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domingo, janeiro 11, 2026

Fomos criados para a glória de Deus

“Lembra-te, só tens uma vida. Só uma. Foste criado para Deus. Não a desperdices.”

- John Piper

quarta-feira, outubro 29, 2025

Chegar bem ao destino

Quando fazemos uma viagem gostamos de chegar ao destino planeado de forma segura. Se há uma vida eterna, e eu acredito plenamente que há, é fundamental entender como se pode chegar bem a esse destino eterno. 

As religiões e as filosofias têm muitas respostas. A Bíblia aponta um caminho. "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6). O melhor destino do ser humano não é um lugar, é uma Pessoa. É Cristo.

A eternidade, para o cristão, é a concretização plena da presença eterna com O Altíssimo Deus. Somos salvos para a comunhão e intimidade real com Deus, por intermédio de Jesus Cristo. Deus é o grande princípio e fim da nossa existência. Chegamos lá através da fé em Jesus. Crendo que Ele é o salvador e Senhor da nossa existência. 

Na versão parafraseada O Livro, a passagem bíblica de Colossenses 1:16 diz que foi através de Cristo que "Deus criou tudo o que há nos céus e sobre a Terra; tudo o que se vê e o que não se vê; até os governantes, as autoridades, os que têm o poder e a força. Tudo foi estabelecido por Cristo e para Cristo." Todas as coisas foram criadas por Cristo e para Cristo. O destino final do ser humano é Cristo. Começa aqui.

sábado, março 22, 2025

Jesus é o Maior!


A seguir a Jesus ter expulsado o demónio daquele jovem que o fazia surdo e mudo, Marcos conta que Jesus prossegue para Cafarnaum com os seus discípulos. Enquanto caminhavam, Jesus falou-lhes, mais uma vez, da sua morte e ressurreição. Os discípulos, além de não entenderem nada, ficaram com medo de perguntar o que aquilo significava. Esta dificuldade em entender o propósito redentor do Messias é desconcertante. Explica-se, em parte, pela expectativa judaica de que o Messias seria um libertador político, não um Cristo crucificado. Infelizmente esta incompreensão continua também nos nossos dias, nas pessoas a quem falamos da morte redentora de Jesus e tantos ainda nada entendem.

Chegados a Cafarnaum, Jesus faz-lhes uma pergunta: “O que vocês estavam a discutir no caminho?" Já vimos que quando Jesus faz perguntas não é para saber ou aprender algo, porque Jesus é Deus e sabe todas as coisas. As inquirições de Jesus, normalmente, servem para esclarecer dúvidas que precisam primeiro ser verbalizadas. Os discípulos nada responderam. Era o silêncio dos culpados. O assunto deles era demasiado comprometedor para o exporem a Jesus. 

Marcos informa-nos que a discussão dos discípulos era sobre qual deles seria o maior. Qual deles era o mais importante. Há aqui um contraste dilacerante entre Jesus estar a dizer que ia à cruz morrer, enquanto os discípulos discutiam entre eles quem era o melhor. O Senhor falava do momento mais importante da história do universo e as mentes dos apóstolos estavam ocupadas com desejos egoístas de grandeza pessoal.

Então, Jesus senta-se, chama os doze apóstolos e diz-lhes: “Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos.” No ensino de Jesus, se alguém quiser ser alguma coisa, deve aprender a servir os outros, dispondo-se a ser o último de todos. Para reforçar a lição, Jesus tomou uma criança nos braços e disse que quem receber uma criança em seu nome recebe-o a Ele. No mundo antigo, as crianças não tinham valor, eram desprezadas e ignoradas. Esta criança representa os esquecidos, os excluídos, os ignorados, os que não consideramos importantes. Jesus mostrou que o "maior" no Reino de Deus é aquele que ama, serve e ajuda quem precisa, assim como Cristo fez. 

Jesus é o maior exemplo de humildade e serviço. A maior prova de humildade que Jesus deu foi que, sendo Deus, sendo o criador do universo, Ele fez-se homem e como homem tornou-se servo. Sendo servo, Ele escolheu morrer numa morte horrível e vergonhosa, numa cruz. Em vez de querermos ser nós os mais importantes, confiemos naquele que é o Maior: Jesus Cristo. Ele foi o único que morreu e ressuscitou pelos nossos pecados (1Pedro 3:18). 

