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quarta-feira, março 04, 2026

A escola superior do deserto

"O deserto não é um acidente de percurso na caminhada da vida, mas uma agenda de Deus. É Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus treina seus líderes mais importantes." 

- Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, janeiro 05, 2026

A verdadeira libertação


"E ouviu Deus o seu gemido e lembrou-se Deus do seu concerto com Abraão, com Isaque e com Jacó; e atentou Deus para os filhos de Israel e conheceu-os Deus." - Êxodo 2:24-25. 

O capítulo dois de Êxodo percorre cerca de oitenta anos num fôlego rápido. Moisés nasceu numa época em que o Faraó do Egipto ordenou a morte de todos os bebés hebreus do sexo masculino. A sua mãe Joquebede escondeu-o durante três meses, mas não podendo mais escondê-lo, colocou-o num cesto no rio Nilo. A filha de Faraó encontrou o menino e adoptou-o. Durante quarenta anos Moisés foi criado na casa de Faraó. A mão soberana do Senhor libertou Moisés da morte certa.

Um dia, ao ver um egípcio a maltratar um hebreu, Moisés matou esse egípcio e fugiu para Midiã. Ali, casou-se com Zípora, filha do sacerdote Jetro. Nas terras secas de Midiã, Moisés passou mais quarenta anos. Deus quer libertar-nos da força e vaidade do nosso ego. A formação do carácter de Moisés aconteceu num período de espera e sequidão.

Entretanto, Deus ouviu o gemido de Israel e chama Moisés, já com oitenta anos (Ex 7:7). O Moisés que foi preservado, transformado e chamado por Deus, vai agora libertar e conduzir o povo, rumo à terra prometida. Jesus é o nosso grande libertador e salvador. Ele também quer libertar a tua vida. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres" (João 8:36). 

segunda-feira, agosto 18, 2025

Ser servido ou servir?


Marcos conta que Jesus vai à frente, decidido. Os seus discípulos vão atrás e estão intrigados e temerosos. Jesus resoluto, os discípulos com medo e apreensivos. Porque que os discípulos estavam apreensivos? Como estavam perto de Jerusalém, estariam com medo da crescente hostilidade dos líderes religiosos judeus? Teriam receio de sofrer e morrer com Jesus? Estariam cansados e confusos? Não sabemos ao certo.

Entretanto, Jesus chama os discípulos e começa a falar-lhes das coisas que estavam prestes a acontecer. O Filho do Homem iria ser entregue aos líderes religiosos, condenado à morte, vão cuspir nele, bater-lhe e matá-lo; mas passados três dias iria ressuscitar! Não era esta a primeira vez que Jesus falava da Sua morte e ressurreição. Anteriormente já O Senhor tinha predito a Sua entrega sacrificial. Esta é a terceira predição clara e detalhada da hora mais dolorosa que Jesus iria padecer. 

Enquanto Jesus falava dos seus sofrimentos e morte, Tiago e João aproximaram-se dele e fizeram um pedido: “Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda." Este solicitação destes dois apóstolos é no mínimo chocante. Jesus a falar da sua hora mais escura e tenebrosa e eles preocupados em assegurarem os melhores lugares no céu? Não só ignoraram os sofrimentos de Jesus, como também a revelação da Sua ressurreição! Esta insensibilidade espiritual, por vezes, também é a nossa. Tantos cristãos insensíveis às necessidades dos outros; sem interesse em orar, ajudar, apoiar. Focados apenas na sua ambição e nos seus desejos egoístas.

Jesus alerta-os para a seriedade do que pediam e pergunta se podiam beber o cálice que Ele ia beber e ser baptizados com o baptismo que ia ser baptizado. O cálice e o baptismo falam dos sofrimentos de Cristo (Mc 14:36 e Lc 12:50). Os discípulos sem saberem bem o que diziam responderam que sim. A paixão de Cristo é única e distinta, mas os apóstolos também iriam sofrer muito. Tiago seria o primeiro deles a ser assassinado por Herodes Agripa I (At 12:1-2). João, talvez não tenha sido martirizado, mas sofreu muito por causa Cristo e do Evangelho, tendo sido desterrado para a ilha de Patmos. 

Jesus esclarece que quem reserva os lugares no céu é somente o Pai. Esses lugares não se conquistam, não são para os que “metem uma cunha a Jesus”, mas para aqueles que Deus escolheu. Os dez apóstolos ouvindo acerca da ambição de Tiago e João ficaram muito indignados. Provavelmente eles também tinham a mesma ambição egoísta de Tiago e João e receavam ficar com lugares menos importantes. Somos iguais! 

