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quarta-feira, agosto 19, 2020

Entregar as inquietações ao Senhor



"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças."
Filipenses 4:6.
 
A inquietação não é uma coisa nova. A carta de Paulo aos Filipenses foi escrita há cerca de 2000 anos e já havia gente inquieta e ansiosa. "Ansiedade" na raiz da palavra original grega significa "estar dividido". A pessoa ansiosa tem a sua mente dividida com muitos pensamentos. É uma guerra entre pensamentos bons e maus, onde parece que ganham os maus. Se a ansiedade não for tratada degenera em doença. Adoece-se na mente, no corpo, na alma e no espírito.

O versículo não só nos diz para não andarmos inquietos, mas dá-nos o remédio: Oração e gratidão. O melhor antídoto contra a inquietação, a tristeza, a perturbação e o desencorajamento é entregarmos os nossos encargos a Deus. Só O Senhor pode e sabe cuidar deles.

Devemos também refrear os nossos pensamentos (Fp 4:8). Disciplinar a nossa mente para se focar em Deus, na Sua Palavra e naquilo que Ele deseja e O glorifica. Pensar naquilo que é verdadeiro, bom e correcto. Pensar mais nas boas qualidades dos que nos rodeiam em vez de matutar nos seus defeitos. Nas tantas coisas boas que Deus já fez, continua a fazer e ainda fará.

Em tempos e circunstâncias difíceis é possível desfrutar da paz e da alegria do Senhor, quando as entregamos ao Senhor e confiamos no Seu cuidado. "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus." (Fp 4:7).

quarta-feira, julho 19, 2017

Sobre a ansiedade

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com acção de graças." (Filipenses 4:6)

A ansiedade não é uma coisa nova. Esta carta foi escrita há cerca de 2000 anos e Paulo já fala deste problema. "Inquieto", ou "ansioso", no original grego significa literalmente "estar dividido". A pessoa ansiosa está com a sua mente dividida com muitos pensamentos, está sempre a ruminar as mesmas inquietações e preocupações. A ansiedade é um problema mental e espiritual. Se não for devidamente tratada, a ansiedade pode degenerar em doença.

A melhor coisa que o cristão pode fazer para resolver a ansiedade é entregá-la a Deus, pela oração. Transferir para Deus as suas preocupações, dúvidas, medos e todas as coisas que o preocupam e que não consegue controlar. Confiar que Deus é capaz de lidar connosco, com as pessoas que nos afligem e com os nossos problemas. Orar, suplicar e agradecer a Deus por todas as circunstâncias. A promessa divina é que a paz de Deus sempre guardará a mente, o coração e as emoções daquele que ora e vive na dependência do seu Senhor (Fl 4:7).

terça-feira, maio 17, 2016

Regozijar, orar e pensar bem

No Domingo de Pentecostes preguei sobre algumas das evidências do fruto do Espírito Santo escondidas em Filipenses 4. O regozijo que permanece, a sábia moderação e a paz que transcende a lógica humana. Regozijo, moderação e paz derivam e estão fundamentadas no nosso relacionamento vital com Deus. Temos amor, alegria e paz quando voltamos os nossos pensamentos e orações para Deus. A oração e a gratidão não são uma fuga aos problemas, são o remédio divino. Pensar bem, ou seja, colocar os pensamentos em Deus e nas coisas boas da vida, faz-nos bem à vida. Os piores ladrões da alegria e da paz somos nós. Não esperemos resultados bons na vida quando enchemos a nossa mente de coisas más e vãs. Por outro lado, o profeta Isaías esclarece que Deus sempre conservará em paz aquele que tem a mente firme no Senhor, porque a sua confiança está em Deus. (Isaías 26:3). Assim seja.

domingo, outubro 20, 2013

O mistério do Deus servo

"Jesus era ao mesmo tempo Deus e servo. Ele reuniu todos os elementos da proclamação de Deus, e a maneira pela qual o fez foi como servo, 'por nós e para nossa salvação'. Esse é um tremendo mistério que desafia a compreensão, mas o mistério não impede que dele participemos."

