terça-feira, março 30, 2021

Sem ramos não há cruz

Sem ramos não há cruz

No Domingo celebrou-se o chamado "Domingo de Ramos". Assinalou-se o dia em que Jesus entrou em Jerusalém e foi aclamado como Rei. Este acontecimento é de tal forma importante que é narrado nos 4 evangelhos. Dá início, num certo sentido, à semana da Páscoa. A  morte e a ressurreição de Cristo são os eventos cruciais da fé cristã. Costuma-se chamar a esta passagem de “Entrada triunfal”, talvez seja mais “Saída triunfal”. Jesus estava prestes a sair deste mundo, morrendo numa cruz sangrenta. Mas sem ramos não há cruz. 

Quando Jesus estava perto de Jerusalém, mandou dois discípulos buscar um jumentinho à aldeia. Cumpria-se a profecia de Zacarias 9:9 - “Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta.” Era um jumentinho preparado e exclusivo, pois nunca tinha sido montado. Alguns podem dizer que Jesus tinha combinado anteriormente com o dono todas as coisas, mas parece evidente, pelo conhecimento demonstrado por Jesus, que é mais uma manifestação da Sua presciência divina. 

Aqueles dois discípulos, mesmo sem compreenderem as razões de Jesus, obedeceram. Só podemos ser úteis na obra de Deus quando obedecemos incondicionalmente à vontade do Senhor. Estes discípulos ensinam-nos a obedecermos àquilo que Jesus manda. Se queremos ser abençoados e usados por Deus, obedeçamos à Palavra de Deus revelada.

A malha da redenção estava a ser tecida e este pequeno jumentinho era necessário para o Redentor - "O Senhor precisa dele". A coisa mais surpreendente é que Jesus, sendo O Senhor Todo-Poderoso, condescende em precisar de jumentinhos e de nós também. Na verdade Deus quer usar-nos, no melhor sentido da palavra, para que a Sua salvação seja mais conhecida. 

Os discípulos tiraram as suas capas e colocaram sobre o jumentinho para Jesus se sentar. A multidão imitou o exemplo dos discípulos, colocou as suas vestes no chão e começou a acenar com ramos de Palmeiras enquanto Jesus passava. Podemos dizer que os discípulos "deram a camisola pelo Mestre”. As tuas atitudes influenciam as pessoas à tua volta. Aqueles ramos representavam o louvor que só O Messias merece. Por vezes, os crentes têm alguma contenção no louvor a Deus, mas diante do Cordeiro louvaremos de forma efusiva a sua Salvação (Ap 7). 

A multidão gritou “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!”. A palavra “Hosana” vem da expressão hebraica “Salva-nos, Senhor, nós imploramos”, que surge no Salmo 118:25-26. É uma petição por livramento e salvação, que se tornou uma expressão de louvor. O Salvador, estava finalmente a chegar e vinha para salvar e libertar. O próprio nome de Jesus significa isso mesmo: Salvador - “porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1:21). Esta multidão ensina-nos a acolher o salvador Jesus e a celebrar a sua salvação e reinado. 

Além de Salvador, Jesus era O Rei. Talvez alguns esperassem que Jesus fosse o rei político e militar que iria livrar Israel da opressão romana, mas o reino de Jesus era outro. Alguns religiosos disseram a Jesus para mandar calar os seus discípulos (Lc 19:39). Jesus respondeu-lhes que se eles se calassem, até as próprias pedras clamariam. Louvemos ao Senhor sem timidez. Os religiosos legalistas, os políticos, os ateus sempre quiseram calar o louvor ao Rei Jesus. Não conseguiram e não conseguirão! 

Jesus era de facto o Rei. Ele é O Rei dos judeus, o Rei dos reis, o Rei do mundo. Quando Pilatos perguntou se Jesus era Rei, Jesus respondeu: Tu o dizes e eu para isso nasci! (Jo 18:37). Na parte superior da cruz onde crucificaram Jesus, Pilatos mandou colocar o título: “JESUS NAZARENO, REI DOS JUDEUS” em hebraico, grego e latim. Jesus é O Rei-Messias que entrou em Jerusalém, não como um político ou militar montado num cavalo ou numa carruagem, de forma ostentosa ou orgulhosa, mas num pequeno jumentinho, de forma simples e humilde, pronto para ir à cruz. Sem ramos não há cruz! 

A maior lição desta história vem da pessoa mais importante da história: Jesus Cristo. No meio da grande aclamação, por entre mantos, ramos e louvores, Jesus avança lentamente montado em cima de um pequeno jumentinho. Avança com simplicidade e humildade, rumo à cruz. Cristo é o nosso grande exemplo: “achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz” (Fl 2:8).  Jesus é o Rei, mas o seu reino não é deste mundo. 

Quem é o Rei do teu coração? Só no Rei Jesus vais encontrar salvação, paz, humildade, alegria.

domingo, março 21, 2021

O amor avança, a amargura não

"O amor não guarda lembrança das injustiças, mas a amargura mantém registos detalhados." 

