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quinta-feira, agosto 27, 2020

Deus faz-nos muito bem

 

"Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre?"  Salmo 13:1

"Até quando?" Pergunta David quatro vezes neste Salmo. É o lamento de uma alma só e cansada. Parece que Deus se esqueceu de David. Quanto mais tempo passa, parece que mais se adensa a tristeza e a sensação de orfandade. Ao contrário do que alguns evangélicos apregoam, os cristãos também se entristecem, desanimam e até podem ficar deprimidos.

Mas neste Salmo há uma grande reviravolta. David ora para que os seus chorosos olhos sejam limpos pela luz do Senhor (v. 3). A resposta vem nos lampejos luminosos da bondade de Deus que alegram o seu coração. David agora está alegre. A grande benignidade e salvação do Senhor, faz David cantar: "Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem."

Quando cremos no bondoso Deus e na sua salvação, a nossa alma aquece e alegra-se. Se pensarmos bem, Deus nunca está ausente. O Senhor é sempre presente e continua a fazer-nos muito bem.

domingo, agosto 23, 2020

Há algo pior do que a morte

"Queremos que as igrejas se lembrem de que há algo pior do que a morte e algo melhor do que a prosperidade humana. Se esperamos por cidades renovadas e corpos sarados nesta vida, somos as pessoas mais infelizes no mundo."

In: DEYOUNG Kevin & GILBERT Greg. Qual a missão da Igreja? São Paulo: Fiel, 2012, p. 26.

quarta-feira, agosto 19, 2020

Entregar as inquietações ao Senhor



"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças."
Filipenses 4:6.
 
A inquietação não é uma coisa nova. A carta de Paulo aos Filipenses foi escrita há cerca de 2000 anos e já havia gente inquieta e ansiosa. "Ansiedade" na raiz da palavra original grega significa "estar dividido". A pessoa ansiosa tem a sua mente dividida com muitos pensamentos. É uma guerra entre pensamentos bons e maus, onde parece que ganham os maus. Se a ansiedade não for tratada degenera em doença. Adoece-se na mente, no corpo, na alma e no espírito.

O versículo não só nos diz para não andarmos inquietos, mas dá-nos o remédio: Oração e gratidão. O melhor antídoto contra a inquietação, a tristeza, a perturbação e o desencorajamento é entregarmos os nossos encargos a Deus. Só O Senhor pode e sabe cuidar deles.

Devemos também refrear os nossos pensamentos (Fp 4:8). Disciplinar a nossa mente para se focar em Deus, na Sua Palavra e naquilo que Ele deseja e O glorifica. Pensar naquilo que é verdadeiro, bom e correcto. Pensar mais nas boas qualidades dos que nos rodeiam em vez de matutar nos seus defeitos. Nas tantas coisas boas que Deus já fez, continua a fazer e ainda fará.

Em tempos e circunstâncias difíceis é possível desfrutar da paz e da alegria do Senhor, quando as entregamos ao Senhor e confiamos no Seu cuidado. "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Fp 4:7).

domingo, agosto 16, 2020

A oração é o modo de vida do cristão

"A oração é a maneira de andar pelo Espírito. A oração é a forma de andar pela fé. Em outras palavras, é a respiração da vida cristã o dia todo. Apenas inspire e expire. É o modo como vivemos."

John Piper

terça-feira, agosto 11, 2020

Todavia, eu me alegrarei no Senhor

O livro de Habacuque ensina-nos a entregarmos as nossas dúvidas e aflições ao Senhor Deus através da oração e a caminharmos com fé e confiança no Senhor, no meio das nossas piores crises e lutas.

O capítulo 3 é uma oração em forma de cântico. Provavelmente este Salmo de adoração e louvor a Deus seria usado no templo em Jerusalém. É uma Teofania, ou seja, uma manifestação de Deus e dos seus propósitos. Martyn Lloyd-Jones disse que Habacuque agora só está interessado na glória de Deus e mais nada.

Quando Habacuque ouviu as respostas do Senhor temeu e tremeu. Estremeceu por todos os lados: lábios, ossos, ventre e coração (v.2 e 16). Em prantos, o profeta tem a noção clara da grandeza portentosa do Senhor e da sua podridão interior. Mais importante do que entender a origem da existência da mal no mundo (um dos grandes temas deste livro) é reconhecermos e arrependermo-nos da nossa própria maldade.