In: Eugene Peterson. O caminho de Jesus e os atalhos da Igreja. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 2009, p. 206.

quarta-feira, maio 23, 2012

"Outra vez digo: regozijai-vos!"

Encerrei este domingo a pregação expositiva da Epístola de Paulo aos Filipenses. O versículo quatro, do capitulo quatro, sublinha o ponto central da carta: "regozijai-vos no Senhor", e como somos muito propensos a esquecer os conselhos da Palavra de Deus, o apóstolo reforça "outra vez digo: regozijai-vos." Esta alegria firme e crescente é muito mais do que um sentimento humano, motivado por circunstâncias favoráveis, é alicerçado e focado "no Senhor".

Paulo termina a carta, dando alguns conselhos práticos para gozarmos desta alegria: a oração, a gratidão, os pensamentos focados em Deus e no seu carácter, o contentamento material, uma generosidade atenta, que acode às necessidades dos outros, e acima de tudo, a confiança no Deus que supre sempre as nossas necessidades, sejam espirituais, emocionais ou materiais.

Não é difícil concluir porque é que tantas pessoas, algumas delas crentes, não desfrutam e nem espelham esta alegria: raramente oram, são ingratos e mal agradecidos, só pensam em coisas más e pecaminosas, nunca estão satisfeitos com nada, são invejosos e egoístas. Não conseguem regozijar-se porque não se contentam com O Senhor. Por isso é que vivem tristes e infelizes. Mas esta carta começa e termina com a graça e a paz de Deus. A provisão graciosa de Deus para todos nós é a sua paz e alegria. E a alegria do Senhor é a nossa força. "Outra vez digo: regozijai-vos!"

segunda-feira, abril 16, 2012

Chamados a ser além

Há uma febre por relevância em alguns círculos da igreja protestante. Que os crentes precisam ser relevantes, influenciadores, importantes aqui neste mundo, dizem eles. Que as boas igrejas são as que são relevantes, conhecidas, que têm reconhecimento e notoriedade aqui. Esta voracidade por relevância cansa. G. K. Chesterton, na sua colectânea de "Tremendas Trivialidades" (editada em Portugal pela Alétheia), constata acertadamente que "estamos no mundo errado", e continua dizendo que "O falso optimismo, a alegria moderna, cansam-nos porque nos dizem que pertencemos a este mundo. A verdadeira felicidade é que não pertencemos. Vimos de outro lugar. Perdemos o nosso caminho." A verdade, é que não somos daqui e nem somos chamados a ser daqui. Estamos perdidos na terra e precisamos ser encontrados pelo céu. A vocação da Igreja é celestial. O Apóstolo Paulo recorda-nos que a nossa verdadeira pátria não é aqui. Uma estrela é boa, não porque é muito vista na terra, mas porque permanece no lugar para o qual foi criada. No céu. O nosso chamado aqui é encontrar o Caminho para chegar além.

domingo, abril 15, 2012

Cristãos mornos

Comentando o terceiro capítulo da Epístola aos Filipenses, Russel Shedd sintetiza algumas razões porque existem tantos cristãos estagnados e arrefecidos na fé:

"Ao invés de corredores na corrida da salvação, os cristãos mornos não passam de espectadores. Não descartam todos os bens alcançados por esforço próprio. Sentem-se bem na 'perfeição' atingida. Não almejam o conhecimento de Cristo, seu supremo valor, nem se sentem impulsionados a 'perseguir' o alvo da santidade, pela comunhão dos sofrimentos de Cristo. Não contemplam a vida como uma corrida com um prémio no fim. Pelo contrário, a única luta que travam é para melhorar esta vida, buscando mais conforto, prazer e reconhecimento dos homens (conferir João 12:42,43)."

