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quarta-feira, agosto 19, 2020

Entregar as inquietações ao Senhor



"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças."
Filipenses 4:6.
 
A inquietação não é uma coisa nova. A carta de Paulo aos Filipenses foi escrita há cerca de 2000 anos e já havia gente inquieta e ansiosa. "Ansiedade" na raiz da palavra original grega significa "estar dividido". A pessoa ansiosa tem a sua mente dividida com muitos pensamentos. É uma guerra entre pensamentos bons e maus, onde parece que ganham os maus. Se a ansiedade não for tratada degenera em doença. Adoece-se na mente, no corpo, na alma e no espírito.

O versículo não só nos diz para não andarmos inquietos, mas dá-nos o remédio: Oração e gratidão. O melhor antídoto contra a inquietação, a tristeza, a perturbação e o desencorajamento é entregarmos os nossos encargos a Deus. Só O Senhor pode e sabe cuidar deles.

Devemos também refrear os nossos pensamentos (Fp 4:8). Disciplinar a nossa mente para se focar em Deus, na Sua Palavra e naquilo que Ele deseja e O glorifica. Pensar naquilo que é verdadeiro, bom e correcto. Pensar mais nas boas qualidades dos que nos rodeiam em vez de matutar nos seus defeitos. Nas tantas coisas boas que Deus já fez, continua a fazer e ainda fará.

Em tempos e circunstâncias difíceis é possível desfrutar da paz e da alegria do Senhor, quando as entregamos ao Senhor e confiamos no Seu cuidado. "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Fp 4:7).

terça-feira, agosto 11, 2020

Todavia, eu me alegrarei no Senhor

O livro de Habacuque ensina-nos a entregarmos as nossas dúvidas e aflições ao Senhor Deus através da oração e a caminharmos com fé e confiança no Senhor, no meio das nossas piores crises e lutas.

O capítulo 3 é uma oração em forma de cântico. Provavelmente este Salmo de adoração e louvor a Deus seria usado no templo em Jerusalém. É uma Teofania, ou seja, uma manifestação de Deus e dos seus propósitos. Martyn Lloyd-Jones disse que Habacuque agora só está interessado na glória de Deus e mais nada.

Quando Habacuque ouviu as respostas do Senhor temeu e tremeu. Estremeceu por todos os lados: lábios, ossos, ventre e coração (v.2 e 16). Em prantos, o profeta tem a noção clara da grandeza portentosa do Senhor e da sua podridão interior. Mais importante do que entender a origem da existência da mal no mundo (um dos grandes temas deste livro) é reconhecermos e arrependermo-nos da nossa própria maldade.

O profeta ao ouvir os juízos do Senhor clama por avivamento (v.2). “Avivar” aqui é um pedido de preservação da vida, é um rogo para não ser destruído na invasão babilónica que estava para vir. Mas também é um grito por renovação espiritual.

Normalmente o avivamento surge num quadro de perversidade e frieza espiritual. O avivamento vem de Deus e é um retorno à centralidade da Palavra de Deus, à conversão e santificação. Hernandes Dias Lopes diz que “Precisamos de um avivamento que coloque a igreja nos trilhos da sã doutrina e a desperte para viver piedosamente.”

Deus envia o avivamento espiritual quando vê quebrantamento, arrependimento e confissão. A glória de Deus torna-se manifesta a todos e um grande número de almas são salvas. Clamemos a Deus, conforme fez Habacuque: “Aviva, ó SENHOR, a tua obra!”

O livro termina de forma admirável. A invasão babilónica iria devastar a agricultura, o gado, as provisões e todo o sustento de Judá e do profeta. Muita fome e miséria estavam para acontecer. Mas mesmo assim, "ainda que...", o profeta declara a sua confiança em Deus: “Todavia, eu me alegrarei no Senhor!” (v. 18).

Alegrar-se em Deus quando as coisas correm de feição é relativamente fácil, o nosso grande desafio é continuar a confiar nele no meio das aflições desta vida e quando tudo parece ruir.

O profeta começou com dúvidas mas termina com fé. No capítulo 2 “o justo viverá pela fé”, no capítulo 3 “o justo está a viver pela fé!” Uma coisa é conhecermos intelectualmente a vida da fé, outra bem distinta é vivermos pela fé! Não se trata de negar as maldades ou meter a cabeça na areia quando tudo vai mal, nada disso! É confessar os nossos pecados e confiar em Deus em todas as circunstâncias.