No seguimento deste diálogo, Jesus vai explicar como funciona a autoridade no Reino de Deus: o primeiro deve ser servo (literalmente: escravo!). Os líderes deste mundo julgam que ser líder é ser o número um, é ser autoritário, é exercer o poder com mão forte e dominadora. “Entre vós não será assim”, disse Jesus (Mc 10:43). Na igreja, quem quiser ser grande deve ser pequeno. Só aquele que serve está apto para governar. A grandeza no Reino de Deus está em servir a Deus e aos outros. Quem ama muito serve muito. Quem ama pouco, pouco ou nada serve.

Jesus dá exemplo da sua própria vida e missão. Esta passagem começou com a expressão “Filho do Homem” e termina com o “Filho do Homem”. Este título revela a condição humana de servo que Jesus escolher ser. Sendo Deus, “achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8). Sendo O Senhor de tudo e de todos, Cristo escolheu uma vida de serviço com o propósito de dar a sua vida em resgaste de muitos (Mc 10:45). Estávamos condenados a ficar separados de Deus por toda a eternidade, mas graças ao Senhor Jesus que deu a sua vida em resgate da nossa. A sua morte e ressurreição são a nossa salvação. 


APLICAÇÕES FINAIS 

1. Jesus é o Servo perfeito. Ele viveu uma vida de serviço, morreu e ressuscitou para nos salvar. Ao contrário de tantos líderes religiosos, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para nos salvar. Se ainda não tens a certeza da salvação, que hoje possas receber Jesus Cristo! 

2. A motivação do serviço cristão deve ser o amor e a humildade, não o elogio humano. Bob Dylan canta que todos estamos a servir alguém. Podemos estar a servir a nós próprios, aos outros, ao diabo, ao Senhor. Todos são servos daquele a quem servem. Sigamos o exemplo de Cristo que serviu sem buscar glória terrena. Se O Senhor Jesus viveu uma vida de Servo, quem somos nós para vivermos como senhores?

3. Servir a Deus e aos outros tem um custo. Implica oração, renúncia, trabalho, provoca cansaço, causa oposição e muitas críticas. Mas também dá alegria plena, paz interior, propósito e a há a promessa de recompensas eternas. 

Ninguém é salvo POR servir a Deus, somos salvos PARA servir a Deus. Esta é uma das grandes diferenças entre um católico romano e um protestante. Não servimos a Deus na igreja e fora da igreja para conquistar a salvação, é porque estamos salvos pela graça de Deus, que servimos dessa forma.

Se já te consideras cristão, estás apenas a ser servido ou estás tu servir?

sábado, março 22, 2025

Jesus é o Maior!


A seguir a Jesus ter expulsado o demónio daquele jovem que o fazia surdo e mudo, Marcos conta que Jesus prossegue para Cafarnaum com os seus discípulos. Enquanto caminhavam, Jesus falou-lhes, mais uma vez, da sua morte e ressurreição. Os discípulos, além de não entenderem nada, ficaram com medo de perguntar o que aquilo significava. Esta dificuldade em entender o propósito redentor do Messias é desconcertante. Explica-se, em parte, pela expectativa judaica de que o Messias seria um libertador político, não um Cristo crucificado. Infelizmente esta incompreensão continua também nos nossos dias, nas pessoas a quem falamos da morte redentora de Jesus e tantos ainda nada entendem.

Chegados a Cafarnaum, Jesus faz-lhes uma pergunta: “O que vocês estavam a discutir no caminho?" Já vimos que quando Jesus faz perguntas não é para saber ou aprender algo, porque Jesus é Deus e sabe todas as coisas. As inquirições de Jesus, normalmente, servem para esclarecer dúvidas que precisam primeiro ser verbalizadas. Os discípulos nada responderam. Era o silêncio dos culpados. O assunto deles era demasiado comprometedor para o exporem a Jesus. 

Marcos informa-nos que a discussão dos discípulos era sobre qual deles seria o maior. Qual deles era o mais importante. Há aqui um contraste dilacerante entre Jesus estar a dizer que ia à cruz morrer, enquanto os discípulos discutiam entre eles quem era o melhor. O Senhor falava do momento mais importante da história do universo e as mentes dos apóstolos estavam ocupadas com desejos egoístas de grandeza pessoal.