O profeta ao ouvir os juízos do Senhor clama por avivamento (v.2). “Avivar” aqui é um pedido de preservação da vida, é um rogo para não ser destruído na invasão babilónica que estava para vir. Mas também é um grito por renovação espiritual.

Normalmente o avivamento surge num quadro de perversidade e frieza espiritual. O avivamento vem de Deus e é um retorno à centralidade da Palavra de Deus, à conversão e santificação. Hernandes Dias Lopes diz que “Precisamos de um avivamento que coloque a igreja nos trilhos da sã doutrina e a desperte para viver piedosamente.”

Deus envia o avivamento espiritual quando vê quebrantamento, arrependimento e confissão. A glória de Deus torna-se manifesta a todos e um grande número de almas são salvas. Clamemos a Deus, conforme fez Habacuque: “Aviva, ó SENHOR, a tua obra!”

O livro termina de forma admirável. A invasão babilónica iria devastar a agricultura, o gado, as provisões e todo o sustento de Judá e do profeta. Muita fome e miséria estavam para acontecer. Mas mesmo assim, "ainda que...", o profeta declara a sua confiança em Deus: “Todavia, eu me alegrarei no Senhor!” (v. 18).

Alegrar-se em Deus quando as coisas correm de feição é relativamente fácil, o nosso grande desafio é continuar a confiar nele no meio das aflições desta vida e quando tudo parece ruir.

O profeta começou com dúvidas mas termina com fé. No capítulo 2 “o justo viverá pela fé”, no capítulo 3 “o justo está a viver pela fé!” Uma coisa é conhecermos intelectualmente a vida da fé, outra bem distinta é vivermos pela fé! Não se trata de negar as maldades ou meter a cabeça na areia quando tudo vai mal, nada disso! É confessar os nossos pecados e confiar em Deus em todas as circunstâncias.

A fé bíblica e madura é aceitar a vontade de Deus, independentemente dos resultados. Deus nem sempre muda a nossa conjuntura, mas pode transformar a nossa maneira de enfrentar as situações mais difíceis. Isso é viver pela fé!

O Livro começa com “o peso” do Profeta e termina com a alegria e a força do Senhor Jeová. Começa no mais no vale da dúvida e termina na mais alta montanha da fé. G. Campbell Morgan disse que “A nossa alegria é proporcional à nossa confiança. A nossa confiança é proporcional ao nosso conhecimento de Deus.” Podemos confiar em Deus porque Ele continua a ser o Senhor soberano que está no controlo de todas as coisas.

Aprendemos muito com Habacuque. É melhor subir à nossa torre de vigia para orar e ouvir Deus falar, do que reclamar e querer entender todos as sombras e contornos da nossa vida. A alegrarmo-nos no Deus da nossa salvação, independentemente das circunstâncias. A viver mais por fé e menos por vista.

quinta-feira, julho 30, 2020

O melhor de tudo é Deus



Wilfred Monod, pastor protestante francês, conta os últimos dias de John Wesley (1703-1791), o fundador do Metodismo, na sua obra de dois volumes, A nuvem de testemunhas mais notáveis da história da Igreja

Seis dias antes da sua morte, John Wesley encontrou energia para escrever a Wilberforce encorajando-o a “combater a escravatura, essa execrável infâmia, que é um escândalo para a religião da Inglaterra."

Dois dias depois, ficou por muito tempo entorpecido. Ouviram-no pronunciar a meia voz: “Não há outro caminho para entrar no lugar santíssimo senão o sangue de Cristo”. 

Na terça-feira, véspera da sua morte, cantou com uma voz fraca dois hinos do seu irmão Charles. Pediu uma caneta e papel, mas as suas forças traíram-no. Perguntaram-lhe o que desejava escrever e ele respondeu: "Oh! Simplesmente: 'Deus está connosco!'" 

Mais tarde orou e, depois de tentar em vão dirigir a palavra a um amigo, o moribundo conseguiu dizer: “O melhor de tudo é que Deus está connosco!” Levantou os braços e repetiu com uma convicção vitoriosa: “O melhor de tudo é que Deus está connosco!” 

Na quarta-feira de manhã, 2 de Março de 1791, Wesley voltou a suspirar: “Adeus!” e rendeu o espírito com a idade de 88 anos.
 
