In: DEYOUNG Kevin & GILBERT Greg. Qual a missão da Igreja? São Paulo: Fiel, 2012, p. 26.
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domingo, agosto 23, 2020
Há algo pior do que a morte
"Queremos que as igrejas se lembrem de que há algo pior do que a morte e algo melhor do que a prosperidade humana. Se esperamos por cidades renovadas e corpos sarados nesta vida, somos as pessoas mais infelizes no mundo."
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quarta-feira, agosto 19, 2020
Entregar as inquietações ao Senhor

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças." Filipenses 4:6.
A inquietação não é uma coisa nova. A carta de Paulo aos Filipenses foi escrita há cerca de 2000 anos e já havia gente inquieta e ansiosa. "Ansiedade" na raiz da palavra original grega significa "estar dividido". A pessoa ansiosa tem a sua mente dividida com muitos pensamentos. É uma guerra entre pensamentos bons e maus, onde parece que ganham os maus. Se a ansiedade não for tratada degenera em doença. Adoece-se na mente, no corpo, na alma e no espírito.
O versículo não só nos diz para não andarmos inquietos, mas dá-nos o remédio: Oração e gratidão. O melhor antídoto contra a inquietação, a tristeza, a perturbação e o desencorajamento é entregarmos os nossos encargos a Deus. Só O Senhor pode e sabe cuidar deles.
Devemos também refrear os nossos pensamentos (Fp 4:8). Disciplinar a nossa mente para se focar em Deus, na Sua Palavra e naquilo que Ele deseja e O glorifica. Pensar naquilo que é verdadeiro, bom e correcto. Pensar mais nas boas qualidades dos que nos rodeiam em vez de matutar nos seus defeitos. Nas tantas coisas boas que Deus já fez, continua a fazer e ainda fará.
Em tempos e circunstâncias difíceis é possível desfrutar da paz e da alegria do Senhor, quando as entregamos ao Senhor e confiamos no Seu cuidado. "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Fp 4:7).
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quarta-feira, junho 17, 2020
Esperar sempre em Deus
Deus vê todas as coisas e só permite as coisas que são necessárias. A sua malha não tem pontas soltas. Deus sabe o que faz e como faz. Além disso, se sofrermos humilhações, maldades e injustiças por fazermos bem, isso faz-nos bem. Ajuda-nos a não confiarmos em nós próprios e a dependermos mais do Senhor. A única forma de andar bem nesta vida é andar na luz, de "peito aberto" às balas. É melhor morrer a esperar em Deus, do que viver desesperançado e frustrado toda a vida. E a outra.
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segunda-feira, abril 27, 2020
Jesus Cristo conhece
"Jesus Cristo, o primeiro e o último, aquele que morreu e tornou a viver, conhece as nossas provações, controla o nosso destino e dar-nos-á, no final da corrida, a coroa da vida."
John Stott
John Stott
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sexta-feira, abril 17, 2020
Os desigrejados estão felizes
Para os "desigrejados" este tempo de quarentena é um tempo normal. O "desigrejado" é um crente sem vínculo com uma igreja local, não quer pertencer formalmente a nenhuma instituição eclesiástica. Não quer participar nos cultos e não pretende estar sujeito a uma liderança. Quando havia a possibilidade do ajuntamento cristão escolheu não se juntar. Agora que não há essa possibilidade, tudo continua bem para ele.
Creio que só sente falta da comunhão real da Igreja quem de facto já o é. Ser cristão, obviamente, é muito mais do que assistir a cultos ou actividades religiosas. Ser cristão implica aceitar a miséria dos seus pecados, arrepender-se deles, acreditar na redenção de Cristo, mas também é desejar ardentemente a comunhão com os outros irmãos. É caminhar e aprender juntamente com outros cristãos.
Deus ama e instituiu a comunhão. Deus chamou-nos para a comunhão com o seu Filho Jesus Cristo e para a comunhão com os nossos irmãos. Para a comunhão real e efectiva, que a sombra do virtual nunca poderá substituir. Que esta disjunta pandemia sirva também para despertar a sede e a saudade da comunhão real. Possamos perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Actos 2:42). Quando pudermos. Enquanto podemos.