Quando tratamos bem as pessoas, quando valorizamos quem não é valorizado, quando amamos os outros, estamos a servir Jesus e o Pai. A ambição desmedida e o egoísmo fazem parte da nossa natureza humana caída. Ninguém pensa que é orgulhoso e arrogante ou altivo. Todos pensam que são humildes. A verdade é que todos queremos ser os maiores. Os mais importantes. 

A verdadeira grandeza não está em buscar posições ou cargos, mas no serviço simples e fiel a Deus e aos outros. Devemos servir com humildade, sem esperar elogios ou reconhecimento. Humildade não é pensar pouco sobre si, é pensar e agir como Jesus pensou e agiu. E Jesus, sendo O Senhor de tudo, viveu como servo humilde. Os líderes são chamados a liderar pelo exemplo, demonstrando amor e cuidado pelas pessoas ao seu redor (1Pedro 5:3). 

Devemos acolher os mais vulneráveis. A Igreja deve ser um lugar de acolhimento e abrigo. Que Deus nos ajude a cuidar daqueles que a sociedade despreza, como os órfãos, idosos, pobres e todos os excluídos. Que possamos tratar a todos com amor e respeito, independentemente da posição social. Partilhemos a fé em Cristo com todos, porque essa é a maior ajuda que podemos dar. Que possamos entender que só há um maior, é Jesus Cristo, porque de facto Jesus é mesmo o Maior!

quinta-feira, janeiro 30, 2025

O amigo Jesus nunca falha

"Quem é Jesus? É um amigo que não hesita. Ele persevera. O evangelho de João diz-nos que Jesus, estando na semana final de sua vida terrena, 'tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim' (Jo 13:1). Jesus prende-se ao seu povo. Não há uma data de expiração. Não há um fim no caminho. O nosso lado do compromisso fraquejará e tropeçará; o dele, porém, jamais."

In: ORTLUND, Dane Calvin. Santificação profunda. São Paulo: Fiel, 2022, p. 23 [PT].

quinta-feira, janeiro 16, 2025

Implicações de seguir a Cristo

Jesus está no Norte de Israel e vai em direcção a Jerusalém rumo à cruz. Marcos conta que o Mestre chama os seus discípulos e diz-lhes: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.” Há implicações e exigências para quem segue a Cristo. O cristianismo fácil, barato, utilitário, que diz que para seguir a Cristo nada é exigido, é falso! O discipulado afecta a nossa vida pessoal, familiar e comunitária. Ao contrário de tantos falsos mestres, Jesus não engana as pessoas que o querem seguir, com ilusões ou propostas fáceis. A porta é estreita e o caminho é apertado (Mt 7:13-14).

Há pelo menos três exigências para alguém ser discípulo de Cristo:

1ª) Negar-se a si mesmo. O discípulo de Cristo deve renunciar a si próprio. Isto vai contra aquilo que é defendido por muitas seitas, filosofias e gurus que prometem felicidade para quem fizer o que lhe apetece e desejar. Jesus ensina que o cristão deve negar-se a si mesmo. Isto significa rejeitar os interesses egoístas do nosso "eu". Negar a nossa vontade e fazer a Dele. Esta vida de renúncia não é uma vida isolada ou fechada num mosteiro. É viver como Jesus viveu, deixando que a vida de Jesus seja a nossa vida.

2ª) Tomar a sua cruz. Jesus caminha para a cruz e exige que esse caminho seja também o dos seus discípulos. A cruz é o destino de Cristo e do cristão. A cruz é um lugar de morte. Quem não está pronto a morrer por Cristo não está apto para viver com Cristo aqui e no céu. Carregar a cruz não é suportar uma doença, um filho rebelde, um marido/esposa difícil, ou outra coisa custosa, é a disposição para morreres para ti próprio e para tudo o que não agrada a Deus. “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5:24).

3ª) Seguir Jesus. Ser cristão não é ser simpatizante do cristianismo, não é dizer-se religioso, católico ou evangélico e viver como um ateu. Não é apenas orar e vir à igreja ao Domingo, é ter comunhão com Ele, é depender dele, obedecer aos seus mandamentos, é testemunhar! Seguir Jesus é confiar no Senhor soberano da nossa vida em todos os aspectos.

