segunda-feira, maio 02, 2022

Deus é o Autor da nossa existência

"Um dos conceitos teológicos mais profundos é que Deus é o Autor do ser. Não poderíamos existir à parte de um Ser supremo, porque não temos o poder de ser em e por nós mesmos."

In:
 SPROUL, R.C. Deus controla tudo? Editora Fiel, 2017, p. 22.

quarta-feira, abril 20, 2022

Conhecer ainda mais a Cristo

 

O terceiro capítulo da Carta aos Filipenses (Fp 3:1-11) começa com a grande temática da Carta: “Que vos regozijeis no Senhor!” A prisão de Roma não conseguiu prender a alegria de Paulo no Senhor. O segredo da vida cristã abundante é encontrar em todas as circunstâncias a alegria e a esperança "NO SENHOR". Pela fé.

Esta carta serviu também para alertar os crentes filipenses dos falsos mestres que se estavam a introduzir na igreja. Os judaizantes eram judeus que aceitaram o Evangelho, mas pensavam que o cristianismo devia ser mesclado com o judaísmo. Misturar a fé em Jesus com outras coisas dá sempre errado. A fé em Jesus é singular no sentido e na forma.

Para mostrar que Paulo percebia bem a religiosidade judaica, vai fazer uma breve autobiografia. Ele tinha sido circuncidado ao oitavo dia (a marca de um verdadeiro judeu). Pertencia à tribo real de Benjamim. Foi educado na língua, escrita e cultura hebraica. Pertencia à seita mais rigorosa dos judeus: os fariseus. Com zelo farisaico perseguiu a Igreja de Jesus e até consentiu na morte de alguns cristãos. Praticava de forma rigorosa todas as minúcias da Lei e excedia o legalismo de todos esses mestres. Mas apesar de todos estes distintos predicados judaicos, no dia em que Cristo o encontrou na Estrada para Damasco, tudo isto se transformou em esterco e lixo. O que outrora era ganho, agora era perda. 

O novo Paulo tinha um objectivo de vida: conhecer ainda mais a Cristo. Este conhecimento era mais do que um saber mental ou intelectual. É uma experiência transformadora que se inicia no momento da conversão e que continua até morrermos. E nesse conhecimento progressivo de Cristo, Paulo tinha uma ambição ousada: desejava experimentar o poder vitorioso da ressurreição de Cristo no seu próprio corpo. O poder da ressurreição é para o presente e a ressurreição dos mortos é para o futuro. É o poder da ressurreição de Cristo que nos dá vitória contra o pecado, livra da culpa, nos dá coragem e paciência nas tribulações e dificuldades. 

Alguns cristãos de hoje pensam que a doutrina, a teologia e o estudo bíblico não são coisas importantes, mas são a base da vitória cristã. A doutrina é importantíssima mas deve ser complementada com o exemplo de Paulo: conhecer ainda mais a Cristo e depender mais do poder vitorioso da Sua ressurreição. Martyn Lloyd-Jones dizia "Eu passo a metade do meu tempo a dizer aos cristãos para estudar a doutrina e a outra metade a dizer-lhes que a doutrina não é suficiente." O conhecimento de Cristo implica tempo e é inerentemente prático. 

Conhecemos mais de Cristo quando temos relacionamento com Ele pelas Escrituras, pela oração e pela comunhão na igreja local. Conhecemos mais a Cristo quando morremos para nós próprios e permitimos que o poder da ressurreição de Cristo se manifeste em nós. Conhecer ainda mais a Cristo deve ser o desígnio de vida de todo o cristão.

domingo, abril 17, 2022

Aleluia! Jesus já ressuscitou!


"Jesus, o Nazareno, que foi crucificado, já ressuscitou!"

- Marcos 16:6

quarta-feira, abril 06, 2022

terça-feira, março 29, 2022

O pecado destrói a nossa visão espiritual

"O pecado destrói a nossa visão espiritual. Apesar de sermos capazes de enxergar o pecado dos outros com especificidade e clareza, temos a tendência de ficar cegos para os nossos próprios. E o aspecto mais perigoso desta condição já perigosa é que as pessoas espiritualmente cegas têm a inclinação de serem cegas à sua própria cegueira." 

