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terça-feira, outubro 21, 2014

A misericórdia em Jonas

O homem na sua presunção moral julga que Deus deve perdoar quem se porta bem. A verdade é que Deus não tem nenhuma obrigação em perdoar-nos. Não existe nenhum acto religioso ou moral, nenhuma reza, rito ou obra humana que assegure e conquiste o favor divino. O perdão pertence exclusivamente a Deus.

A história de Jonas (e outras) revela que Deus é misericordioso, até com os ingratos e maus. Na sua compaixão, Deus salva e restaura os pecadores que se arrependem. Perdoou os ímpios ninivitas e até perdoa os pregadores errantes. Deus é exímio em restaurar e levantar o que está prostrado. Deus pode!

quarta-feira, outubro 15, 2014

Rememorações em Jonas

Este mês, pela graça de Deus, estou a compartilhar às terças-feiras na Igreja em Gulpilhares o livro de Jonas. Ontem, recordei que a “Universidade da Baleia” é um dos lugares que Deus usa para endireitar e formar pregadores renitentes e desobedientes. Desta "Universidade" ninguém gosta, mas é um óptimo lugar para perceber a gravidade dos nossos erros e aprendermos a não fugir da vontade de Deus. Os "ventres dos grandes peixes" servem, acima de tudo, para nos lembrarmos de Deus (Jonas 2:7). Vale a pena confiar sempre no Deus soberano que sabe e conhece todas as coisas. Ele é a nossa salvação! Tem sido muito bom rememorar estas preciosas verdades.

sexta-feira, setembro 19, 2014

A vontade final de Deus

Acredito que a vontade final de Deus sempre se cumprirá, independentemente dos erros e desvios humanos. Por vezes, Deus, na sua paciência, permite que apanhemos outras estradas e navios. Envia uma tempestade para refrescar as nossas rebeldes ideias. Põe-nos diante de pagãos que confiam mais em Deus que nós. Para nossa vergonha e contrição. Já quase a afogar-nos no mar da desobediência, O Senhor, na sua misericórdia e amor, recolhe-nos no ventre mal cheiroso de um grande peixe. É um bom lugar para reflectirmos na sua soberana vontade e poder. A seguir, coloca-nos novamente no seu Caminho. Estamos prontos para realizar a sua vontade. A vontade final de Deus será sempre realizada. Deus é Deus.

terça-feira, janeiro 22, 2013

A flecha de Deus

O final do livro bíblico de Jonas é magistralmente enigmático. Perante a ingratidão, o enfado, o racismo e o orgulho de Jonas, Deus lança-lhe uma pergunta. “Como é que és capaz de amar tanto as tuas coisas e os teus interesses e desprezar-me a mim e àqueles a quem amo?” O livro termina sem conhecermos a resposta de Jonas.

Porquê é que a reacção final de Jonas não nos é revelada? Timothy Keller, no seu extraordinário livro “Falsos deuses”, sugere que aquela pergunta é como que se Deus apontasse uma flecha de amorosa censura ao coração de Jonas, a disparasse e, de repente, Jonas desaparecesse e ficássemos no seu lugar.

Ainda hoje, a pergunta divina voa na nossa direcção: “Amas-me mais a mim do que a ti próprio e do que as tuas coisas e interesses?” O Deus que faz a pergunta sabe perfeitamente a resposta. Ele quer que O amemos acima de tudo e de todos, mas se esta seta amorosa não ferir o nosso coração, nunca O iremos amar.

“Senhor, Tu sabes tudo.”

segunda-feira, outubro 22, 2012

Sermão resumido e aplicado

No regresso a casa, a Jéssica contou-nos que fez um resumo da minha pregação - a última da série sobre o livro de Jonas -, no culto de ontem à tarde. Pedi-lhe para o ler em voz alta. Em termos gerais, ela enumerou os pontos principais daquilo que eu tinha falado. Com a ajuda do Espírito Santo, conseguiu deduzir algumas pertinentes aplicações. Fiquei contente por a minha filha ter retido o mais importante. Em jeito de conclusão, a Rute acrescentou que a Jéssica, quando for adulta, vai ser pregadora. Num certo sentido, já o é. Mas que o seja, ao contrário do irado e ingrato Jonas, uma pregadora que não só anuncia a compaixão do soberano Deus, mas que também a vive. E eu também.

