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sábado, setembro 15, 2018

Férias é família


As férias passaram, o trabalho recomeçou. Foi tempo de descanso, tempo de família, tempo de belos mergulhos nas piscinas e nas águas quentes do Sul, tempo para colocar as leituras em dia (li oito livros), tempo para serenar a alma, tempo para desligar a Internet, tempo para estar com bons amigos e para desfrutar de algumas outras boas coisas que só são possíveis nas férias. Soube a pouco, mas sabem bem estas vírgulas. Não tenho grande admiração por pessoas que se orgulham de nunca fazer férias, que vivem só para trabalhar, que não investem tempo no descanso. Afinal de contas, o Sábado não é invenção humana, foi Deus que o criou.

A tarde deste Sábado, foi uma espécie de prolongamento das férias, com mais um tempo fantástico em família num passeio a Santo Tirso. O dia culminou com um cachorro especial, com muito queijo derretido e regado com molho de "Francesinha à la JÓ". A dieta começa na segunda-feira.

quinta-feira, abril 27, 2017

Aprendei com o limoeiro

Quanto mais os parasitas atacam o nosso limoeiro, mais ele cresce. Quanto mais corto os ramos e folhas do nosso limoeiro, mais ele frutifica. Quanto mais limões oferecemos, mais limões nós temos. O nosso limoeiro não é nosso.

Cada um retire as conclusões e aplicações que achar pertinentes.

segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Doces narcisistas

"Não é errado ser bondoso. Na verdade, ser servo é marca do cristão. A necessidade de agradar os outros é outra história. Voluntariar-se para vender doces por amor ao próximo é uma coisa. Oferecer-se para vender doces para que o próximo passe a amar você é bem diferente."

In: Kevin DeYoung. Super Ocupado. Editora Fiel, 2014, p. 39 e 40.

quarta-feira, dezembro 30, 2015

A grande caminhada anual

Hoje realizei a primeira “grande” caminhada do ano e perdi 277 Kcal! Paulo Portas foi-se embora com a minha constipação. O Sporting é só ganhar (somos mais NOS que os outros). Hoje vou fazer umas deliciosas "Francesinhas à la JO" para ilustres amigos. A minha mulher já tem cacete para fazer rabanadas quentinhas amanhã. Podem todos dizer-me o contrário, mas por mim o novo ano promete coisas maravilhosas. Vão para dentro que está chuva e frio (finalmente!) e desejo aos dois ou três (vá lá, quatro) teimosos leitores deste vosso CANTO, um ano novo muito abençoado cheio de bons sonhos (e farturas).

quinta-feira, novembro 26, 2015

Arroz de pato à Mimosa

A minha mãe não sabe o que é o #ThanksGiving, mas pratica-o todos os dias. Nem de propósito, hoje convidou-me a mim e às minhas filhas para comermos um delicioso arroz de pato. Graças foram dadas a Deus. Depois do lauto almoço, também para desmoer a ave, substituí-lhe a fita da persiana que se tinha rompido. Ela ficou muito agradecida. Mais grato estou eu. "Nenhum dever é mais importante do que a gratidão", disse Cícero.

domingo, outubro 11, 2015

Desfrutar do que Deus criou

"Se o nosso Deus criou peixes enormes e vinhos finos no Reno, sinto-me perfeitamente à vontade para comê-los e bebê-los! Podemos desfrutar de todos os prazeres do mundo, desde que não sejam pecaminosos; Deus não os proíbe; pelo contrário, ele deseja isso. Deus alegra-se sempre que você sorri com gosto".

Martinho Lutero

In: Gerald McDer. Grandes Teólogos. Editora Vida Nova, 2013, p. 86.

quinta-feira, abril 16, 2015

Sim, Nespresso!

Não sei se alguém da Nespresso leu a minha nota de desagrado expressada aqui, mas ontem telefonou-me um gentil senhor da parte dessa empresa. Depois de analisarem a trapalhada que envolveu o arranjo da minha máquina de café, pediram-me desculpas. Num gesto simbólico, resolveram presentear-me com 2 chávenas Nespresso, uma pequena caixa de chocolates e o pedido para reatar a minha confiança na marca. O reconhecimento das faltas (quem as não tem?) é sempre a atitude mais sensata e se acompanhado de uma xícara com um bom café, ainda melhor. Para que se saiba que este blogue também é grato, fica aqui registado o agradecimento à Nespresso. Por estas e (mais) por outras, continuo a acreditar que vale a pena ser protestante. Vai um Arpeggio?

