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segunda-feira, agosto 04, 2025

Ler a Bíblia e orar todos os dias

"Mesmo alguns minutos de leitura da Bíblia, onde você contempla a glória do Senhor, e alguns minutos de oração, onde você abre seu coração para Ele, têm o poder de transformar o seu dia." 

- Paul Tripp

quarta-feira, março 05, 2025

Fé em Jesus que tudo pode


Depois de Jesus ter mostrado a sua glória no monte voltou ao encontro dos outros nove discípulos que tinham ficado no vale. O contraste entre estes dois momentos é chocante. Passamos da gloriosa transfiguração de Jesus no monte, para a terrível possessão demoníaca no vale. Da voz doce do Pai que nos manda ouvir Jesus, para a voz muda de um menino amordaçado pelo diabo. Da paz para a confusão. Da luz para as trevas. 

Sim, os momentos celestiais com Deus “no monte” são maravilhosos, mas a vida do cristão é também a vida com Deus “no vale”. Somos chamados a estar no meio de gente oprimida, irritada, confusa e desalentada. O crente não é para ficar enclausurado na tenda do monte, é para caminhar com fé no tumulto do vale. Esta história não é só sobre a cura espiritual, é principalmente sobre a urgência de colocarmos a fé no poderoso Jesus.

A multidão agitada rodeava os discípulos. Os escribas discutiam com eles. No meio daquele alvoroço, Jesus é interrompido pelo pai de um menino que estava possesso por um demónio. O pai ajoelha-se diante de Jesus. Descreve o sofrimento do seu filho e lamenta que os discípulos de Jesus não tenham conseguido expulsar o demónio.

"Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei ainda?" Lamentou Jesus. Tantos milagres e maravilhas que O Senhor já tinha feito e ainda tanta incredulidade latente, da parte da multidão e dos discípulos. Até quando? A incredulidade indigna Deus. O povo de Israel não entrou na terra prometida por causa da sua incredulidade (Hb 3:19). Aquilo que leva as pessoas ao inferno é continuarem no estado de descrença. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6).

"Trazei-mo!" disse Jesus. Levar pessoas a Jesus continua a ser a grande missão de cada cristão. Jesus transforma vidas! Possamos ser pais que levam os filhos a Jesus. Quando o jovem se aproximou de Jesus, o espírito agitou-o com violência. Os demónios conhecem Jesus e estremecem diante dele. Jesus perguntou ao pai há quanto isto lhe sucedia. Ele respondeu que desde a infância do menino. O objectivo do diabo é destruir a vida das crianças, dos jovens, das famílias.

Aquele pai rogou a Jesus que se Ele pudesse fazer alguma coisa que fizesse algo. Jesus respondeu: “Se tu podes crer! Porque tudo é possível ao que crê!” Em outras palavras, Jesus estava a dizer que a questão não era se Jesus podia, mas se o pai acreditava no Jesus que tudo pode. A dúvida, a incerteza e a falta de poder nunca estão do lado de Deus, estão sempre do nosso lado! Jesus é o Deus encarnado e Ele pode tudo! “Para Deus todas as coisas são possíveis” (Mc 10:27). 

Com lágrimas nos olhos, o pai exclamou: “Eu creio, Senhor! Ajuda-me na minha incredulidade.” Aquele pai tinha a consciência sincera da sua pequena e vacilante fé. Jesus não repreendeu esta afirmação. Conhecer-se incapaz diante do autor da fé é o grande milagre da fé. Jesus então repreendeu o espírito e disse: “Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: sai dele e não entres mais nele.” O demónio reagiu mas logo saiu. O menino ficou como morto. Estava em paz. Só Jesus dá paz. Jesus soergueu-o. Tantas pessoas que não nos levantam, Jesus dá-nos a mão.

Já em casa, os discípulos perguntaram a Jesus porque é que não puderam expulsar aquele demónio. Jesus disse que aquela casta, aquele tipo de demónios, somente sai com pessoas que vivem na intimidade e na dependência de Deus. Valorizamos muito as actividades e eventos mas Jesus aqui realçou a necessidade de orar e jejuar. Dependemos de Deus em todos momentos. Mateus amplia a resposta de Jesus e esclarece que o problema dos discípulos foi a falta de fé (Mt 17:19-21). 


