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domingo, abril 07, 2019

Deus chora connosco

"Deus chora connosco para que possamos um dia rir com Ele."

Jürgen Moltmann

quinta-feira, janeiro 24, 2019

Orações umbilicais

"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego." (Salmo 22:1,2).

O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.

Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.

domingo, setembro 09, 2018

Quem ama sofre e resiste

"Apenas as pessoas capazes de muito amar podem também sentir aflições muito fortes; porém, essa mesma necessidade de amar oferece-lhes resistência à amargura e cura-as. Por isso a natureza moral do ser humano tem mais vitalidade do que a natureza física. A desgraça nunca mata."

In: TOLSTOI, Lev. Infância, Adolescência e Juventude. Lisboa: Relógio D'Água Editores, 2012, p. 115.

sábado, agosto 18, 2018

Misericórdias de Deus novas em cada dia

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele."
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).

A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.

Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.

sábado, julho 14, 2018

Graça luminosa

Hoje fui ao cinema com a minha Raquel. Fomos ver o filme “First Reformed” (em português “No Coração da Escuridão”), realizado por Paul Schrader. Ethan Hawke é o Reverendo Toller, que pastoreia uma pequena igreja que está prestes a celebrar o seu 250º aniversário.

O Reverendo Toller vive atormentado com a culpa por ter incentivado o filho a alistar-se na guerra do Iraque. O filho morreu a combater e a mulher abandonou-o. Para piorar o quadro, Toller descobre que tem uma doença grave. Temos definitivamente um drama. Mas não um drama qualquer, um drama dos bons.

O ritmo do filme é deliciosamente lento (nestes tempos agitados precisamos escutar melhor a narração grave do diário do Reverendo). A paleta é quase monocromática. Bons enquadramentos, grandes planos, fotografia e som exemplares.

Defende-se o ambientalismo, mas o filme é mais do que um panfleto da GreenPeace. É a fé (e a fé falsa) que está omnipresente. Sobressaem as ligações podres de uma mega-igreja com os interesses políticos, económicos e financeiros. O mega-pastor da mega-igreja “gere” o pobre pastor que quase perdeu a esperança e a pequena igreja centenária moribunda.

Sem querer ser spoiler, o fim tona-se denso e, embora não seja muito inesperado, achei-o luminoso. A pior das trevas é sempre a interior. A graça e o amor brilham mais fortes na mais espessa das trevas do coração. Quando um homem reencontra a fé e a esperança, ganha a vida.

domingo, junho 03, 2018

O sofrimento é combatível com o amor

"O sábio e redentor amor de Deus na tua vida é perfeitamente compatível com terrível sofrimento. Basta olhar para Jesus."

Timothy Keller

sexta-feira, abril 13, 2018

Paz na turbulência da vida



"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também." (João 14:1-3).

Existam tantas coisas que afligem e perturbam o nosso coração. Nos sobressaltos desta vida estas palavras de Jesus apaziguam a nossa alma. Três verdades encorajadoras ressaltam destes versículos. FÉ (v.1) - Crer no Pai e em Jesus Cristo dá-nos paz. Quando acreditamos em Deus, sabendo que a vida é muito mais do que se vê, sente ou sofre, então sossegamos. O Príncipe da Paz pacifica a nossa alma turbada. ESPERANÇA (v.2) - Jesus promete o céu a todos os que nele confiarem na terra. Ele está a preparar-nos um lugar melhor que este. A nossa história, por pior que seja aqui, não acaba aqui. PAROUSIA (v.3) - Jesus vai voltar e levar-nos para Ele. A presença de Jesus é real nos nossos corações e virá o dia em que será uma realidade plena. Jesus Cristo é a esperança do coração aflito. Ele morreu, ressuscitou, está a preparar-nos lugar e vai voltar. Na sua presença há paz e descanso.

"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" (Sl 46:10).

terça-feira, abril 10, 2018

Do despotismo no desportismo (e não só!)

Esta crise no Sporting é uma crise de resultados, mas sobretudo, é sintoma da má liderança. Talvez o maior problema do Presidente Bruno de Carvalho seja o problema que é mais comum em todas as lideranças: o despotismo. O logro de pensar que o poder tem sempre toda a razão. Infelizmente não é só no desportismo que há despotismo. Onde há autoridade existe essa possibilidade. A sede do poder cego, cega. O mau uso do poder faz mal à saúde. De todos.

terça-feira, fevereiro 13, 2018

A bela mulher que aqueceu o Rei

"Sendo, pois, o rei David já velho e entrado em dias, cobriam-no de vestes, porém não aquecia. Então, disseram-lhe os seus servos: Busquem para o rei, nosso senhor, uma moça virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma no seu seio, para que o rei, nosso senhor, aqueça." (1 Reis 1:1-2)

Estes primeiros versículos do livro de Reis são peculiares, fizeram-me sorrir. Na verdade, nunca ouvi ninguém pregar sobre eles e nunca li uma meditação sobre esta história. O Rei David, sendo velho, tinha muito frio. Resolveram cobri-lo com muitas vestes mas nem assim David aquecia. Então, os seus servos foram procurar uma moça virgem e bonita para aquecer o friorento Rei. Encontraram a bela sunamita Abisague que aceitou aquecer David. Levantam-se algumas questões: porque é que a sua esposa não o aquecia? Porque é que foi escolhida uma jovem sunamita? Não lemos se o plano resultou inteiramente, mas a Bíblia refere que o rei não teve relações sexuais com ela (v.4).