A seguir, Jesus vai ensinar o santo paradoxo de perder para ganhar. "Qualquer que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará." Quem quiser salvar a sua vida, vivendo sem a graça divina e para si próprio, vai perder-se eternamente. É a loucura daquele que pensa ter tudo mas falta-lhe o mais importante de tudo: Deus. Ao ignorar Deus e a sua salvação ele está desastrosamente perdido aqui e no futuro.

Por outro lado, Jesus diz que quem perder a sua vida por amor a Jesus e por causa do evangelho vai ganhar a vida eterna. Não é ser um mártir que garante a vida eterna, é entender que o amor de Jesus é melhor do que todos os amores desta vida. Afinal de contas, de que adianta a pessoa ser muito rica, famosa e ter tudo neste mundo e estar perdida e atormentada por toda a eternidade?

O discípulo é alguém que não se envergonha de Cristo. Ser cristão nunca foi popular e nunca será. Quem é um verdadeiro discípulo de Cristo vai enfrentar oposição, lutas, perseguição e até pode ser morto por causa da sua fé. Todos aqueles que se envergonharem de Cristo e não crerem na Palavra do Senhor serão julgados pelo Senhor no futuro.


Resumindo:

O discipulado é um chamado diário para todo o cristão seguir Jesus e exige a renúncia constante. Todo este processo de negar a nossa vontade, tomar a cada dia a cruz e seguir a Cristo não pode ser feito nas nossas próprias forças. A auto-negação é sempre difícil e só é possível em cooperação e na dependência do Espírito Santo.

A salvação da nossa alma vale mais do que todas as riquezas deste mundo. Marcos vai contar mais à frente a história de um jovem rico que perguntou a Jesus o que deveria fazer para herdar a vida eterna. Jesus disse que ele precisava perder a confiança naquilo que a sua vida estava firmada - nas riquezas. Ele entendeu o custo de seguir Jesus e retirou-se triste. De uma forma egoísta e louca, ele não estava na disposição de perder os seus bens pelo Senhor dos bens e da vida (Mc 10:17-23).

Que tipo de discípulo és tu? Segues a Cristo de boca ou de verdade?

quarta-feira, novembro 20, 2024

Acerca do evangelismo

"Evangelismo é mais do que promover decisões por Cristo. É incitar as pessoas a tornarem-se discípulos e seguidores de Jesus.” 

- Billy Graham

quinta-feira, novembro 14, 2024

Como se pode ter vida eterna?


"E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste."
- João 17:3. 

Nesta sua oração, Jesus explicou de forma clara como se alcança a vida eterna. A vida eterna não é só uma realidade futura mas um encontro com o Divino, na história da nossa vida aqui. Quando pela sua graça, O Pai se revela como único Deus verdadeiro e a pessoa crê que Jesus Cristo veio a este mundo para ser o nosso Salvador e Senhor, começa a vida eterna. 

Conhecer Deus e Jesus Cristo é encontrar-se com a vida eterna, porque Jesus não só tem vida, Ele próprio é a vida (João 14:6). Vida na sua dimensão total e plena. Vida na dependência e na comunhão vital com Deus e com a sua Palavra. A vida que brota do encontro pessoal com aquele é a expressão máxima da vida eterna - Jesus Cristo.

quarta-feira, outubro 30, 2024

Visão restaurada


A cura do cego em Betsaida é uma história um pouco estranha. É narrada apenas no Evangelho de Marcos e num certo sentido encerra a primeira parte do livro. Betsaida era uma pequena cidade na zona norte do Mar da Galileia. Os Apóstolos Pedro, André e Filipe tinham nascido nessa cidade.

Trouxeram um cego a Jesus. O Senhor tomou-o pela mão e levou-o para fora da cidade. Alguns atribuem a saída de Jesus de Betsaida à terrível incredulidade que se vivia ali. Esta cidade, juntamente com Corazim e Cafarnaum foram repreendidas pelo Senhor porque rejeitaram Cristo e não se arrependeram dos seus pecados (Lc 10:13-16). No final do milagre, Jesus diz ao cego curado para ir para casa e não voltar a Betsaida. Há lugares e circunstâncias que não ajudam a nossa fé.

Marcos conta que Jesus cuspiu nos olhos do cego. Coisa estranha. Não era a primeira vezes que Jesus tinha usado a sua saliva para operar milagres (Mc 7:31-37). A saliva naquele tempo era considerada uma coisa medicinal, mas não foi por isso que Jesus usou saliva. Na verdade não foi a saliva que curou aquele homem, foi o seu poder divino.