Quatro aplicações finais

1. Vivemos num mundo espiritual. Satanás e os demónios continuam a tentar destruir as pessoas. O diabo usa tudo o que pode para destruir vidas. Provoca doenças, males, vícios, pecados. O maior alvo do diabo é impedir que a pessoa creia em Jesus como seu Salvador e Senhor. 

2. Deus detesta a incredulidade. Aquilo que impediu os discípulos de curarem aquele rapaz foi a sua falta de fé em Deus. A incredulidade não é só a falta de fé para acreditar que Deus existe, é a desconfiança que quem Deus é e daquilo que Ele pode fazer. 

3. Sem oração não há poder espiritual. Não conseguimos viver a vida espiritual na nossa força. Sem oração tudo vai fracassar. Tudo se torna possível para aquele que crê e confia em Jesus que tem todo o poder.

4. Precisamos ir a Jesus e confiar nele. Jesus é o único Salvador. Deposita a tua fé em Jesus, porque Ele é quem que te pode salvar e libertar. “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a palavra de Deus.” (Rm 10:17). Crê na poderosa Palavra de Deus. Crê em Jesus. Ele pode tudo.

quarta-feira, fevereiro 05, 2025

A gloriosa transfiguração de Jesus

Jesus levou Pedro, Tiago e João para orarem num monte. Em diversas ocasiões, durante o seu ministério, Jesus chama este trio de discípulos para estar mais perto dele. Não compreendemos porque é que Jesus escolhe uns e outros não, mas aceitamos que O Senhor é soberano. Ele sabe bem o que faz e com quem quer fazer. Sempre.

No cimo desse monte Jesus transfigurou-se diante deles. As vestes de Jesus ficaram resplandecentes e mais brancas do que a neve. Por alguns instantes, o véu da humanidade de Jesus foi destapado e eles viram o esplendor da glória celestial do Senhor. Mateus diz que o rosto de Jesus resplandeceu como o sol. No Monte Sinai o rosto de Moisés resplandecia por ter estado na presença de Deus, aqui, o rosto de Jesus resplandecia porque Ele próprio era essa glória refulgente.

Entretanto, apareceram Elias e Moisés que falavam com Jesus. Lucas esclarece que eles falavam da morte de Jesus que estava prestes a acontecer em Jerusalém (Lc 9:30-31). Tanto Elias, representando os profetas, como Moisés representativo da Lei, compreendiam bem a missão do Messias. Alguns usam esta passagem para defenderem a comunicação com os mortos. Está escrito que os seres humanos morrem uma vez e a única coisa que os espera é o julgamento divino (Hb 9:27). Não foram os discípulos que conversam com Moisés e Elias foi Jesus. Ele é Senhor dos vivos e dos mortos e é o único que tem autoridade para falar a vivos e mortos. Não há possibilidade de os mortos retornarem, não há reencarnação e nem almas a pairar no ar. Vozes de antepassados, barulhos estranhos ou outras coisas semelhantes são produzidas por Satanás, por demónios ou, algumas vezes, por charlatões (2Co 11:14). 

Os discípulos adormeceram na oração e acordaram sobressaltados com aquela manifestação gloriosa de Jesus. Pedro, tomado pelo assombro e medo, fala sem saber bem o que dizia: “Mestre, bom é que nós estejamos aqui e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” O pânico faz as pessoas dizerem muitas tolices. Para quê fazer cabanas para Elias, Moisés e Jesus? A ideia de Jesus era continuar rumo à cruz, não fazer acampamento ali. Ao colocar Jesus no mesmo patamar de Moisés e de Elias, Pedro não compreendeu que O Senhor estava acima da Lei mosaica e de todos os profetas.

De repente, a sombra de uma nuvem cobriu os três apóstolos e saiu uma voz dela dizendo: “Este é o meu Filho amado; a ele ouvi” (Mc 9:7). Não era a primeira vez que o Pai falava audivelmente a propósito do Filho. No barulho das muitas vozes deste mundo, continua a ser imprescindível ouvirmos Jesus Cristo. Imediatamente Elias e Moisés desapareceram e ficou ali no monte somente Jesus com os três discípulos. 

