John Stott
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domingo, abril 03, 2016
Chamados para salgar e iluminar
“Jesus chama os Seus discípulos para exercerem uma influência dupla na comunidade secular: uma influência negativa, de impedir a sua deterioração, e uma influência positiva, de produzir a luz nas trevas. Pois impedir a propagação do mal, é uma coisa; e promover a propagação da verdade, da beleza e da bondade é outra”.
John Stott
John Stott
quinta-feira, março 31, 2011
Contracultura cristã
John Stott, no seu livro Contracultura Cristã, acerca do Sermão do Monte, diz que "provavelmente, a maior de todas as tragédias da Igreja através de sua longa história, cheia de altos e baixos, tem sido a sua constância de conformar-se à cultura prevalecente, em lugar de desenvolver uma contracultura cristã." Penso que ser e caminhar em contracultura não significa propriamente andar em contramão com a cultura do nosso tempo como se ela fosse, por si só, antagónica à fé cristã. Também não implica criar um nicho-pseudo-sagrado de cultura "sacro-gospel" separada de tudo o que é mundano, "porque então vos seria necessário sair do mundo", como bem diz Paulo. Aliás, eu não sei qual dos dois erros é o mais grosseiro: se caminhar em negação com a cultura do nosso tempo, se promover a loja mágica da cultura gospel em cada canto.
Gosto daquela frase de C. S. Lewis, “O mundo não precisa de mais autores escrevendo livros cristãos, o mundo precisa é de mais cristãos escrevendo livros.” O não-conformismo que Stott fala, não implica a negação da cultura, antes a divulgação, no dizer Kuhniano, do novo paradigma extraordinário e revolucionário, que jorra das Palavras do Mestre, no Monte. Creio que a contracultura cristã acontece quando salga e ilumina a cultura contemporânea prevalecente. Acontece quando cada cristão vive e pratica o ideário de Jesus naquilo que diz e faz, todos os dias. É ser um discípulo de Cristo no meio da multidão desgarrada e errante.
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segunda-feira, fevereiro 14, 2011
Terminou o Sermão
Passaram-se quase dez meses desde que começamos a subir e a escavar o Sermão do Monte. Ontem chegámos ao fim da longa escalada. Jesus conclui o seu sermão dizendo que, muito mais do que ouvir ou falar acerca destes preciosos ensinamentos, é necessário praticá-los. Não é o que diz "Senhor, Senhor" que entra no Reino dos céus, mas aquele que pratica a vontade do Pai celestial. Os discípulos e a multidão estavam perplexos e maravilhados perante a doutrina e a autoridade do Senhor Jesus. Nós também. O estudo do Sermão termina por ora, mas a extensão da sua aplicabilidade perdurará enquanto vivermos. A homilética de Jesus, mais do que ser ouvida, precisa ser realizada na nossa vida todos os dias. Serão bem-aventurados e galardoados os que ouvirem, guardarem e viverem as Palavras do Deus-Jesus.
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quarta-feira, janeiro 12, 2011
A autoridade das palavras
A elevada autoridade e sabedoria de Jesus Cristo ouvia-se nas suas palavras e na ausência delas. Era sábio quando falava e quando silenciava. O poder das suas palavras e dos seus silêncios causavam transformação porque era a voz do Pai que falava por Ele. A multidão que O ouvia admirava-se porque estava habituada a escutar a arrogância e a hipocrisia dos religiosos e em Cristo percebiam a sabedoria e a autoridade do alto. As pessoas ouviam-no e seguiam-no porque sabiam que Jesus vivia tudo o que ensinava.
Que impacto causam as nossas palavras nas pessoas que nos ouvem?
"E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso a multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas." Mateus 7:28-29
Que impacto causam as nossas palavras nas pessoas que nos ouvem?
