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sábado, novembro 09, 2019

O teu perfume ficou



Na fronteira da terra com o mar
foi colhida uma flor.
Era branca, com rasgos avermelhados.
Marcas da graça e do amor.
Risos do céu.
Cândida candura.

A noite escondeu o sol
e o frio trouxe o breu.
Nesse frescor outonal
a flor desvaneceu.
A brancura brilha nas trevas
ficará o teu perfume.


Jorge Oliveira
(Até já, José Carlos Oliveira)

sábado, fevereiro 23, 2019

Ser relacional

O ser humano é relacional. Ninguém nasce sozinho e ninguém vive de forma saudável sozinho. Uma das razões do sucesso das redes sociais é porque elas preenchem a sede relacional e dão a ilusão de comunhão e proximidade. Também é verdade que muitos dos nossos problemas derivam dos relacionamentos. Muitas vezes as pessoas que nos são mais próximas, são as que mais nos magoam, consomem e entristecem. O facto de alguém nos ter ferido um dia não significa que todas as pessoas nos irão magoar. Temos que admitir que sem pessoas somos pequenas ilhas tristes no meio do oceano da existência.

Uma das grandes ilusões dos jovens (e de muitos adultos) é pensarem que não precisam de mais ninguém. Mas ninguém se basta a si próprio. Precisamos de gente. Pessoas que nos dizem a verdade em amor e nos ajudam a crescer. Amigos verdadeiros que nos puxam para o melhor da vida. Aquilo que mantém os relacionamentos saudáveis, seja na amizade, no casamento ou em qualquer outro relacionamento é o respeito, a lealdade, o amor e o perdão.

Deus deseja relacionar-se com o ser humano e por isso enviou Jesus Cristo. A comunhão com Deus começa no momento em que admitimos que sem Jesus Cristo não podemos ter relacionamento com Deus. "Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor" (1Co 1:9). Quem tem verdadeira comunhão com Jesus deseja e tem verdadeira comunhão uns com os outros (1Jo 1:6-7).

quinta-feira, janeiro 17, 2019

14 anos

Hoje o Twitter lembra-me que estou lá há 10 anos. No Facebook são mais de 12 anos e na passada segunda-feira este vosso CANTO fez 14 anos de existência. Sou daquelas pessoas que vê aspectos positivos na Internet, na blogosfera e nas redes sociais. Sou grato a Deus pelos amigos que fiz e por tudo o que tenho aprendido aqui, com crentes e descrentes. Muito Obrigado!

A vida digital é boa, mas também sei que o melhor da vida virtual não se compara à vida real. Prefiro mil vezes estar com a minha família, amigos, participar dos cultos da igreja, do que estar colado ao computador ou telemóvel. Conforme já referi aqui algumas vezes, a virtualidade sem realidade não presta. A vida real, com todas as falhas, conflitos e idiossincrasias próprias da humanidade, supera sempre a vida virtual.

sábado, novembro 17, 2018

Os amigos melhoram-nos a vida

Os bons amigos contribuem para melhorar e facilitar a vida uns aos outros. Um amigo fiel procura ultrapassar conflitos e não guarda rancores. Amigos bons dizem-nos a verdade, não sobrevalorizam os nossos defeitos, protegem-nos as costas e são rápidos a perdoar. Sabem que precisam exercitar de forma prática o amor, a lealdade, o respeito e o perdão.

terça-feira, junho 19, 2018

Felizes os mortos que morrem no Senhor

"E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam."
(Apocalipse 14:13)

No sábado passado partiu para a presença gloriosa de Deus o homem que O Senhor usou para me falar do grande amor de Deus. O Pastor Álvaro Ribeiro foi um grande evangelista, um pastor fervoroso, um marido amoroso, um pai e um avô exemplar, um homem de oração, um bom amigo. Nos últimos anos da sua vida foi acometido de uma doença grave, mas esse "espinho na carne" nunca o impediu de continuar a pregar, evangelizar, assistir aos cultos e a amar as pessoas. Morreu a servir. Morreu de pé. Morreu feliz, porque felizes são aqueles que morrem no Senhor.

Dou muitas graças a Deus por ter conhecido o Pastor Álvaro e a sua querida família. Se o Álvaro não me tivesse incentivado a receber Jesus e a Sua salvação, talvez eu ainda estaria perdido hoje. Provavelmente não teria tido a bênção que tive, de pregar no seu funeral da mesma graça divina que ele me partilhou há 39 anos. A Deus toda a glória para sempre.

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Lembras-te do frasco de maionese e do café?

Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Depois, perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos disseram que sim.