Então, Jesus senta-se, chama os doze apóstolos e diz-lhes: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.” No ensino de Jesus, se alguém quiser ser alguma coisa, deve aprender a servir os outros, dispondo-se a ser o último de todos. Para reforçar a lição, Jesus tomou uma criança nos braços e disse que quem receber uma criança em seu nome recebe-o a Ele. No mundo antigo, as crianças não tinham valor, eram desprezadas e ignoradas. Esta criança representa os esquecidos, os excluídos, os ignorados, os que não consideramos importantes. Jesus mostrou que o "maior" no Reino de Deus é aquele que ama, serve e ajuda quem precisa, assim como Cristo fez. 

Jesus é o maior exemplo de humildade e serviço. A maior prova de humildade que Jesus deu foi que, sendo Deus, sendo o criador do universo, Ele fez-se homem e como homem tornou-se servo. Sendo servo, Ele escolheu morrer numa morte horrível e vergonhosa, numa cruz. Em vez de querermos ser nós os mais importantes, confiemos naquele que é o Maior: Jesus Cristo. Ele foi o único que morreu e ressuscitou pelos nossos pecados (1Pedro 3:18). 

Quando tratamos bem as pessoas, quando valorizamos quem não é valorizado, quando amamos os outros, estamos a servir Jesus e o Pai. A ambição desmedida e o egoísmo fazem parte da nossa natureza humana caída. Ninguém pensa que é orgulhoso e arrogante ou altivo. Todos pensam que são humildes. A verdade é que todos queremos ser os maiores. Os mais importantes. 

A verdadeira grandeza não está em buscar posições ou cargos, mas no serviço simples e fiel a Deus e aos outros. Devemos servir com humildade, sem esperar elogios ou reconhecimento. Humildade não é pensar pouco sobre si, é pensar e agir como Jesus pensou e agiu. E Jesus, sendo O Senhor de tudo, viveu como servo humilde. Os líderes são chamados a liderar pelo exemplo, demonstrando amor e cuidado pelas pessoas ao seu redor (1Pedro 5:3). 

Devemos acolher os mais vulneráveis. A Igreja deve ser um lugar de acolhimento e abrigo. Que Deus nos ajude a cuidar daqueles que a sociedade despreza, como os órfãos, idosos, pobres e todos os excluídos. Que possamos tratar a todos com amor e respeito, independentemente da posição social. Partilhemos a fé em Cristo com todos, porque essa é a maior ajuda que podemos dar. Que possamos entender que só há um maior, é Jesus Cristo, porque de facto Jesus é mesmo o Maior!

domingo, outubro 15, 2023

Admitir a cegueira para começar a ver

"É necessário observar que a cegueira espiritual não é como a cegueira física. Quando você está fisicamente cego, você sabe que está cego e tenta compensar esse déficit físico significativo. Mas pessoas espiritualmente cegas não são apenas cegas, elas estão cegas para a sua cegueira. Elas estão cegas, mas pensam que vêem bem. Assim, a pessoa espiritualmente cega anda por aí com a ilusão de que ninguém tem uma visão mais exacta de si mesma do que ela própria. Ela pensa que vê, mas não percebe as coisas imensamente importantes no seu coração que ela não vê." 

In: TRIPP, Paul. Vocação perigosa. São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p.62 [PT].

domingo, outubro 02, 2022

O amor ouve e ajuda

"O amor envolve as necessidades e lutas pessoais específicas do seu próximo. O amor engloba muitas coisas: atitudes de paciência e bondade, acções que atendam às necessidades materiais e ofereçam ajuda. E o amor inclui conversa honesta sobre o que realmente importa."

In: POWLISON, David. O Pastor como conselheiro. Brasília: Editora Monergismo, 2022, p. 34.

quarta-feira, junho 02, 2021

Chamados e enviados

 

Quando Jesus curou aquele homem que tinha a mão mirrada, seguiu-o uma multidão. Jesus não estava interessado em fama e popularidade, mas os milagres sucediam-se, os demónios eram expulsos e as multidões aumentavam. Então, Jesus resolveu afastar-se e subir a um monte para escolher os seus doze apóstolos. Subir ao monte significa buscar mais a comunhão com Deus, ouvir melhor a voz e a vontade do Pai. Subir "ao monte" é sempre a nossa maior necessidade.

