Mostrar mensagens com a etiqueta Discipulado. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Discipulado. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, maio 05, 2025

Dos escândalos


Em Marcos 9 Jesus vai alerta-nos para dois tipos de erros: o erro do exclusivismo e o erro da falta de santificação. Na verdade, são dois tipos de escândalos, o escândalo de um cristão ficar ressentido por outra pessoa estar a anunciar Jesus e o escândalo do cristão pensar que pode ser cristão sem viver em santidade. Para nossa vergonha temos que admitir que há muitos escândalos no meio evangélico hoje.

O Apóstolo João vai contar a Jesus a façanha dos discípulos, que proibiram um homem que estava a expulsar demónios em nome de Jesus, mas que não andava com eles. João imaginou que o poder de Jesus estava confinado ao grupo dos discípulos. O sectário João não aceitava pessoas fora do seu círculo. Este discípulo que disse este disparate, era o que reclinava a sua cabeça no peito de Jesus em sinal de profunda comunhão. Por vezes nós também pensamos que estamos a dizer uma grande coisa, mas não passam de afirmações egoístas e descabidas.

Jesus informou os discípulos que não há quem faça milagres usando o seu nome e a seguir vá falar mal dele. Cuidado com a exclusividade que alguns crentes, pastores, igrejas e denominações pensam que têm. O Reino de Deus é muito mais amplo do que a nossa igreja, movimento ou grupo. “Quem não é contra nós é por nós”, afirmou Jesus (Mc 9:40). A pessoa até pode não ter total clareza doutrinária, mas se crê em Jesus, não vai ser contra Ele e por isso O Senhor não reprova essa pessoa. Se O Cristo que outros pregam é o da Bíblia, mesmo não estando connosco, essas pessoas estão também do nosso lado, que é o de Cristo. 

Por outro lado, Jesus não está a defender que todas as crenças e religiões são boas e que não importa o que faz ou ensina. O universalismo é falso e o ecumenismo é um caminho errado. Em outra ocasião Jesus também disse que “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.” (Mt 12:30). A questão é se a pessoa está em Cristo e se anuncia a Cristo. As pessoas ou são por Cristo ou contra Cristo. Até dar um copo com água, em nome do Senhor, terá recompensa! 

Se nos primeiros versos há cristãos escandalizados, nos seguintes há cristãos que escandalizam. Escandalizar “pequeninos”, pode ser afastar as crianças ou os mais novos na fé, de Cristo. Talvez o tal homem que expulsava demónios fosse um novo convertido. Jesus disse que o cristão que escandaliza esses pequeninos, melhor seria pegar numa pedra de moinho e ser lançado ao mar. Esta hipérbole de Jesus é para demonstrar as sérias consequências dos escândalos na vida do crente. Ao contrário do que alguns evangélicos julgam, ser cristão não é uma carta branca para se viver de qualquer maneira. Ser cristão implica viver em santidade e em obediência a Deus, sem conduta escandalosa. 

Jesus usa três imagens para advertir sobre as terríveis consequências de alguém viver de forma escandalosa. É melhor cortar a mão, um pé ou arrancar um olho que escandaliza do que ser lançado no inferno. É óbvio que esta é uma linguagem figurada que Jesus. O Senhor não está a ensinar que a pessoa deve mutilar os seus membros ou fustigar o corpo. Isto significa que se há algo na vida que escandaliza, o melhor é “cortar o mal pela raiz.”

O inferno é um lugar de tormento eterno onde também “o bicho não morre e o fogo não se apaga”. Há igrejas que só falam em inferno e há outras que parece que nem sabem que existe. Jesus falou muito sobre o inferno. O inferno é real e a pessoa que for lançada no inferno sofrerá eternamente. O termo grego para inferno aqui é “geena”. Geena está relacionado ao vale de Hinom, que ficava fora da cidade de Jerusalém. Foi aí que o Rei Acaz e o Rei Manassés sacrificaram os próprios filhos (2Cr 28:3; 33:6). Era um lugar de culto a Moloque. Mais tarde, o Rei Josias acabou com essas práticas e o Vale de Himom no tempo de Jesus estava transformado num monturo de lixos, onde existia uma fogueira que ardia sem cessar. É um lugar terrível preparado para todos os que não crêem em Jesus e na sua salvação. 