Creio que só sente falta da comunhão real da Igreja quem de facto já o é. Ser cristão, obviamente, é muito mais do que assistir a cultos ou actividades religiosas. Ser cristão implica aceitar a miséria dos seus pecados, arrepender-se deles, acreditar na redenção de Cristo, mas também é desejar ardentemente a comunhão com os outros irmãos. É caminhar e aprender juntamente com outros cristãos.
Deus ama e instituiu a comunhão. Deus chamou-nos para a comunhão com o seu Filho Jesus Cristo e para a comunhão com os nossos irmãos. Para a comunhão real e efectiva, que a sombra do virtual nunca poderá substituir. Que esta disjunta pandemia sirva também para despertar a sede e a saudade da comunhão real. Possamos perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Actos 2:42). Quando pudermos. Enquanto podemos.
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segunda-feira, março 30, 2020
Aquietai-vos

Acompanho a crise epidémica do coronavírus desde Dezembro de 2019, quando ainda poucos desconfiavam do que aí vinha. Têm-me faltado as palavras. Tenho observado a fase da negação da doença passar para o alarmismo, o medo, a desinformação, o desespero, o recolhimento. Todos temos visto as empresas, as lojas, os serviços, as igrejas, as ruas e as cidades a fecharem. De repente, mais de um terço da população mundial ficou enclausurada em casa. É o que se deve fazer. Mas não é a primeira vez na história humana que não fazer nada, ajuda a resolver tudo.
Quando o Rei Josafá ouviu que os moabitas e os amonitas vinham destruir Judá, ele temeu muito. Josafá temeu mas buscou O Senhor. Decretou um jejum e pediu que o povo buscasse a Deus em oração. O Espírito do Senhor veio sobre o levita Jaaziel que lhes disse para não temerem porque aquela luta não era deles, mas de Deus. Nesta peleja só tinham que ficar quietos, de pé, louvando O Senhor. A narrativa bíblica diz que quando os amonitas e moabitas atacaram Judá, ficaram desnorteados e mataram-se uns aos outros. O reino de Judá ficou quieto e Deus concedeu-lhe vitória e paz.
Não é preciso ser profeta para saber que o coronavírus vai passar. Como as pestes anteriores, um dia o COVID-19 vai findar. Até esse dia chegar, estar quieto, louvando e confiando em Deus, é o melhor que se pode fazer. Quem fez da sua vida apenas um conjunto de reuniões, actividades, negócios, encontros, agora sente-se perdido e desesperado. Mas o tempo é para esperar, orar e estar quieto. Saber que Deus continua a ser Deus.
"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra." (Salmos 46:10).
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quinta-feira, março 12, 2020
Perplexos, mas nunca desesperados
Aprendemos com o profeta Habacuque que devemos reclamar menos e crer mais em Deus. Depois de Deus lhe dizer que iria punir o povo de Israel, permitindo que o império babilónico invadisse a terra santa, o profeta ficou perplexo sem entender esta estranha forma de Deus intervir. Para Habacuque os ímpios caldeus são mais perversos que os judeus. Por vezes custa-nos aceitar os métodos que Deus usa para nos chamar à razão, mas podemos ter a certeza que os seus propósitos e fins são sempre bons e perfeitos.
Habacuque conhece quem Deus é. Sabe que Deus é eterno, santo, justo, seguro, poderoso, Rei e Senhor. Conhecer Deus leva-nos a adorá-lo e prepara-nos para enfrentar as lutas e dificuldades. Quanto mais conhecermos quem Deus é, mais preparados ficaremos para as maldades e adversidades desta vida. Hernandes Dias Lopes disse que "O conhecimento de Deus é o maior antídoto contra o desespero.”
Perante o mal que se avizinha, o profeta chega à conclusão que o melhor é ficar na fortaleza do Senhor e vigiar (Hc 2:1). Martyn Lloyd-Jones diz que o princípio que ressalta deste livro profético é que devemos desligar-nos do problema e descansar em Deus. Em vez de nos focarmos nos problemas, oremos e confiemos mais no Senhor.