Na descida, Jesus ordena que não divulgassem o que tinham visto até que Ele ressurgisse dos mortos. Uma vez mais, eles ficam sem entender o que era aquilo de ressuscitar dos mortos. Por vezes ficamos incomodados por existirem tantas pessoas que hoje não entendem que Jesus morreu e ressuscitou, mas até os discípulos que andavam com Ele não entenderam isso durante muito tempo. 

 

Algumas conclusões e aplicações

1. Cuidado com as experiências espirituais. É possível ter experiências gloriosas com Cristo e ao mesmo tempo, como Pedro, dizer e fazer coisas que não fazem sentido. As nossas experiências com Deus nunca devem ser colocadas acima da Palavra do Senhor. 

2. Jesus é a manifestação da glória divina. Jesus não apenas reflecte o brilho da glória de Deus, Ele é a real glória divina, porque Ele é Deus. Na Carta aos Hebreus lemos que Jesus é "o resplendor da Sua glória [de Deus] e a expressa imagem da Sua Pessoa" (Hb 1:3). Podes confiar em Jesus porque Ele é mais do que um líder, mais do que um profeta religioso, na transfiguração, fica claro que Ele é Deus cheio de glória.

3. Acima de todos, ouvir Jesus. Escutar e obedecer à voz de Jesus através da Sua Palavra e do Espírito Santo continua a ser primordial. Jesus é o centro da nossa fé e salvação. Tudo na Bíblia converge para Ele, e as nossas vidas também devem girar em torno de Sua Pessoa. A Ele deves ouvir.

"O que nos deve interessar não é o que os homens dizem, ou o que os ministros do evangelho afirmam, ou o que as igrejas asseveram, ou o que os concílios eclesiásticos declaram, mas, sim, o que Cristo diz. Ouçamos, pois, Jesus. Permaneçamos nele. Dependamos dele. Olhemos para ele. Ele, e somente ele, nunca nos decepcionará, nunca nos desapontará, nunca nos desencaminhará." - Ryle 

4. A transfiguração de Jesus dá-nos esperança. Os discípulos tiveram um vislumbre do Reino glorioso vindouro e gostaram tanto que queriam ficar ali. Ficaram tão impactados, que mais tarde Pedro, já entendendo melhor o alcance do que tinha visto, testemunhou: "nós mesmos vimos a sua majestade, porquanto ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido. E ouvimos esta voz dirigida do céu, estando nós com ele no monte santo." (2Pedro 1:16-18).

Que a presença gloriosa de Jesus continue a brilhar em nós e por nós.

terça-feira, janeiro 07, 2025

Começar bem cada dia

"Mesmo alguns minutos de leitura da Bíblia, onde você contempla a glória do Senhor, e alguns minutos de oração, onde você abre seu coração para ele, têm o poder de transformar o seu dia." 

- Paul Tripp

quinta-feira, julho 25, 2024

Migalhas do céu

Evangelho de Marcos narra que Jesus saiu de Israel e vai para a Fenícia. Tiro e Sidom eram cidades localizadas junto ao Mar Mediterrâneo e aquela região pertencia à Síria. Provavelmente Jesus foi ao estrangeiro para descansar. Estava cansado das multidões e dos constantes ataques dos religiosos judeus. Se o servo de Deus não descansar depressa irá sucumbir.

Entretanto, já na Fenícia, uma mulher perseguia Jesus aos gritos, rogando-lhe que curasse a sua filha endemoninhada. Incomodados com a gritaria, os discípulos de Jesus pediam-lhe que a mandasse embora. Porém, ela não desistia. Entrou na casa onde Jesus estava e lançou-se aos seus pés. Esta mulher sendo siro-fenícia de nascimento e com a cultura, a religião e a língua grega, estava ali a adorar O Senhor. 

Perante a insistência daquela mãe, Jesus responde algo estranho, que até parece insultuoso: “Deixa primeiro saciar os filhos, porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.”  Os cães eram pouco considerados neste tempo. Os judeus consideram-nos animais imundos. Chamar alguém de cão era um grande insulto. É óbvio que a resposta de Jesus é figurada. O Senhor não está a tratar aquela mulher como uma cadela. O Senhor está a dizer-lhe que as Boas Novas do Evangelho eram em primeiro lugar para as “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mt 15:24). 