Sabe-se que este procedimento de aquecer os pés aos friorentos seria normal nos tempos antigos. Hoje o calor humano continua a ser muito importante e necessário. É verdade que a busca precipitada por aquecimento físico tem desgraçado muitas vidas, mas não há dúvida que o ser humano tem carências térmicas e afectivas. Nesta era de aquecimento global e ruído comunicacional, sofre-se de hipotermia relacional. Sofre-se de frieza física e de frieza emocional. O gelo da alma é o pior dos frios. É verdade que o calor humano pode aquecer o corpo, mas a presença do amor intenso de Deus conforta e abrasa a alma.

domingo, fevereiro 04, 2018

Dentro e fora do campo

"Do mesmo modo que a união faz a força, a discórdia leva a uma rápida derrota."

Esopo (escritor grego séc. VI a.C.)

domingo, janeiro 28, 2018

Rosto sorridente

“Por detrás de uma providência carrancuda, esconde-se um rosto sorridente.”

William Cowper (poeta inglês do séc. XVIII)

domingo, janeiro 21, 2018

Encurralado pelas circunstâncias adversas?

"Na hora da crise, devemos olhar para Deus, em vez de mirarmos apenas as circunstâncias. Quando somos encurralados pelas circunstâncias adversas, precisamos acreditar que Deus está acima e no controle delas."

Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Coisas boas

"Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!" (Romanos 10:15).

Pode não mudar as nossas circunstâncias, nem resolver todos os nossos problemas, mas pensar nas coisas boas é sempre melhor do que pensar nas más. Quem pensa mais nas coisas boas do que nas más, vai ficar com o coração grato. O coração fala aquilo que está cheio. O coração grato faz a vida feliz. Pensar mais em quem Deus é e naquilo que Ele tem feito. O Evangelho de Jesus Cristo são as boas novas que pacificam e alegram a alma e a vida. Felizes são aqueles que pensam e anunciam a paz e as boas coisas de Deus! Deus é bom. Sempre bom!

quarta-feira, janeiro 17, 2018

O orgulho engana e mata

"A soberba do teu coração te enganou" (Obadias 1:3).

Aprende-se muito com as histórias do Antigo Testamento. A história do povo de Israel tem muito para ensinar à Igreja. Isto não significa que tudo o que está escrito no Antigo Testamento tem que ter uma aplicabilidade directa para os cristãos hoje, são os princípios espirituais que se mantêm actuais e pertinentes para os nossos dias. Obadias é o livro mais pequeno do Antigo Testamento. Em poucos versículos é descrita a conflitualidade que persistia nos descendentes dos dois filhos de Isaque: Jacó e Esaú. As constantes querelas e inimizades entre irmãos são terríveis. Tantas zangas, divisões e guerras têm acontecido por causa do ódio entre irmãos.

Embora os edomitas fossem descendentes de Esaú, sempre se opuseram a Deus e ao povo de Israel. À data desta profecia (provavelmente por volta do ano 587 A.C.), a sua capital estava localizada em Petra, na actual Jordânia. Era uma cidade bem guardada, edificada em altos rochedos e de difícil acesso. Como estava na confluência de importantes rotas comerciais, os edomitas enriqueceram, fortaleceram-se e fecharam-se sobre si próprios. Por ser um povo forte, próspero, que se julgava invencível, cresceu no coração dos edomitas uma profunda soberba e arrogância. Além disso, Obadias expõe a violência e o desprezo que os edomitas tiveram com os seus irmãos da tribo de Judá, quando eles precisaram de ajuda (v. 10-14). Voltar as costas aos nossos irmãos quando eles estão a passar dificuldades e quando pedem a nossa ajuda é a mais abominável das soberbas.

Um dos propósitos desta profecia é mostrar que Deus castiga aqueles que desprezam e afligem o seu povo. Quem maltrata os filhos de Deus está a meter-se com o próprio Deus. A profecia do Servo do Senhor acerca do juízo divino contra os edomitas cumpriu-se na sua totalidade. Os edomitas foram conquistados e expulsos das altas montanhas e totalmente exterminados cerca de quatrocentos anos mais tarde, na época dos macabeus. Aquilo que Deus determina cumpre-se sempre. Assim como Deus destruiu este povo arrogante, o Senhor irá punir todas as pessoas orgulhosas e maldosas. A indiferença e a soberba que se entranhe no coração de um indivíduo, não só o engana, mas arruína toda a sua vida. A amargura crava raízes no coração e contamina todo o ser.