Jesus curou o cego, mas ele disse que via homens que andavam como árvores. A sua visão não estava suficientemente clara. Esta cura foi mais complicada para Jesus? Claro que não. Bastava uma palavra, um toque, um olhar de Jesus para curar aquele cego. Reconhecendo que não temos todas as explicações, aceitamos os diferentes métodos que Jesus operou. O Senhor é soberano e 100% livre para agir em cada pessoa da forma que Ele quer e do modo particular em cada vida.

Entretanto, Jesus colocou novamente as mãos nos olhos do homem e ele começou a ver forma nítida. Deus pode curar as pessoas instantaneamente, como fez e faz com tantas vidas, mas também pode curar de forma progressiva. Todos nascemos espiritualmente cegos e até Jesus se revelar à nossa vida continuamos cegos. Quando recebemos Jesus começamos a ver e a vontade do Senhor é que essa visão continue a aperfeiçoar-se até ao dia em que já não veremos por espelho, mas face a face (1Co 13:12). Hernandes Dias Lopes relembra que “a obra de Deus na nossa vida é progressiva. A vida do justo é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito.” 

Depois do milagre, Jesus enviou o que era cego para casa e disse-lhe para não entrar na cidade. É provável que este cego não fosse de Betsaida, porque Jesus enviou-o para casa e para não entrar em Betsaida. Jesus faz tudo bem feito e as suas orientações são as melhores.


ALGUMAS APLICAÇÕES:

1. Devemos sair dos lugares e dos ambientes que nos impedem de vermos bem as coisas espirituais. O teste da visão espiritual é indagarmos se os lugares onde vamos e com quem estamos nos levam para mais perto do Senhor.

2. Temos a responsabilidade como cristãos de levar cegos a Jesus. Satanás cega os olhos das pessoas para que não vejam a salvação do Senhor. Somente Jesus, pela acção da Palavra e do Espírito Santo, pode remover a nossa cegueira.

3. Deixemos Deus tratar a nossa falta de visão. A visão limpa é sempre obra das mãos do Senhor. Que não pensemos que já vemos muita coisa. Leiamos e meditemos na Palavra, porque conforme diz o Salmo 119:105 “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho.”

Que Deus possa acrescentar-nos mais da Sua visão!

segunda-feira, outubro 21, 2024

Maturidade espiritual implica obediência

"A maturidade espiritual não se alcança com o passar dos anos, mas com a obediência à vontade de Deus." 

- Oswald Chambers

quarta-feira, outubro 16, 2024

O que dizem as pessoas que eu sou?

Perguntou Jesus aos seus discípulos: "E vós, quem dizeis que eu sou?" (Mateus 16:15).

As pessoas à nossa volta têm alguma ideia daquilo que somos. As que estão muito próximas conhecem-nos melhor. Ouvir essas pessoas é útil para o nosso crescimento. Aquilo que os outros dizem que somos pode não corresponder à verdade, mas também pode ser. A perspectiva verdadeira e completa de quem somos só mesmo Deus a conhece. O ponto aqui não é ignorar aquilo que os outros dizem de nós, está em não sobrevalorizar as opiniões dos homens e ouvir mais o que Deus diz que somos. Sem a revelação do Pai e da Sua Palavra nunca saberemos o que somos e aquilo que podemos ser. 

Mais importante ainda é crer quem Jesus é. Ele é o Cristo, o Filho do Deus vivo. O único Salvador e Senhor das nossas vidas. Quanto mais O conhecermos, mais saberemos quem somos.

quarta-feira, maio 15, 2024

Faz falta sorrir para as crianças

"Qualquer que receber uma destas crianças em meu nome a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber recebe não a mim, mas ao que me enviou." - Disse Jesus Cristo (Marcos 9:37).

Trabalho num escritório com montra aberta para o corredor de um Centro Comercial. Com o tempo fui conhecendo e cumprimentando as pessoas que ali passam. Algumas crianças também. Quando as crianças passam, eu sorrio, faço-lhes caretas e digo-lhes adeus. Agora, abrandam o passo, às vezes voltam para trás, ficam à espera que eu sorria e diga adeus. Sempre que posso dou-lhes atenção. Elas seguem contentes. 