(adaptado de estudos-biblicos.net)

  
É bom chegar ao final da vida terrena com a certeza que o melhor da vida foi ter a presença de Deus. A coisa mais importante aqui não é a concretização de sonhos pessoais ou a realização de grandes conquistas ou projectos, o melhor de tudo é ter Deus. O melhor de tudo é saber que Deus está connosco e que estamos no centro da Sua vontade.

domingo, julho 26, 2020

Vida santa é uma vida de fé

"A vida santa será sempre uma vida de fé, crendo do fundo do nosso coração que Deus fará o que prometeu." 

In: DEYOUNG, Kevin. Brecha em nossa santidade. São Paulo: Editora Fiel, 2016, p. 124 [PT].

quinta-feira, julho 23, 2020

A dimensão tripla da salvação

Existe uma dimensão tripla na nossa salvação, que não pode ser dissociada uma da outra: a justificação, a santificação e a glorificação. Fomos salvos (justificados), estamos a ser salvos (santificados) e um dia seremos salvos (glorificados). A salvação pela graça de Deus é só uma mas opera em três tempos na nossa experiência. Fomos salvos no passado, para sermos santos no presente e somente os santos serão glorificados no futuro.

domingo, julho 19, 2020

Graça do começo ao fim

“Não preciso atormentar-me com o medo de que a minha fé falhe; como a graça me levou à fé em primeiro lugar, também a graça vai-me sustentar até ao fim. A fé, tanto na sua origem quanto na sua continuidade, é um dom da graça.”

J. I. Packer (1926 - 2020)

domingo, julho 12, 2020

Arrependimento é evidência de conversão

"A evidência da conversão genuína não é a perfeição sem pecado, mas uma vida marcada por arrependimento e confissão genuínos. Aquele que professa fé em Cristo e ainda vive em pecado, com pouco ou nenhum quebrantamento ou disciplina divina, deve ficar muito preocupado."

Paul Washer (via Twitter)

terça-feira, junho 30, 2020

O único remédio que cura a alma

"Não pregar o Evangelho significa que estamos a esconder o remédio do paciente."

Reinhard Bonnke

domingo, junho 14, 2020

Sabedoria de Deus

"Pode aprender muito com os livros. Pode aprender muito com a educação. No entanto é a sabedoria de Deus que o conduzirá nas situações mais difíceis da vida."

Ravi Zacharias (1946-2020) 

quinta-feira, junho 11, 2020

Deus ama a comunhão

Depois de tanto tempo confinados em nossas casas, começamos a retomar ao “normal”. Ou, como alguém sugeriu, ao “novo normal”, porque isto de usar máscaras, estar sempre a desinfectar as mãos e a afastarmo-nos de todos, não faz parte da nossa normalidade. Somos seres relacionais. 

Fomos feitos para relacionamentos reais. Escrevi em 2014 que quando um individuo não tem prazer em estar com outras pessoas, provavelmente sofre de algum tipo de patologia relacional, emocional e espiritual. A pior das pandemias é aquela que fecha alguém sobre si próprio. 

A igreja existe para a comunhão. Comunhão real com Deus e comunhão presencial de uns com os outros. Quem desfruta de comunhão com Deus procura estar com os seus irmãos. A igreja primitiva amava a comunhão (1Jo 1:3). O grande pregador Spurgeon disse que "se formos fracos na nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo." 

O egoísmo, a mentira, o orgulho, o pecado em geral, afastam-nos da comunhão. As trevas querem bloquear a comunhão. "Mas se andarmos na luz, como Deus na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1:7). Deus chama-nos para a Sua comunhão. Deus ama a comunhão.

domingo, maio 17, 2020

Deus é belo

"Para as pessoas religiosas Deus é útil. Para os cristãos em crescimento, Deus é belo."

Timothy Keller

segunda-feira, maio 04, 2020

Fomos salvos para ser santos

"Qualquer evangelho que tem o sentido de salvar as pessoas sem também as transformar é um convite à crença fácil. Se você acha que ser um cristão nada mais é do que fazer uma oração ou filiar-se a uma igreja, então você já confundiu graça genuína com graça barata. Os que são justificados serão santificados."

In: DEYOUNG, Kevin. Brecha em nossa santidade. São Paulo: Editora Fiel, 2016, p. 42.

sábado, maio 02, 2020

O cristão é um "morto-vivo"

"E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida a salvará. Porque que aproveita ao homem granjear o mundo todo, perdendo-se ou prejudicando-se a si mesmo?" (Lucas 9:23-25).