"E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso a multidão se admirou da sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas." Mateus 7:28-29
quinta-feira, janeiro 06, 2011
O Princípio Áureo
"Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas." Mateus 7:12É chamada de Lei Régia ou Regra Áurea, mas, mais do que uma simples regra ou ensinamento ético, estas palavras de Jesus são um princípio de vida que transforma radicalmente quem o vive. O enquadramento é o Sermão que O Mestre proferiu aos seus discípulos no Monte, nos arredores de Cafarnaum. Relaciona-se com a oração, a fé, a dependência e a obediência ao Pai celestial (vers. 7-11) e por entrarmos pela porta estreita da Vida e quando trilhamos o caminho apertado da auto-negação e da sujeição à vontade de Deus (vers. 13-14). Estão implícitas nestas palavras as coisas que não devemos fazer aos outros, porque também não gostamos que nos façam a nós, mas mais do que um convite à proibição ou inacção, este princípio é um estímulo à acção e às atitudes que beneficiam e abençoam o outro. O "fazer" que resulta de estarmos e caminharmos com Cristo, precisamente porque sem Ele nada podemos fazer que frutifique (João 15:5).
O mundo, a igreja e os relacionamentos não ficam melhores por decreto ético, moral, religioso ou politico, a mudança é operada pela aplicação diária deste princípio vital. Quando nós fazemos aos outros o que gostávamos que nos fizessem, mesmo que não o façam, tudo se transforma para melhor.
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terça-feira, novembro 30, 2010
A verdadeira mudança
“E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?” Mateus 6:27 Por mais que o homem trabalhe e se esforce, jamais poderá mudar algo em si ou nos outros que efectivamente permaneça para a eternidade. Todas as aparentes mudanças que o ser humano produza aqui serão sempre efémeras e ilusórias. As correrias solícitas neste mundo, as preocupações, as inquietações, os desassossegos, são impotentes para alterar ou acrescentar seja o que for. Deus é quem nos muda. As grandes transformações e transmudações são operadas exclusivamente por Deus, de dentro para fora. No coração que é encontrado e que se encontra quando busca a Deus. Confiemos mais no Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação, do que nas nossas pequenas e transitórias mudanças.
"Olhem os passarinhos, que não se preocupam com o alimento, não precisam de semear, nem de colher, ou de armazenar comida, pois o vosso Pai celestial é quem os sustenta. E para ele vocês têm muito mais valor do que os passarinhos. As vossas preocupações poderão porventura acrescentar um só momento ao tempo da vossa vida?" Mateus 6:26-27 (versão "O Livro")
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domingo, novembro 21, 2010
O Sr. Previdente e a Srª. Ganância
«O que Jesus proíbe a seus discípulos é a acumulação egoísta de bens (“Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra” - Mateus 6:19); uma vida extravagante e luxuosa, a dureza de coração que não deixa perceber as necessidades colossais das pessoas menos privilegiadas neste mundo; a fantasia tola de que a vida de uma pessoa consiste na abundância de suas propriedades; e o materialismo que acorrenta nossos corações à terra. O Sermão do Monte repetidas vezes refere-se ao “coração” e, aqui, Jesus declara que o nosso coração sempre segue o nosso tesouro, quer para baixo, para a terra; quer para o alto, para o céu (v. 21).
Resumindo, “acumular tesouros sobre a terra” não significa ser previdente (fazer ajuizadas provisões para o futuro), mas ganancioso (como o sovina que acumula e os materialistas que sempre querem mais). Esta é a armadilha contra a qual Jesus nos adverte aqui. “Sempre que o Evangelho é ensinado”, escreveu Lutero, “e as pessoas procuram viver de acordo com ele, surgem duas terríveis pragas: os falsos pregadores, que corrompem o ensino, e, então, a Sra. Ganância, que impede um viver justo.”»
In: John Stott. Contracultura Cristã. São Paulo: ABU Editora, 1981, p. 72
Resumindo, “acumular tesouros sobre a terra” não significa ser previdente (fazer ajuizadas provisões para o futuro), mas ganancioso (como o sovina que acumula e os materialistas que sempre querem mais). Esta é a armadilha contra a qual Jesus nos adverte aqui. “Sempre que o Evangelho é ensinado”, escreveu Lutero, “e as pessoas procuram viver de acordo com ele, surgem duas terríveis pragas: os falsos pregadores, que corrompem o ensino, e, então, a Sra. Ganância, que impede um viver justo.”»