Lucas conta-nos que Jesus passou a noite em oração e de manhãzinha chamou para si doze dos seus discípulos e deu-lhes o nome de apóstolos. Chamou os que ele quis. Foi Jesus que os escolheu, chamou e comissionou (João 15:16).William Barclay destaca que “é muito significativo que o cristianismo tenha começado com um grupo. A fé cristã é algo que, desde o começo, deve ser descoberta e vivida no seio de uma comunidade fraternal.” Não há cavaleiros solitários no reino de Deus, a jornada cristã é feita em parceria e cooperação. Sempre. 

Jesus escolheu doze apóstolos para que estivessem com ele (Mc 3:14). A parte mais importante do ministério é estar com Jesus. Ouvi-lo, aprender e caminhar com ele, obedecer-lhe. Que Deus nos ajude a desfrutar da alegria que há no relacionamento pessoal com Cristo. Primeiro foram discípulos e depois apóstolos. “Primeiro a conversão depois a ordenação” diz Ryle. É trágico existirem anciãos, diáconos, missionários que nunca nasceram de novo. Muito dano tem sido feito por pessoas que se dizem cristãs mas na verdade nunca começaram a seguir Jesus. 
 
Estes doze homens foram enviados por Jesus com uma missão: proclamar o arrependimento e a salvação que há em Jesus Cristo e manifestar o poder de Deus curando e libertando. Pregar o que se vive e viver o que se prega é o chamado dos obreiros. Era um grupo heterogéneo, com diferentes personalidades, ambições, profissões.

Hoje não há apóstolos. O último apóstolo foi João e o apostolado morreu com ele. Os enviados hoje chamam-se “missionários” precisamente para se distinguirem dos 12 apóstolos de Jesus. O ofício apostólico dos doze cessou porque eles tinham qualificações distintivas. Foram chamados e enviados directamente por Cristo. Aprenderam directamente de Jesus e receberam autoridade e poder especial para operarem sinais. Viram o Senhor Jesus Cristo ressurrecto. Interpretaram e escreveram as Escrituras pelo poder do Espírito Santo. Lançaram com Cristo o fundamento da Igreja. Além disso, só os doze Apóstolos se sentarão nos doze tronos para julgar as doze tribos de Israel (Mt 19:28).
 
Não existem mais apóstolos, mas Jesus continua a chamar pecadores para a salvação e para serem usados no seu serviço, segundo os dons que ele concede. O Senhor continua a chamar e a enviar pastores, diáconos, missionários e cooperadores para edificarem em cima do fundamento apostólico. Todos temos a responsabilidade de viver e partilhar o Evangelho. O “ide” ordenado por Jesus aos discípulos também é para todos crentes. "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." - Marcos 16:15.

domingo, fevereiro 28, 2021

Faltam mais homens comuns como Elias


"Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos."
- Tiago 5:17,18 (NVI).

Neste mês de Fevereiro estudamos a vida de Elias na nossa igreja. Elias era um homem comum que orou e grandes coisas aconteceram. Porquê? Porque quando Elias orava, ele acreditava no Deus poderoso que o ouvia. Quando oramos com fé e de acordo com a vontade do Senhor, Ele também nos ouve e responde.

Elias ensina-nos a confiar totalmente em Deus. O profeta experimentou a grande provisão do Senhor quando foi sustentado sobrenaturalmente com os corvos, na casa da viúva pobre e no deserto. 

A história de Elias revela também que a depressão tem cura. O profeta sofreu muita oposição e perseguição, teve medo, encolheu-se e entrou em profunda crise espiritual. Quando deu ouvidos à voz mansa e tranquila do Senhor a sua alma serenou e o seu ministério foi renovado.

Aprendemos com Elias a perseverar até ao fim. Nem todos iremos subir em carros de fogo, mas todos devemos depender do Senhor e acabar bem a nossa carreira cristã. Este mundo precisa de mais "homens comuns" como Elias foi. Que Deus nos ajude.

domingo, outubro 13, 2019

Seguir Jesus é o nosso propósito

“Não queremos chamar a atenção do povo para a nossa pessoa ou interferir no relacionamento deles com Cristo. O principal propósito do nosso ministério como testemunha é que eles vejam Cristo e o sigam.”

John Stott

sexta-feira, janeiro 18, 2019

Medita nestas coisas

"Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." (1 Timóteo 4:15,16).