A mulher não ficou ofendida com as palavras de Jesus. Em vez de se calar ou ir embora, esta mãe respondeu de uma forma arrojada: “Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.” Que diferença de atitude desta mulher comparada com os fariseus. Ela não atacou e nem defendeu os seus próprios direitos e razões. Reconheceu quem ela era e quem Jesus era. Esta mulher já tinha reconhecido que Jesus era “Senhor, Filho de Davi.” Esta declaração revelava que ela acreditava que Ele era O Messias, o Salvador prometido. 

Perante a resposta humilde e ousada daquela mulher, Jesus replicou: “Por essa palavra, vai; o demónio já saiu de tua filha.” A mulher dispôs-se a comer as migalhas que caem da mesa porque “migalhas também são pão”. Migalhas do Filho que são o nosso alimento. Migalhas poderosas que caem do céu e saciam a nossa alma. Mas os milagres do céu são para quem está disposto a se humilhar no chão perante O Senhor que tudo pode.

R. C. Sproul realçou que “o verdadeiro crente saboreia cada migalha que vem da mão de Deus. A boa notícia é que, no derramamento da misericórdia e da graça que nos vem das mãos de Deus, embora devêssemos estar satisfeitos com migalhas, Ele não se satisfaz em dar-nos migalhas. Ele prepara uma mesa diante de nós.” 

A filha daquela mulher siro-fenícia ficou curada. Quando a mãe chegou a sua casa, a sua filha estava tranquilamente deitada na cama, totalmente liberta dos demónios. Os demónios não resistem ao poder de Jesus, mesmo à distância. Basta uma palavra de Jesus e tudo muda. Quem tem Jesus na sua vida não teme os poderes das trevas. 


Algumas conclusões e aplicações

1. Esta mulher é um incentivo à intercessão. Nunca desistas de orar e clamar pelos teus filhos e pela tua família. Ora pelo grande milagre da salvação. Oremos pelos milagres do Senhor. Que os demónios que atormentam tantas vidas hoje, sejam expulsos pelo poder de Jesus Cristo. 

2. Esta mulher adorou Cristo aos seus pés. Jesus elogiou a fé persistente daquela mulher. Precisamos orar e adorar O Senhor todos os dias. Esta mulher lutadora e persistente, ensina-nos a acreditar e a confiar de forma perseverante no poderoso Salvador Jesus.

3. Jesus honrou aquela mulher gentia. Deus quer salvar todo o tipo de pessoas. Num tempo em que estão a chegar a Portugal tantos imigrantes, Jesus ensina-nos a receber e a acolher a todos. A igreja é inclusiva porque Deus ama todos os povos e etnias.

4. Por último, alimentemos a nossa alma, com as migalhas que caem do céu, através da Palavra do Senhor, a Bíblia. Que ninguém se julgue completamente saciado por já saber algumas coisas das Escrituras Sagradas. Que tenhamos a fome espiritual do profeta Jeremias:

“Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó SENHOR, Deus dos Exércitos.”
- Jr 15:16.

 

domingo, abril 07, 2024

Acima de tudo, Deus é amor

"Tentem, se puderem, ter uma ideia do que Deus é, e embora vocês tremam diante da Sua soberania, adorem a Sua santidade e glorifiquem a Sua justiça, lembrem-se de que Ele é, acima de tudo, amor. 'Deus é amor' e esse amor brilha em todos os atributos divinos. A Sua glória não é diminuída por nenhum deles. Todos os atributos de Deus convivem em harmonia, e o amor parece ser o centro exacto do círculo. Que nunca tenhamos medo de suplicar a Deus. Ele nunca se ofenderá quando oramos pelos pecadores, porque estamos a orar segundo a mente do Senhor."

In: R. C. SPURGEON. Sermões de Spurgeon sobre as grandes orações da Bíblia. Publicações Pão Diário, 2019, p. 22.

quinta-feira, novembro 16, 2023

A fé verdadeira descrê e confia

“Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” – Efésios 2:8,9. 

