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quarta-feira, março 04, 2026

A escola superior do deserto

"O deserto não é um acidente de percurso na caminhada da vida, mas uma agenda de Deus. É Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é a escola superior do Espírito Santo, onde Deus treina seus líderes mais importantes." 

- Hernandes Dias Lopes

terça-feira, fevereiro 03, 2026

Ron Kenoly (1944-2026)


Ron Kenoly mudou a história da música praise & worship.
Glória seja dada a Deus!

#RIP

segunda-feira, agosto 18, 2025

Ser servido ou servir?


Marcos conta que Jesus vai à frente, decidido. Os seus discípulos vão atrás e estão intrigados e temerosos. Jesus resoluto, os discípulos com medo e apreensivos. Porque que os discípulos estavam apreensivos? Como estavam perto de Jerusalém, estariam com medo da crescente hostilidade dos líderes religiosos judeus? Teriam receio de sofrer e morrer com Jesus? Estariam cansados e confusos? Não sabemos ao certo.

Entretanto, Jesus chama os discípulos e começa a falar-lhes das coisas que estavam prestes a acontecer. O Filho do Homem iria ser entregue aos líderes religiosos, condenado à morte, vão cuspir nele, bater-lhe e matá-lo; mas passados três dias iria ressuscitar! Não era esta a primeira vez que Jesus falava da Sua morte e ressurreição. Anteriormente já O Senhor tinha predito a Sua entrega sacrificial. Esta é a terceira predição clara e detalhada da hora mais dolorosa que Jesus iria padecer. 

Enquanto Jesus falava dos seus sofrimentos e morte, Tiago e João aproximaram-se dele e fizeram um pedido: “Concede-nos que na tua glória nos assentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda." Este solicitação destes dois apóstolos é no mínimo chocante. Jesus a falar da sua hora mais escura e tenebrosa e eles preocupados em assegurarem os melhores lugares no céu? Não só ignoraram os sofrimentos de Jesus, como também a revelação da Sua ressurreição! Esta insensibilidade espiritual, por vezes, também é a nossa. Tantos cristãos insensíveis às necessidades dos outros; sem interesse em orar, ajudar, apoiar. Focados apenas na sua ambição e nos seus desejos egoístas.

Jesus alerta-os para a seriedade do que pediam e pergunta se podiam beber o cálice que Ele ia beber e ser baptizados com o baptismo que ia ser baptizado. O cálice e o baptismo falam dos sofrimentos de Cristo (Mc 14:36 e Lc 12:50). Os discípulos sem saberem bem o que diziam responderam que sim. A paixão de Cristo é única e distinta, mas os apóstolos também iriam sofrer muito. Tiago seria o primeiro deles a ser assassinado por Herodes Agripa I (At 12:1-2). João, talvez não tenha sido martirizado, mas sofreu muito por causa Cristo e do Evangelho, tendo sido desterrado para a ilha de Patmos. 

Jesus esclarece que quem reserva os lugares no céu é somente o Pai. Esses lugares não se conquistam, não são para os que “metem uma cunha a Jesus”, mas para aqueles que Deus escolheu. Os dez apóstolos ouvindo acerca da ambição de Tiago e João ficaram muito indignados. Provavelmente eles também tinham a mesma ambição egoísta de Tiago e João e receavam ficar com lugares menos importantes. Somos iguais! 

No seguimento deste diálogo, Jesus vai explicar como funciona a autoridade no Reino de Deus: o primeiro deve ser servo (literalmente: escravo!). Os líderes deste mundo julgam que ser líder é ser o número um, é ser autoritário, é exercer o poder com mão forte e dominadora. “Entre vós não será assim”, disse Jesus (Mc 10:43). Na igreja, quem quiser ser grande deve ser pequeno. Só aquele que serve está apto para governar. A grandeza no Reino de Deus está em servir a Deus e aos outros. Quem ama muito serve muito. Quem ama pouco, pouco ou nada serve.