O discípulo de Jesus deve mostrar tolerância com os outros e ser rigoroso consigo próprio. Por vezes somos muito inflexíveis com os erros dos outros e muito tolerantes com as nossas próprias fraquezas e pecados. Esta tolerância, contudo, não é a permissão para aceitarmos falsos ensinos ou falsos profetas, antes, para entendermos que quem anuncia a Cristo também está do nosso lado. 

Quem não receber Jesus como seu Salvador e Senhor já está condenado ao inferno. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” João 3:36. Todo aquele que crer em Jesus e aceitar a sua salvação terá morada eterna num lugar de alegria, descanso, onde não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro e nem dor (Ap 21:4).

quinta-feira, janeiro 16, 2025

Implicações de seguir a Cristo

Jesus está no Norte de Israel e vai em direcção a Jerusalém rumo à cruz. Marcos conta que o Mestre chama os seus discípulos e diz-lhes: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” Há implicações e exigências para quem segue a Cristo. O cristianismo fácil, barato, utilitário, que diz que para seguir a Cristo nada é exigido, é falso! O discipulado afecta a nossa vida pessoal, familiar e comunitária. Ao contrário de tantos falsos mestres, Jesus não engana as pessoas que o querem seguir, com ilusões ou propostas fáceis. A porta é estreita e o caminho é apertado (Mt 7:13-14).

Há pelo menos três exigências para alguém ser discípulo de Cristo:

1ª) Negar-se a si mesmo. O discípulo de Cristo deve renunciar a si próprio. Isto vai contra aquilo que é defendido por muitas seitas, filosofias e gurus que prometem felicidade para quem fizer o que lhe apetece e desejar. Jesus ensina que o cristão deve negar-se a si mesmo. Isto significa rejeitar os interesses egoístas do nosso "eu". Negar a nossa vontade e fazer a Dele. Esta vida de renúncia não é uma vida isolada ou fechada num mosteiro. É viver como Jesus viveu, deixando que a vida de Jesus seja a nossa vida.

2ª) Tomar a sua cruz. Jesus caminha para a cruz e exige que esse caminho seja também o dos seus discípulos. A cruz é o destino de Cristo e do cristão. A cruz é um lugar de morte. Quem não está pronto a morrer por Cristo não está apto para viver com Cristo aqui e no céu. Carregar a cruz não é suportar uma doença, um filho rebelde, um marido/esposa difícil, ou outra coisa custosa, é a disposição para morreres para ti próprio e para tudo o que não agrada a Deus. “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5:24).

3ª) Seguir Jesus. Ser cristão não é ser simpatizante do cristianismo, não é dizer-se religioso, católico ou evangélico e viver como um ateu. Não é apenas orar e vir à igreja ao Domingo, é ter comunhão com Ele, é depender dele, obedecer aos seus mandamentos, é testemunhar! Seguir Jesus é confiar no Senhor soberano da nossa vida em todos os aspectos.

A seguir, Jesus vai ensinar o santo paradoxo de perder para ganhar. "Qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará." Quem quiser salvar a sua vida, vivendo sem a graça divina e para si próprio, vai perder-se eternamente. É a loucura daquele que pensa ter tudo mas falta-lhe o mais importante de tudo: Deus. Ao ignorar Deus e a sua salvação ele está desastrosamente perdido aqui e no futuro.