In:
Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 178 (adaptado).

segunda-feira, março 05, 2012

Deus é quem opera a nossa santificação

No seguimento do hino cristológico, os crentes da Igreja em Filipos são agora desafiados a desenvolver a sua salvação, com temor e tremor. É de obediência e santificação que se está a falar ali. O apóstolo Paulo, parece que se engana na sua primeira sentença, e explicando melhor, alerta-os para o facto de que é o próprio Deus que realiza neles, tanto o querer como o efectuar dessa santificação. É neste estranho paradoxo de nos esforçarmos para ser santos, sabendo e confiando que é só Deus que pode realizar isso, que a sua boa vontade é formada em nós. O princípio, o meio e fim da nossa salvação e santificação são de Deus. A cooperação é a nossa responsabilidade. A glória pertence-lhe.

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

Ode ao Servo-redentor

Por falar em arte, preguei no passado domingo acerca do belo Hino Cristológico, retratado na carta aos Filipenses, que, segundo alguns estudiosos, os primeiros cristãos costumavam cantar em uníssono. Com o tempo, não só se perdeu a melodia e o compasso do sagrado poema, como escasseia cada vez mais no cristianismo do nosso tempo a evidência da humildade e do amor que emanam do Servo-redentor.

domingo, novembro 27, 2011

O amor cresce à medida que é testado

"O amor não pode ser medido de maneira matemática concreta. Por ser dinâmico e relacional, o amor cresce à medida que é testado. Os pais que mais amam seus filhos são aqueles que mais sofreram por causa dos filhos"

In: Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 97.

domingo, novembro 20, 2011

Tudo contribuirá para o bem

"Quando uma pessoa tem confiança total no Deus omnipotente, nada de mau pode sobrevir, porque os eventos e as circunstâncias são controladas por ele."

In: Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 115.

quinta-feira, novembro 10, 2011

O serviço a Deus é feito com pessoas imperfeitas

Que ninguém tenha a veleidade de pensar que só vai trabalhar na Igreja local com as melhores e as mais perfeitas pessoas do mundo. No serviço a Deus vão ocorrer sempre muitos erros e falhas, tanto da parte dos líderes, como dos que não são líderes. Foi assim no passado, é no presente e será até à vinda do Senhor. Compete a cada Pastor, líder ou responsável trabalhar e cooperar com as pessoas e os recursos que Deus lhe tem dado, sendo gratos a Deus pelas vidas que já estão envolvidas, e orar e incentivar outras pessoas para se envolverem mais com O Senhor e a sua obra. Que Deus nos ajude a trabalhar com gratidão pelos que estão, mantendo a porta aberta para os que Ele sabe que ainda virão.

"Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas, pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo."

(Filipenses 1:3-5)

segunda-feira, outubro 10, 2011

Sementes de Alegria

O Outono quente deste ano até pode potenciar a languidez, as melgas e algumas maleitas, mas também trouxe a Alegria do Senhor. Iniciei ontem uma série de pregações sobre a "Epístola da Alegria", a Carta do Apóstolo Paulo aos Filipenses. A Igreja em Filipos começou com um rogo desesperado de ajuda de um homem macedónico, numa visão concedida por Deus a Paulo. Nas margens de um rio dessa cidade, Paulo juntamente com a sua equipa, pregaram o Evangelho da graça às mulheres presentes. Deus abriu-lhes o coração e começou "a boa obra" nelas e na Cidade. Depois veio a santa indignação do Apóstolo contra um espírito adivinhador que proferia meias-verdades e a multidão ficou enfurecida. Chicotearam Paulo e prenderam-nos. Enquanto eles oravam e cantavam alegres hinos à meia-noite no cárcere, aconteceu um terramoto e mais conversões.

A Igreja em Filipos alegraria e marcaria para sempre o coração (e as costas) do Apóstolo Paulo. Desconfio que o "homem da Macedónia" continua hoje a rogar-nos para que anunciemos mais o Evangelho das boas e alegres novas. A alegria não é um sentimento, é uma Pessoa. "Regozijai-vos, sempre, no Senhor; outra vez digo: regozijai-vos." (Fil. 4:4)