quarta-feira, setembro 12, 2012

O pó é pó, Deus é Deus

Ainda com cheiro a vómito de peixe, o errante pregador, exausto e dolorido, levantou-se a custo das areias da praia e impulsionado pelo segundo chamado divino (graças a Deus pelas suas segundas oportunidades!) lá foi finalmente anunciar o juízo de Deus sobre a grande cidade de Nínive. Os ninivitas aceitaram a mensagem do profeta. Arrependidos, lançaram-se no pó da terra e creram em Deus. O arrependimento, os ritos religiosos ou qualquer outra coisa não garantem o perdão divino - e muito menos o compram -, mas Deus agrada-se que o homem tome consciência, pela revelação do Espírito Santo, de que é pó e que Deus é Deus.

Nínive está salva, pelo menos por agora. Deus, com o seu incomensurável amor e com a sua incompreensível misericórdia, salvou os pecadores ninivitas arrependidos que clamaram por Ele. Hoje também pode acontecer isso. "Se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração." (Hebreus 4:7)

segunda-feira, agosto 06, 2012

O grito de Jonas

O capitulo dois do livro de Jonas é uma oração. Um grito. Um Salmo. Jonas está no entranhas de um grande peixe e clama a Deus por livramento. As trevas, a solidão, a dor e o sofrimento que assolam Jonas, são consequências da sua teimosia e desobediência. Jonas chegou fundo do poço.

O Deus da Bíblia castiga. Penso que se prega pouco desta incómoda verdade. Os púlpitos e as igrejas não servem para nos sentirmos bem, servem para pregar a verdade. A verdade é que O Pai castiga e corrige a quem ama. Se ficássemos abandonados na nossa rebeldia, estaríamos para todo o sempre afastados do seu amor. Mas o Senhor corrige-nos porque nos ama. "Bem-aventurado é o homem a quem Deus castiga; não desprezes, pois, o castigo do Todo-poderoso" (Jó 5:17).

Alguém disse que a "Universidade da Baleia" é um óptimo meio que Deus usa para endireitar e formar pregadores e pessoas desobedientes. Você está a cumprir com o seu chamado? O fundo do poço é um bom lugar para recomeçar. Comece por reconhecer quem Deus é e confessar quem você é e o que tem sido.

Passados três dias e três noites, o soberano Deus manda o grande peixe vomitar Jonas em terra seca. A oração/salmo de Jonas foi ouvida. Jonas viverá. A correcção de Deus produz sempre bons frutos. Jonas está agora prostrado na praia. Pronto para obedecer.


Imagem: Jonah, by Robert T. Barrett. 1990.

quarta-feira, julho 18, 2012

Estranhas reincidências divinas

Na semana seguinte à que iniciei os estudos do livro de Jonas, Deus enviou um pregador à nossa igreja, que sem saber o que eu tinha falado, pregou precisamente sobre Jonas. Alguns podem ver aqui uma mera coincidência, mas isso existe no reino de Deus? Muito se pode inferir desta estranha reincidência, tanto que se pode ignorar. Quem será o fugitivo Jonas, que está a desconsiderar a Palavra do Senhor? Serei eu o surdo dormente a precisar de uma tempestade para acordar? Quem geme desesperado dentro das entranhas de um "grande peixe"? Estará alguém a omitir-se da grande comissão? Haverá alguém ressentido sem razão?
Deus, pacientemente, vai continuar a falar. As baleias andam por aí.

segunda-feira, junho 25, 2012

O pregador racista

Comecei uma série de pregações acerca do livro de Jonas. O pregador errante, que por ser racista, preconceituoso e impiedoso, tentou a loucura de fugir de Deus e da ordem para pregar o juízo e o arrependimento na cidade de Nínive. Por causa da sua terrível desobediência, sofreu Jonas e outros ao seu redor. É sempre assim. Mas mesmo na desobediência, Deus manifestou a sua soberania e graça. O vento, o navio, os marinheiros, o peixe grande, a terra seca, a segunda oportunidade, a salvação dos pecadores ninivitas e tantas outras coisas que este precioso livro narra, são prova disso. Não é difícil aprender com o livro de Jonas. Jonas é o nosso espelho. Difícil é não cometermos os mesmos erros e obedecermos a Deus à primeira. Sola Gratia.