Ser cristão é ser discípulo de Cristo. O discípulo não é apenas um mero seguidor de Cristo, é alguém que se considera um "morto-vivo". O paradoxo cristão é que só se começa a viver quando se morre para si próprio. Muitas pessoas dizem ser cristãos evangélicos mas não estão dispostos a morrer para o seu "EU" e não evidenciam a vida de Cristo. Nota-se isso pelas suas escolhas, carácter, palavras, atitudes.

Que importa ter muito dinheiro, um bom emprego, posição social, bens materiais, boa família e estar longe de Deus e da Sua vontade? Para que servem as grandes conquistas neste mundo e perder-se por toda a eternidade? O significa o nosso pouco tempo aqui comparado com o porvir? De que vale ser "muito feliz" aqui e viver uma eternidade infeliz?

Sem a renúncia contínua e diária do nosso "EU" não haverá crescimento espiritual: "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9:25). Tomar a cruz é amar a Deus acima de todas as coisas. É não confiar na nossa bondade, religiosidade, capacidade, obras, realizações. Sem Cristo nada somos, nada temos, nada podemos fazer. Com Cristo, tudo (Fl 4:13).

segunda-feira, abril 27, 2020

Jesus Cristo conhece

"Jesus Cristo, o primeiro e o último, aquele que morreu e tornou a viver, conhece as nossas provações, controla o nosso destino e dar-nos-á, no final da corrida, a coroa da vida."

John Stott

quarta-feira, abril 22, 2020

Tem bom ânimo, Jesus venceu!



"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33).

A teologia da prosperidade, a tal que defende que se os cristãos tiverem fé, nunca adoecem, não têm carências, nem dores, é falsa. Jesus alertou os seus discípulos que eles seriam perseguidos, afligidos e mortos. Infelizmente esta pandemia tem atingido centenas de bons cristãos e alguns líderes evangélicos já morreram. As aflições, lutas e dores neste mundo só vão terminar quando as primeiras coisas passarem (Ap 21:4).

É bom lembrar que as aflições do tempo presente, não são para comparar com a glória que há-de ser revelada na eternidade (Rm 8:18). Mesmo diante das nossas dores, Jesus assegurou-nos que nele podemos experimentar paz. Jesus é o Príncipe da paz e a sua paz transcende as circunstâncias e os sentimentos. A sublime presença do nosso Deus pacifica, serena e sossega a mais turbada das almas.

O bom ânimo está ligado a 3 factos: A vitória de Cristo, o perdão dos pecados e à nossa fé obediente. Temos bom ânimo porque confiamos na vitória de Jesus: "Tende bom ânimo; eu venci o mundo." O nosso ânimo resulta do facto de Jesus ter morrido pelos nossos pecados e do perdão que Ele nos disponibiliza. O bom ânimo também acontece quando cultivamos bons pensamentos, meditamos na Palavra de Deus, oramos e colocamos em prática aquilo que Deus nos manda.

Sim, contamos com aflições aqui, mas quando entregamos os nossos fardos, problemas e lutas a Deus, vamos desfrutar da paz e do bom ânimo do Senhor. Tem bom ânimo, Jesus já venceu!

domingo, abril 19, 2020

Em todos os dias, Deus

"Dias bons. Dias maus. Deus está em todos os dias."

Max Lucado

sexta-feira, abril 17, 2020

Os desigrejados estão felizes

Para os "desigrejados" este tempo de quarentena é um tempo normal. O "desigrejado" é um crente sem vínculo com uma igreja local, não quer pertencer formalmente a nenhuma instituição eclesiástica. Não quer participar nos cultos e não pretende estar sujeito a uma liderança. Quando havia a possibilidade do ajuntamento cristão escolheu não se juntar. Agora que não há essa possibilidade, tudo continua bem para ele.

Creio que só sente falta da comunhão real da Igreja quem de facto já o é. Ser cristão, obviamente, é muito mais do que assistir a cultos ou actividades religiosas. Ser cristão implica aceitar a miséria dos seus pecados, arrepender-se deles, acreditar na redenção de Cristo, mas também é desejar ardentemente a comunhão com os outros irmãos. É caminhar e aprender juntamente com outros cristãos.

Deus ama e instituiu a comunhão. Deus chamou-nos para a comunhão com o seu Filho Jesus Cristo e para a comunhão com os nossos irmãos. Para a comunhão real e efectiva, que a sombra do virtual nunca poderá substituir. Que esta disjunta pandemia sirva também para despertar a sede e a saudade da comunhão real. Possamos perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Actos 2:42). Quando pudermos. Enquanto podemos.