A fé bíblica e madura é aceitar a vontade de Deus, independentemente dos resultados. Deus nem sempre muda a nossa conjuntura, mas pode transformar a nossa maneira de enfrentar as situações mais difíceis. Isso é viver pela fé!

O Livro começa com “o peso” do Profeta e termina com a alegria e a força do Senhor Jeová. Começa no mais no vale da dúvida e termina na mais alta montanha da fé. G. Campbell Morgan disse que “A nossa alegria é proporcional à nossa confiança. A nossa confiança é proporcional ao nosso conhecimento de Deus.” Podemos confiar em Deus porque Ele continua a ser o Senhor soberano que está no controlo de todas as coisas.

Aprendemos muito com Habacuque. É melhor subir à nossa torre de vigia para orar e ouvir Deus falar, do que reclamar e querer entender todos as sombras e contornos da nossa vida. A alegrarmo-nos no Deus da nossa salvação, independentemente das circunstâncias. A viver mais por fé e menos por vista.

segunda-feira, julho 20, 2020

Toda a maldade será punida


O Capítulo 2 de Habacuque regista a segunda resposta de Deus ao profeta. São palavras condenatórias. É uma mensagem dura de entregar. Faz lembrar aquela música dos HMB ("Dia D"):

Hoje acordei a queimar por dentro
Com uma vontade de me querer expressar
A mão no bolso um lume acesso
Com uma mensagem dura para entregar  

Lemos aqui “5 ais”. Mais do que lamentos humanos, estes "ais" são sentenças condenatórias pronunciadas por Deus. Os destinatários são em primeiro lugar os caldeus que estavam quase a invadir Judá, mas também todos aqueles que vivem à maneira babilónica. São palavras duras de Deus para pessoas duras. Devem nos ajudar a reflectir como está o nosso coração. 

Martin Lloyd-Jones diz que existe nestes versículos um princípio universal: Todo o mal está debaixo do julgamento de Deus. Aquele que proceder mal terá a justa retribuição da parte de Deus, seja neste mundo ou no vindouro. Toda a maldade será punida.

Nestes “5 ais” Deus denuncia os ladrões, os gananciosos, os violentos, os devassos, os idólatras. Somente Deus pode pronunciar estas sentenças, Ele é Senhor. Nós, em vez de nos queixarmos ou dizermos "ai dos maus" façamos coro com o profeta Isaías e digamos: “AI DE MIM!” (Is 6).

Virá um tempo em que “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (v.14). A glória do Senhor já está no meio do povo de Deus, mas o cumprimento desta profecia será plenamente efectivo no milénio.

O capítulo termina dizendo que não vale a pena confiar nos ídolos porque eles são mudos, nada respondem, nada resolvem. Mas Deus fala e intervém. Perante Deus ninguém tem razão e nem razões para reclamar. “O Senhor está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra.” (Hc 2:20).  


Podemos tirar pelo menos três grandes conclusões aplicativas:

1. Por causa do carácter santo de Deus o pecado não ficará impune. Todo a toda a maldade e todo o mal serão punidos. Se não for aqui será na eternidade. “Tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7). 

2. O pecado parece atraente e vantajoso no início mas o seu fim é desastroso. O poderoso império babilónico teve um fim terrível. “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” ( Pv 14:12). Tudo o que for conquistado com desonestidade, meios ilícitos, com violência ou malvadez, nunca produzirá bons resultados. 

3. O cristão é chamado a tornar a glória de Deus conhecida em todo o mundo. O homem pecado carece da glória de Deus (Rm 3:23). No meio de tanta corrupção, violência e maldade, o mundo clama desesperadamente pela paz e o amor que vêm de Deus. Que a glória do Senhor nos encha e transborde! E que “Toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:11). 


terça-feira, julho 07, 2020

Viver pela fé


Não conhecemos todas as respostas acerca da existência do mal e do sofrimento humano. Sabemos que a entrada do pecado neste mundo afectou tudo e todos. Contudo, os crentes em Deus crêem que O Senhor é soberano e, mesmo diante das piores circunstâncias, é possível sossegarmos a nossa alma nele.