Eu sei que valorizar as crianças é muito mais do que sorrir, mas nestes tristes tempos em que vivemos, o sorriso pode ser um bálsamo para a alma. Vive-se na retranca com tudo e com todos. Mesmos entre aqueles que se dizem cristãos há tanta tristeza, desconfiança, frieza. Falta o sorriso. Falta a empatia. É preciso receber o Reino de Deus de braços abertos, como uma criança. Faz falta receber Jesus para sorrir.


quinta-feira, janeiro 04, 2024

Com Jesus, nada temas!


Jesus ordenou aos seus discípulos que navegassem até Betsaida enquanto ele ia orar. O dia tinha sido muito cansativo, mas em vez de ir dormir, Jesus foi conversar com o Pai. Orou por várias horas, noite dentro. Ao contrário de nós, que quando estamos cansados ou mais desanimados deixamos logo de orar, Jesus orava. Orava muito.

No Mar da Galileia, o barco com os discípulos era fustigado pelo vento forte e pelas ondas. Eles remavam e lutavam pela sua vida. A vida cristã nem sempre é fácil. O evangelho cor-de-rosa não existe. Contemos com dificuldades, lutas e tempestades. Marcos conta que Jesus viu o problema deles. É maravilhoso saber que Jesus vê as nossas dificuldades, não fica indiferente e socorre-nos. Além de Ele ser é o nosso grande intercessor (Rm 8:34), Jesus também é o nosso grande ajudador. 

Jesus foi ter com eles a andar sobre as águas do mar. Jesus fez isto para que não existissem mais dúvidas acerca da sua divindade. Os discípulos começaram aos gritos pensando que era um fantasma. Era noite, estava a acontecer uma tempestade e de facto andar sobre a água é algo muito estranho. O medo excessivo perante o desconhecido pode gerar crendice e superstição. A fé em Deus é racional, mas não é limitada pelo natural.

O Senhor tem todo o poder sobre a natureza, os espíritos e sobre tudo (Mt 28:18). Os apóstolos ainda não tinham compreendido bem quem Jesus era. Os seus corações estavam endurecidos. Precisavam de um abanão. A sua fé devia estar apoiada naquele que vence os elementos naturais, sobrenaturais e até venceria a própria morte. Aprenderem a nada temer.

Jesus bradou em alta voz: “Tenham bom ânimo! Sou eu! Não temais!” O Deus que se fez Homem estava ali e não era para lhes meter medo, mas para os livrar. Quando Jesus chegou ao barco o vento acalmou-se. Os discípulos estavam assombrados e maravilhados com Jesus.  

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4 lições que podemos extrair desta história: 

1ª Lição: Precisamos imitar o exemplo de Jesus e orar mais.

2ª Lição: Jesus vê as nossas dificuldades e, no seu devido tempo e vontade, Ele socorre-nos. 

3ª Lição: Se Jesus andou no Mar da Galileia e acalmou a tempestade também pode vencer os nossos medos e preocupações. Jesus pode tudo! 

4ª Lição: Quando passarmos por tempestades confiemos em Jesus, Ele é O nosso Salvador e Senhor! Com Jesus, nada devemos temer.

segunda-feira, agosto 14, 2023

O logro da auto-confiança

"O homem que confia no homem é aquele que confia em si mesmo, no seu próprio braço, na sua própria força, e que faz de si a fonte da sua confiança. Portanto, o homem que não é consciente da sua fraqueza confia cegamente na força que possui. Por isso, age como se fosse um ser independente e autónomo, mas, na verdade, ele está traindo a sua vocação original que não é outra senão confiar somente em Deus e no seu divino poder." 

 In: MADUREIRA, Jonas. Inteligência humilhada. São Paulo: Vida Nova, 2017, p. 237 [PT].

quinta-feira, agosto 03, 2023

Não acredito no ecumenismo

O diálogo é muito importante. Gosto de conversar com pessoas de diferentes perspectivas religiosas, crenças ou descrenças, mas não acredito no ecumenismo. Quando as verdades essenciais da fé são opostas não há conciliação possível. Não pode haver união entre aqueles que defendem que a salvação eterna é somente pela fé e os que defendem ser também pelas obras ou por outra coisa qualquer. "Se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça" (Romanos 11:6). Não podemos beber, ao mesmo tempo, do cálice do Senhor e do cálice dos demónios (1Coríntios 10:21). 