Jesus dá exemplo da sua própria vida e missão. Esta passagem começou com a expressão “Filho do Homem” e termina com o “Filho do Homem”. Este título revela a condição humana de servo que Jesus escolher ser. Sendo Deus, “achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fp 2:8). Sendo O Senhor de tudo e de todos, Cristo escolheu uma vida de serviço com o propósito de dar a sua vida em resgaste de muitos (Mc 10:45). Estávamos condenados a ficar separados de Deus por toda a eternidade, mas graças ao Senhor Jesus que deu a sua vida em resgate da nossa. A sua morte e ressurreição são a nossa salvação. 


APLICAÇÕES FINAIS 

1. Jesus é o Servo perfeito. Ele viveu uma vida de serviço, morreu e ressuscitou para nos salvar. Ao contrário de tantos líderes religiosos, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para nos salvar. Se ainda não tens a certeza da salvação, que hoje possas receber Jesus Cristo! 

2. A motivação do serviço cristão deve ser o amor e a humildade, não o elogio humano. Bob Dylan canta que todos estamos a servir alguém. Podemos estar a servir a nós próprios, aos outros, ao diabo, ao Senhor. Todos são servos daquele a quem servem. Sigamos o exemplo de Cristo que serviu sem buscar glória terrena. Se O Senhor Jesus viveu uma vida de Servo, quem somos nós para vivermos como senhores?

3. Servir a Deus e aos outros tem um custo. Implica oração, renúncia, trabalho, provoca cansaço, causa oposição e muitas críticas. Mas também dá alegria plena, paz interior, propósito e a há a promessa de recompensas eternas. 

Ninguém é salvo POR servir a Deus, somos salvos PARA servir a Deus. Esta é uma das grandes diferenças entre um católico romano e um protestante. Não servimos a Deus na igreja e fora da igreja para conquistar a salvação, é porque estamos salvos pela graça de Deus, que servimos dessa forma.

Se já te consideras cristão, estás apenas a ser servido ou estás tu servir?

segunda-feira, agosto 04, 2025

Ler a Bíblia e orar todos os dias

"Mesmo alguns minutos de leitura da Bíblia, onde você contempla a glória do Senhor, e alguns minutos de oração, onde você abre seu coração para Ele, têm o poder de transformar o seu dia." 

- Paul Tripp

segunda-feira, junho 30, 2025

Duas grandes verdades

"A verdade de que somos pecadores está dolorosamente connosco para humilhar-nos e fazer-nos vigilantes; a mais abençoada verdade, de que todo aquele que crê no Senhor Jesus será salvo, permanece connosco como a nossa esperança e alegria." 

- Charles H. Spurgeon

segunda-feira, maio 12, 2025

O reino futuro de Deus para o presente

"Quando Jesus ressuscitou dos mortos, ele trouxe o reino futuro de Deus para o presente e trouxe o céu à terra. Entramos agora no reino pelo arrependimento e pela fé em Jesus, e pelo nascimento por meio do Espírito Santo (Jo 3:3-5). Em seguido, somos literalmente 'transferidos' do reino deste mundo para 'o Reino do seu Filho querido' (Cl 1:13, ESV). Isto é muito mais do que adoptar simplesmente novas crenças e práticas éticas. Entrar em um reino significa sujeitar-se a um novo conjunto de lealdades, crescer em amores novos e submeter-se a novos valores directivos na vida. Depois disso, corações, famílias relacionamentos, comunidades e campos de cultura humana são curados e retrabalhados à medida que são redireccionados para a glória de Deus e submetidos à autoridade de Jesus, o Rei, pela sua Palavra e Espírito (Sl 72; Cl 1:16-20; Ef 1:9-10)." 

In: KELLER, Timothy. Esperança em tempos de medo. São Paulo: Vida Nova, 2022, p. 99,100.

segunda-feira, maio 05, 2025

Dos escândalos


Em Marcos 9 Jesus vai alerta-nos para dois tipos de erros: o erro do exclusivismo e o erro da falta de santificação. Na verdade, são dois tipos de escândalos, o escândalo de um cristão ficar ressentido por outra pessoa estar a anunciar Jesus e o escândalo do cristão pensar que pode ser cristão sem viver em santidade. Para nossa vergonha temos que admitir que há muitos escândalos no meio evangélico hoje.

