Mostrar mensagens com a etiqueta Rute. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rute. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, abril 17, 2018

Esperança Renascida

A história de Rute começa com lágrimas e termina com alegria. Boaz foi procurar o familiar mais próximo de Elimeleque que, segundo a Lei, deveria dar sucessão à família do falecido. Boaz prometeu casar com Rute e cumpriu. Um bom marido é um homem de carácter, que cumpre com as palavras que promete e aquele que obedece à Palavra de Deus.

O familiar remidor primeiro interessou-se pelas terras de Elimeleque mas, quando soube que além de comprar as terras teria que cuidar de Noemi e de Rute, desistiu. Descalçou literalmente a bota e deu-a a Boaz. Mais do que um contrato legal ou arranjo circunstancial, este casamento foi providenciado por Deus. Rute buscou O Senhor e achou um marido. Devemos confiar em Deus em todos os aspectos da nossa existência.

Este casamento tinha propósitos santos e abençoadores. Agora a família de Noemi e Elimeleque tinha uma descendência. O menino chamou-se Obede, que foi pai de Jessé, que por sua vez foi o pai de David, o ancestral do Messias que haveria de vir - Jesus Cristo.

---

Algumas aplicações deste santo romance:
1. A vida cristã não exclui adversidades. É a forma como lidamos com elas que faz com que vivamos bem ou mal. Noemi chegou a Belém amargurada e sem esperança, Rute não se abateu e foi à luta. A intervenção divina transformou o pranto em alegria. “O choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5).

2. O livro de Rute é um poema à soberania divina. Deus esteve sempre a comandar e a tecer os versos deste enlace amoroso. A fonte de todas as bênçãos é Deus, não o dinheiro, o prazer, a fama ou o trabalho. O Senhor é a nossa esperança.

3. Hernandes Dias Lopes disse que “Nenhum sucesso é final e nenhuma derrota é fatal”. A nossa história ainda não acabou. Deus continua a fazer milagres e o futuro, por vezes, traz surpresas agradáveis. É melhor começar e terminar bem do que começar bem e terminar mal. A melhor maneira de terminarmos bem é confiar em Deus todos os dias da nossa vida.

4. O objectivo grandioso do Senhor era, não só proporcionar um final feliz a um lar destroçado, mas expandir o final feliz a muitas outras famílias. David seria um dos ancestrais de Jesus Cristo, o Salvador. O Noivo Jesus já veio e amou tal forma a sua Noiva - a Igreja -, que morreu por ela e um dia vem buscá-la. Louvado seja o grande Redentor Jesus!

terça-feira, março 20, 2018

Aos pés do Noivo

O sermão deste Domingo foi no terceiro capítulo de Rute. É uma estranha história de amor. Noemi mandou a sua nora viúva lavar-se, perfumar-se, vestir-se bem e ir aquecer os pés do seu noivo: Boaz. Rute obedeceu. Estava bela por dentro e por fora. Ouviu e seguiu o conselho da sua sogra e foi ao encontro de Boaz. A voz de Deus faz-se ouvir muitas vezes nos conselhos das pessoas mais velhas e experientes.

Mais do que desejar um marido, Rute queria um lar. O casamento é importante, mas lembremo-nos que a felicidade não está no casamento. A felicidade está em Deus e na comunhão com Ele. Rute já se tinha abrigado debaixo das asas de Javé (2:12) e agora ia abrigar-se debaixo das asas de Boaz (3:9). A metáfora ilustra bem como deve ser o nosso relacionamento com Cristo: entrega, submissão, amor e comunhão.

É verdade que Boaz apanhou um grande susto quando sentiu Rute enrolada aos seus pés, mas como era um cavalheiro, respeitou-a. Mesmo estando bem comido e bebido, Boaz não foi grosseiro, nem agressivo e nem se aproveitou fisicamente de Rute. Como bom cavalheiro que era, prometeu casar com ela e ainda lhe encheu generosamente a capa com quilos de cereais. Quem ama dá e dá-se.

Assim como o noivo Boaz amou e resgatou Rute, Cristo ama e resgata a sua noiva, a igreja. Casar dentro da vontade do Senhor é uma grande bênção, mas casar com Cristo é o grande descanso para a alma. Aprendamos com Rute (e com Maria) e descansemos aos pés do Noivo Jesus. É o melhor lugar.

terça-feira, fevereiro 27, 2018

3 Lições laborais com Rute

A história de Rute é uma inspiração para mim. O Capítulo 2 conta a forma como Rute foi à luta. Tomou uma decisão firme: não ficar de braços cruzados a lamentar a sua viuvez, a sua pobreza e angústia, e saiu de casa à procura de trabalho. Rute tomou uma atitude positiva. As boas atitudes fazem bem à alma solitária e amargurada. Primeira lição a reter: a fé verdadeira é uma acção.