Por outro lado, Jesus diz que quem perder a sua vida por amor a Jesus e por causa do evangelho vai ganhar a vida eterna. Não é ser um mártir que garante a vida eterna, é entender que o amor de Jesus é melhor do que todos os amores desta vida. Afinal de contas, de que adianta a pessoa ser muito rica, famosa e ter tudo neste mundo e estar perdida e atormentada por toda a eternidade?

O discípulo é alguém que não se envergonha de Cristo. Ser cristão nunca foi popular e nunca será. Quem é um verdadeiro discípulo de Cristo vai enfrentar oposição, lutas, perseguição e até pode ser morto por causa da sua fé. Todos aqueles que se envergonharem de Cristo e não crerem na Palavra do Senhor serão julgados pelo Senhor no futuro.


Resumindo:

O discipulado é um chamado diário para todo o cristão seguir Jesus e exige a renúncia constante. Todo este processo de negar a nossa vontade, tomar a cada dia a cruz e seguir a Cristo não pode ser feito nas nossas próprias forças. A auto-negação é sempre difícil e só é possível em cooperação e na dependência do Espírito Santo.

A salvação da nossa alma vale mais do que todas as riquezas deste mundo. Marcos vai contar mais à frente a história de um jovem rico que perguntou a Jesus o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus disse que ele precisava perder a confiança naquilo que a sua vida estava firmada - nas riquezas. Ele entendeu o custo de seguir Jesus e retirou-se triste. De uma forma egoísta e louca, ele não estava na disposição de perder os seus bens pelo Senhor dos bens e da vida (Mc 10:17-23).

Que tipo de discípulo és tu? Segues a Cristo de boca ou de verdade?

terça-feira, outubro 25, 2022

Missão a dois


Marcos conta que Jesus chamou os seus doze Apóstolos e os enviou dois a dois para pregarem o  Evangelho. Já anteriormente os tinha chamado, ensinado e agora ia enviá-los em missão. Eles aprenderam a teoria e viram a prática. A preparação teológica e prática é essencial. Muitos erros seriam evitados se os líderes e os crentes das nossas igrejas tivessem sido preparados de forma adequada. Somos chamados por Jesus, não só para a salvação, mas também para a missão de partilhar essa salvação.
 
Jesus enviou-os “de dois a dois.” Marcos é o único que refere este facto. Este curioso detalhe sublinha a importância do companheirismo na vida cristã. Este duplo testemunho iria reforçar a verdade da mensagem, porque a Lei dizia que pela boca de duas ou três testemunhas a palavra seria confirmada (Dt 17:6; 19:15). “Dois é melhor do que um, pois trabalhar unidos é melhor para ambos. Se um cair, o outro o levanta.” diz o sábio Salomão (Ec 4:9,10 - Versão Fácil de Ler). Amizade, casamento, Igreja implicam companheirismo, parceria, apoio mútuo e amparo fraternal.

“Deu-lhes poder sobre os espíritos imundos” (Mc 6:7). Esta autoridade que Jesus deu aos Apóstolos seria uma das marcas do poder de Jesus. Aquilo que Jesus tinha feito sozinho iria ser agora reproduzido e amplificado pelos Apóstolos. O Evangelho não é uma mensagem de auto-ajuda ou de convencimento humano é “a demonstração do Espírito e de poder” (1Co 2:4). É o poder de Deus para salvação de todo o que crê (Rm 1:16). 

Os Apóstolos nesta missão a dois não deveriam levar grandes adereços, roupas ou dinheiro. Iriam desprendidos de coisas materiais. O facto de levaram quase nada nesta viagem missionária é porque eles deviam depender do cuidado e da provisão de Deus. O princípio que ressalta aqui é que os obreiros, e todos os cristãos, devem viver com simplicidade, dependendo de Deus em todas as circunstâncias. 