Esta nova pandemia, o COVID-19, mais conhecido por coronavírus, veio expor o medo, o vazio existencial, a agonia e o desespero que muitas pessoas vivem. Como lidar com o mal que nos bate à porta é um dos grandes assuntos de Habacuque. No que concerne ao coronavírus, é bom seguir as orientações médicas e os planos de contenção estabelecidos pelas autoridades. Mas e em relação aos outros males? As pestes, as doenças, as maldades, a morte não devem assustar os verdadeiros cristãos. Se cremos que com Cristo vivemos, ainda que fiquemos doentes ou morramos continuamos a ser do Senhor.
Os apóstolos sofreram muito mas não ficaram desesperados: "Somos atribulados de toda a maneira, mas não definitivamente esmagados; perplexos mas não desanimados. Somos perseguidos, mas não desamparados por Deus. Somos derrubados, mas levantamo-nos e prosseguimos." (2Co 4:8,9 - O Livro).
Mais importante do que termos todas as explicações e respostas em relação ao mal e à maldade, oremos, vigiemos e esperemos com fé no Senhor. “A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação. Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança” (Salmos 62:1,5). Deus é a nossa esperança.
Habacuque conhece quem Deus é. Sabe que Deus é eterno, santo, justo, seguro, poderoso, Rei e Senhor. Conhecer Deus leva-nos a adorá-lo e prepara-nos para enfrentar as lutas e dificuldades. Quanto mais conhecermos quem Deus é, mais preparados ficaremos para as maldades e adversidades desta vida. Hernandes Dias Lopes disse que "O conhecimento de Deus é o maior antídoto contra o desespero.”
Perante o mal que se avizinha, o profeta chega à conclusão que o melhor é ficar na fortaleza do Senhor e vigiar (Hc 2:1). Martyn Lloyd-Jones diz que o princípio que ressalta deste livro profético é que devemos desligar-nos do problema e descansar em Deus. Em vez de nos focarmos nos problemas, oremos e confiemos mais no Senhor.
Esta nova pandemia, o COVID-19, mais conhecido por coronavírus, veio expor o medo, o vazio existencial, a agonia e o desespero que muitas pessoas vivem. Como lidar com o mal que nos bate à porta é um dos grandes assuntos de Habacuque. No que concerne ao coronavírus, é bom seguir as orientações médicas e os planos de contenção estabelecidos pelas autoridades. Mas e em relação aos outros males? As pestes, as doenças, as maldades, a morte não devem assustar os verdadeiros cristãos. Se cremos que com Cristo vivemos, ainda que fiquemos doentes ou morramos continuamos a ser do Senhor.
Os apóstolos sofreram muito mas não ficaram desesperados: "Somos atribulados de toda a maneira, mas não definitivamente esmagados; perplexos mas não desanimados. Somos perseguidos, mas não desamparados por Deus. Somos derrubados, mas levantamo-nos e prosseguimos." (2Co 4:8,9 - O Livro).
Mais importante do que termos todas as explicações e respostas em relação ao mal e à maldade, oremos, vigiemos e esperemos com fé no Senhor. “A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação. Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dele vem a minha esperança” (Salmos 62:1,5). Deus é a nossa esperança.
terça-feira, fevereiro 11, 2020
"Até quando, Senhor?"

Jerusalém estava cheia de pecado e violência. Habacuque queixa-se, não CONTRA Deus, mas A Deus: "Até quando, Senhor?". O profeta queria entender os propósitos do Senhor e clamava a Ele por justiça e pela Sua intervenção em Judá. "Até quando?" é um grito de socorro, um pedido de ajuda ao Altíssimo para que Ele intervenha.
Deus vai dar a resposta ao profeta a partir do versículo 5. O Senhor diz que vai enviar os terríveis caldeus, vindos do Oriente e liderados por Nabucodonosor, para possuir a terra de Israel e levar cativos os judeus. O profeta reclamou do silêncio de Deus, mas quando Deus falou ficou ainda mais apreensivo. Temos muita pressa em obter as respostas de Deus, mas muitas vezes elas não são aquilo que esperávamos.
Os caldeus eram um povo cruel. Estavam bem equipados para a guerra, eram corajosos e temidos por todas as nações. Poderosos e arrogantes. David Baker diz que “os babilónicos eram arrogantes, colocando-se no lugar de Deus, chegando a promulgar o direito de se honrarem a si mesmos. O poder e o orgulho com frequência caminham juntos.”