Quando as minhas filhas eram crianças eu costumava fazer uma brincadeira com elas. Primeiro a Rute, depois a Jéssica, elas abriam os braços e deixavam-se cair de costas como se fossem uma tábua. Elas hesitavam um pouco, mas como confiavam que o pai estava lá para as segurar, entravam na brincadeira. 

Algumas pessoas pensam que a fé é um desejo optimista. Uma expectativa humana de que as coisas vão correr melhor. Perante uma doença, um desemprego, uma dificuldade, alguém diz: “tem fé que vais melhorar!”. Ou ainda: “Não desistas, tem fé que consegues dar a volta!” Mas será isto a fé bíblica? 

J. I. Packer escreveu que “A fé verdadeira é uma confiança exclusiva e de todo o coração, uma total desistência de si mesmo para colocar toda a sua confiança na misericórdia de Deus. A verdadeira fé inicia-se na autodesconfiança e envolve um total abandono da confiança na moralidade pessoal, na religião ou no carácter, para entregar-se a Deus.” A fé autêntica descrê da autoconfiança humana porque sabe que a única Pessoa digna de confiança é Deus. 

O versículo acima mencionado mostra que a nossa salvação é um acto gracioso de Deus. A fé é a dádiva divina que brota quando damos ouvidos à Palavra de Deus (Rm 10:17). Somos todos pecadores, não merecemos ser salvos e a nossa bondade e caridade não salva ninguém. Aliás, a pessoa que se julga boazinha é porventura a pessoa mais distante do Reino de Deus. As boas obras tolhem-lhe a visão e não consegue enxergar o seu próprio coração mau e pecador. 

Somos salvos somente pela graça de Deus, por meio da fé colocada em Cristo e na obra que ele realizou na cruz. Precisamos reconhecer a nossa miséria e abrir os braços da fé para nos entregarmos nas mãos redentoras de Jesus. A fé verdadeira leva a pessoa a descrer dos seus méritos e obras para acreditar e confiar na obra perfeita de Deus.

 
Jorge Oliveira
Publicado no Devocional JUNTOS Portugal 2023.

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Hoje às 21 horas vamos estar JUNTOS na Igreja Baptista de Cedofeita, no Porto.

 

sábado, julho 08, 2023

O "não" de Deus

"Por ser Deus quem é e pela natureza da oração, é fundamental que Deus sempre se reserve o direito de dizer 'não', porque ele, melhor do que nós, sabe o que levará aos melhores resultados. Para cada tipo de poder acessível aos seres humanos, nós descobrimos uma forma de utilizá-lo com grande eficácia destrutiva. Isso vale para o poder verbal, o poder financeiro, o poder político e o poder nuclear."

In: ORTBERG, John. O Deus que abre portas. São Paulo: Mundo Cristão, 2017, p. 227.

sexta-feira, junho 02, 2023

Fogo do céu

"E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez?" - Lucas 9:54.

Esta curiosa passagem surge no contexto de uma viagem de Jesus a Jerusalém. O Senhor enviou mensageiros para prepararam pousada numa aldeia de samaritanos. Como os samaritanos odiavam os judeus e também não queriam que se adorasse no templo em Jerusalém, disseram que não recebiam Jesus naquela aldeia. Quando Tiago e João ouviram esta recusa, perguntaram a Jesus se ele queria que eles orassem para que descesse fogo do céu para destruir aqueles ingratos, à semelhança do que Elias tinha feito (2Rs 1:9-15). A pergunta dos dois discípulos revela o seu carácter vingativo e truculento. Hoje alguns crentes também têm esta atitude contra quem se opõe a eles.

A resposta de Jesus é esclarecedora: "Vós não sabeis de que espírito sois, porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las." (Lc 9:56). Jesus veio a este mundo para salvar e abençoar as vidas, não para destruí-las. Devemos amar as pessoas que discordam de nós. Testemunhemos do amor de Jesus e da sua grande salvação. Oremos, não por fogo destruidor, mas pelo fogo do Espírito que queima os nossos ódios e nos faz arder de paixão pelas almas perdidas.


segunda-feira, abril 03, 2023

Deus, dá-me consciência do meu pecado

"Quão distantes estão de amar a Deus aqueles que pecam diariamente sem que isso golpeie o seu coração!" - Thomas E. Watson

domingo, fevereiro 19, 2023

O avivamento ainda não acabou


A reunião de oração que começou no dia 8 de Fevereiro de 2023 na capela da Universidade de Asbury, Kentucky, nos Estados Unidos da América, ainda não acabou. Tudo começou quando um dos jovens confessou os seus pecados nessa reunião e houve um quebrantamento geral de todos os presentes. Deus moveu-se de tal forma que resolveram continuar em oração, louvor e meditação das Escrituras. Outros jovens de outras universidades também já foram inflamados com este desejo dos jovens de Asbury e estão a realizar reuniões nas suas cidades.