In: John Stott. Contracultura Cristã. São Paulo: ABU Editora, 1981, p. 72
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segunda-feira, novembro 15, 2010
domingo, novembro 07, 2010
A oração é o secreto absoluto
"A oração é a instância suprema do aspecto secreto da vida cristã. É a antítese da auto-promoção. Quem ora já não se conhece a si mesmo mas só a Deus, a quem invoca. A oração não visa um efeito directo sobre o mundo; é dirigida somente a Deus, e por isso é o perfeito exemplo da acção reservada por excelência."
Dietrich Bonhoeffer
Dietrich Bonhoeffer
domingo, outubro 10, 2010
Ore até que consiga orar
"A oração em si mesma é uma arte que somente o Espírito Santo nos pode ensinar. Ele é o doador de todas as orações. Rogue pela oração - ore até que consiga orar, ore para ser ajudado a orar e não abandone a oração porque não consegue orar, pois nos momentos em que você acha que não consegue, é quando realmente está fazendo as melhores orações. Às vezes quando você não sente nenhum tipo de conforto em suas súplicas e o seu coração está quebrantado e abatido, é que realmente está lutando e prevalecendo com o Altíssimo."
C. H. Spurgeon
C. H. Spurgeon
domingo, outubro 03, 2010
domingo, setembro 12, 2010
Retribuir o mal com o bem
“Retribuir o bem com o mal é demoníaco; retribuir o bem com o bem é humano; retribuir o mal com o bem é divino.”
Alfred Plummer
Alfred Plummer
sexta-feira, agosto 20, 2010
Livros, caixas, sótãos, telhas e montes
Todas as férias de verão catalogo e arrumo os livros que fui lendo e acumulando ao longo do ano. Aproveitamos também para fazer algumas limpezas extraordinárias, como por exemplo arrumar o sótão. Caixas e mais caixas. Sacas, brinquedos e outros artefactos que se vão amontoando no amplo sótão. Limpar o lixo é uma óptima actividade para realizar nas férias (e fora delas também). Mas limpar cansa. Limpar o lixo da vida cansa, mas é essencial para podermos caminhar bem.Este verão subi ao meu telhado para arranjar umas telhas que tinham descaído - actividade radical e aventurosa, diga-se, porque a cobertura é muito inclinada. Suei as estopinhas! Varri o lixo e substitui uma telha partida. Atirei essa telha lá do alto e parti o estendal da roupa que estava no terraço. Que pontaria! Quem precisa de subir montanhas para partir coisas? Suor (meu) e lágrimas (da minha esposa).
Por falar em subir montanhas, o Sermão do Monte continua a falar aos pequenos grandes corações dos jovens da minha igreja e ao meu. Coisas a evitar, como a falta de perdão, a ira, a hipocrisia, o adúltério e outras coisas a preservar, como as boas amizades, a verdade, a palavra de honra (lembram-se do que isso é?).
Estas férias adoptamos mais um hamster, parecidíssimo com o Oliver. Chamámos-lhe Alvin. Mas do Alvin falarei mais à frente porque a "posta" já vai longa e muito mais haveria para contar, querido blogue.
Deixo-vos um vídeo, não de um hamster, mas do Gato do Simon que tenta ajudá-lo a arrumar umas caixas. Para o sótão, quiçá.
domingo, junho 06, 2010
Liderança dominadora
"A colisão entre o evangelho e o mundo fica em plena evidência na rejeição cristã do 'Übermensch' (homem dominador) de F. Nietzsche, forte, egoísta, autoconfiante, superior e ousado. Admitir seus próprios erros não passa pela cabeça desse "machão", já que, aos seus olhos, ele jamais falhou. A altivez é uma tentação peculiar dos que exercem liderança. Os discípulos não eram imunes a isso. Várias vezes discutiram entre si quem era o maior e quem seria o mais exaltado no reino (Marcos 9:34; 10:40-41). Mas Jesus frisou que quem quisesse ser o primeiro teria de ser o último e servo de todos."
In: Russel Shedd. A felicidade segundo Jesus. São Paulo: Vida Nova, 2008, p. 25.
In: Russel Shedd. A felicidade segundo Jesus. São Paulo: Vida Nova, 2008, p. 25.
domingo, maio 23, 2010
A Igreja dos bem-aventurados
"A Igreja dos bem-aventurados é a Igreja do Crucificado. Com Ele tudo perdeu, com Ele tudo encontrou."