O argumento de que temos todos o mesmo Deus e o que importa é que "Cristo seja anunciado" (Fp 1:18) não é uma carta-branca para se fazer as coisas espirituais de qualquer maneira. Muitas passagens do Novo Testamento contrariam a equivocada interpretação de que se pode anunciar Cristo de qualquer forma (Rm 16:17-18; Gl 1:6-8, 2:4-5, 3:1-3; 2Tm 4:2-4; Mt 7:21-23; At 20:29-31; etc.). 

As igrejas e os cristãos não são chamados a fazer parcerias espirituais com quem nega que Jesus Cristo é o único salvador. Não é possível pregar que Cristo é a verdade e andar de braço dado com a mentira. Ou somos da luz e andamos na luz ou ainda somos das trevas e andamos em trevas. O evangelho é para todos, mas não vale tudo a propósito do evangelho. Só Jesus salva e "em mais ninguém há salvação! Debaixo do céu não há outro nome que as pessoas possam invocar para serem salvas" - Actos 4:12.


segunda-feira, março 06, 2023

Chamado pela graça de Deus


Os inimigos do apóstolo Paulo diziam que ele só procurava aprovação humana e que queria agradar a todos com "a sua mensagem fácil da graça". O Apóstolo diz aos Gálatas que se buscasse a reconhecimento humano não seria servo de Cristo. Hoje vemos tantas pessoas que se esforçam para ganhar a aprovação de todos. As redes sociais são uma pequena prova disso. Quem procura agradar a todos, não agradando a Deus, acaba por não agradar a ninguém. Que Deus nos ajude a sermos verdadeiros servos de Cristo, agradando mais ao Senhor. 

Paulo queria demonstrar qual era a origem do seu chamado e da sua mensagem. Se a origem fosse humana não era muito confiável, mas como o seu chamado, mensagem e ministério vieram directamente de Deus, ele tinha toda a autoridade. Para reforçar isso, Paulo vai contar a forma como Deus o chamou e salvou. Enquanto ele perseguia os cristãos, cercou-o uma forte luz na estrada para Damasco. Caiu por terra e ouviu uma voz. Era Jesus. Ali, Deus chamou Saulo e comissionou-o para pregar a Cristo. A recepção inicial por parte das igrejas a este novo Saulo não foi muito boa. Todos tinham medo daquele que tinha perseguido a Igreja. É bom percebermos que quem vive e ensina fielmente a graça de Deus vai provocar sempre desagrado, oposição e inimigos. 

Nessa sua autobiografia, Paulo conta aos Gálatas as suas primeiras viagens, os encontros e desencontros. Os novos cristãos costumavam aprender com os Apóstolos nas igrejas da Judeia, mas ele tinha aprendido directamente de Deus e das Escrituras. Somente um milagre divino podia explicar a transformação deste fanático fariseu legalista num defensor da graça de Deus. Sim foi O Senhor que pela Sua graça separou, chamou e enviou Paulo. 

É Deus quem escolhe, chama e salva, mas nós não sabemos quem será salvo. Por isso nunca devemos deixar de orar e partilhar o Evangelho da graça a todos. Mesmo àquele que diz não querer nada com Deus e com a Sua salvação. Se Deus salvou a Saulo (e a mim), quem é que Ele não pode salvar? Hoje ainda é Dia de salvação! 

domingo, janeiro 15, 2023

O alvo na vida não é ser feliz

"O alvo na vida não é ser feliz, mas, ser santo; não é para nos tornarmos aceitáveis a nós mesmos e aos outros, mas sermos aceites por Deus por meio de Deus. Não para nos juntarmos a todas as pessoas bem-sucedidas no auge da nossa vida, mas para nos unirmos aos nossos pais e mães na fé.”

- Michael Horton

quinta-feira, janeiro 12, 2023

Ainda há esperança?

O novo ano entrou e embora alguns tenham a esperança que algumas coisas melhorem, humanamente falando, não há grandes esperanças. O mundo está a atravessar uma grave crise política, económica, social, moral e especialmente uma terrível crise espiritual. Algumas pessoas esperam que a mudança de ano traga mais saúde, mais dinheiro, mais paz, mais felicidade, mas a mera mudança do calendário não muda nada. O sofrimento e o vazio existencial adensa a falta de esperança. O sofredor Jó gritou: “Onde está, pois, a minha esperança? Sim, a minha esperança, quem a poderá ver?” (Jó 17:15).