O professor tomou então uma caixa de fósforos e vazou-a para dentro do frasco. Os fósforos preencheram os espaços vazios por entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio e eles voltaram a responder que sim.

A seguir, o professor pegou uma caixa de areia e verteu a areia para dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um sim retumbante.

O professor em seguida adicionou o café de duas chávenas ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se muito nesta ocasião.

Quando os risos terminaram, o professor comentou:
- Quero que percebam que este frasco é a vida! As bolas de golfe são os aspectos fundamentais da vida: Deus, a família, os filhos, a saúde, os amigos, as coisas que te apaixonam. São coisas que mesmo que perdesses tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o resto, são as pequenas coisas. Se colocarmos primeiro a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia.

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou:
- Então e o que representa o café? O professor sorriu e respondeu:
- Ainda bem que perguntas! Isso é para mostrar que, por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo. Quando as coisas da vida te parecerem demasiadas, lembra-te do frasco de maionese e do café.


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Esta história não é nova. Na verdade, colei-a aqui precisamente neste CANTO há 13 anos (sim, este blogue é dos velhos). Mas fez-me bem relê-la. O frasco da maionese fazia sentido no passado e continua a fazer sentido agora. Vale a pena viver com o frasco bem cheio. Vai um café?

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Amor Redentor

Comecei ontem a pregar sobre o livro bíblico Rute. Mais do que a história de 3 mulheres viúvas, Rute é a história do amor redentor de Deus. É um chamado divino à amizade sadia, ao cuidado familiar, a confiarmos mais na provisão de Deus, a vivermos o amor verdadeiro. Muitas problemáticas são abordadas ali, algumas bem actuais: a crise na vida familiar, as consequências terríveis da doenças e da morte, a questão da imigração, a problemática da solidão e da viuvez, a miséria da pobreza e a amargura contra Deus, talvez o pior de todos os males.

Por causa da falta de pão na "Casa do Pão" (Belém), Elimeleque, Noemi com os seus dois filhos emigraram para as terras de Moabe. É bom lutar pela sobrevivência, mas é melhor confiar em Deus na crise. Warren Wiersbe disse que “Quando os problemas surgem na nossa vida, podemos fazer uma de três coisas: suportá-los, fugir deles ou usá-los em nosso favor.” Hoje foge-se muito facilmente de tudo. Foge-se do casamento, das amizades, foge-se das responsabilidades de marido, de pai, de mãe, de crente. Foge-se da igreja local. Foge-se de Deus e da Sua vontade.

Foram dez anos trágicos em Moabe. Adoeceu e morreu ali o marido de Noemi e os seus dois filhos. Esta família queria pão e encontrou doença, morte, separação, tristeza e amargura. A imigração pode trazer mais dor que consolo, mais perda que ganho, mais morte que vida. Entretanto, ouvindo a viúva Noemi que já havia pão em Belém, resolveu retornar. Graças a Deus porque nem todos fugiram de Belém no tempo de fome. Persistir é melhor que fugir.

Noemi disse às suas noras viúvas para partirem para os seus pais. Orfa voltou para os seus pais e para os seus deuses, mas Rute estava determinada a ficar coma sua sogra e ir para Israel. A amizade de Rute com Noemi não era interesseira, era o tipo de amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera”. O amor genuíno é mais que uma paixão, é um compromisso prático que está disposto a novos desafios. Rute não apenas amou a sua sogra, converteu-se ao Deus dela e fez do povo da sogra o seu povo. A determinada Rute foi bisavó do Rei David e faz parte da genealogia do próprio Messias Jesus Cristo. Deus estava semeando a Sua família, porque a família é o grande plano soberano de Deus.

O nome Rute significa amizade. A amizade de estar ao lado de quem precisa. Belém significa também o lugar da provisão divina. Belém simboliza a oportunidade de Deus para um novo começo. Em Deus há esperança, para a viúva nova e para a velha. O mesmo Deus provedor, cheio de Amor Redentor continua a dar esperança e vida a todos que o buscam. O exemplo de abnegação, cuidado e amor que ressalta da atitude de Rute deve ser a nossa vida. O maior amor é o amor redentor.

segunda-feira, maio 08, 2017

Pregar o verdadeiro Amor

O meu amigo Tiago Cavaco escreve à boa e peculiar maneira protestante, a todos os pregadores que usam o púlpito para pregar outra coisa que não Jesus Cristo:

"Se me pregarem uma coisa diferente de Jesus Cristo, vão para o Inferno! Malditos sejam! P'ró Diabo que vos carregue! (Comecei a ler o Camilo Castelo Branco a semana passada.) Mais ainda: se eu próprio me armar em esperto e vos pregar outra coisa além de Jesus Cristo, façam o favor de me mandar para o Inferno! Maldito seja! P'ró Diabo que me carregue! Esta é a maneira peculiar como nós, protestantes, mostramos amor ao mundo."

