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quinta-feira, março 14, 2019

Coração a arder no caminho

O caminho de Emaús simboliza desilusão e tristeza, mas também o reencontro com a viva esperança. Lucas conta a extraordinária história de dois discípulos de Jesus que passaram da sua maior tristeza para a maior alegria. Enquanto falavam entre si da repentina e "inglória" morte do Messias, O mesmo Cristo vivo aproximou-se. Caminha com eles. É maravilhosa esta discreta aproximação de Jesus. Porque nos ama muito, Jesus deseja estar e andar connosco. Fazer parte da nossa vida.

Enquanto caminhavam, O Messias explicou-lhes o que dele estava escrito nas sagradas Escrituras. Mas os seus olhos ainda estavam fechados para O conhecer. É dramático constatar que é possível caminhar ao lado do Jesus ressurrecto, ler e ouvir as Escrituras, sentir o coração a arder, "ir à Igreja", mas continuar cego sem conhecer verdadeiramente O Cristo.

Chegaram a Emaús. Estavam tão rendidos à presença daquele misterioso Homem, que lhe pediram para ficar com eles. Quando Jesus partiu o pão, abriram-se-lhes os olhos e conheceram finalmente Aquele que venceu a morte e está vivo. Entretanto, Jesus desapareceu. Para onde foi Jesus? Alguém disse que Jesus entrou no coração deles. Estava fora, agora está dentro. Ficaram tão transformados que resolveram voltar para Jerusalém naquela mesma noite e contaram tudo aos outros discípulos.

Quando Jesus abre os nossos olhos, Ele salva-nos e cura a nossa tristeza, desânimo, falta de esperança. As Escrituras dão fé e visão espiritual. Que o nosso coração possa estar cheio da presença amorosa do Ressurrecto, a arder com a sua poderosa mensagem. "E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras?" (Lucas 24:32).

sábado, fevereiro 23, 2019

Ser relacional

O ser humano é relacional. Ninguém nasce sozinho e ninguém vive de forma saudável sozinho. Uma das razões do sucesso das redes sociais é porque elas preenchem a sede relacional e dão a ilusão de comunhão e proximidade. Também é verdade que muitos dos nossos problemas derivam dos relacionamentos. Muitas vezes as pessoas que nos são mais próximas, são as que mais nos magoam, consomem e entristecem. O facto de alguém nos ter ferido um dia não significa que todas as pessoas nos irão magoar. Temos que admitir que sem pessoas somos pequenas ilhas tristes no meio do oceano da existência.

Uma das grandes ilusões dos jovens (e de muitos adultos) é pensarem que não precisam de mais ninguém. Mas ninguém se basta a si próprio. Precisamos de gente. Pessoas que nos dizem a verdade em amor e nos ajudam a crescer. Amigos verdadeiros que nos puxam para o melhor da vida. Aquilo que mantém os relacionamentos saudáveis, seja na amizade, no casamento ou em qualquer outro relacionamento é o respeito, a lealdade, o amor e o perdão.

Deus deseja relacionar-se com o ser humano e por isso enviou Jesus Cristo. A comunhão com Deus começa no momento em que admitimos que sem Jesus Cristo não podemos ter relacionamento com Deus. "Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor" (1Co 1:9). Quem tem verdadeira comunhão com Jesus deseja e tem verdadeira comunhão uns com os outros (1Jo 1:6-7).

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Paixão ou amor?

Confunde-se muito paixão com amor, mas são coisas diferentes. A paixão é um grande fogo que se apaga, o amor é uma chama viva que cresce e permanece. O Amor é mais do que um sentimento, é a mão que cuida, é o olhar na mesma direcção, é a vida a dois que se faz uma. Infelizmente já vi muitos jovens destruírem as suas vidas por darem lugar às suas paixões. Arrebatados pelos seus fortes desejos carnais, desviam-se daquele que devia ser o maior amor das suas vidas: Jesus Cristo. As convicções espirituais e os fundamentos da Palavra de Deus devem estar acima das paixões emocionais. A paixão fenece e passa, o verdadeiro amor fica.

"O amor é paciente e bondoso. O amor não é ciumento, nem presunçoso. Não é orgulhoso, nem grosseiro. Não exige que as coisas sejam à sua maneira. Não é irritável, nem rancoroso. Não se alegra com a injustiça, mas sim com a verdade. O amor nunca desiste, nunca perde a fé, sempre tem esperança e sempre se mantém firme. O amor durará para sempre." (1Co 13:4-8 NVT)

domingo, janeiro 06, 2019

Mundo novo

"O propósito da redenção não é ajudar indivíduos a fugir desse mundo. É a vinda do reino de Deus para renovar o mundo. O propósito de Deus não é somente salvar indivíduos, mas criar um novo mundo baseado na justiça, na paz e no amor, ao invés de poder, conflitos e egoísmo. Se Deus é tão dedicado ao ponto de sofrer e morrer, cristãos certamente deveriam também buscar uma sociedade baseada no amor e na paz de Deus."