O capítulo 2 começa com Habacuque a subir a um alto lugar para vigiar e orar a Deus. Nesse diálogo, porque é disso que se trata a oração, Deus diz ao profeta para escrever a visão de forma legível para que todos a leiam, até mesmo quem passa a correr (v.2). Então, Habacuque faz uma espécie de “outdoor” para todos lerem a revelação do Senhor. As Escrituras precisam ser lidas e conhecidas. Continuemos a espalhar a poderosa mensagem do Evangelho. 

A visão seria para um certo tempo (v.3). Tempo presente e futuro. Os caldeus iriam invadir Judá no tempo do profeta e nos últimos dias, Jesus iria retornar, conforme o escritor aos Hebreus diz, aludindo a Habacuque: "Porque ainda um poucochinho de tempo, e o que há-de vir virá e não tardará” (Hb 10:37). A Bíblia é um livro profético que revela muitas coisas que vão acontecer, uma delas é que Jesus está prestes a voltar!

Existe um contraste nos vs. 4 e 5 entre o orgulhoso e o justo. Este homem soberbo é o caldeu, que traça o carácter de muitas pessoas. Aquela pessoa que tem a alma inchada, confia em si próprio, vive na sua força, poder, capacidades, que não teme Deus e não respeita ninguém. É arrogante, dado ao vinho (que dá uma sensação de fanfarronice), quer conquistar tudo, nem que seja tenha que aniquilar todos à sua volta. 

Por outro lado, o justo é a pessoa que não confia em si, mas em Deus – “O justo pela sua fé viverá” (v.4). Ele é justo, não por ser melhor que os outros, ou por fazer muitas obras boas, mas porque reconhece a sua indignidade e deposita a sua crença e esperança em Deus. Vive pela fé. A fé bem direccionada para Deus e para a Sua Palavra. Fé persistente e obediente. 

A vida espiritual começa e mantém-se pela fé em Deus. Pela fé o homem começa a viver, pela fé o crente vive, pela fé somos salvos. Que os cristãos possam batalhar juntos por esta "fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd 1:3).

terça-feira, junho 30, 2020

O único remédio que cura a alma

"Não pregar o Evangelho significa que estamos a esconder o remédio do paciente."

Reinhard Bonnke

domingo, junho 21, 2020

Viver pela fé

"A verdade é que há somente duas atitudes possíveis para a vida neste mundo: a da fé e a da incredulidade." 

David Martyn Lloyd-Jones

quarta-feira, abril 22, 2020

Tem bom ânimo, Jesus venceu!



"Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33).

A teologia da prosperidade, a tal que defende que se os cristãos tiverem fé, nunca adoecem, não têm carências, nem dores, é falsa. Jesus alertou os seus discípulos que eles seriam perseguidos, afligidos e mortos. Infelizmente esta pandemia tem atingido centenas de bons cristãos e alguns líderes evangélicos já morreram. As aflições, lutas e dores neste mundo só vão terminar quando as primeiras coisas passarem (Ap 21:4).

É bom lembrar que as aflições do tempo presente, não são para comparar com a glória que há-de ser revelada na eternidade (Rm 8:18). Mesmo diante das nossas dores, Jesus assegurou-nos que nele podemos experimentar paz. Jesus é o Príncipe da paz e a sua paz transcende as circunstâncias e os sentimentos. A sublime presença do nosso Deus pacifica, serena e sossega a mais turbada das almas.

O bom ânimo está ligado a 3 factos: A vitória de Cristo, o perdão dos pecados e à nossa fé obediente. Temos bom ânimo porque confiamos na vitória de Jesus: "Tende bom ânimo; eu venci o mundo." O nosso ânimo resulta do facto de Jesus ter morrido pelos nossos pecados e do perdão que Ele nos disponibiliza. O bom ânimo também acontece quando cultivamos bons pensamentos, meditamos na Palavra de Deus, oramos e colocamos em prática aquilo que Deus nos manda.

Sim, contamos com aflições aqui, mas quando entregamos os nossos fardos, problemas e lutas a Deus, vamos desfrutar da paz e do bom ânimo do Senhor. Tem bom ânimo, Jesus já venceu!

quinta-feira, março 12, 2020

Perplexos, mas nunca desesperados

Aprendemos com o profeta Habacuque que devemos reclamar menos e crer mais em Deus. Depois de Deus lhe dizer que iria punir o povo de Israel, permitindo que o império babilónico invadisse a terra santa, o profeta ficou perplexo sem entender esta estranha forma de Deus intervir. Para Habacuque os ímpios caldeus são mais perversos que os judeus. Por vezes custa-nos aceitar os métodos que Deus usa para nos chamar à razão, mas podemos ter a certeza que os seus propósitos e fins são sempre bons e perfeitos.