Rute saiu sem saber para onde ia, mas Deus esteve sempre a dirigir tudo. Rute não conhecia o campo onde foi trabalhar, não sabia o que ia colher, desconhecia o futuro marido Boaz, mas aquilo que para Rute parecia ser uma grande "sorte", era o cuidado gracioso do soberano Deus. A segunda lição podia ser a primeira porque é a maior de todas: Deus tem uma agenda graciosa e cuida soberanamente dos seus filhos.

A terceira lição, de muitas outras que se podem retirar deste capítulo, é que Deus recompensa quem é humilde para se sujeitar ao Senhor do campo. Rute voltou para casa com a cesta cheia. Colhemos o que semeamos (Gl 6:7). Acredito que a Lei da graça divina suplanta a Lei da sementeira, mas isso não quer dizer que segunda Lei não funcione. Quem quiser colher bons frutos, semeie-os. Quem quiser ter bons amigos, seja bom amigo. Quem quiser ter bons empregados, seja um bom patrão. Quem quiser ter um marido atencioso e amoroso, seja uma mulher dedicada e amável. Se quiser ser abençoado, seja uma bênção!

Aquele que se abriga debaixo das “asas de Deus” está seguro (2:12). Boaz foi bondoso com a estrangeira Rute, conhecia bem a sua história e supriu as suas necessidades - Boaz simboliza Cristo. Somos pecadores salvos gratuitamente pela graça de Deus manifesta na redenção de Jesus Cristo. O aconchego, o cuidado e o trabalho do Senhor por nós é melhor que todo o nosso esforço e trabalho. "Eu sei que o meu Redentor vive!"

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Amor Redentor

Comecei ontem a pregar sobre o livro bíblico Rute. Mais do que a história de 3 mulheres viúvas, Rute é a história do amor redentor de Deus. É um chamado divino à amizade sadia, ao cuidado familiar, a confiarmos mais na provisão de Deus, a vivermos o amor verdadeiro. Muitas problemáticas são abordadas ali, algumas bem actuais: a crise na vida familiar, as consequências terríveis da doenças e da morte, a questão da imigração, a problemática da solidão e da viuvez, a miséria da pobreza e a amargura contra Deus, talvez o pior de todos os males.

Por causa da falta de pão na "Casa do Pão" (Belém), Elimeleque, Noemi com os seus dois filhos emigraram para as terras de Moabe. É bom lutar pela sobrevivência, mas é melhor confiar em Deus na crise. Warren Wiersbe disse que “Quando os problemas surgem na nossa vida, podemos fazer uma de três coisas: suportá-los, fugir deles ou usá-los em nosso favor.” Hoje foge-se muito facilmente de tudo. Foge-se do casamento, das amizades, foge-se das responsabilidades de marido, de pai, de mãe, de crente. Foge-se da igreja local. Foge-se de Deus e da Sua vontade.

Foram dez anos trágicos em Moabe. Adoeceu e morreu ali o marido de Noemi e os seus dois filhos. Esta família queria pão e encontrou doença, morte, separação, tristeza e amargura. A imigração pode trazer mais dor que consolo, mais perda que ganho, mais morte que vida. Entretanto, ouvindo a viúva Noemi que já havia pão em Belém, resolveu retornar. Graças a Deus porque nem todos fugiram de Belém no tempo de fome. Persistir é melhor que fugir.

Noemi disse às suas noras viúvas para partirem para os seus pais. Orfa voltou para os seus pais e para os seus deuses, mas Rute estava determinada a ficar coma sua sogra e ir para Israel. A amizade de Rute com Noemi não era interesseira, era o tipo de amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera”. O amor genuíno é mais que uma paixão, é um compromisso prático que está disposto a novos desafios. Rute não apenas amou a sua sogra, converteu-se ao Deus dela e fez do povo da sogra o seu povo. A determinada Rute foi bisavó do Rei David e faz parte da genealogia do próprio Messias Jesus Cristo. Deus estava semeando a Sua família, porque a família é o grande plano soberano de Deus.

O nome Rute significa amizade. A amizade de estar ao lado de quem precisa. Belém significa também o lugar da provisão divina. Belém simboliza a oportunidade de Deus para um novo começo. Em Deus há esperança, para a viúva nova e para a velha. O mesmo Deus provedor, cheio de Amor Redentor continua a dar esperança e vida a todos que o buscam. O exemplo de abnegação, cuidado e amor que ressalta da atitude de Rute deve ser a nossa vida. O maior amor é o amor redentor.