Na história da Igreja cristã já existiram muitos avivamentos e creio que outros virão. Mas, para mim o mais importante não é determinar se este é de facto um avivamento ou não, até porque um avivamento é sempre uma iniciativa divina. Quando O Espírito Santo aviva uma pessoa, uma igreja, uma cidade, uma nação, acontece confissão de pecados, o retorno à Palavra de Deus, uma alegria contagiante, há oração congregacional, mais santidade, mais amor fraternal e desejo missionário. Parece ser isso que está a começar acontecer em Asbury. É isso também o que eu ambiciono ver na minha vida, na minha igreja, na minha cidade, em Portugal e no mundo inteiro. E é essa manifestação do Espírito que precisamos.

Que o Deus da vida avive, encha e inflame os nossos corações. Faço minha a oração de Habacuque: "Aviva a tua obra, ó Senhor!" (Hc 3:2).

segunda-feira, junho 20, 2022

"Deus, ajuda-me a começar a começar"

George Whitefield (1714-1770) foi um dos grandes evangelistas que o mundo conheceu no século XVIII. Sendo Anglicano e Calvinista, Whitefield acreditava que o Evangelho precisava ser proclamado e anunciado a todos. Conhecido como o "príncipe dos pregadores ao ar livre", este fervoroso evangelista inglês pregou durante trinta e cinco anos, levando muitas vidas ao conhecimento da salvação que há em Cristo. Pensa-se que Whitefield pregou mais de 18.000 sermões, e quase no final do seu ministério, ele orou: “Deus, ajuda-me a começar a começar.” 

Embora muitos de nós não tenhamos o amor, o fervor e o zelo evangelístico de Whitefield, precisamos também de começar a começar. Façamos desta oração nossa. Comecemos começando com Deus. Comecemos a falar mais de Jesus Cristo. 

“Deus, ajuda-me a começar a começar. Amém!” 

quinta-feira, março 10, 2022

Façamos o bem a todos

Esta guerra da Rússia contra a Ucrânia tem revelado o pior e o melhor da raça humana. Por um lado sucedem-se as terríveis notícias da destruição e devastação que os ucranianos estão a sofrer. Por outro lado, a invasão russa tem originado movimentos solidários de ajuda em todo o mundo. 

Cristãos e não cristãos estão a ajudar, a cuidar, a acolher e abençoar o povo ucraniano. A nossa igreja e muitas outras igrejas e organizações evangélicas têm lançado iniciativas de ajuda e apoio a este povo. É a imago Dei a manifestar-se em expressão de amor e compaixão.

Não sabemos como tudo isto vai acabar, mas acredito que o bem vencerá o mal. Estamos a viver um tempo profético, o fim deste mundo aproxima-se. Cristo continua a ser a solução para a vida presente e futura. Que a Igreja do Senhor continue a orar fervorosamente. A ser o sal e a luz neste mundo desesperado em trevas. 

"Enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé." - Gálatas 6:10 [NVI]. 

terça-feira, março 01, 2022

Mantenham os vossos olhos em Cristo

"Mantenham os vossos olhos naquele que recusou transformar as pedras em pão, saltar das alturas ou governar com grande poder temporal. Mantenham os vossos olhos naquele que diz: Bem-aventurados os pobres, os humildes, os que choram e os que têm fome e sede de justiça; bem-aventurados os misericordiosos, os pacificadores e os que são perseguidos por causa da justiça."