Mais do que esperares que as condições políticas, financeiras, familiares ou circunstâncias mudem, espera no Senhor da Esperança. A esperança está firmada no soberano Deus. “Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti”, concluiu o Salmista (Sl 39:7). Confia em Deus que tem todo o poder e que nos dá uma viva esperança para o presente e para o futuro. 

A esperança na vida inicia-se no dia em que confessas os teus pecados e crês que Jesus Cristo é o teu salvador e Senhor. Abençoado é aquele que confia no Senhor; que fez do Senhor a sua esperança, a sua confiança, conforme Jeremias escreveu: “Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17:7). 

Sim, ainda há esperança! Podemos ter esperança quando confiamos em Deus Pai que ampara e sustenta sempre os seus filhos! Há esperança, porque há Deus! O Deus da esperança.

domingo, setembro 04, 2022

Não temas, crê em Jesus!


Lemos no Evangelho de Marcos que Jesus atravessou de barco com os seus discípulos o Lago de Genesaré e chegou à outra margem, provavelmente de Cafarnaum. Uma grande multidão já o aguardava. Jairo, um dos responsáveis da Sinagoga, mal viu Jesus, lançou-se aos seus pés. Suplicou-lhe que fosse a sua casa para curar a filha que estava moribunda. A sua filha estava muito doente, tinha apenas 12 anos e Lucas informa-nos que era a filha única (Lc 8:42). 

O Senhor Jesus foi com ele e a numerosa multidão acompanhou-o. No caminho para casa de Jairo algo estranho aconteceu. Uma certa mulher, muito doente com hemorragias constantes há 12 anos, aproximou-se de Jesus sorrateiramente e, furando por entre a multidão, tocou nas vestes de Jesus. A mulher fez isto porque cria que Jesus era poderoso para a curar (Mc 5:28). Quando tocou em Jesus, logo a hemorragia parou e teve a convicção que ficou curada.  

Jesus parou e fez uma pergunta: “Quem me tocou nas vestes?” Claro que esta pergunta foi estranha para todos porque a multidão apertava-o há muito. Contudo, a pergunta servia para a mulher confessar o que tinha feito e testemunhar do grande poder do Senhor. Temendo e tremendo, a mulher prostrou-se diante de Jesus e revelou o que tinha acontecido. Que tinha consultado muitos médicos e gasto todo o seu dinheiro mas estava cada vez pior, ainda assim, tinha fé que se tocasse em Jesus ficaria curada. O Senhor então disse-lhe: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.”    

Enquanto Jesus falava, chegaram uns amigos de Jairo que lhe disseram para não incomodar mais o Mestre porque a filha já tinha morrido. Jairo já estava a sofrer imenso. Aquela paragem da mulher ainda devem ter impacientado mais Jairo. Agora, a terrível notícia que a sua filha tinha morrido. Mas Jesus continuou a incentivar a fé e a esperança de Jairo e disse-lhe: “Não temas, crê somente!” O medo é o grande inimigo da fé. Precisamos dar mais ouvidos a Jesus do que ao medo, aos obstáculos e às impossibilidades. A fé triunfante é a fé perseverante em Jesus. 

Perante o quadro de descrença da multidão e amigos, Jesus impediu que o acompanhassem e prosseguiu só com Pedro, Tiago e João. É importante seguirmos as pessoas de fé. Bem diz o ditado popular: “Diz-me com quem andas; dir-te-ei quem és.” Chegados à casa de Jairo, era grande o choro à entrada. Jesus repreendeu-os: “Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme.” Riram-se de Jesus. Passaram rapidamente do choro para o riso. Jesus pediu para se retirarem e entrou no quarto com o pai e a mãe da menina. Tomou a mão fria da menina e ordenou: “'Talitá cumi', que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te.” Imediatamente a menina levantou-se e começou a andar. Jesus disse para lhe darem de comer, como evidência que de facto ela estava viva. Pediu-lhes também que não divulgassem o sucedido, mas Mateus revela que a notícia se espalhou por todo o país.   