A hospitalidade era comum no Oriente. Ter comida para oferecer aos viajantes e um espaço para descansar era habitual e uma forma de abençoar e de ser abençoado. Hoje os tempos são outros, mas a Bíblia diz que devemos continuar a praticar a hospitalidade e a não nos esquecermos dela (Rm 12:13; Hb 13:2). Se alguém não os quisesse receber e nem ouvir, os Apóstolos deveriam sacudir o pó com os pés e ir para outra localidade. Este gesto testemunhava contra eles considerando aquela terra como terra pagã. Paulo e Barnabé mais tarde fizeram isso em Antioquia da Pisídia (At 13:51) Não devemos perder muito tempo com pessoas que são hostis a Cristo e rejeitam a Sua mensagem.

E a mensagem que eles deviam pregar era a de arrependimento de pecados. Era a mesma mensagem dos profetas antigos, de João Baptista, de Jesus, dos Apóstolos e da Igreja. A mesma mensagem para todos, crentes e descrentes. Para todos. Uma das características do crente é arrepender-se quando falha. O Apóstolo Paulo disse em Atenas que “Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, em todo lugar, que se arrependam.” (At 17:30).  

John Stott escreveu que a "'Missão' envolve a Igreja, o Evangelho e o mundo. No entanto, não é a Igreja declamando o Evangelho de cima dos telhados para um mundo distante, surdo e desatento; é a Igreja saindo para o mundo com o Evangelho, infiltrando-se no mundo, identificando-se com o mundo, a fim de compartilhar o Evangelho com o mundo." O mundo aqui é o lugar onde estamos a estudar, a trabalhar, são os nossos conhecidos e amigos. É com eles que precisamos ser intencionalmente missionários, falando de Cristo e do seu propósito. 

Jesus continua a lembrar a todos os cristãos que a missão é urgente: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for baptizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.” - Mc 16:15,16. 

domingo, agosto 08, 2021

Seguir Cristo é obedecer às suas palavras

"É impossível ser um seguidor de Cristo e, ao mesmo tempo, negar, desprezar, não dar crédito e não crer nas palavras de Cristo."

In: PLATT, David. Contracultura. São Paulo: Vida Nova, 2016, p. 36.

terça-feira, junho 22, 2021

O que é maturidade cristã?

"É lógico que, se a maturidade cristã é a maturidade no nosso relacionamento com Cristo, através do qual o adoramos, confiamos nele e lhe obedecemos, então, quanto mais clara for a nossa visão de Cristo, mais convencidos seremos de que ele é digno da nossa dedicação." 

In: STOTT, John. O Discípulo Radical. Lisboa: Logos Edições, 2014, p. 39.

sábado, maio 02, 2020

O cristão é um "morto-vivo"

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?" (Lucas 9:23-25).

Ser cristão é ser discípulo de Cristo. O discípulo não é apenas um mero seguidor de Cristo, é alguém que se considera um "morto-vivo". O paradoxo cristão é que só se começa a viver quando se morre para si próprio. Muitas pessoas dizem ser cristãos evangélicos mas não estão dispostos a morrer para o seu "EU" e não evidenciam a vida de Cristo. Nota-se isso pelas suas escolhas, carácter, palavras, atitudes.

Que importa ter muito dinheiro, um bom emprego, posição social, bens materiais, boa família e estar longe de Deus e da Sua vontade? Para que servem as grandes conquistas neste mundo e perder-se por toda a eternidade? O significa o nosso pouco tempo aqui comparado com o porvir? De que vale ser "muito feliz" aqui e viver uma eternidade infeliz?

Sem a renúncia contínua e diária do nosso "EU" não haverá crescimento espiritual: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9:25). Tomar a cruz é amar a Deus acima de todas as coisas. É não confiar na nossa bondade, religiosidade, capacidade, obras, realizações. Sem Cristo nada somos, nada temos, nada podemos fazer. Com Cristo, tudo (Fl 4:13).

quarta-feira, outubro 16, 2019

Chamamento irresistível



Depois de Jesus ter sido baptizado e tentado, Marcos leva-nos num rompante para a Galileia. É ali que Jesus vai começar a pregar e chamar os seus primeiros discípulos. João Baptista é preso, diminui, sai de cena e o Messias mostra-se ao mundo. O tempo de espera terminou. Cristo convoca todos ao arrependimento e a crerem no Evangelho, que são as Boas Novas da verdade, de salvação, da paz, da vida eterna e da esperança.