Que coisas são estas que o apóstolo aconselhava Timóteo a meditar? O jovem pastor Timóteo tinha a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja de Éfeso e provavelmente outras igrejas na Ásia (1Tm 1:3). Paulo tinha dito anteriormente para Timóteo ser um exemplo para os cren­tes, pela forma como falava e vivia, evidenciando amor, fé e pureza. O apóstolo já tinha transmitido nesta carta algumas directrizes doutrinárias e orientações ministeriais, agora era preciso relê-las e meditar nelas.

Que tipo de coisas meditamos nós? Que coisas ocupam a nossa mente e coração? A meditação bíblica diária é fundamental. O tempo devocional deve ter a prioridade máxima na vida do cristão. Devemos persistir em ler, meditar e viver a Palavra do Senhor. Vigiar os nossos pensamentos e conduta pessoal. Perseverar no relacionamento vital com Cristo e nos fundamentos da fé. Meditar nas coisas do alto e viver o que se medita.

terça-feira, novembro 27, 2018

Oração e acção

Terminei este Domingo a série de 8 mensagens em Colossenses que apelidei de “Tudo foi criado por Jesus e para Jesus” (Cl 1:16). Paulo fecha esta Carta ligando a oração à acção cristã.

As nossas orações devem ser perseverantes, vigilantes, gratas e recíprocas. Respirar enquanto se ora e orar enquanto se respira. A oração dirigida a Deus fomenta a gratidão e um coração grato ora com prazer. Oramos pelos outros e contamos que outros orem por nós.

Portar-se com sabedoria é aproveitar as oportunidades e definir prioridades. Saber viver bem é gerir bem a agenda e as palavras. Mais do que ganhar uma discussão ou provar que temos razão, falemos com temperança, que é sempre o melhor tempero das palavras.


No final desta preciosa carta, Paulo lista 10 pessoas que foram seus cooperadores. A obra de Deus faz-se com pessoas e Paulo sabia trabalhar em equipa. Destaca Tíquico, o servo fiel do Senhor, Onésimo o escravo que fugiu para ficar livre e, por causa da causa de Cristo, foi preso com Paulo, Aristarco e muitos outros. Realça Epafras, Marcos, Ninfa e Lucas, o médico amado, que permaneceu fielmente ao lado de Paulo até ao fim (2Tm 4:11). Ainda há tempo para encorajar Arquipo, o líder cansado, que está prestes a desanimar mas que deve cumprir o seu ministério.

A carta termina como começou: com a graça de Deus. A vida espiritual começa com a graça de Deus e vive-se na graça. Que a mensagem da graça divina continue a ecoar bem alto neste desgraçado mundo.

segunda-feira, outubro 22, 2018

Eugene Peterson (1932-2018)



Eugene Peterson partiu hoje para a presença do Senhor, com a idade de 85 anos. Pastor presbiteriano, professor, teólogo e poeta, escreveu mais de 30 livros (dos quais tenho apenas 15). Uma das suas últimas obras foi a paráfrase bíblica “A Mensagem”, a Bíblia escrita numa linguagem mais acessível. Eugene Peterson foi chamado por muitos de "pastor de pastores", não só por causa da sua experiência ministerial, mas também pela ajuda pastoral directa e indirecta que prestou a tantos líderes. A sua família partilhou que as suas últimas palavras foram de alegria e perante a iminência do paraíso, exclamou: "Let´s go!" ("Vamos!").

Os livros de Peterson ajudaram-me imenso na minha caminhada cristã e irei continuar a relê-los com muito prazer. No meio de tanto pensamento e ensino superficial, os seus escritos são como um bálsamo para a alma.

terça-feira, abril 10, 2018

Do despotismo no desportismo (e não só!)

Esta crise no Sporting é uma crise de resultados, mas sobretudo, é sintoma da má liderança. Talvez o maior problema do Presidente Bruno de Carvalho seja o problema que é mais comum em todas as lideranças: o despotismo. O logro de pensar que o poder tem sempre toda a razão. Infelizmente não é só no desportismo que há despotismo. Onde há autoridade existe essa possibilidade. A sede do poder cego, cega. O mau uso do poder faz mal à saúde. De todos.

segunda-feira, fevereiro 19, 2018

Sucesso no progresso

"Reunir-se é um começo, permanecer juntos é um progresso e trabalhar juntos é um sucesso."