Jesus é Deus e tem todo o poder sobre as doenças e até tem poder sobre a morte. O Senhor não é indiferente ao sofrimento humano e às nossas dores. Segundo a Sua vontade soberana, Ele pode curar-nos quando temos fé nele. Jesus alimentou a fé de Jairo e diz-nos hoje a nós também: "Não temas, crê em mim!" Quando cremos e caminhamos com Jesus estamos seguros. A perseverança na fé depende da presença e da provisão de Deus, não de nós mesmos. Não tenhas medo, crê em Jesus!

quarta-feira, maio 25, 2022

Prossigo, esqueço e avanço

O Apóstolo Paulo confessa aos Filipenses que ansiava chegar à ressurreição dos mortos. O poder da ressurreição é para vivermos no presente, a ressurreição dos mortos é futura, que acontecerá quando Jesus voltar. É por isso que Paulo diz em Fp 3:12 que ainda não alcançou essa ressurreição. Somente nesse dia estará completa a nossa perfeição, incorrupção e imortalidade.

Paulo tinha a noção clara da sua imperfeição, mas não se contentava com ela, tencionava prosseguir para o alvo. O prémio por ter chegado ao fim da vida com a vocação cumprida. Era isso que Paulo agora perseguia, não os cristãos, mas o poder aperfeiçoador e santificador que há em Cristo.

Paulo tinha feito muitos erros no seu passado, mas isso não o impedia de prosseguir. Tenho visto alguns crentes que desistem muito facilmente. Desistem de orar, ler a Bíblia, desistem da sua Igreja local, desistem da família, dos amigos. Paulo não ficou preso ao passado, ele avançava para as coisas que estavam diante dele. Alguns não conseguem esquecer as mágoas, não perdoam, não querem abandonar as razões, preferem lamber as suas feridas e lamentar eternamente os erros e culpas. Somos exortados a avançar sem olhar para trás, como a mulher de Ló que ficou petrificada numa estátua de sal quando olhou para onde não devia olhar.

A perfeição que Paulo fala no v.15 é a maturidade espiritual que deriva da comunhão com Deus e do reconhecimento sincero da nossa imperfeição e fraqueza. Os perfeitos no cristianismo são aqueles que sabem que ainda são imperfeitos. Existe um bom teste para sabermos se somos maduros: se admitimos a nossa imperfeição, os nossos erros, enganos e pecados. Neste sentido, Paulo era perfeito porque sabia-se imperfeito (v.12). Os líderes, os que pregam, aqueles que ensinam devem ser exemplo de fé, perdão, humildade e prosseguimento.

Nos v.18 e 19 Paulo vai voltar aos que não eram bom exemplo. Os falsos mestres e os libertinos, que pensavam que a graça de Deus é barata e que lá por já ser cristão se pode pecar livremente. A libertinagem moral, ética e comportamental dos nossos dias é assustadora. Estas pessoas são “inimigos da cruz de Cristo” (v.18). Paulo chorava pelo mau exemplo destes. O deus destas pessoas era o ventre, o umbigo. Viviam para si com altivez e para os seus prazeres. Não nos enganemos, o destino dos heréticos, dos libertinos e dos egoístas é a perdição.

O verdadeiro cristão, por outro lado, sabe que é um cidadão do céu (v.20). Estamos de passagem aqui. A nossa origem e o nosso destino é o céu. Fomos escolhidos na eternidade passada para habitarmos com Deus por toda a eternidade futura. Aguardamos ansiosamente a segunda vinda de Jesus que vai transformar o nosso corpo mortal num corpo glorioso.


Precisamos entender que a salvação que Deus nos dá está ligada à santificação, mas a perfeição total não se consegue nesta vida, é um processo contínuo e crescente. “Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.” (Fp 1:6).
 
Andemos atentos aos falsos obreiros. Nem todo o que se diz cristão o é. Aquilo que testemunha mais alto da fé são as atitudes de perdão, amor e compaixão que praticamos. Rejeitemos tudo o que a Escritura Sagrada rejeita e creiamos em tudo o que ela ensina e ordena.

Não andemos distraídos com as muitas coisas desta vida. Prossigamos empenhados para o alvo. Não para ganhar a salvação, mas vivendo como salvos. Devemos ter mais foco no alvo que é Jesus Cristo. Corramos de forma que alcancemos a meta, o prémio, a coroa, o galardão (1Co 9:24).

Prossigamos e avancemos com Jesus. Para Ele!