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Prefiro bolas de Berlim

Não é por acaso que a palavra melindre rima com berlinde. Há pessoas adultas que vivem cativas dos seus próprios joguinhos infantis. As mimalhices e os melindres não são próprios de gente crescida. Os adultos (na idade e na fé) não perdem demasiado tempo com perrices e caturrices. Aprenderam a valorizar aquilo que vale a pena valorizar. Com quase cinquenta anos de idade, em matéria de bolas que começam por "berlin", prefiro mil vezes mais as de creme do que as de vidrinhos. É verdade que as de creme engordam, mas a susceptibilidade 'berlindosa' faz muito pior à saúde.

segunda-feira, maio 19, 2014

Refeição abençoada e multiplicadora

O milagre da multiplicação dos 5 pães e dos 2 peixes que Jesus realizou é extraordinário. É o único que está registado nos quatro evangelhos e beneficiou e foi testemunhado por cerca de 15000 pessoas. Das muitas conclusões que se podem retirar deste grandioso sinal, destaquei ontem quatro importantes lições:

1 – Diante das carências e crises que por vezes sobrevêm à nossa vida, devemos confiar mais em Deus do que nos nossos recursos humanos. “Ele sempre sabe bem o que fazer” (Jo 6:6).

2 – A gratidão e a generosidade geram milagres. O rapazinho que deu os 5 pães e os 2 peixes a Jesus, ensina-nos que quando entregamos o que temos nas nossas mãos, as mãos do Senhor Todo-poderoso multiplicam isso, abençoando e beneficiando a muitos. A responsabilidade de repartir é dos que já receberam algo de Deus.

3 – Os doze cestos recolhidos no final do banquete mostram que não devemos desperdiçar o muito que O Senhor nos tem dado. Não desbaratemos a sua graça. Valorizemos e usemos mais os dons e os recursos que Deus nos tem dado. “Trabalhai pela comida que permanece” (Jo 6:27).

4 – No final do grande milagre, todos estavam de barriga cheia. Alguns queriam que Jesus fosse o seu rei, que os libertasse da opressão político-social e religiosa do jugo romano. Mas Jesus retirou-se só para o monte. O Rei preferiu valorizar a comunhão a sós com O Pai, do que receber o reconhecimento e os louvores de uma multidão interesseira. O lugar mais importante da nossa vida é o tempo de comunhão com Pai. O melhor alimento.

terça-feira, maio 06, 2014

Ovos-moles em Ovar?

Num passeio familiar que fizemos recentemente visitámos Ovar. No centro da cidade, perguntámos a um grupo de jovens sentados numa esplanada, se conheciam uma boa confeitaria que tivesse ovos-moles, sabendo nós que o pão-de-ló é iguaria típica destas belas terras. Eles responderam-nos que não conheciam, mas que se vendiam no supermercado "Pingo Doce". O próximo passeio ficou marcado para Aveiro.

domingo, março 30, 2014

Saborear o sólido alimento

“Quem abre a mente, assim como quem abre a boca, quer encontrar algo sólido ao fechá-la.”

G. K. Chesterton

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Calippo de Inverno


A seguir ao almoço, um Calippo de morango. Ordens do meu dentista. Não foi fácil encontrá-lo. Era o último. Não comia isto há décadas e soube-me muito bem.

sexta-feira, outubro 25, 2013

O chocolate é anti-trombas!

Um novo estudo (ele há estudos para todos os gostos!) diz que o chocolate faz muito bem à saúde e que não engorda. Diz também que é um bom antioxidante, anti-inflamatório, tem efeitos anti-hipertensivos e pode ajudar a prevenir a cardiopatia isquémica. Além disso é antitrombótico! Neste fim-de-semana aproveite a chuva, a mudança da hora e beba uma boa chávena de chocolate quente com um suculento bolo de chocolate. Para além de não engordar é anti-trombras! :O)

quarta-feira, setembro 18, 2013

As águas não são todas iguais

Já tenho ouvido dizer que o sabor da água é todo igual. Não importa a marca ou a fonte, para muitos, a água sabe sempre a água. Mas para mim, o sabor das águas é sempre diferente. A Luso é diferente da Serra da Estrela e a Evian não é igual à Vitalis. As águas Pedras Salgadas são diferentes das Vidago e as Castello muito diferentes das Perrier.