Jesus chama quatro pescadores que estão a trabalhar, a saber: Simão e André, Tiago e João. Mais do que um convite, o chamamento é uma ordem divina irrecusável. A autoridade de Jesus é irresistível e inigualável. “E, deixando logo as suas redes, o seguiram” (v.20). Não há hesitações, perguntas, questionamentos, desculpas.

Estes quatro pescadores tinham agora uma missão que era mais do que um trabalho - pescar pessoas para o Reino de Deus. Eram homens simples, sem grande instrução, mas porque foram chamados e ensinados por Jesus, seriam as colunas da Igreja. Ouvir o chamado de Jesus e segui-lo é o grande propósito do ser humano. Quando seguimos Jesus vamos aprender a pescar outros discípulos. As nossas redes não são humanas. São redes que nos entrelaçam ao amor maior. Lança as redes.

domingo, outubro 13, 2019

Seguir Jesus é o nosso propósito

“Não queremos chamar a atenção do povo para a nossa pessoa ou interferir no relacionamento deles com Cristo. O principal propósito do nosso ministério como testemunha é que eles vejam Cristo e o sigam.”

John Stott

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

O labor faz o discípulo

O discípulo de Cristo não é aquele que fala do muito que pensa saber da fé, é o que pratica o pouco que sabe. Na Escola de Deus, o que pensa que muito sabe, pouco ou nada faz. O labor faz o discípulo. "Se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana" (Gl 6:3).

domingo, agosto 26, 2018

O alvo fundamental do ministério cristão

"O alvo do ministério cristão não é aumentar o auditório no Domingo, fortalecer o papel da membresia, ter mais pessoas nos pequenos grupos ou expandir o orçamento (por mais importantes e valiosas que estas coisas sejam!). O alvo fundamental é fazer discípulos que fazem outros discípulos, para a glória de Deus. [...] Esta é a Grande Comissão - fazer discípulos. O padrão de uma igreja florescente é que ela faça discípulos genuínos, que, por sua vez, façam discípulos de Jesus Cristo."

In: MARSHALL, Colin & PAYNE, Tony. A Treliça e a Videira. SP: Editora Fiel, 2015, p. 166.

sábado, agosto 25, 2018

Dos modismos nas igrejas

Um dos traços comuns a todas os modismos que estão sempre a aparecer (e a desaparecer) nas igrejas é a sede de inovação. É preciso inovar, ser relevante, ser diferente. Não há quem deseje ser comum. Não tenho nada contra as boas inovações em matéria de forma, mas tenho para mim, que é no corriqueiro que está a virtude. Ser perseverante no bem que sempre foi bom, é capaz de ser a melhor das estratégias para a Igreja. Quando somos fiéis à velha rotina da oração, da proclamação da Palavra de Deus, do bem-fazer, do viver de forma simples e justa. Quando somos persistentes no ordinário é muito provável que Deus faça o extraordinário. É melhor perseverar no comum do que ter a mania de querer ser diferente para a seguir desistir do básico. Ser discípulo de Cristo dentro e fora da igreja local é capaz de ser a mais desafiante das rotinas.

domingo, fevereiro 11, 2018

Chamados para a comunhão

"Não é a intenção de Deus que sejamos órfãos na terra, que sejamos autodidactas, nem pessoas que agem por conta própria ou centradas em si mesmas. Deus nos chamou para pertencer a igrejas locais, que ensinam a Bíblia correctamente e que são repletas de pessoas cujas vidas mostram o fruto do Seu Espírito."