Henri Nouwen

quinta-feira, fevereiro 24, 2022

Mais uma lamentável guerra

Começou mais uma lamentável guerra. Mais uma triste evidência do egoísmo humano. Homens que não hesitam em ceifar outras vidas para satisfazer os seus caprichos imperiais, políticos e económicos. É também mais uma demonstração da nossa pobre condição humana na loucura de tentar controlar e invadir pela força a vida dos outros. Nós cristãos, mais uma vez, oramos. Sabemos que estão previstas mais guerras, tumultos e sedições. Sabemos também que o fim está cada vez mais perto. Oramos e confiamos no soberano Deus e Senhor.

"E, quando ouvirdes de guerras e de rumores de guerras, não vos perturbeis, porque assim deve acontecer; mas ainda não será o fim."
- Marcos 13:7. 

#PrayForUkraine

domingo, fevereiro 28, 2021

Faltam mais homens comuns como Elias


"Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos."
- Tiago 5:17,18 (NVI).

Neste mês de Fevereiro estudamos a vida de Elias na nossa igreja. Elias era um homem comum que orou e grandes coisas aconteceram. Porquê? Porque quando Elias orava, ele acreditava no Deus poderoso que o ouvia. Quando oramos com fé e de acordo com a vontade do Senhor, Ele também nos ouve e responde.

Elias ensina-nos a confiar totalmente em Deus. O profeta experimentou a grande provisão do Senhor quando foi sustentado sobrenaturalmente com os corvos, na casa da viúva pobre e no deserto. 

A história de Elias revela também que a depressão tem cura. O profeta sofreu muita oposição e perseguição, teve medo, encolheu-se e entrou em profunda crise espiritual. Quando deu ouvidos à voz mansa e tranquila do Senhor a sua alma serenou e o seu ministério foi renovado.

Aprendemos com Elias a perseverar até ao fim. Nem todos iremos subir em carros de fogo, mas todos devemos depender do Senhor e acabar bem a nossa carreira cristã. Este mundo precisa de mais "homens comuns" como Elias foi. Que Deus nos ajude.

sábado, fevereiro 20, 2021

A dúvida mata, a fé em Jesus salva

Mateus conta-nos que Jesus mandou os seus discípulos passarem para a outra banda do Lago de Genesaré e subiu ao monte para orar. O Mestre tinha tido um dia extenuante e é incrível como ainda tinha forças para orar durante várias horas seguidas naquela madrugada. Nestes dias cansativos e tristes imitemos Jesus. A Igreja hoje também está “no mar” a remar e a lutar contra “ventos contrários”, e é reconfortante saber que Jesus continua no monte - no céu - a interceder por nós.

Enquanto orava, Jesus viu os seus discípulos em apuros no meio da tempestade. Perto das três horas da madrugada aproximou-se deles andando sobre o mar. Jesus não só vê os nossos problemas mas vem ao nosso encontro para nos socorrer. Quando os discípulos viram Jesus a andar sobre as águas, imaginaram um fantasma. O medo excessivo perante o desconhecido pode gerar crendice e superstição. Jesus bradou em alta voz: “Calma... não entrem em pânico, sou eu!”. O Deus poderoso que se fez Homem estava ali. Nada havia a recear.

Simão Pedro respondeu a Jesus: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.” Jesus disse para ele ir e Pedro andou sobre as águas. Porém, sentindo o vento forte, temeu e começou a ir ao fundo. Há aqui 3 Pedros:

1º O Pedro impetuoso. Corajoso, impulsivo, rápido a responder e com dificuldade em estar quieto. A verdade é que foi este Pedro o único discípulo que andou sobre as águas. Caminhou porque creu! A fé que olha para Jesus é vitoriosa. Há vitória em Cristo.

2º O Pedro temeroso. “Quando sentiu a força do vento, ficou com medo e começou a afundar." Este Pedro lembra-nos o perigo terrível de caminhar na vida cristã confiando nas emoções, naquilo que se vê e sente. Devemos “andar por fé e não por vista”, confiando na Palavra revelada de Deus.

3º O Pedro resgatado. “Senhor, salva-me!” Este é o grito da alma desesperada e aflita. É o anseio da humanidade perdida. É a oração do penitente que tem consciência da sua condição mortal e condenação iminente. A dúvida mata, a fé em Jesus salva.