Quatro conclusões e aplicações:
1. O mal é real. O mal não é apenas um problema teológico ou filosófico; Habacuque estava mesmo a viver a maldade dos judeus e iria sentir na pele a violência dos caldeus. O mal é interior e exterior. Está em nós, porque somos todos maus e vem até nós, porque o mundo está no maligno. A única forma de vencer o mal é fazer o bem, deixando Cristo viver em nós e por nós.
2. Deus intervém! Ao contrário do que muitos imaginam, Deus não está indiferente dos assuntos terrenos. O soberano Senhor está atento e tece a história. Jó esperou 38 capítulos pela resposta de Deus, Habacuque esperou 5 versículos. No Seu tempo, Deus sempre responde a quem clama com sinceridade. “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes.” (Jr 33:3)
3. Deus pode usar os ímpios para cumprir os seus soberanos propósitos e para nos refinar. Ao contrário do que pregam os teólogos da prosperidade, é o próprio Deus que envia lutas e perseguições aos seus filhos para os corrigir e aperfeiçoar. Às vezes são as circunstâncias e as pessoas mais difíceis na nossa vida, que nos ajudam a depender mais dele.
4. Deus enviou Jesus. Vemos nesta passagem que Deus enviou os caldeus para disciplinar Israel, mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus Cristo. Ao contrário dos caldeus, o Messias não veio para nos disciplinar ou condenar, mas para nos salvar (João 3:17). Quem nele crer está salvo e seguro. Até quando vais duvidar do Senhor?
segunda-feira, fevereiro 03, 2020
Há alegria no Senhor!
"Esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força." (Neemias 8:10)
Como qualquer outra pessoa, o cristão tem dias alegres e dias tristes. Neemias redescobriu a alegria do Senhor e por isso encorajou os que estavam à sua volta a alegrarem-se também. A alegria do líder sempre contagia os outros. Os israelitas estavam tristes por terem andado tanto tempo longe de Deus e da Sua vontade. Agora, que O Senhor os tinha trazido de volta do exílio babilónico e ajudado a reconstruir o muro em Jerusalém, era tempo de se alegrarem no Senhor.
A verdadeira alegria está e vem do Senhor. Quando reconhecemos os nossos pecados, Deus dá-nos a alegria do seu perdão. Existem tantas alegrias fúteis neste mundo que nos cansam e esgotam, mas a alegria de Deus renova-nos e dá-nos força para continuar. Não precisamos andar a sorrir todos os dias, mas podemos contar com a alegria do Senhor em todo o tempo. O prisioneiro Paulo disse aos filipenses para se regozijarem sempre no Senhor (Fp 4:4). Sente-se desanimado, triste, cansado? A alegria do Senhor é a nossa força. Alegre-se nEle!
Como qualquer outra pessoa, o cristão tem dias alegres e dias tristes. Neemias redescobriu a alegria do Senhor e por isso encorajou os que estavam à sua volta a alegrarem-se também. A alegria do líder sempre contagia os outros. Os israelitas estavam tristes por terem andado tanto tempo longe de Deus e da Sua vontade. Agora, que O Senhor os tinha trazido de volta do exílio babilónico e ajudado a reconstruir o muro em Jerusalém, era tempo de se alegrarem no Senhor.
A verdadeira alegria está e vem do Senhor. Quando reconhecemos os nossos pecados, Deus dá-nos a alegria do seu perdão. Existem tantas alegrias fúteis neste mundo que nos cansam e esgotam, mas a alegria de Deus renova-nos e dá-nos força para continuar. Não precisamos andar a sorrir todos os dias, mas podemos contar com a alegria do Senhor em todo o tempo. O prisioneiro Paulo disse aos filipenses para se regozijarem sempre no Senhor (Fp 4:4). Sente-se desanimado, triste, cansado? A alegria do Senhor é a nossa força. Alegre-se nEle!
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segunda-feira, agosto 05, 2019
O show do pregador
As paredes circundantes da sala são escuras. As cadeiras confortáveis e o palco elevado. Não há um único lugar livre na plateia, porque é de plateia que se fala aqui. São sobretudo jovens. Ouvem de olhos arregalados, muito atentos. O orador fala sentado numa cadeira alta. Corte de cabelo curto, camisa solta, calças de ganga justas e sapatilhas. Holofotes fortes brilham sobre ele e para ele. Um piano eléctrico solta alguns sons, criando um ambiente misterioso e esotérico.