Digo Amém à Voz do Deserto.

segunda-feira, maio 01, 2017

Servos inúteis felizes


Mais um fim-de-semana prolongado em cheio. E porque um blogue pessoal também pode (e deve) ser um registo pessoal, cá vai.

No sábado de manhã, Deus deu-me a graça de pregar o Evangelho do Senhor Jesus Cristo no funeral de um querido irmão da nossa congregação que tinha falecido na quinta-feira. No final da manhã de sábado, com a ajuda de outros irmãos e irmãs, realizei a apresentação de um bebé ao Senhor. Durante a tarde e noite, celebrámos a festa de aniversário da nossa filha mais nova com alguns familiares e muitos amigos.

No Domingo de manhã, continuei a exposição das bases de fé na Escola Bíblica Dominical da nossa igreja e da parte da tarde, partilhei uma breve meditação na Ceia do Senhor sobre a importância do corpo e do sangue de Cristo. No culto das 16 horas, preguei sobre a Parábola das 10 minas, a última da série de oito que iniciei no ano passado. Na noite de Domingo convidamos dois casais amigos para lancharem em nossa casa e desfrutarmos juntos de preciosa comunhão.

O feriado do Dia do Trabalhador serviu para descansar um pouco de manhã e no delicioso almoço que a minha mãe serviu, continuamos a confraternizar com o Artur, a Vilma e a Toti. Seguidamente visitámos o meu sogro no hospital, que pela graça de Deus está a melhorar e no final da tarde assistimos a um filme em família.


Existem crentes que pensam estar muito ocupados na obra do Senhor, mas o que fazemos é sempre diminuto comparado com aquilo que Deus fez e faz por nós. Uma das reflexões que retirei da pregação da parábola das 10 minas foi que quando servimos a Deus e anunciamos a Sua salvação somos apenas "servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17:10). Na economia de Deus só se torna útil, quem se considera inútil, fazendo o que tem que fazer.

Devemos orar mais, pregar mais, visitar mais, testemunhar mais e amar mais, enquanto há tempo. Cada cristão irá prestar contas ao Senhor pelo que fez e por aquilo que não fez. Haverá recompensas e punições. Estar envolvido com Deus e com a igreja local, vivendo e testemunhando do Evangelho de Cristo é um grande privilégio e uma santa obrigação. Quem está verdadeiramente envolvido na obra de Deus, não lhe sobra tempo para críticas, queixumes e lamúrias. Os servos que sabem ser inúteis estão felizes porque trabalham para o Seu Senhor.

quarta-feira, abril 19, 2017

O segredo está na massa

Num estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia foi descoberto o segredo da longevidade dos monumentos romanos, que resistem firmes há mais dois milénios. O segredo está "na massa". Melhor dizendo, na argamassa, o ligante que une as diferentes pedras das construções. Quando os investigadores misturaram a argamassa de acordo com a fórmula do arquitecto romano Vitrúvio, verificaram que a mistura continha aglomerados de um mineral chamado “stratlingite”, formado pela reacção entre o calcário e a matéria vulcânica. Concluíram que os cristais de “stratlingite” são semelhantes às microfibras usadas nas argamassas actuais, só que as massas romanas oferecem um reforço maior e são ainda mais resistentes à corrosão.

Esta descoberta fez-me pensar nos relacionamentos humanos. Haverá algum segredo que garanta a longevidade nos relacionamentos? Porque é que algumas amizades, casamentos e relacionamentos são duradouros e outros não? Existirá algum ligante que una as pessoas?
Sem dúvida que as relações humanas são complexas, e sem querer simplificar aquilo que é complicado, acredito que existe efectivamente algo que faz solidificar os relacionamentos humanos. É o amor. O amor é o melhor ligante nos relacionamentos. Quando digo amor, estou a pensar em todos os contornos que o amor abarca: o respeito, a confiança, o perdão, o apoio. Quem ama respeita, quem ama confia, quem ama perdoa, quem ama apoia e suporta.

Assim como existem testes à solidez das argamassas, também há testes que comprovam a solidez dos relacionamentos. Estou a lembrar-me de três testes: o teste da ausência, o teste da divergência e o teste da lealdade.
1. A ausência pode enfraquecer um relacionamento, mas também pode potenciar e fazer aumentar o amor e a saudade. Não é por um familiar viajar ou emigrar que o deixamos de amar. O reencontro é uma festa. Amigos verdadeiros não se perdem, quer estejamos perto ou longe deles. O amor resiste ao teste da distância e do tempo.

