quarta-feira, dezembro 01, 2021

O orgulho religioso é diabólico

"Sempre que a nossa vida religiosa nos faz pensar que somos bons acima de tudo e que somos melhores do que os outros, certamente não estamos sendo influenciados por Deus, mas pelo diabo."

C. S. Lewis

terça-feira, novembro 23, 2021

Viver ou morrer?


Quando o Apóstolo Paulo escreveu aos Filipenses estava preso injustamente em Roma. Ao contrário do que seria normal, não há nele nenhuma tristeza ou revolta. Ele acreditava que estas coisas estavam a contribuir para um maior avanço e progresso do evangelho de Jesus Cristo. Este testemunho de Paulo estava a contagiar e a abençoar de forma poderosa todos à sua volta. 

“Quando a pessoa confia inteiramente no soberano Deus omnipotente, nada de terrível pode sobrevir, os eventos e as circunstâncias são controladas por Ele”, escreveu Russell Shedd. Que nós possamos ter também esta atitude paulina, de testemunhar sempre da salvação de Cristo, independentemente dos obstáculos que nos surjam.  

Paulo sabia que muitos estavam a anunciar a Cristo por amor, mas outros estavam a fazê-lo de forma egoísta, por rivalidade e inveja. Infelizmente ainda hoje, há líderes e igrejas que parece que estão em competição com outros obreiros e igrejas. Não cooperam e são indiferentes à obra de Deus das outras congregações. Paulo alegrava-se mesmo assim por Cristo estar a ser anunciado. Obviamente que não está ali a defender que a forma como anunciamos o Evangelho não é importante. Nesta e nas outras epístolas, o Apóstolo exorta para que Cristo seja anunciado com motivações certas, santas e que em tudo Deus seja glorificado.

O ponto central deste primeiro capítulo é a declaração existencialista de Paulo: “Para mim, o viver é Cristo e o morrer é ganho!” (Fp 1:21). A única vida que vale a pena viver é em Cristo. Contudo, Paulo tinha um dilema: por um lado desejava partir (morrer) e estar com Cristo; por outro lado, queria viver aqui, pois considerava necessário ficar mais algum tempo a servir O Senhor e a Igreja. A morte não assusta o verdadeiro crente, Paulo tinha a certeza que ir ter com Cristo é “muito melhor”.

Estás preparado para morrer? O profeta Amós faz um aviso solene ao povo de Israel que se faz pertinente para todos os viventes: “Prepara-te para te encontrares com o teu Deus”. Quando o rei Ezequias recebeu a notícia da parte de Deus que ia morrer, o profeta Isaías avisou-o: “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás.” (Is 38:1). A tua vida está em ordem? Estás reconciliado com Deus, contigo mesmo e com as outras pessoas? Receber Jesus e estar no centro da vontade de Deus é imperioso para viver e morrer bem. 

Partimos para a eternidade como estamos. O Apóstolo Paulo estava preparado para partir porque para ele Jesus Cristo era a única razão da sua existência e a morte representa ganho! Começamos a viver quando Cristo, pela Sua graça e poder, começa a viver em nós.

domingo, novembro 14, 2021

Há vida após a morte

"Como cristão, creio que há vida após a morte, e por isso entendo que ela não é o fim da existência. A alma tem uma continuação, continua a viver. A morte é apenas uma etapa, alguns dizem mesmo uma libertação."

Alexander Soljenítsin
Escritor russo (1918-2008)

quinta-feira, novembro 11, 2021

Confiar somente em Cristo

Na caminhada cristã é um erro colocar a nossa confiança noutra pessoa, que não seja Jesus Cristo. Todas as pessoas podem enganar-se, desiludir e falhar, só O Senhor é que não. Caminhar com Cristo, em Cristo e por Cristo é a razão da verdadeira segurança, alegria e paz.

domingo, outubro 31, 2021

Protestante em Reforma

 

Hoje é o dia da Reforma Protestante. Amanhã também! :) 

#ReformationDay

quarta-feira, outubro 27, 2021

O espectáculo de Cristo crucificado

"O nosso mundo diz que ver é crer, mas, para podermos ver a profunda glória da cruz, precisamos ver como Deus vê, não como o homem vê. Nós entesouramos o que é invisível e essa é, talvez, a grande fonte da tensão do espectáculo que existe entre esta era e a vida cristã. O grande espectáculo de Cristo crucificado é um espectáculo para os ouvidos, não um espectáculo para os olhos. Pois a fé vem não pelo ver, mas pelo ouvir."

In: REINKE, Tony. A guerra dos espectáculos. Editora Fiel, p. 106.

segunda-feira, outubro 18, 2021

Gratidão na Prisão

Preguei de forma expositiva na nossa igreja na maravilhosa carta de Paulo aos Filipenses, em 2011 e 2012. Agora, passados dez anos, é tempo de retornarmos à prisão de Roma e ouvirmos aquilo que O Espírito Santo nos quer relembrar através desta epístola.

Filipos era uma cidade bastante importante da Macedónia. Esta igreja começou com uma visão que Deus deu a Paulo e com a pregação do Evangelho junto a um rio. Uma mulher chamada Lídia recebeu Jesus, depois toda a sua família e mais tarde outra família (Actos 16:9-40). Esta carta terá sido escrita (ou ditada) por volta do ano 60 DC, enquanto Paulo estava preso em Roma. 

É uma carta com um cunho muito pessoal de Paulo. Escrita com o coração, para manifestar o amor, saudade e gratidão de Paulo à Igreja em Filipos. Os filipenses davam bom testemunho de fé e amor e tinham enviado um donativo por intermédio de Epafrodito a Paulo. A gratidão e a cooperação prática na obra de Deus são primordiais nos nossos dias. Precisamos dar-nos ao Senhor e cooperar mais uns com os outros. Cultivemos o hábito de agradecer, de incentivar, de abençoar. Tudo começa em casa e na nossa igreja local.

É uma carta cristológica, onde sobressai de forma resplandecente Cristo e a Sua obra redentora. É também uma epístola correctiva. Paulo exorta-nos à perseverança, ao amor fraternal, à humildade, realçando sempre Cristo, como o nosso grande exemplo. Há advertências contra os maus obreiros, contra as heresias e um apelo vigoroso a duas irmãs que estavam de costas voltadas, para darem as mãos e trabalharem juntas no Senhor.

O versículo seis do primeiro capítulo dá-nos consolo e segurança: "Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo." A nossa salvação é assegurada e mantida por Deus. Somos eleitos, salvos e estamos seguros por causa do amor e da misericórdia de Deus e da Sua poderosa obra.

Mas, sem dúvida, a grande ênfase temática desta epístola é a alegria do Senhor! Esta é considerada a carta da alegria. Mesmo estando preso injustamente e perante a morte iminente (Fp 1:21-23), o Apóstolo estimula os filipenses, e nós também, a desfrutarmos da alegria do Senhor. Paulo, o prisioneiro grato, incita-nos com um sorriso nos lábios: "Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos!" (Fp 4:4).

Diante das tristezas, agruras, prisões e dificuldades desta vida, ouçamos O Espírito Santo a repetir hoje: Alegrai-vos sempre no Senhor!