Mark Denver

domingo, maio 14, 2017

Cristianismo é comunidade

"O cristianismo não é mera fé intelectual interna. Ele só pode ser vivido dentro de uma comunidade."

In: YANCEY, Philip. Igreja: Por que me Importar? São Paulo: Editora Vida Nova, 2010, p. 19.

domingo, abril 23, 2017

Precisa-se mais pregação doutrinária

"A pregação doutrinária certamente aborrece os hipócritas, mas é apenas a pregação doutrinária que salvará as ovelhas de Cristo. O trabalho do pregador é proclamar a fé, não dar entretenimento aos incrédulos: em outras palavras, alimentar as ovelhas em vez de divertir as cabras."

J. I. Packer

domingo, abril 02, 2017

A fé no conhecimento e vontade de Deus

"A fé não assenta na ignorância, mas no conhecimento, e esse [conhecimento], certamente, não apenas de Deus [em Si], como também da divina vontade."

João Calvino

terça-feira, março 07, 2017

A Base das bases

Bruce A. Demarest disse que
"Um credo ou regra de fé é uma afirmação concisa daquilo que alguém deve crer a fim de ser um cristão". No passado Domingo de manhã, começamos a estudar as bases de fé do cristianismo, na Escola Bíblica Dominical da nossa igreja. Durante três meses vamos andar à volta dos fundamentos da fé cristã. Saber o que se crê e em quem crê é primordial, especialmente nos dias confusos e conturbados do presente século. O estudo sistemático das bases de fé não nos livra automaticamente do mal e nem de cairmos, mas dá-nos os melhores alicerces para resistir às ventanias do nosso tempo e dá-nos mais luz e poder para não tropeçarmos tanto.

No final do Domingo, visitei com a minha esposa e filhas uma acolhedora Igreja em São João da Madeira. Preguei sobre a importância de nos firmarmos na Base onde assentam todas as bases de fé: A Bíblia Sagrada. A Sola Scriptura não foi só a bandeira de Lutero na Reforma do Século XVI, deve ser o ar vital que respiramos no século XXI. A Bíblia é a revelação final e completa de Deus. É o hálito divino que nos conduz à salvação de Jesus Cristo. A autoridade das Escrituras suplanta opiniões de papas, apóstolos, pastores e todas as tradições e ensinamentos que são contrários à Palavra de Deus.

Uma igreja que não faz da Bíblia o centro e a base da sua existência não é verdadeiramente uma igreja. Um cristão que não ouve, lê, medita e pratica as sagradas letras, ou não é cristão, ou então é um triste cristão. Tudo se move e passa, menos a Base.

domingo, fevereiro 05, 2017

O paradoxo do discipulado

"Seguir Jesus está em tudo relacionado com este mundo, mas não tem quase nada em comum com este mundo."

In: Eugene Peterson. O Caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2009, p. 303.

domingo, junho 05, 2016

Seguir a Cristo

"Este é o carácter do verdadeiro cristão: procurar seguir a Cristo em pensamento, palavra e obra."

George Whitefield

quinta-feira, janeiro 14, 2016

Aprender com as pegadas dos outros

Quanto mais caminho no caminho apertado do cristianismo, mais me convencendo da importância de quem por ele já passou. Desprezar a pegada dos nossos pais é sintoma de doença espiritual. Se ser crente há meia dúzia de anos e pensar que se sabe tudo é sinal de imaturidade espiritual, ser crente há muitos anos e desprezar os ensinamentos, os escritos e a caminhada daqueles que nos antecederam é a pior das infantilidades. A questão não é viver no passado, é aprender com ele. O apóstolo Paulo incentivou o jovem Pastor Timóteo a permanecer naquilo que tinha aprendido com os que foram antes dele. "Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido" (2 Timóteo 3:14). Sem essa boa aprendizagem e persistência não há bom futuro.

terça-feira, setembro 08, 2015

Seguimentos

Não me peças para seguir-te se não estiveres disposto a vir comigo.