Habacuque conhece quem Deus é. Sabe que Deus é eterno, santo, justo, seguro, poderoso, Rei e Senhor. Conhecer Deus leva-nos a adorá-lo e prepara-nos para enfrentar as lutas e dificuldades. Quanto mais conhecermos quem Deus é, mais preparados ficaremos para as maldades e adversidades desta vida. Hernandes Dias Lopes disse que "O conhecimento de Deus é o maior antídoto contra o desespero.”

Perante o mal que se avizinha, o profeta chega à conclusão que o melhor é ficar na fortaleza do Senhor e vigiar (Hc 2:1). Martyn Lloyd-Jones diz que o princípio que ressalta deste livro profético é que devemos desligar-nos do problema e descansar em Deus. Em vez de nos focarmos nos problemas, oremos e confiemos mais no Senhor.

Esta nova pandemia, o COVID-19, mais conhecido por coronavírus, veio expor o medo, o vazio existencial, a agonia e o desespero que muitas pessoas vivem. Como lidar com o mal que nos bate à porta é um dos grandes assuntos de Habacuque. No que concerne ao coronavírus, é bom seguir as orientações médicas e os planos de contenção estabelecidos pelas autoridades. Mas e em relação aos outros males? As pestes, as doenças, as maldades, a morte não devem assustar os verdadeiros cristãos. Se cremos que com Cristo vivemos, ainda que fiquemos doentes ou morramos continuamos a ser do Senhor.

Os apóstolos sofreram muito mas não ficaram desesperados: "Somos atribulados de toda a maneira, mas não definitivamente esmagados; perplexos mas não desanimados. Somos perseguidos, mas não desamparados por Deus. Somos derrubados, mas levantamo-nos e prosseguimos." (2Co 4:8,9 - O Livro).

Mais importante do que termos todas as explicações e respostas em relação ao mal e à maldade, oremos, vigiemos e esperemos com fé no Senhor. “A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação. Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança” (Salmos 62:1,5). Deus é a nossa esperança.

sábado, fevereiro 29, 2020

Alinhados com o tempo de Deus

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus."
(Efésios 5:15-16)

O tempo é um dom maravilhoso de Deus. Remir o tempo é alinhar o nosso tempo com o tempo e a vontade de Deus. Sábio é o ser humano que sabe priorizar o mais importante em cada dia. Mais do que deixar o tempo correr, somos responsáveis por gerir bem as horas, os minutos e os segundos que temos. É fundamental entender que há um tempo certo para todas as coisas, como escreveu o grande sábio Salomão: "Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." (Ec 3:1). Um dia daremos contas a Deus daquilo que fizemos com o tempo que Ele nos concedeu. Enquanto é tempo, vivamos a todo o tempo, acertados com o tempo de Deus.

terça-feira, fevereiro 11, 2020

"Até quando, Senhor?"



Jerusalém estava cheia de pecado e violência. Habacuque queixa-se, não CONTRA Deus, mas A Deus: "Até quando, Senhor?". O profeta queria entender os propósitos do Senhor e clamava a Ele por justiça e pela Sua intervenção em Judá. "Até quando?" é um grito de socorro, um pedido de ajuda ao Altíssimo para que Ele intervenha.

Deus vai dar a resposta ao profeta a partir do versículo 5. O Senhor diz que vai enviar os terríveis caldeus, vindos do Oriente e liderados por Nabucodonosor, para possuir a terra de Israel e levar cativos os judeus. O profeta reclamou do silêncio de Deus, mas quando Deus falou ficou ainda mais apreensivo. Temos muita pressa em obter as respostas de Deus, mas muitas vezes elas não são aquilo que esperávamos.

Os caldeus eram um povo cruel. Estavam bem equipados para a guerra, eram corajosos e temidos por todas as nações. Poderosos e arrogantes. David Baker diz que “os babilónicos eram arrogantes, colocando-se no lugar de Deus, chegando a promulgar o direito de se honrarem a si mesmos. O poder e o orgulho com frequência caminham juntos.”