O Apóstolo João vai contar a Jesus a façanha dos discípulos, que proibiram um homem que estava a expulsar demónios em nome de Jesus, mas que não andava com eles. João imaginou que o poder de Jesus estava confinado ao grupo dos discípulos. O sectário João não aceitava pessoas fora do seu círculo. Este discípulo que disse este disparate, era o que reclinava a sua cabeça no peito de Jesus em sinal de profunda comunhão. Por vezes nós também pensamos que estamos a dizer uma grande coisa, mas não passam de afirmações egoístas e descabidas.

Jesus informou os discípulos que não há quem faça milagres usando o seu nome e a seguir vá falar mal dele. Cuidado com a exclusividade que alguns crentes, pastores, igrejas e denominações pensam que têm. O Reino de Deus é muito mais amplo do que a nossa igreja, movimento ou grupo. “Quem não é contra nós é por nós”, afirmou Jesus (Mc 9:40). A pessoa até pode não ter total clareza doutrinária, mas se crê em Jesus, não vai ser contra Ele e por isso O Senhor não reprova essa pessoa. Se O Cristo que outros pregam é o da Bíblia, mesmo não estando connosco, essas pessoas estão também do nosso lado, que é o de Cristo. 

Por outro lado, Jesus não está a defender que todas as crenças e religiões são boas e que não importa o que faz ou ensina. O universalismo é falso e o ecumenismo é um caminho errado. Em outra ocasião Jesus também disse que “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.” (Mt 12:30). A questão é se a pessoa está em Cristo e se anuncia a Cristo. As pessoas ou são por Cristo ou contra Cristo. Até dar um copo com água, em nome do Senhor, terá recompensa! 

Se nos primeiros versos há cristãos escandalizados, nos seguintes há cristãos que escandalizam. Escandalizar “pequeninos”, pode ser afastar as crianças ou os mais novos na fé, de Cristo. Talvez o tal homem que expulsava demónios fosse um novo convertido. Jesus disse que o cristão que escandaliza esses pequeninos, melhor seria pegar numa pedra de moinho e ser lançado ao mar. Esta hipérbole de Jesus é para demonstrar as sérias consequências dos escândalos na vida do crente. Ao contrário do que alguns evangélicos julgam, ser cristão não é uma carta branca para se viver de qualquer maneira. Ser cristão implica viver em santidade e em obediência a Deus, sem conduta escandalosa. 

Jesus usa três imagens para advertir sobre as terríveis consequências de alguém viver de forma escandalosa. É melhor cortar a mão, um pé ou arrancar um olho que escandaliza do que ser lançado no inferno. É óbvio que esta é uma linguagem figurada que Jesus. O Senhor não está a ensinar que a pessoa deve mutilar os seus membros ou fustigar o corpo. Isto significa que se há algo na vida que escandaliza, o melhor é “cortar o mal pela raiz.”

O inferno é um lugar de tormento eterno onde também “o bicho não morre e o fogo não se apaga”. Há igrejas que só falam em inferno e há outras que parece que nem sabem que existe. Jesus falou muito sobre o inferno. O inferno é real e a pessoa que for lançada no inferno sofrerá eternamente. O termo grego para inferno aqui é “geena”. Geena está relacionado ao vale de Hinom, que ficava fora da cidade de Jerusalém. Foi aí que o Rei Acaz e o Rei Manassés sacrificaram os próprios filhos (2Cr 28:3; 33:6). Era um lugar de culto a Moloque. Mais tarde, o Rei Josias acabou com essas práticas e o Vale de Himom no tempo de Jesus estava transformado num monturo de lixos, onde existia uma fogueira que ardia sem cessar. É um lugar terrível preparado para todos os que não crêem em Jesus e na sua salvação. 

O discípulo de Jesus deve mostrar tolerância com os outros e ser rigoroso consigo próprio. Por vezes somos muito inflexíveis com os erros dos outros e muito tolerantes com as nossas próprias fraquezas e pecados. Esta tolerância, contudo, não é a permissão para aceitarmos falsos ensinos ou falsos profetas, antes, para entendermos que quem anuncia a Cristo também está do nosso lado. 