Jesus ouviu o clamor de Simão Pedro e logo o salvou. Tudo se passou muito rápido, mas a verdade é que ninguém do barco tentou socorrer Pedro. Infelizmente, por vezes, os que estão no nosso barco não nos ajudam.

“Homem de pequena fé, por que duvidaste?” (v.31) disse Jesus a Pedro. Existiram pelo menos 3 dúvidas em Pedro:

1. Dúvida quanto à Palavra de Jesus. Não tinha dito O Senhor para “Passarem para a outra banda” (v.22)? Não tinha dito Jesus para ele andar sobre as águas? Aquilo que Jesus promete, sempre se cumpre.

2. Dúvida quanto à divindade de Jesus. Depois de tantos milagres operados por Jesus, Pedro ainda não discernia o grande poder do Senhor. Sim, Jesus tem todo o poder e autoridade sobre todas as coisas.

3. Dúvida quanto a caminhar pela fé. Pedro ainda estava a aprender a seguir Jesus pela Sua Palavra e não por aquilo que sentia ou temia. Reconhecemos com humildade e tristeza que este Pedro hesitante e duvidoso, por vezes, somos nós. 

Em vez de olharmos para os nossos sentimentos, circunstâncias ou problemas, olhemos para Jesus, o autor e sustentador da nossa fé (Hb 12:2). A dúvida mata, a fé em Jesus salva.

sábado, fevereiro 13, 2021

Elias temeu mas ouviu

Elias escondido e deprimido na caverna, fugido da maléfica Jezabel, ensina-nos muito. O grande Elias que orou a Deus e parou de chover durante três anos e meio. O profeta que orou e caiu fogo do Senhor, agora estava tolhido de medo.
 
Por vezes temos dificuldade em aceitar esta nossa dualidade: a consistente presença de Deus e a nossa inconsistência humana; as vitórias que Deus faz connosco e os nossos tantos fracassos, as nossas certezas e as muitas hesitações; os nossos altos e os nossos baixos.

Elias fez coisas grandiosas com Deus e isso mostra-nos O portentoso Senhor que servimos. Contudo, Eias era “um homem sujeito às mesmas paixões que nós” (Tg 5:17), e isso faz-nos depender mais do Senhor do que de nós próprios. Sim, podemos temer, tropeçar, fugir para a caverna, mas esse não tem que ser o fim da nossa história. Elias saiu da cova quando escutou a voz mansa e delicada de Deus e é isso que nós precisamos dar ouvidos. Elias saiu, avançou e subiu. Se tivermos fé, nós também sairemos e subiremos.

segunda-feira, janeiro 18, 2021

Orar é mais confiar do que desejar

"Deus é maior do que a nossa teologia; o nosso conceito de oração não O prende. Deus não faz acordos nem faz promessas que paralisem a Sua soberania. A interpretação ou a aplicação das Escrituras que não deixam a soberania de Deus intacta é uma interpretação errada. As minhas expectativas não o prendem. O meu desejo não é o Seu mandamento."

In: Dunn, Ronald. Não fique de braços cruzados... Ore! Lisboa: Núcleo, 2011, p. 202.

quinta-feira, agosto 27, 2020

Deus faz-nos muito bem

 

"Até quando te esquecerás de mim, Senhor? Para sempre?"  Salmo 13:1

"Até quando?" Pergunta David quatro vezes neste Salmo. É o lamento de uma alma só e cansada. Parece que Deus se esqueceu de David. Quanto mais tempo passa, parece que mais se adensa a tristeza e a sensação de orfandade. Ao contrário do que alguns evangélicos apregoam, os cristãos também se entristecem, desanimam e até podem ficar deprimidos.

Mas neste Salmo há uma grande reviravolta. David ora para que os seus chorosos olhos sejam limpos pela luz do Senhor (v. 3). A resposta vem nos lampejos luminosos da bondade de Deus que alegram o seu coração. David agora está alegre. A grande benignidade e salvação do Senhor, faz David cantar: "Cantarei ao Senhor, porquanto me tem feito muito bem."

Quando cremos no bondoso Deus e na sua salvação, a nossa alma aquece e alegra-se. Se pensarmos bem, Deus nunca está ausente. O Senhor é sempre presente e continua a fazer-nos muito bem.