Quatro conclusões e aplicações:

1. O mal é real. O mal não é apenas um problema teológico ou filosófico; Habacuque estava mesmo a viver a maldade dos judeus e iria sentir na pele a violência dos caldeus. O mal é interior e exterior. Está em nós, porque somos todos maus e vem até nós, porque o mundo está no maligno. A única forma de vencer o mal é fazer o bem, deixando Cristo viver em nós e por nós.

2. Deus intervém! Ao contrário do que muitos imaginam, Deus não está indiferente dos assuntos terrenos. O soberano Senhor está atento e tece a história. Jó esperou 38 capítulos pela resposta de Deus, Habacuque esperou 5 versículos. No Seu tempo, Deus sempre responde a quem clama com sinceridade. “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes.” (Jr 33:3)

3. Deus pode usar os ímpios para cumprir os seus soberanos propósitos e para nos refinar. Ao contrário do que pregam os teólogos da prosperidade, é o próprio Deus que envia lutas e perseguições aos seus filhos para os corrigir e aperfeiçoar. Às vezes são as circunstâncias e as pessoas mais difíceis na nossa vida, que nos ajudam a depender mais dele.

4. Deus enviou Jesus. Vemos nesta passagem que Deus enviou os caldeus para disciplinar Israel, mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus Cristo. Ao contrário dos caldeus, o Messias não veio para nos disciplinar ou condenar, mas para nos salvar (João 3:17). Quem nele crer está salvo e seguro. Até quando vais duvidar do Senhor?

segunda-feira, janeiro 13, 2020

Abraçar a fé em Deus

Comecei ontem uma série de mensagens em Habacuque. Pouco se conhece deste profeta. O seu nome em hebraico talvez signifique “abraço”, ou “aquele que abraça". O profeta ouviu a Deus pela fé, foi abraçado e abraçou. Nós também precisamos abraçar, com todas as nossas forças e entendimento, a fé em Deus. Abraçar os outros.

Fala-se em Habacuque sobre a providência divina – a grande sabedoria com que Deus tece e conduz todas as coisas. A maravilhosa e misteriosa intervenção divina na história do mundo e na nossa história. Percebe-se a intimidade que deve existir na oração. O profeta dialoga com Deus, porque a oração mais do que fazer uma reza mecânica, é uma conversa. Habacuque clama, lamenta, expõe as suas dúvidas, escuta.

“Até quando, Senhor?” (Hc 1:2) “Porque é que o poderoso Deus não intervém diante de tanta maldade?” Parece que Habacuque se junta a Jó e aos salmistas e interroga-se sobre a existência do mal e da maldade. Discute-se em Habacuque a Teodiceia antes de Leibniz a ter "inventado".

O livro começa com lamento e questionamentos, mas termina com fé e alegria. Diante da ruindade humana, mesmo na escassez e sofrimento, o profeta aprendeu a confiar no Senhor. Por muito que nos custe aceitar, há propósito no sofrimento. Tim Keller escreveu que “Quando a dor e o sofrimento nos atingem, finalmente compreendemos que não temos controlo sobre as nossas vidas, nem nunca tivemos.”

Mesmo quando as coisas não correm conforme queremos, é melhor crer e confiar no soberano Deus do que nas nossas dúvidas ou lamurias. "O justo, pela sua fé, viverá" (Hc 2:4). O Senhor tudo sabe e tudo pode.

segunda-feira, dezembro 23, 2019

Jesus veio para reinar em nós

"Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz." (João 18:37)

Este versículo é um excerto do julgamento de Jesus Cristo perante Pilatos. Jesus afirmou ali, de modo peremptório, que nasceu e veio a este mundo para ser Rei. Vários profetas predisseram a Sua vinda muitos anos antes dele nascer. Anjos, magos do Oriente, pastores, o povo à entrada de Jerusalém e tantos outros, testemunharam que Jesus era de facto O Rei.

O reino de Jesus não é um reino político, nem nacionalista, nem religioso. O reinado de Jesus é espiritual e estabelece-se no coração. O Seu domínio tem alcance pessoal mas é transversal aos outros, porque a graça de Deus, o seu perdão, amor e paz, a todos afecta. É um reino do “outro mundo”, porque projecta-se na eternidade e vai além do que se vê, toca ou sente.

Ao contrário dos reinos deste mundo, onde a mentira, a falsidade e as farsas prevalecem, no reino de Jesus impera a verdade, porque Jesus é a personificação da verdade. Ele afirmou soberanamente: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6).