Quem não receber Jesus como seu Salvador e Senhor já está condenado ao inferno. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” João 3:36. Todo aquele que crer em Jesus e aceitar a sua salvação terá morada eterna num lugar de alegria, descanso, onde não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro e nem dor (Ap 21:4).

quarta-feira, fevereiro 19, 2025

Os três nãos de Deus

Uma das vantagens de se ler livros que ainda não foram publicados em Portugal é comprar no formato ebook. O meu amigo Tiago Cavaco volta aos livros e, na sua deliciosa escrita agridoce, amplia um sermão seu: "Os três nãos de Deus". O livro é editado pela Editora Mundo Cristão e o prólogo e o primeiro capítulo já me convenceram.

Na meio de tantos "sins" a tudo e mais alguma coisa, é bom existir alguém a lembrar-nos que Deus também diz não. Três vezes.

"O que sossega os nossos corações não é uma materialização da presença de Deus mas uma segurança de que, guiados pelas promessas da sua palavra cumprida em Cristo, até na ausência somos por ele acompanhados — até nos nãos podemos ouvir um sim." 

- Tiago Cavaco, "Os três nãos de Deus: Porque apenas a graça basta", Editora Mundo Cristão, 2025.

terça-feira, fevereiro 11, 2025

O cristão pertence e vive para Cristo

"Um cristão é, literalmente, 'de Cristo', alguém que não apenas sofre uma vaga influência dos ensinamentos do cristianismo, mas transferiu para Jesus a sua lealdade mais básica. Os cristãos entendem a escolha do tipo 'tudo ou nada' que nos é imposta pela magnitude das alegações de Jesus."

In: KELLER, Timothy. A fé na era do cepticismo. São Paulo: Vida Nova, 2015, p. 258 [PT].

quarta-feira, novembro 20, 2024

Acerca do evangelismo

"Evangelismo é mais do que promover decisões por Cristo. É incitar as pessoas a tornarem-se discípulos e seguidores de Jesus.” 

- Billy Graham

segunda-feira, outubro 21, 2024

Maturidade espiritual implica obediência

"A maturidade espiritual não se alcança com o passar dos anos, mas com a obediência à vontade de Deus." 

- Oswald Chambers

terça-feira, julho 30, 2024

Amigo de pecadores

"É frequente nos Evangelhos (...) que não sejam os discípulos, mas sim os adversários de Cristo que percebem melhor quem ele é. Embora as multidões o chamem de amigo de pecadores como se fosse uma acusação, o rótulo é um grande conforto para aqueles que sabem ser pecadores. Que Jesus seja amigo de pecadores só é uma ofensa para aqueles que não sentem estar nessa categoria."

In: ORTLUND, Dane. Manso & Humilde. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil; São Paulo: Pilgrim, 2021, p. 116 [Pt].

segunda-feira, julho 15, 2024

Três efeitos

 "Haverá três efeitos de estar próximo a Jesus: humildade, felicidade e santidade." 

- Russel Shedd

segunda-feira, junho 24, 2024

O funeral evangélico

"O facto é que Cristo ressuscitou mesmo dentre os mortos e se tornou o primeiro entre os milhões que um dia voltarão a viver!" - 1Coríntios 15:20 [versão O Livro]

Um amigo meu foi a um funeral evangélico na nossa igreja e disse-me no final, num certo tom jocoso, que as palavras do pregador foram tão boas, que até dava vontade de morrer para as ouvir. Só que os mortos que precisam ouvir os pregadores são os que querem viver. A alegria da vida eterna pertence aos que recebem Jesus como seu salvador e Senhor. 

A verdade é que a maior parte dos funerais evangélicos são diferentes. Diferentes para melhor. Canta-se, ora-se a Deus, anuncia-se a Palavra de Deus, há um ambiente solene, mas cheio de esperança. Recorda-se 
a vida do que morreu, mas principalmente a vida daquele que venceu a morte - Jesus Cristo. Um funeral evangélico não se centra tanto no defunto, mas naquele que destronou a morte, o mal e o pecado. 