Isto para não falar do sabor da água viva. Não, não estou a falar de Medusas ou alforrecas, falo da água viva que sacia a sede espiritual. Basta provar uma gota desta água celestial que se percebe logo a diferença. Quem verdadeiramente prova a água viva que só Jesus tem e dá, fica plenamente satisfeito.

sábado, setembro 07, 2013

A espiritualidade do bacalhau lisboeta

Há quem diga que regressar é mau. Não penso assim. No caminho para o Porto paramos hoje na luminosa Capital, para visitar uns simpáticos amigos mouros. Comi um dos melhores bacalhaus espirituais que há memória (quem disse que não se come bem em Lisboa?). Mas melhor que o sabor (e a espiritualidade) de um bom bacalhau e de três deliciosas sobremesas (três!!!), é a companhia, a graciosidade e a doçura dos bons amigos. Obrigado Vilma, Artur e Toti. Que Deus continue a abençoar-vos.

sexta-feira, setembro 06, 2013

Terminar a ganhar

A preparar o jantar com a minha esposa: douradas grelhadas, arroz branco, batatas fritas e uma bela salada colorida. A Sagres Bohemia já está fresquinha no frigorífico. Era bonito terminar estas férias com uma decisiva vitória lusa. Viva Portugal! :)

quarta-feira, junho 12, 2013

Falta vinho aos crentes

Na preparação para a pregação do próximo Domingo, salta-me à vista a ambiência nitidamente mundana que Jesus escolhe para manifestar o seu primeiro milagre: um casamento sem vinho. Jesus não era um místico asceta, misturava-se com as gentes. Sabia estar. Comia, bebia, sorria, chorava, conversava. Quando faltou o vinho naquele casamento, Jesus manifestou o seu poder divino: transformou miraculosamente água em vinho. Houve celebração, mas parece-me que nem todos perceberam a glória do Messias.

Miseravelmente, continua a faltar vinho em tantos casamentos dos nossos dias. Pior ainda, falta bom vinho a tantos crentes evangélicos. Falta mundanidade saudável, sociabilidade, sensatez, paladar e palato apurados. Falta alegria verdadeira e escasseia igualmente a percepção da glória divina. Dá dó. Mas continuo a acreditar que Deus é poderoso para transformar as nossas salobras águas, em vinho superior. Para a sua alegria, nossa e dos outros.

quinta-feira, maio 02, 2013

Pagar ou não pagar, eis a questão?

Olhar para o talão da conta do almoço e constatar que o empregado se esqueceu de debitar o café. Aqueles dois segundos, ou talvez três, em que pensas não dizer nada ou então dizer tudo. A escolha pessoal, porém cósmica, de se ser ou não. A grande questão que transcende a Shakespeariana e nos reporta para o Éden: pecar ou não pecar. Um simples café - metáfora universal - que pode perfumar ou manchar. Chorar ou sorrir. Vais escolher o quê?

quinta-feira, abril 18, 2013

A solha que era dourada

O restaurante onde almocei hoje vende comida a peso. Pedi "solha grelhada".

"Podia ser solha", disse-me a cozinheira que estava perto, "mas é dourada!"

"Também se fosse solha, era mais baixinha!", asseverei como que a tentar demonstrar que até percebo de peixes e de piscicultura (que de facto nada percebo).

Ela sorriu. Eu também.

No final da refeição, olhei para o peso da factura e perdi logo o sorriso. Não restava qualquer dúvida que era mesmo uma dourada. Dourada e com chumbo! Uma boa solha na cara, precisava eu por ter ido comer ali.

terça-feira, março 12, 2013

A comunhão da mesa



Tenho para mim que a verdadeira comunhão e intimidade espiritual (e familiar) nota-se à volta da mesa. Saber ouvir os outros, aprender com todos, falar de uma forma sadia e educada, enquanto se partilha o pão juntos, é um dos grandes exemplos legado pelo Senhor Jesus. Muitos dos seus importantes ensinamentos foram partilhados ao redor de uma mesa. Não adianta tentar procurar aparentar ter comunhão na mesa da Igreja, quando se vive em permanentes desavenças ou falta a boa comunicação na mesa de casa. Quem não sabe estar à mesa, não sabe estar fora dela. Pela minha parte, continuo a aprender.

Imagem: Escultura de Victor Brecheret, "Santa Ceia" (1935).