É lido um versículo bíblico. O orador gesticula, acentuando palavras, sublinhando conceitos. Dá explicações banais, superficiais, humanizadas. O tom é teatral e dramático. Conta histórias engraçadas. As pessoas sorriem. Acenam com a cabeça porque concordam. Gargalham. A voz fica mais fina. O orador emociona-se. Os sons etéreos do piano silenciam. Alguns jovens limpam as lágrimas com lenços brancos. O volume das palavras aumenta. O piano também. Algumas frases finais são pronunciadas num tom mais veemente. O pregador está cansado. Cala-se.
A plateia irrompe num aplauso.
O show terminou.
É lido um versículo bíblico. O orador gesticula, acentuando palavras, sublinhando conceitos. Dá explicações banais, superficiais, humanizadas. O tom é teatral e dramático. Conta histórias engraçadas. As pessoas sorriem. Acenam com a cabeça porque concordam. Gargalham. A voz fica mais fina. O orador emociona-se. Os sons etéreos do piano silenciam. Alguns jovens limpam as lágrimas com lenços brancos. O volume das palavras aumenta. O piano também. Algumas frases finais são pronunciadas num tom mais veemente. O pregador está cansado. Cala-se.
A plateia irrompe num aplauso.
O show terminou.
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segunda-feira, maio 13, 2019
Cristãos sem Cristo?
Por incrível e paradoxal que pareça, há crentes que se dizem cristãos, mas pouco sabem de Cristo. Sei que há muitos pregadores em certas igrejas evangélicas que afagam mais o peito humano do que exaltam o peito perfurado de Jesus. Infelizmente, nestes dias, muitos católicos rasgam os seus pés e joelhos em Fátima por não compreenderem que Jesus já rasgou tudo o que havia para rasgar.
No estudo bíblico da nossa igreja estamos a estudar este mês a Pessoa de Jesus. Poderá ser uma "temática" pouco interessante e nada relevante para muitos, mas para quem sabe quem é a origem, alvo e sustento da fé cristã, é tudo. Temos a convicção que quando falamos de Jesus ficamos sempre muito aquém do seu verdadeiro Ser, mas isso não deve inibir-nos de meditar mais na singularidade da Pessoa de Jesus e na Sua obra perfeita realizada na cruz.
Quanto mais Cristocêntricos formos, mais longe estamos do engano. Quanto mais a Igreja pregar, ensinar e estudar a Pessoa de Cristo mais conhece e espalha a verdade. Jesus Cristo é o fundamento da nossa fé e esperança. Somos salvos, não pelos nossos sacrifícios e obras humanas, mas exclusivamente pela fé em Cristo.
"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." (Gálatas 2:16).
No estudo bíblico da nossa igreja estamos a estudar este mês a Pessoa de Jesus. Poderá ser uma "temática" pouco interessante e nada relevante para muitos, mas para quem sabe quem é a origem, alvo e sustento da fé cristã, é tudo. Temos a convicção que quando falamos de Jesus ficamos sempre muito aquém do seu verdadeiro Ser, mas isso não deve inibir-nos de meditar mais na singularidade da Pessoa de Jesus e na Sua obra perfeita realizada na cruz.
Quanto mais Cristocêntricos formos, mais longe estamos do engano. Quanto mais a Igreja pregar, ensinar e estudar a Pessoa de Cristo mais conhece e espalha a verdade. Jesus Cristo é o fundamento da nossa fé e esperança. Somos salvos, não pelos nossos sacrifícios e obras humanas, mas exclusivamente pela fé em Cristo.
"Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada." (Gálatas 2:16).
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domingo, abril 07, 2019
quinta-feira, janeiro 24, 2019
Orações umbilicais
"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego." (Salmo 22:1,2).
O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.
Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.
O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.
Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.
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domingo, setembro 09, 2018
Quem ama sofre e resiste
"Apenas as pessoas capazes de muito amar podem também sentir aflições muito fortes; porém, essa mesma necessidade de amar oferece-lhes resistência à amargura e cura-as. Por isso a natureza moral do ser humano tem mais vitalidade do que a natureza física. A desgraça nunca mata."