Dietrich Bonhoeffer
Dietrich Bonhoeffer
domingo, maio 16, 2010
Cinco luzes do Sermão do Monte
1. O sermão do Monte começa com a palavra mais desejada no mundo e tantas vezes despercebida aqui: "Bem-aventurados" (“Makarios”). As santas palavras do Mestre visam a nossa real felicidade. “Felizes” os que as ouvem, seguem e praticam.
2. Este é um sermão que se destina primordialmente aos que já são discípulos, "aproximaram-se dele os seus discípulos" (vers. 1). São os que já são crentes que devem primeiramente respirar o ar limpo e purificador daquele Monte.
3. Jesus principia dizendo que o Reino pertence aos humildade de espírito. Sem a convicção do nosso pecado, da nossa pobreza e falência espiritual, nada vislumbraremos do céu. "Para subirmos no Reino, é preciso rebaixar-nos em nós próprios", fazem eco as palavras de Spurgeon.
4. As Bem-aventuranças estão no plural. São para cada discípulo, mas visam alcançar todo O Corpo de Cristo. As recompensas são presentes e futuras.
5. Mais do que apenas ouvir e perceber a densidade do sermão, urge praticá-lo. Só assim poderemos salgar e iluminar este insípido e tenebroso mundo, cada vez mais infeliz.
E assim, penso que terminamos hoje a Introdução geral, da introdução à introdução.
quarta-feira, maio 12, 2010
Os brilhantes sapatos Prada
Na tradução católica e em muitas outras, o sermão do Monte começa assim: "Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos céus!" (Mateus 5:3). Alguns pensam que a pobreza que se fala aqui, é interior, do espírito; e efectivamente, isso é uma realidade. “Deus resiste aos soberbos”, e ai dos que são orgulhosos! Mas de acordo com o original, a pobreza (οἱ πτωχοί) referida ali, também tem uma conotação material, literal: “pobre”, ou seja sem quaisquer recursos ou bens materiais. É precisamente esta necessária pobreza, com todas as suas implicações, que tantos cristãos esbarram e caiem. E depois ficam e vivem desventurados. É também justamente esta mendicidade essencial que faz os brilhantes sapatos vermelhos Prada tropeçarem, e retiram qualquer autoridade moral e espiritual. Felizes os pobres. Deles é o verdadeiro Reino.
segunda-feira, maio 03, 2010
Em jeito de introdução à introdução
Depois das gargalhadas, lá tornei a explicar que era precisamente isso que não devíamos fazer com o ensino de Jesus. Perscrutar o Espírito, a Vida, a profundidade e a coerência das santas Palavras do Sermão do Mestre é fundamental para entendê-las. E depois vivê-las.
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domingo, maio 02, 2010
Viver a vida cristã
"O mundo actual está aguardando o aparecimento de crentes autênticos, e deles precisa desesperadamente. Nunca me canso de dizer que aquilo de que a Igreja mais necessita não é organizar campanhas de evangelização, a fim de atrair as pessoas que ainda estão do lado de fora, mas começar, ela mesma, a viver a vida cristã."
In: D. Martyn Lloyd-Jones. Estudos no Sermão do Monte. São Paulo: Editora Fiel, 2008 (6ª Reimpressão), p.17.
In: D. Martyn Lloyd-Jones. Estudos no Sermão do Monte. São Paulo: Editora Fiel, 2008 (6ª Reimpressão), p.17.
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quinta-feira, abril 29, 2010
Escalada do sermão do Monte
Iniciei esta semana a preparação para a íngreme escalada do Monte onde Jesus pronunciou o seu santo sermão. Nos próximos meses, querendo Deus, estarei a ouvir, a esmiuçar e a conversar com os jovens e adolescentes da Escola Dominical da minha igreja, as elevadas palavras do Mestre. Segundo John Stott, o sermão da montanha é provavelmente "a parte mais conhecida, mas possivelmente a parte menos seguida dos ensinos de Jesus." A síntese do que formos aprendendo lá em cima, vou compartilhando (e tentando viver) aqui em baixo.Leitura Bíblica do Sermão do Monte.
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