In: TRIPP, Paul. Vocação perigosa. São Paulo: Cultura Cristã, 2014, p.33.

terça-feira, março 22, 2022

Facilitador ou Complicador?


As grandes temáticas do capítulo 2 de Filipenses são a humildade e a obediência de Cristo. Jesus é, e sempre será, o nosso maior exemplo, mas na segunda parte deste capítulo, o Apóstolo Paulo vai adicionar o exemplo de dois homens, Timóteo e Epafrodito.

Paulo encontrava-se preso em Roma e manifesta o seu desejo em enviar o seu companheiro Timóteo à Igreja em Filipos. A ideia era levar notícias do ministério e também apoiar a Igreja dos filipenses. O próprio Paulo confessa que desejava também visitar a Igreja em Filipos, se assim Deus o permitisse.

Timóteo tinha aprendido a caminhar pela fé com a sua avó Loide e a mãe Eunice. Era um jovem tímido e doente, mas amava a obra de Deus e os filipenses. O amor ao Senhor e aos irmãos devia ser a maior motivação do nosso envolvimento na igreja. Quem ama a sua igreja local não deixa participar, de orar e de se envolver. Faltando-nos o amor, falta-nos tudo.

Timóteo tinha ajudado Paulo a estabelecer a igreja em Filipos. Ao contrário de muitos, era um obreiro que não buscava os seus interesses, mas os de Jesus Cristo (Fp 2:21). O egoísmo corrói e estraga a obra de Deus. Um egoísta acha que tem sempre razão, tem dificuldade em ouvir, não reconhece erros e age como se não precisasse de outros. Mas Paulo tinha ensinado bem Timóteo, dando o bom exemplo como um pai a um filho.

Contudo, antes de Timóteo partir, Paulo ia enviar Epafrodito primeiro. Este irmão tinha trazido uma oferta da Igreja em Filipos para o Apóstolo. Epafrodito era para Paulo um irmão, um cooperador, um missionário. É tocante perceber a união e a cooperação que existia entre eles. Epafrodito tinha ficado bastante doente, quase às portas da morte e Paulo, preocupado com ele e com os irmãos filipenses, resolveu enviar de imediato este seu companheiro que entretanto foi curado pelo Senhor. 

Paulo era um homem prático e facilitador. Ele preferiu enviar Epafrodito, que estava com muitas saudades de casa, do que gozar da sua companhia. O prisioneiro de Jesus Cristo era um homem sensível às necessidades dos outros. Estou convencido que muitos dos problemas terminariam se existisse um pouco mais de empatia e bom senso. A igreja, o ministério, a família, o emprego seriam mais simples se existissem mais facilitadores do que complicadores.

Ser facilitador não significa fechar os olhos aos erros ou a desvios doutrinários (cf. Fp 3). O facilitador é um ajudador, um auxiliador, é ser-se flexível naquilo que se pode e deve ser. A vida das pessoas já é difícil e complicada de mais. Os cristãos devem ser facilitadores e abençoadores, apontando sempre para Cristo. Robert McCheyne, pastor da Igreja da Escócia, afirmou o seguinte: "O crente é aquele cuja vida leva outros a crerem com mais facilidade"

Um facilitador é aquele que já entregou a sua vida a Cristo e é guiado por Ele. É aquele que está pronto a ajudar quem precisa.  Leva outros a seguirem e a confiarem em Jesus. Que Deus nos ajude a ser pessoas que facilitam a vida a todos, em vez de a complicarmos. 

"Enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé." - Gl 6:10 [NVI].

 

segunda-feira, março 14, 2022

Com grata humildade

"O carácter absoluto da soberania divina e a realidade da responsabilidade humana se encontram na obrigação humana de reconhecer a soberania divina com grata humildade." 

In: D. A. CARSON. Soberania divina e responsabilidade humana. S. Paulo: Vida Nova, 2019, p.55.