In: TOLSTOI, Lev. Infância, Adolescência e Juventude. Lisboa: Relógio D'Água Editores, 2012, p. 115.
In: TOLSTOI, Lev. Infância, Adolescência e Juventude. Lisboa: Relógio D'Água Editores, 2012, p. 115.
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sábado, agosto 18, 2018
Misericórdias de Deus novas em cada dia
"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele."
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).
A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.
Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).
A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.
Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.
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sábado, julho 14, 2018
Graça luminosa
Hoje fui ao cinema com a minha Raquel. Fomos ver o filme “First Reformed” (em português “No Coração da Escuridão”), realizado por Paul Schrader. Ethan Hawke é o Reverendo Toller, que pastoreia uma pequena igreja que está prestes a celebrar o seu 250º aniversário.
O Reverendo Toller vive atormentado com a culpa por ter incentivado o filho a alistar-se na guerra do Iraque. O filho morreu a combater e a mulher abandonou-o. Para piorar o quadro, Toller descobre que tem uma doença grave. Temos definitivamente um drama. Mas não um drama qualquer, um drama dos bons.
O ritmo do filme é deliciosamente lento (nestes tempos agitados precisamos escutar melhor a narração grave do diário do Reverendo). A paleta é quase monocromática. Bons enquadramentos, grandes planos, fotografia e som exemplares.
Defende-se o ambientalismo, mas o filme é mais do que um panfleto da GreenPeace. É a fé (e a fé falsa) que está omnipresente. Sobressaem as ligações podres de uma mega-igreja com os interesses políticos, económicos e financeiros. O mega-pastor da mega-igreja “gere” o pobre pastor que quase perdeu a esperança e a pequena igreja centenária moribunda.
Sem querer ser spoiler, o fim tona-se denso e, embora não seja muito inesperado, achei-o luminoso. A pior das trevas é sempre a interior. A graça e o amor brilham mais fortes na mais espessa das trevas do coração. Quando um homem reencontra a fé e a esperança, ganha a vida.
O Reverendo Toller vive atormentado com a culpa por ter incentivado o filho a alistar-se na guerra do Iraque. O filho morreu a combater e a mulher abandonou-o. Para piorar o quadro, Toller descobre que tem uma doença grave. Temos definitivamente um drama. Mas não um drama qualquer, um drama dos bons.
O ritmo do filme é deliciosamente lento (nestes tempos agitados precisamos escutar melhor a narração grave do diário do Reverendo). A paleta é quase monocromática. Bons enquadramentos, grandes planos, fotografia e som exemplares.
Defende-se o ambientalismo, mas o filme é mais do que um panfleto da GreenPeace. É a fé (e a fé falsa) que está omnipresente. Sobressaem as ligações podres de uma mega-igreja com os interesses políticos, económicos e financeiros. O mega-pastor da mega-igreja “gere” o pobre pastor que quase perdeu a esperança e a pequena igreja centenária moribunda.
Sem querer ser spoiler, o fim tona-se denso e, embora não seja muito inesperado, achei-o luminoso. A pior das trevas é sempre a interior. A graça e o amor brilham mais fortes na mais espessa das trevas do coração. Quando um homem reencontra a fé e a esperança, ganha a vida.
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domingo, junho 03, 2018
O sofrimento é combatível com o amor
"O sábio e redentor amor de Deus na tua vida é perfeitamente compatível com terrível sofrimento. Basta olhar para Jesus."
Timothy Keller
Timothy Keller
sexta-feira, abril 13, 2018
Paz na turbulência da vida

"Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também." (João 14:1-3).
Existam tantas coisas que afligem e perturbam o nosso coração. Nos sobressaltos desta vida estas palavras de Jesus apaziguam a nossa alma. Três verdades encorajadoras ressaltam destes versículos. FÉ (v.1) - Crer no Pai e em Jesus Cristo dá-nos paz. Quando acreditamos em Deus, sabendo que a vida é muito mais do que se vê, sente ou sofre, então sossegamos. O Príncipe da Paz pacifica a nossa alma turbada. ESPERANÇA (v.2) - Jesus promete o céu a todos os que nele confiarem na terra. Ele está a preparar-nos um lugar melhor que este. A nossa história, por pior que seja aqui, não acaba aqui. PAROUSIA (v.3) - Jesus vai voltar e levar-nos para Ele. A presença de Jesus é real nos nossos corações e virá o dia em que será uma realidade plena. Jesus Cristo é a esperança do coração aflito. Ele morreu, ressuscitou, está a preparar-nos lugar e vai voltar. Na sua presença há paz e descanso.
"Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus" (Sl 46:10).
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terça-feira, abril 10, 2018
Do despotismo no desportismo (e não só!)
Esta crise no Sporting é uma crise de resultados, mas sobretudo, é sintoma da má liderança. Talvez o maior problema do Presidente Bruno de Carvalho seja o problema que é mais comum em todas as lideranças: o despotismo. O logro de pensar que o poder tem sempre toda a razão. Infelizmente não é só no desportismo que há despotismo. Onde há autoridade existe essa possibilidade. A sede do poder cego, cega. O mau uso do poder faz mal à saúde. De todos.
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terça-feira, fevereiro 13, 2018
A bela mulher que aqueceu o Rei
"Sendo, pois, o rei David já velho e entrado em dias, cobriam-no de vestes, porém não aquecia. Então, disseram-lhe os seus servos: Busquem para o rei, nosso senhor, uma moça virgem, que esteja perante o rei, e tenha cuidado dele, e durma no seu seio, para que o rei, nosso senhor, aqueça." (1 Reis 1:1-2)
Estes primeiros versículos do livro de Reis são peculiares, fizeram-me sorrir. Na verdade, nunca ouvi ninguém pregar sobre eles e nunca li uma meditação sobre esta história. O Rei David, sendo velho, tinha muito frio. Resolveram cobri-lo com muitas vestes mas nem assim David aquecia. Então, os seus servos foram procurar uma moça virgem e bonita para aquecer o friorento Rei. Encontraram a bela sunamita Abisague que aceitou aquecer David. Levantam-se algumas questões: porque é que a sua esposa não o aquecia? Porque é que foi escolhida uma jovem sunamita? Não lemos se o plano resultou inteiramente, mas a Bíblia refere que o rei não teve relações sexuais com ela (v.4).
Sabe-se que este procedimento de aquecer os pés aos friorentos seria normal nos tempos antigos. Hoje o calor humano continua a ser muito importante e necessário. É verdade que a busca precipitada por aquecimento físico tem desgraçado muitas vidas, mas não há dúvida que o ser humano tem carências térmicas e afectivas. Nesta era de aquecimento global e ruído comunicacional, sofre-se de hipotermia relacional. Sofre-se de frieza física e de frieza emocional. O gelo da alma é o pior dos frios. É verdade que o calor humano pode aquecer o corpo, mas a presença do amor intenso de Deus conforta e abrasa a alma.
Estes primeiros versículos do livro de Reis são peculiares, fizeram-me sorrir. Na verdade, nunca ouvi ninguém pregar sobre eles e nunca li uma meditação sobre esta história. O Rei David, sendo velho, tinha muito frio. Resolveram cobri-lo com muitas vestes mas nem assim David aquecia. Então, os seus servos foram procurar uma moça virgem e bonita para aquecer o friorento Rei. Encontraram a bela sunamita Abisague que aceitou aquecer David. Levantam-se algumas questões: porque é que a sua esposa não o aquecia? Porque é que foi escolhida uma jovem sunamita? Não lemos se o plano resultou inteiramente, mas a Bíblia refere que o rei não teve relações sexuais com ela (v.4).
Sabe-se que este procedimento de aquecer os pés aos friorentos seria normal nos tempos antigos. Hoje o calor humano continua a ser muito importante e necessário. É verdade que a busca precipitada por aquecimento físico tem desgraçado muitas vidas, mas não há dúvida que o ser humano tem carências térmicas e afectivas. Nesta era de aquecimento global e ruído comunicacional, sofre-se de hipotermia relacional. Sofre-se de frieza física e de frieza emocional. O gelo da alma é o pior dos frios. É verdade que o calor humano pode aquecer o corpo, mas a presença do amor intenso de Deus conforta e abrasa a alma.
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