Craig Groeschel

quinta-feira, março 18, 2021

Saber parar, saber recomeçar


Por vezes, estamos tão cansados que a melhor coisa que podemos fazer é mesmo dormir. E se Deus te ajudar a descansar e no outro dia acordares, recomeça a labutar. O sono pode ser reparador, mas a manhã é uma porta aberta à vida. O sol também precisa deitar-se todos os dias. Há sabedoria em saber parar. Há sabedoria em recomeçar. 

Há esperança!

domingo, março 14, 2021

Nada é mais forte do que o Evangelho

 "O evangelho é o alicerce mais profundo para a comunhão. O que conecta os crentes é o facto de que estávamos todos muito encrencados, destruídos diante de um santo Deus, mas fomos resgatados, tendo recebido nova vida em Cristo. O que une os crentes é algo mais profundo do que qualquer coisa que os possa dividir."

In: Matt Chandler, Josh Patterson e Eric Geiger. Criados pela Palavra. São Paulo: Vida Nova, 2015, p.73.

quarta-feira, março 10, 2021

A adoração verdadeira transcende locais

Jesus quebrou vários preconceitos quando conversou com a mulher samaritana. Quebrou o preconceito racial porque os judeus não falavam com os samaritanos. O preconceito social e cultural porque os homens não costumavam conversar com as mulheres em público. O preconceito religioso porque Jesus confrontou alguém que vivia uma realidade espiritual inconsistente.

O homem Jesus pediu à mulher água para beber. O Messias ofereceu-lhe água viva porque a sequiosa era ela. Mas a mulher só pensava no plano natural e nas supostas impossibilidades de Jesus: “Não tens como tirar… O poço é fundo… Onde tens a água viva? És tu maior que Jacó?” Quando as pessoas ficam atadas às dificuldades e impossibilidades, não vislumbram os milagres de Deus.

Para despertar a consciência amortecida desta mulher, Jesus diz-lhe: “Vai, chama o teu marido e vem cá.” Ela já tinha tido cinco maridos e o que tinha agora não era seu marido. Esta mulher tinha uma grande incoerência entre a sua espiritualidade e o logro que vivia, nomeadamente nas suas múltiplas escolhas conjugais. A espiritualidade começa em casa. Uma fé cristã que não tem evidências práticas na convivência familiar é falsa.

Atrapalhada, a mulher começa a falar da “sua religião” e das diferenças religiosas que existiam entre judeus e samaritanos. Jesus então dá-lhe uma aula de teologia prática (João 4:21–24).
 
1. O Cristo tinha uma agenda, uma hora (v.21; 23). Era a hora da cruz, da redenção. O tempo da graça estava prestes a começar, em que já não precisamos de lugares sagrados para adorar a Deus.

2. Os samaritanos estavam enganados no deus que adoravam (v.22). Nem toda a gente que se diz religiosa adora O Senhor. A fé em Deus é exclusiva e excludente.

3. A salvação vem dos judeus (v.22b). Cristo era judeu. Segundo a sua natureza humana, Jesus era da descendência e linhagem do Rei David.

4. Deus é Espírito (v.24). Esta realidade imaterial, invisível e transcendente de Deus é fundamental para crermos e adorarmos o verdadeiro Deus.

5. A adoração genuína é dirigida ao Pai e feita em espírito e verdade (v.24b), ou seja, com um coração sincero e com a motivação certa. São esses adoradores que O Pai procura e deseja.

Hoje não há locais sagrados e nem coisas sagradas. A adoração verdadeira transcende locais. Os crentes são o templo do Espírito Santo (1 Co 6:19). Devemos usar o nosso espírito para adorar a Deus. O verdadeiro adorador adora a Deus em casa, no trabalho, no trânsito, em férias, na pandemia e em qualquer lugar.

Stuart McNair escreveu que “Muitos preocupam-se com o lugar do culto, outros com o processo do culto, mas o essencial é o espírito do culto.” Isto não significa que o local de culto, a forma e a liturgia de culto não tenham importância, quer dizer que agora, não estamos dependentes de lugares para adorar O Senhor.

Ainda cheia do seu conhecimento religioso e de si própria, a mulher insiste: “Eu sei que o Messias vem!" Jesus afirma: “EU O SOU!” (v. 26). Estas palavras remetem para aquele momento em que Moisés perguntou o nome de Deus e O Senhor respondeu: “EU SOU O QUE SOU” (Ex 3:13). Esta revelação da divindade em Cristo vai finalmente despertá-la.

A mulher samaritana, agora renascida pela água viva de Jesus, deixa o cântaro para trás, corre para a cidade e testemunha do Cristo. Finalmente ela provou a água da vida. Agora ela tinha dentro dela uma fonte de água viva que jorrava para a vida eterna. O salvo é um missionário. Quem tem um encontro com o Salvador e crê nele é salvo e procura falar a todos da salvação transformadora de Jesus.

terça-feira, março 02, 2021

Adoração integral

"Em contraste com a adoração farisaica, a adoração cristã é de coração. Embora se possa expressar exteriormente, ela é, em essência, racional (envolvendo a mente), espiritual (envolvendo tanto nosso espírito como o de Deus) e moral (envolvendo a consciência e a vida toda). De acordo com Jesus, estes são os adoradores que o Pai está à procura."

In: STOTT, John. As controvérsias de Jesus. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2015, p. 148 [PT].