Timothy Keller

domingo, dezembro 09, 2018

Deus é bom, nós não

Não reconhecer a malignidade humana é não conhecer-se.

terça-feira, dezembro 04, 2018

A fé genuína é sempre activa

Howard Hendricks diz que a fé genuína é sempre activa. Noé confiou em Deus e suou para construir o barco que iria salvá-lo a si e à sua família. Fé é acção. A fé é como o amor, sem atitudes não existe. Fé é crer em Deus e agir.

A fé que estou a falar não é uma invenção de gente medrosa ou lunática, que acredita em tudo o que ouve e lhe contam, é uma fé que assenta em realidades factuais. É acreditar nas muitas evidências cosmológicas, filosóficas, morais e espirituais que apontam para Deus. Fé na Bíblia como última e completa revelação divina. Fé no Jesus histórico que se fez Cristo para salvar e redimir a humanidade perdida. Fé no único salvador.

Um pai levou a Jesus um filho mudo que vivia atormentado, e disse-lhe: "se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos." A fé começa no momento em que clamamos pela compaixão divina. Jesus respondeu àquele pai: "Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê." O pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!" (Marcos 9:17-27). Jesus curou e libertou o filho.

Se alguém tem convicção da sua falta de fé, faça a oração que aquele pai do menino fez a Jesus: "Eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!"

domingo, novembro 18, 2018

Procuram-se ouvidos atentos

"Muitas pessoas procuram um ouvido atento e não o encontram entre os cristãos porque esses também falam quando deveriam ouvir. Porém, quem não consegue mais ouvir o irmão, em breve também não conseguirá mais ouvir a Deus."

In: BONHOEFFER, Dietrich. Vida em Comunhão. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1997, p. 85.

quarta-feira, novembro 07, 2018

Tudo passa, menos Deus

Tudo passa. Tudo vai passar. Ainda que não tenha passado, um dia passará. Dores, tristezas, riquezas, desamores e temores, tudo passa. Quem com Deus anda, não vacilará, porque somente Deus não passa. Como bem o disse Teresa de Ávila, "quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta". Se Deus não te basta na tua vida, nada na vida te vai bastar.

segunda-feira, outubro 29, 2018

Perante Jesus ninguém fica indiferente

"É impossível encontrar o verdadeiro Jesus e ficar indiferente. Ou você se inclina maravilhado ou vai embora ofendido."

Timothy Keller

segunda-feira, outubro 08, 2018

Discordar bem

"Um dos sinais indicativos de maturidade é a capacidade de discordar sem se tornar desagradável."

Charles Swindoll

sexta-feira, setembro 21, 2018

O grande sobretudo do amor

O grande pregador Spurgeon disse que o capítulo 3 de Colossenses começa no céu e acaba na cozinha. Começa com a ordem para pensarmos nas coisas de cima e termina com algumas exortações para pormos em ordem as coisas de baixo. O cristianismo não é só doutrina cristã (muito necessária, nestes dias), é prático e mexe com a nossa vida diária.

Como é que se explica a aparente contradição do v.3, que diz que já estamos mortos, com o v.5 que nos manda morrer? A verdade é que na visão perfeita e eterna de Deus (Ele está acima do tempo), os crentes já morreram na cruz com Cristo e estão sentados nos lugares celestiais (Efésios 2:6); mas no plano humano (na nossa existência temporal aqui), ainda lutamos com as coisas da velha natureza. "Mortificar" significa aceitar que estamos mortos e viver na perspectiva e visão divina. É morrer para o pecado e viver pela nova natureza do Jesus ressurrecto.

O pecado irrita Deus (v.5,6). Que ninguém pense que ficará impune ao juízo divino se viver no pecado. Como cristãos, somos chamados a despir a roupa velha e a vestimo-nos da roupa nova. A velha roupagem é transitória, a nova é poderosa e não ganha mofo. Paulo conclui que os cristãos, sobretudo, acima de tudo, devem vestir-se com amor (v.14). A veste última e superior do amor de Cristo, que é a força capaz de nos unir e manter unidos.

Devemos despir da nossa vida os farrapos do pecado e vestir as novas vestes do carácter de Cristo. O amor prático, que é mais que palavras e que se manifesta em atitudes de misericórdia, bondade, humildade, mansidão, paciência, perdão e compaixão. Se estivermos bem vestidos, vamos amar as pessoas à nossa volta e elas irão, muito provavelmente, render-se ao perfeito amor do Senhor. O grande sobretudo do amor pode cobrir uma multidão de pecados (1 Pedro 4:8).

segunda-feira, setembro 17, 2018

A bênção da rotina diária

"Tirar férias de verão para construir poços em África é, para algumas pessoas, um chamado autêntico. Mas também o é consertar a canalização da casa de um vizinho, alimentar a família e compartilhar o fardo e as alegrias de uma igreja local. Aquilo que somos chamados a fazer todos os dias, exactamente onde Deus nos colocou, é rico e compensador."