No funeral evangélico há um misto de tristeza e alegria. Tristeza pela partida do ente querido e alegria por sabermos que um dia voltaremos a estar com o cristão que morreu. Temos a certeza que, assim como Cristo ressuscitou de entre os mortos, nós também voltaremos a viver. A morte para o cristão não é o fim, é o princípio da nova realidade da eternidade com Deus. Isto é verdade porque Cristo de facto ressuscitou.

segunda-feira, junho 03, 2024

Seguros nas mãos de Deus

"Ser salvo pela graça supõe que Deus tomou em suas próprias mãos a salvação das nossas almas; e com certeza estamos mais seguros nas mãos de Deus do que nas nossas." 

- John Bunyan

sexta-feira, maio 31, 2024

Marcas da graça


O último capítulo da Carta de Paulo aos Gálatas pode ser dividido em três partes. A primeira parte fala de um cristão que é “surpreendido pelo pecado”. A ideia do texto é essa. O pecado é algo que apanha o crente. É um percalço. O cristão que anda dependente do Espírito consegue resistir ao pecado, mas isso não significa que nunca mais peque (1João 1:8,10). Quando um cristão cai, um dos deveres da igreja, particularmente dos líderes, é ajudar essa pessoa a levantar-se. Nesse processo, os líderes não devem ter um sentimento de superioridade, mas de amor, mansidão e humildade. Têm a consciência que também podem cair. Para acontecer a restauração, a pessoa que falhou tem que admitir o pecado, estar arrependida e reconhecer autoridade de quem a está a encaminhar. 

Em Gálatas 6:2 lemos que devemos levar as cargas uns dos outros, mas no v.5 vemos que cada um deve levar a sua própria carga. Haverá contradição? Claro que não. A palavra original para cargas no v.2 é baros e a do v.5 é fortion. A palavra baros significa "um peso pesado", difícil de transportar sozinho, enquanto fortion refere-se a coisas que cada um pode levar por si. A partilha de cargas pesadas deve ser uma constante na vida da Igreja. Por outro lado, cada cristão é responsável pela sua própria conduta e por cumprir com as suas obrigações pessoais. 

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Na segunda parte, Paulo vai falar de questões práticas e usa a Lei da Semeadura: “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará.” (Gl 6:7). Muitos abusos têm sido feitos pela má leitura do verso 6 que fala em repartir os bens com quem que o instruiu. É mais do que dar dinheiro, é partilhar benefícios materiais e espirituais. Se é um erro grave exigir dinheiro aos irmãos que nos ensinam a Palavra de Deus, mas também está errado não abençoar aqueles que nos ministram a Palavra.

A Lei da semeadura relaciona-se com Deus. Ninguém zomba de Deus! Se alguém pensa que Deus está indiferente a quem vive no pecado ou ao que demonstra ingratidão, está muito enganado. Semear na carne é viver para a satisfação dos desejos e prazeres humanos. É investir no que se vê, sem pensar na eternidade. O resultado disso é podridão espiritual e morte eterna. Por outro lado, semear no Espírito é investir no Reino de Deus. É depender de Deus, dando ouvidos à Sua Palavra e colocando-a em prática. A colheita dessa caminhada é a vida eterna, não que essa vida seja uma conquista do cristão obediente, mas é o resultado final de quem tem e anda no Espírito. Esta segunda secção termina com um incentivo para não desistirmos de fazer o bem a todos e muito especialmente aos da família da fé (v.9-10). Fazemos o bem não para ganhar a salvação, mas porque já estamos justificados pela graça e bondade de Deus.

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Na terceira parte, é o próprio Apóstolo que escreve e com “grandes letras” (v.11). Era normal ditar a carta a um escriba, mas nesta parte final, Paulo decide escrever com a sua própria mão. O destaque das letras seria para vincar da conclusão final e também para evitar cópias falsificadas de falsos obreiros que se faziam passar pelos Apóstolos. Os judaizantes estavam a obrigar os novos convertidos que não eram judeus a se circuncidarem. Gloriavam-se disso como se esse ritual os fizesse melhores. O Pr. Manuel Alexandre Júnior escreveu que “O cristianismo não é uma religião de cerimónias externas, mas sim algo interior e espiritual, do coração." Paulo só tinha uma coisa que se gloriava, era a cruz de Cristo. Na cruz foram desfeitos todos os rituais e preceitos religiosos. Para Deus não importa se a pessoa é religiosa ou se não tem religião. O que conta é se é uma nova criatura (2Co 5:17 5). A cruz de Cristo era o centro da mensagem e da vida de Paulo. Sigamos o seu exemplo.