Mas também há esperança nas palavras de Obadias. Ao contrário dos edomitas, Deus não abandona o seu povo – seria feita justiça a Judá. Deus nunca desampara o seu povo. Lembremo-nos que o Dia do Senhor está perto (v. 15). Jesus vai voltar e julgar as pessoas orgulhosas e as nações que desprezam o povo de Deus. Rejeitemos toda a auto-suficiência e soberba que se queiram alojar no nosso coração. Ajudemos os nossos irmãos, especialmente quando estiverem em apuros. É melhor confiar e depender de Deus do que do nosso coração. O reino não é nosso, “o reino será do Senhor" (Ob 1:21 e Ap 11:15). O livro menor do Antigo Testamento tem coisas maiores para a nossa vida.

Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 168 - Janeiro-Março 2017, na Revista Refrigério)

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Aprender a ver as nossas misérias

"Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." Salmos 19:12.

Boas mudanças acontecem, não quando apontamos erros alheios, mas quando admitimos os nossos próprios erros. Dos muitos pecados que temos, provavelmente os mais tenebrosos, são os que não conseguimos ver como nossos. Aqueles erros que, por causa da cegueira da nossa arrogância, vaidade e petulância, nos ficam ocultos. Quando nos julgamos mais correctos e justos que todos os outros, mais cegos e pecadores estamos. O grande embaraço na vida não está em repararmos no argueiro do olho do nosso irmão, está em não vermos a trave que está no nosso olho. Isto não quer dizer que não podemos ter a percepção dos demais pecados, mas comecemos sempre por reconhecer os nossos. David roga a Deus que Ele lhe limpe os seus erros, especialmente aqueles que não consegue identificar como seus. "De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados" (Lamentações 3:39). Que Deus perdoe os meus pecados e me ajude a ver e a deixar os que ainda não vejo.

quinta-feira, dezembro 07, 2017

Jerusalém é a Capital do mundo

Parece-me muito claro que um líder de uma nação tem toda a legitimidade para colocar a sua embaixada na cidade de um outro país que muito bem entender. Além disso, quando a decisão foi devidamente conhecida, anunciada e divulgada em campanha eleitoral e está devidamente ratificada pelo Congresso do seu país, ainda mais justificada está. Esta repentina indignação mundial deveria estar direcionada, não para a decisão de Donald Trump colocar a sua embaixada em Jerusalém, mas para a ameaça anunciada de uma nova intifada por parte do Hamas. A arma dos fracos é sempre a violência, o terrorismo e a guerra. São essas atitudes que devem merecer a condenação mundial.

Por outro lado, ninguém pode impedir as convulsões que estão por vir por causa de Jerusalém. Mais do que uma questão política, Jerusalém é matéria religiosa. Como bem lembra o meu amigo Normando, poderá ter começado o cumprimento profético de Zacarias 12:2, 3: "Fala o Senhor: Eis que Eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor... Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem se ferirão gravemente; e, contra ela, se ajuntarão todas as nações da terra."

sábado, dezembro 02, 2017

A grande esperança no Natal

Por muitas tristezas e desapontamentos que experimentemos neste mundo, continua a cintilar a grande esperança que veio do outro mundo. A Luz que irrompeu do Presépio continua a iluminar e a aquecer os nossos corações hoje. O favor e a paz de Deus que beijaram este mundo ainda resplandecem. A esperança da vida está na vida sujeita e satisfeita com O Deus que se fez Menino. Que a graça e a paz que irrompeu na história de Natal se faça a nossa história hoje. "Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens aos quais ele concede o seu favor" (Lc 2:14 NIV).

domingo, novembro 19, 2017

O problema está no coração

"O coração do problema humano é o problema do coração humano."

John Stott

sexta-feira, novembro 10, 2017

Sede de controlo

A sede de tentar controlar tudo e todos manifesta duas inseguranças: a inquietação da alma que não se consegue controlar e a falta de fé para acreditar plenamente no controlo soberano de Deus.

domingo, setembro 17, 2017

Cristão sem igreja é um absurdo!

"Do ponto de vista de Deus, o cristão sem igreja é um herege. A oração cristã por excelência é 'Pai Nosso' e não o 'Pai Meu'. O próprio Jesus enfatizou a importância do grupo (Mt 18.19-20) quando afirmou que está presente entre 'dois ou três reunidos em seu nome'. Como é possível perdoar o outro se me isolo? Como posso desenvolver o meu dom espiritual sozinho? Como fazer missões sem a comunidade da fé? Como crescer espiritualmente sem fazer parte de uma igreja? Cristão sem igreja é um absurdo! A verdade é que por trás de uma crítica feroz contra a Igreja escondem-se a avareza, a arrogância, o ódio, a insubmissão, a falta de perdão, o comodismo, a frieza espiritual ou algum pecado oculto."

In: SAYÃO, Luiz. Agora Sim! Teologia na prática do começo ao fim. São Paulo: Editora Hagnos, 2013, p. 106.