In: HORTON, Michael. Simplesmente Crente. SP: Editora Fiel, 2016, p. 29.

sábado, agosto 25, 2018

Dos modismos nas igrejas

Um dos traços comuns a todas os modismos que estão sempre a aparecer (e a desaparecer) nas igrejas é a sede de inovação. É preciso inovar, ser relevante, ser diferente. Não há quem deseje ser comum. Não tenho nada contra as boas inovações em matéria de forma, mas tenho para mim, que é no corriqueiro que está a virtude. Ser perseverante no bem que sempre foi bom, é capaz de ser a melhor das estratégias para a Igreja. Quando somos fiéis à velha rotina da oração, da proclamação da Palavra de Deus, do bem-fazer, do viver de forma simples e justa. Quando somos persistentes no ordinário é muito provável que Deus faça o extraordinário. É melhor perseverar no comum do que ter a mania de querer ser diferente para a seguir desistir do básico. Ser discípulo de Cristo dentro e fora da igreja local é capaz de ser a mais desafiante das rotinas.

sábado, agosto 18, 2018

Misericórdias de Deus novas em cada dia

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele."
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).

A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.

Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.

quinta-feira, julho 26, 2018

Cada ser humano tem valor e dignidade

"O conceito integral de imago dei, como expressado em latim, 'a imagem de Deus', é a noção de que todos os seres humanos têm dentro de si algo injectado por Deus. [...] E isso dá singularidade, valor e dignidade ao ser humano."

Martin Luther King

sábado, julho 21, 2018

Manipulação, verdade e liberdade

Na véspera da pregação de Colossenses 3, ainda vou a tempo de sumarizar alguns pensamentos de Colossenses 2.

Se há uma coisa comum a todas as seitas e heresias é a manipulação. Onde há manipulação espiritual, emocional, ou outra qualquer, há engano. Em Jesus Cristo há verdade e liberdade. Não a liberdade para se fazer tudo, mas a liberdade de poder não se fazer tudo. Já o legalista, baseia a sua espiritualidade naquilo que faz ou não faz, come ou não come, bebe ou não bebe. A espiritualidade baseada naquilo que se faz ou não se faz é vã, porque não se fundamenta em Cristo. Devemos não só receber Jesus Cristo, mas caminhar sempre com Ele (Cl 2:6). A melhor maneira de resistirmos ao mau ensino é vivermos no bom ensino da Palavra de Deus.

quinta-feira, julho 05, 2018

Amar é olhar na mesma direcção

Quando se ama tudo fica mais fácil. Um coração cheio de ódio dificulta a vida, separa, ergue barreiras, quebra pontes. Quando não se ama não se tem interesse em ouvir ou resolver as conflitualidades inerentes a todo o relacionamento humano. Quem ama perdoa. Quem ama gosta de estar junto da pessoa amada. O amor não foge e nem se esconde. O amor genuíno é para caminhar assumidamente abraçado. Quem ama respeita as diferenças, porque amar não é ser igual, mas é olhar na mesma direcção. Quem ama caminha junto. O amor é um milagre que une corações.

domingo, junho 24, 2018

A Bíblia toda aponta para Cristo

"A Bíblia está repleta de Cristo. Alguns dos antigos comentadores ingleses diziam o seguinte: Assim como na Inglaterra toda a estrada, travessa e caminho que se interligam irão levá-lo, por fim, a Londres, na Bíblia todo o livro, capítulo e versículo interligados irão levá-lo, por fim, a Cristo."

In: STOTT, John. As controvérsias de Jesus. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2015, p. 82 [PT].

terça-feira, junho 19, 2018

Felizes os mortos que morrem no Senhor

"E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam."
(Apocalipse 14:13)

No sábado passado partiu para a presença gloriosa de Deus o homem que O Senhor usou para me falar do grande amor de Deus. O Pastor Álvaro Ribeiro foi um grande evangelista, um pastor fervoroso, um marido amoroso, um pai e um avô exemplar, um homem de oração, um bom amigo. Nos últimos anos da sua vida foi acometido de uma doença grave, mas esse "espinho na carne" nunca o impediu de continuar a pregar, evangelizar, assistir aos cultos e a amar as pessoas. Morreu a servir. Morreu de pé. Morreu feliz, porque felizes são aqueles que morrem no Senhor.

Dou muitas graças a Deus por ter conhecido o Pastor Álvaro e a sua querida família. Se o Álvaro não me tivesse incentivado a receber Jesus e a Sua salvação, talvez eu ainda estaria perdido hoje. Provavelmente não teria tido a bênção que tive, de pregar no seu funeral da mesma graça divina que ele me partilhou há 39 anos. A Deus toda a glória para sempre.

quinta-feira, junho 14, 2018

Felizes os teimosos que labutam

Felizes os teimosos que, dentro da vontade de Deus, persistem em orar, semear, investir e labutar na obra do Senhor. Mesmo que sofram lutas, dores, retrocessos e desapontamentos, no tempo devido, serão consolados, recompensados e verão os frutos do seu trabalho persistente.

"Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor." (1 Coríntios 15:58).