luz. Sempre que a descurarmos ficaremos confusos, mas quando meditamos e vivemos as palavras da Palavra viva, sabemos para onde vamos e andamos. Sábio é aquele que ouve e se deixa conduzir pelas sagradas letras (Salmo 119:130).

quarta-feira, junho 07, 2017

Amar a Deus e odiar o mal

"Vós que amais o SENHOR, detestai o mal" (Salmo 97:10).

Os dois sentimentos mais fortes que existem no ser humano, talvez sejam o amor e o ódio. A Bíblia ensina-nos a amar a Deus e as pessoas. Ensina-nos também a não odiar ninguém, a não ser uma única coisa: o mal. Devemos detestar a maldade, a começar pela nossa. Quanto mais amamos a Deus mais detestamos o mal. Charles Spurgeon escreveu "Se você ama realmente o seu Salvador e deseja honrá-Lo, deteste o mal. Não há melhor cura para um cristão que ama o mal do que a comunhão abundante com o Senhor Jesus. Se você gasta bastante tempo com Jesus, será impossível ficar em paz com o pecado." O cristão odeia o mal porque ama Deus. E nesses intensos sentimentos, o crente ora por todos aqueles que espalham maldade, que sem saberem, são fantoches das hostes infernais do diabo. Amar o Bem. Odiar o mal.

segunda-feira, novembro 09, 2015

Servir a Deus com alegria

Neste sábado, reflecti com uma vintena de jovens em Leça da Palmeira, sobre a importância do serviço alegre ao Senhor. As nossas desculpas para não servirmos a Deus vestem-se de tristes farrapos. “Servi ao Senhor com alegria!”, lemos no Salmo 100. Das muitas inferências que se podem colher deste Salmo, destacam-se três grandes conclusões:

1 - Servimos bem quando estamos bem doutrinados (vers. 3, 5). Saber que Deus é Deus. A boa teologia impele-nos sempre à adoração e ao serviço. Quanto mais conhecemos Deus, através de Cristo e da sua Palavra, mais queremos servi-lO. O contrário também é verdade.

2 - Um coração grato serve melhor a Deus (vers. 3,4). A ignorância, o desagradecimento e o egocentrismo desviam-nos do serviço. Quando vislumbramos as coisas extraordinárias que Deus fez, faz e fará, só pode despontar gratidão e louvor. Se isso ainda não nos impulsionar ao alegre serviço, deixemos de comer e beber.

3 - O bom servo veste-se com a humildade, autenticidade e verdade (vers. 5). Humildade porque Deus é Senhor e nós não. Servimos a Deus, porque somos alegres escravos do bom Senhor (Ef. 6:6,7). Autenticidade e verdade no serviço são imprescindíveis. Viver em pecado e depois pensar que se está a servir a um Deus santo, é puro auto-engano.

Estamos sempre a servir alguém, como bem o disse Dylan, "Gotta Serve Somebody". Deus não só ama ao que dá com alegria (2 Co 9:7), também ama (e muito!) a quem O serve com alegria. Estás tu a servir a Deus?

segunda-feira, outubro 19, 2015

O socorro vem do Senhor!

Há uma indagação desesperada no Salmo 121: “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” É o grito de um coração inquieto e atormentado. Os montes, por muito belos e compassivos que sejam, nada respondem. O socorro não está nas coisas criadas. Precisamos enxergar para além dos montes, das dificuldades, dos empecilhos, das crises. O socorro vem do Senhor! (v.2). O grande livramento acontece quando, pela fé, nos entregamos ao Deus que socorre e liberta. Importa olhar além dos montes e dos problemas.

Entre a inquirição do versículo 1 e a resposta no versículo 2 há uma distância. Por vezes, uma longa espera, um silêncio, um hiato que moí e que pode tornar-se ainda mais angustiante. Alguns podem até pensar que Deus está dormente, que não se interessa pela problemática humana. Mas é mentira. Deus nunca dormita.

Para além de socorrer, Deus é o próprio socorro. Lemos noutro salmo que “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1). A nossa segurança não está na religião, no dinheiro, na saúde, nos médicos, no emprego, na família ou qualquer outra coisa, a nossa segurança está enraizada e estabelecida no Senhor. O Deus criador é poderoso para nos salvar, segurar e guardar. Ele é O Deus Pai eterno que cuida sempre dos seus filhos.

segunda-feira, julho 07, 2014

Caminho alegre e com esperança

Nas minhas leituras bíblicas anuais estou a ler o livro de Salmos. Hoje meditei num versículo precioso:

"Tu és a minha esperança, SENHOR Deus; tu és a minha confiança desde a minha mocidade" (Salmos 71:5).

Desde os treze anos de idade que a minha vida e esperança é O Senhor Deus. Caminho contente e em paz, não porque confio em mim, ou porque as coisas correm de feição, mas porque descanso em Deus. Quem anda com Deus e confia nele não teme nada. Como diz outro salmista: "O SENHOR está comigo; não temerei o que me pode fazer o homem" (Salmo 118:6). A sua presença é real e dá propósito, confiança e esperança todos os dias. Aleluia!

terça-feira, setembro 03, 2013

Almas viçosas

Há pessoas secas. Almas ressequidas que nunca produzem bons frutos porque não estão firmadas junto às águas da vida - a Palavra de Deus. Instilam e espalham secura, ódio e morte, inerentes à sua natureza mirrada. Ao contrário, a alma que tem prazer na Lei do Senhor e que medita nela, é uma pessoa frutífera e viçosa em todo o seu viver. Irradia paz e alegria, alastra a vida. Produz sempre belos frutos sumarentos, no tempo certo. As árvores frondosas saltam felizes junto ao rio da vida. Não serão queimadas. Celebrarão o seu Senhor eternamente.

(Salmo 1)