2. O segundo teste é o da divergência. Existem discordâncias e conflitos em todos os relacionamentos. Quando não conseguimos superar as discórdias e nem respeitamos opiniões divergentes falta-nos amor. Para se cultivar bons relacionamentos é fundamental ter boa memória para as coisas boas e má memória para as más. Saber ouvir e perdoar quem não concorda connosco não só é prova de educação, é sintoma de bom relacionamento. "Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão" (Provérbios 17:17).

3. Um terceiro teste é o da lealdade. Lealdade no sentido de fidelidade e no guardar as costas do meu amigo. Blaise Pascal advertiu que “poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas”. A Bíblia refere que Jónatas defendeu o seu amigo Davi perante as acusações injustas do seu pai Saúl. Por ser um bom amigo fiel, Jónatas ia sendo morto quando Saúl ficou de tal forma enfurecido que tentou matá-lo. A lealdade é essencial em qualquer relacionamento.

O maior exemplo de firmeza e solidez nos relacionamentos foi dado por Jesus Cristo. Ele é o nosso melhor amigo. Perante o nosso distanciamento pecaminoso, Jesus amou-nos, morreu e ressuscitou para nos salvar. Não há maior prova de amor e amizade que esta (João 15:13).

À semelhança dos sólidos edifícios romanos, a durabilidade das relações depende do ligante usado. O amor, o perdão, a lealdade, o sorriso, estão certamente no topo da lista dos melhores ligantes humanos. Fortalecem as relações e fazem-nas perdurar no tempo.

Escrevi há algum tempo aqui que a durabilidade da amizade é quase como a da salvação. Ou se é salvo, ou nunca se foi. Ou se é amigo ou nunca se foi. Assim como nunca se perde a salvação, nunca se perdem os verdadeiros amigos.


Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 165 - Abril-Junho 2017, na Revista Refrigério)

domingo, maio 22, 2016

50 Anos!


Porque só celebra a vida quem está vivo e ama a Vida, sou muito grato a Deus, aos meus familiares e amigos por este meio século de vida. Obrigado!

sexta-feira, maio 06, 2016

O Samuel Úria é legal

Como era de esperar, o concerto de ontem na Casa da Música do Samuel Úria foi extraordinário. Grandes músicas, grandes músicos, vozes de apoio magníficas, convidados extraordinários. A Casa encheu e o Porto deu ainda mais corda ao cantautor do momento. Não é só a "Carga de Ombro" que é legal, o Samuel Úria também é.

sexta-feira, abril 29, 2016

Dos que nos ignoram


Ignorarem-nos é bom. Dói, mas faz-nos bem. As costas dos outros servem para expor as nossas entranhas. O silêncio tem falas que a razão desconhece. Se as escutarmos bem ouviremos quem mais precisa de nós. Sim, o desprezo de uns ensina-nos a cuidar mais de outros que nos merecem. Ensina-nos a depender mais do Outro sempre presente do que a confiar mais no ausente ou em nós próprios. A amar mais.

sexta-feira, fevereiro 26, 2016

Amar e perdoar constantemente

Não existe nenhum tipo de relacionamento que subsista sem amor e perdão. Amamos quando perdoamos e perdoamos porque amamos. Amar intensamente e perdoar responsavelmente. Não chega amar uma vez ou perdoar só quatrocentas e noventa vezes. Amar e perdoar constantemente.

segunda-feira, janeiro 18, 2016

O amor é a maior força reconciliadora

No dia em que se assinala nos Estados Unidos da América a vida e o legado de Martin Luther King, partilho uma das suas revolucionárias frases: "O amor é a única força capaz de transformar um inimigo em amigo. Nunca nos livraremos de um inimigo ao retribuir ódio com ódio: só é possível livrarmos-nos de um inimigo livrando-nos da inimizade." A melhor e mais custosa revolução é a do amor. Mais do que um sonho efémero, o Amor é a grande dádiva divina para encher o nosso coração e derrubar as inimizades.

quarta-feira, dezembro 30, 2015

A grande caminhada anual

Hoje realizei a primeira “grande” caminhada do ano e perdi 277 Kcal! Paulo Portas foi-se embora com a minha constipação. O Sporting é só ganhar (somos mais NOS que os outros). Hoje vou fazer umas deliciosas "Francesinhas à la JO" para ilustres amigos. A minha mulher já tem cacete para fazer rabanadas quentinhas amanhã. Podem todos dizer-me o contrário, mas por mim o novo ano promete coisas maravilhosas. Vão para dentro que está chuva e frio (finalmente!) e desejo aos dois ou três (vá lá, quatro) teimosos leitores deste vosso CANTO, um ano novo muito abençoado cheio de bons sonhos (e farturas).

quarta-feira, dezembro 09, 2015

Obrigado Mano!