Henry Ford

domingo, outubro 08, 2017

Precisamos do Espírito Santo

"Não podemos fazer a obra de Deus sem a direcção do Espírito Santo. Ele foi-nos enviado a fim de estar para sempre connosco. Ele guia-nos a toda a verdade. Precisamos do Espírito Santo. Dependemos do Espírito Santo. A Igreja não pode conseguir uma única conversão sem a obra do Espírito Santo. Os pregadores não terão virtude e poder para pregar sem a acção do Espírito Santo."

In: LOPES, Hernandes Dias. Paulo, o maior líder do cristianismo. São Paulo: Editora Hagnos, 2011, p.44 [Pt].

domingo, junho 04, 2017

O anel do amor, verdade, dons e serviço

"Se amor e verdade andam juntos, e amor e dons andam juntos, então amor e serviço também andam juntos, uma vez que o verdadeiro amor sempre se expressa por meio do serviço. Amar é servir. Restam-nos, portanto, estes quatro aspectos da vida cristã que formam um anel ou um círculo que não pode ser quebrado: amor, verdade, dons e serviço. Pois o amor resulta em serviço, o qual, por sua vez, usa os dons, dentre os quais o maior é o ensino da verdade, mas a verdade, por sua vez, deve ser transmitida em amor. Cada um envolve os outros e, por onde quer que comecemos, todos eles são usados. 'O maior deles, porém, é o amor' (1 Cor. 13:13)."

John Stott

segunda-feira, outubro 03, 2016

A pregação de Martyn Lloyd-Jones

Um dos oito livros que li nestas férias foi a extraordinária biografia de Martyn Lloyd-Jones, escrita por Iain Murray (PES - Publicações Evangélicas Seleccionadas). É uma compilação com quinhentas páginas, de dois enormes volumes biográficos publicados anteriormente pelo mesmo autor. Receio que Martyn Lloyd-Jones ainda seja muito desconhecido dos crentes evangélicos portugueses.

Oriundo da tradição Metodista Calvinista do País de Gales ("Igreja Presbiteriana de Gales"), Lloyd-Jones foi um poderoso tição nas mãos de Deus que incendiou a Inglaterra e o mundo. "O Doutor", como era conhecido, insurgiu-se contra o liberalismo, o emocionalismo, o activismo evangélico, o tradicionalismo e tantos outros "ismos" que enfraqueciam a igreja inglesa no século XX. O ministério de Martyn Lloyd-Jones caracterizou-se pela pregação expositiva da Palavra de Deus. Mais do que pregar sobre temáticas usando a Bíblia, ele acreditava na importância fundamental de pregar a própria Bíblia para a salvação e transformação de vidas e para a edificação da Igreja de Cristo.

Neste início do século XXI, em que os crentes evangélicos andam tão entretidos com superficialidades, actividades e modismos, precisamos voltar à velha e boa pregação expositiva da Palavra de Deus. "O dever da pregação não é entreter as pessoas mas conduzi-las à salvação, ensiná-las a encontrar-se com Deus", ensinava "o Doutor".
Do muito que se poderia dizer deste livro, sobressai o exemplo de fé, perseverança, humildade e confiança na soberania divina na vida de Martyn Lloyd-Jones. Percebe-se e nota-se Jesus Cristo nas suas palavras e ensino. Incentivo a sua (re)leitura a todos os líderes e crentes interessados na propagação do reino de Deus e na glória do Altíssimo.

domingo, outubro 02, 2016

Doutrina e Vida

"Eu passo a metade do meu tempo a dizer aos cristãos para estudar a doutrina e a outra metade a dizer-lhes que a doutrina não é suficiente."

Martyn Lloyd-Jones

segunda-feira, setembro 26, 2016

A diferença entre um líder e um chefe

"A grande tentação, sempre que a nossa liderança é questionada, ameaçada ou resistida, é darmos uma demonstração clara de que a possuímos, agindo com firmeza e tornando-nos autoritários, até mesmo tirânicos. Mas, liderança e senhorio são dois conceitos muito diferentes. O cristão lidera através do exemplo, não pela força, deve ser um modelo que convida seguidores, não um chefe que os exige."

In: STOTT, John. A Mensagem de 1 Timóteo e Tito. S. Paulo: ABU Editora, 2004, p. 220, 221.

domingo, setembro 18, 2016

Que nunca morra a vontade de amar

"O que precisa morrer em cada pastor é o desejo subconsciente de agradar às pessoas. O que não pode morrer, é a força de vontade para amar. Aí está o risco."

In: HANSEN, David. Arte de Pastorear. São Paulo: Shedd Publicações, 2001, p. 138.