Antes da bênção final, Paulo dá um testemunho pessoal: “ninguém me inquiete; porque trago no meu corpo as marcas do Senhor Jesus” (v.17). Pode surpreender alguns, mas Paulo tinha muitas tatuagens. Não eram desenhos coloridos feitos por um tatuador, mas cicatrizes feitas pelas varas, chicotes e pedras de judeus e romanos que lhe rasgaram e marcaram o corpo. Eram marcas da graça. Marcas físicas e emocionais dos muitos sofrimentos que passou por causa da fé em Cristo.

O apóstolo conclui como começou: com a graça de Deus. A temática da graça permeia toda esta Carta (1:3,6,15; 2:9; 2:21; 5:4; 6:18). A nossa vida está relacionada desde o princípio até ao fim com a maravilhosa graça divina. Nascemos, somos salvos, santificados e seremos glorificados, por causa da graça divina. Hoje é o dia de deixar de confiar na religião e aceitar a maravilhosa graça de Deus manifesta em Cristo. Somente o Evangelho de Jesus Cristo liberta! São boas novas! As melhores.


segunda-feira, maio 13, 2024

Somos salvos por Maria ou por Cristo?

"A atitude católica romana em relação a Maria é sinal de como é problemática a abordagem que Roma faz da fé cristã. Os seus ensinos a respeito de Maria vão muito além do que a Escritura sanciona e representam ideias de homens. Além disso, atingem em cheio a base da crença protestante sobre a salvação - a justificação por meio de Cristo somente. É preciso que os protestantes se mantenham firmes no solus Christus."

In: R. C. SPROUL. Estamos juntos? São Paulo: Vida Nova, 2023, p. 154 [PT].

domingo, maio 05, 2024

O amor é uma questão de vida ou de morte

"Como sabemos que uma igreja ou um cristão está vivo? Procuramos amor. Onde há amor, há vida. Quando os cristãos verdadeiramente colocam o amor em prática, é indício e garantia de que a vida de Deus está presente entre eles e dentro deles. Mas quando não colocamos o amor em prática quando brigamos e discutimos, dividimos e acusamos uns aos outros, o que isso diz a nosso respeito? De acordo com João*, se não há amor, não chegamos à vida; continuamos mortos."

* Bíblia Sagrada: 1João 3:14

In: WRIGHT, Christopher J. H. - Aprendendo a viver como Jesus: São Paulo: Mundo Cristão, 2019, p. 28.

terça-feira, abril 30, 2024

BILLY GRAHAM - Uma jornada extraordinária



Documentário: BILLY GRAHAM - Uma jornada extraordinária
#billygrahamdocumentario

quarta-feira, abril 17, 2024

Sem Cristo não há bom fruto


"Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer." - João 15:5. 

Custa-nos admitir que não podemos fazer algo por nós próprios que realmente frutifique. Nascemos mortos nos nossos pecados e sem Cristo não há vida espiritual. Assim como um ramo separado da videira não dá uvas, uma vida separada de Deus também não dá frutos espirituais. Para florir é necessário estar bem ligado à verdadeira vida - Jesus Cristo. 

Estar em Cristo é depender dele e obedecer-lhe, não só nas coisas que consideramos importantes, mas em tudo. Agir de forma independente, desprezando a comunhão com Jesus e com os nossos irmãos, é a garantia de uma vida infrutífera. As decisões isoladas no Corpo de Cristo normalmente são o fruto podre da carne pecaminosa. Somente quando estamos em estreita união com Cristo iremos produzir o bom fruto. Sem Cristo não podemos fazer nada que seja bom. Com Cristo, contudo, até o impossível se torna possível.