O Natal Feliz é um coração dominado pelo Rei Jesus. Ele veio para reinar e conquistar o nosso coração. Entrega-te hoje a Ele.

terça-feira, dezembro 10, 2019

Oração, pregação e compaixão



A primeira cura de Jesus registada por Marcos é o relato de cura mais curto dos Evangelhos. No seu estilo rápido e condensado, Marcos narra o milagre em 2 versículos. Contaram a Jesus que a sogra de Pedro "ardia em febre". Cristo, tomando-a gentilmente pela mão, repreendeu a febre e a mulher ficou curada. Assim mesmo. Ao contrário de muitos “milagreiros” dos nossos dias as curas de Jesus são imediatas e perfeitas.

O texto sagrado diz que a sogra levantou-se e começou a servi-los. As bênçãos e as respostas que recebemos do Senhor são para O servirmos mais. Muitos sãos estão doentes e alguns curados não servem. E quem não serve a Deus estando são, está muito doente espiritualmente.

No dia seguinte, ainda de madrugada, Jesus foi para um lugar deserto orar. A oração era uma das grandes prioridades na vida de Jesus. Na sua humanidade Jesus dependia totalmente do Pai. Entretanto, a multidão doente continuava a procurar Jesus. Quando os discípulos o encontraram, Jesus diz-lhes que agora ia pregar para as aldeias vizinhas. A pregação era o objectivo primordial do Senhor. Mais do que fazer curas e milagres, Jesus estava focado na pregação do evangelho.

Aprendemos tanto com Jesus. Ele quer entrar na nossa vida e na nossa família. Lancemos sobre Ele todas as nossas inquietações. O seu poder quer manifestar-se dentro e fora de casa. Oremos mais. Se Jesus escolheu orar, muito mais nós precisamos depender da comunhão do Pai. A oração, a pregação e a compaixão pelas pessoas eram as prioridades de Jesus. Quais são as nossas prioridades?

quarta-feira, novembro 27, 2019

Precisamos da misericórdia divina



Jesus contou uma história sobre alguns religiosos que confiavam em si próprios, pensando que eram melhores que as outras pessoas. A religião pode transmitir duas mentiras: a primeira é que os crentes são bons e a segunda é que são melhores que os outros. A verdade é que tanto crentes como descrentes carecem muito da graça e da misericórdia de Deus.

O fariseu da história confiava em si e nas suas realizações. Julgava-se ética e moralmente superior aos outros, por ser fariseu, por jejuar duas vezes na semana e dar os seus dízimos. O seu erro era justificar a espiritualidade com as suas realizações. O logro de pensar ser melhor e mais espiritual por fazer muitas bondades e actividades. Mas confiar em si próprio e nas suas obras é não precisar de Deus.

Só temos verdadeira comunhão com Deus quando reconhecemos quem somos: pecadores; e quem Deus é: Santo. A oração do indigno publicano deve ser a nossa: “Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” Todos os dias precisamos de perdão e da misericórdia divina. Em vez de nos julgarmos superiores e desprezarmos os que nos rodeiam, que Deus nos ajude a depender mais da Sua graça e misericórdia. Amém!

terça-feira, novembro 12, 2019

A autoridade e o poder pertencem a Jesus



Jesus começa a sua primeira campanha missionária em Cafarnaum, uma importante cidade da província da Galileia (Marcos 1:21-28). Ali, Jesus foi à Sinagoga e convidaram-no para ler as Escrituras e ensinar. A igreja deve ser sobretudo um local de ensino da Palavra de Deus. Uma igreja bíblica é a que adora somente a Deus, expõe as Escrituras, alimenta a boa comunhão e pratica a oração (Actos 2:42).

Quem ouviu Jesus naquela Sinagoga ficou maravilhado. Jesus ensinava com autoridade divina. Existe uma diferença abismal entre Jesus e todos os mestres religiosos. O Verbo falava palavras de vida, totalmente cheio do Espírito Santo e alinhado com O Pai.

De repente, um homem possesso com um espírito maligno interrompe Jesus: “Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus” (Mc 1:24). Não deixa de ser irónico que a primeira constatação pública de quem Jesus é, tenha vindo de um homem possesso por demónios. Mas Jesus não deu microfone ao demónio e ordenou: "Cala-te e sai dele!” E o homem ficou são imediatamente. Jesus tem todo o poder e autoridade no céu e na terra.


Algumas aplicações práticas:

1. Os demónios ainda existem hoje e querem destruir a vida das pessoas. Jesus cala e expulsa os demónios e liberta as pessoas.

2. Como cristãos devemos aprender e ensinar as Escrituras. Quando um cristão vive em santidade e na dependência de Jesus também pode expulsar espíritos malignos.

3. O ensino da sã doutrina incomoda o reino das trevas. A Palavra pregada debaixo da autoridade e do poder de Jesus liberta os oprimidos e dá salvação aos perdidos.

quarta-feira, outubro 16, 2019

Chamamento irresistível



Depois de Jesus ter sido baptizado e tentado, Marcos leva-nos num rompante para a Galileia. É ali que Jesus vai começar a pregar e chamar os seus primeiros discípulos. João Baptista é preso, diminui, sai de cena e o Messias mostra-se ao mundo. O tempo de espera terminou. Cristo convoca todos ao arrependimento e a crerem no Evangelho, que são as Boas Novas da verdade, de salvação, da paz, da vida eterna e da esperança.

Jesus chama quatro pescadores que estão a trabalhar, a saber: Simão e André, Tiago e João. Mais do que um convite, o chamamento é uma ordem divina irrecusável. A autoridade de Jesus é irresistível e inigualável. “E, deixando logo as suas redes, o seguiram” (v.20). Não há hesitações, perguntas, questionamentos, desculpas.

Estes quatro pescadores tinham agora uma missão que era mais do que um trabalho - pescar pessoas para o Reino de Deus. Eram homens simples, sem grande instrução, mas porque foram chamados e ensinados por Jesus, seriam as colunas da Igreja. Ouvir o chamado de Jesus e segui-lo é o grande propósito do ser humano. Quando seguimos Jesus vamos aprender a pescar outros discípulos. As nossas redes não são humanas. São redes que nos entrelaçam ao amor maior. Lança as redes.

domingo, outubro 13, 2019

Seguir Jesus é o nosso propósito

“Não queremos chamar a atenção do povo para a nossa pessoa ou interferir no relacionamento deles com Cristo. O principal propósito do nosso ministério como testemunha é que eles vejam Cristo e o sigam.”

John Stott

domingo, setembro 29, 2019

Sabedoria é temer e obedecer a Deus

Na Escola Bíblica Dominical da nossa igreja hoje de manhã foi a última lição do estudo de Provérbios. Talvez não sejam muitas as igrejas que meditam durante um ano em um livro da Bíblia de forma consecutiva. Pela graça de Deus fazemos assim há muitos anos. Estamos satisfeitos.

O último capítulo de Provérbios fala das qualidades da mulher virtuosa. A mulher boa é mais do que uma boa mulher, é alguém temente a Deus (Pv 31:30). De todas as coisas características que uma pessoa pode ter e procurar, o temor a Deus é a melhor de todas. "O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria" (Pv 9:10). Kevin DeYoung esclarece o que é a sabedoria no seu livro Faça alguma coisa:

"'O que é sabedoria?'. Sabedoria é compreender o temor de Deus e descobrir o conhecimento de Deus. A sabedoria, em Provérbios, é sempre moral. O tolo, o oposto do sábio, não é um idiota ou um imbecil. O tolo é a pessoa que não vive em conformidade com o caminho de Deus. Sabedoria é conhecer Deus e fazer o que ele pede. Tolice, por outro lado, é desviar-se de Deus e ouvir apenas a si mesmo."

Quem é sábio teme e obedece a Deus. Os néscios vivem para si próprios.

domingo, setembro 22, 2019

Pregar, crer e viver a Palavra

"Há poder na Palavra de Deus. O poder que salva não está na sabedoria do homem, mas na Palavra de Deus. Se alguém deseja ser salvo, deve voltar-se à Palavra de Deus; se o pregador deseja um ministério de salvação, deve pregar a Palavra de Deus."

In: STOTT, John. O perfil do pregador. São Paulo: Vida Nova, 2011, p. 103.

terça-feira, agosto 13, 2019

Conferência CERP 2019


É já esta semana a Conferência CERP 2019.
TEMA: "O Evangelho que nos foi confiado"
DATAS: 14-17 de Agosto 2019

Inscrições AQUI.