A Blogosfera tem-me dado muito. Conheci por aqui as letras, as músicas e o talento do Eduardo Mano, já lá vão alguns anos. Recentemente, durante a apresentação do extraordinário livro do Tiago Cavaco, "Seis Sermões contra a preguiça", em Gaia, tive o grato prazer de conhecer pessoalmente o Eduardo e a sua esposa Eline. Nas poucas palavras que trocámos, apesar de ser a primeira vez que de facto estávamos juntos, senti aquela afinidade de estar com alguém que sempre conhecemos. Já admirava a doçura e verdade das melodias do Eduardo, agora entendo-as melhor.

A Blogosfera vale a pena, continua a valer a pena, também por causa destes preciosos encontros. A virtualidade sem realidade era coisa pouca. O real supera sempre o virtual. Obrigado Mano!

domingo, novembro 22, 2015

Contra a preguiça, ler!

Na passada semana, o Tiago Cavaco convidou-me para ler alguns excertos no lançamento do seu recente livro Seis Sermões Contra a Preguiça (Editora TopBooks), no El Corte Inglês de Gaia. Confesso que tive alguma dificuldade. Não tanto pela leitura em si, mas pelo desafio de escolher uma única frase na imensidão de ideias luminosas e marcantes que se destacam neste pequeno grande livro. Inicialmente pensei em ler o brilhante prefácio de José Tolentino Mendonça, mas depois fiquei-me por três grandes frases, que de alguma forma resumem o livro.

Tenho acompanhado as pregações do Tiago (algumas presenciais outras Online) desde a "Igreja pouco maior que uma cabine telefónica" em São Domingos de Benfica até à enorme Igreja da Lapa. Embora não pertença à família Baptista (sou dos "Irmãos"), identifico-me com muitos dos princípios e práticas que tenho ouvido e visto nas pregações do Pastor Tiago Cavaco. Este livro vem iluminar o aborrecido cenário livreiro nacional. Portugal e o mundo precisam ouvir estes sermões. Denunciar bem alto, à la Spurgeon e Vieira, que "o pecado da preguiça é um problema de todos os cristãos"; que a "A preguiça é terrível porque, de uma maneira chocante, revela que não amamos Cristo."

Mas desenganem-se os Workaholics. O desafio deste livro não é pôr-nos a trabalhar de modo desenfreado. "O oposto da preguiça não é o trabalho, é a alegria", alerta o pregador. O grande ensejo é encontrarmos o prazer em Deus e na sua Obra. O trabalho sem Deus é uma triste maçada. Por isso, contra a preguiça, ler e praticar estes preciosos Sermões.

terça-feira, setembro 08, 2015

Seguimentos

Não me peças para seguir-te se não estiveres disposto a vir comigo.

sábado, junho 27, 2015

José Augusto Pontes (1922-2015)

Esta semana partiu para a presença gloriosa do Senhor Deus, o Irmão José Augusto Pontes com a idade de 92 anos. Ancião da Igreja Evangélica em Alumiara, era um dos Irmãos mais antigos dos primórdios da nossa congregação, tendo sido um dos seus membros fundadores. A sua vida marcou de uma forma tremenda e abençoadora centenas de pessoas que com ele conviveram.

Sou grato a Deus pelo grande privilégio de ter tido comunhão com este querido Irmão durante quase 40 anos. O Ir. Pontes foi o meu pastor, conselheiro, amigo, intercessor e um modelo de fé e amor que jamais esquecerei. Foi Ele que me deu a conhecer as primeiras letras do Evangelho. Foi o Ir. Pontes que esteve no meu baptismo nas águas, quando eu tinha 15 anos. Foi ele o Ministro que oficiou o meu casamento com a Raquel e que entregou ao Senhor as nossas duas filhas. Foi o Ir. Pontes que, juntamente com outros líderes, me impôs as mãos e consagrou-me ao ministério de serviço na nossa Igreja, primeiramente como Diácono e posteriormente como Ancião.
Estão gravadas na minha mente e coração as horas que passámos juntos a orar, a meditar na Palavra de Deus e a conversar sobre livros e assuntos espirituais. O exemplo de vida do Ir. Pontes ensinou-me a perdoar, a amar e a servir a Deus em primeiro lugar.

Para além de Pastor foi um grande Evangelista. A coisa que mais alegrava o coração deste Irmão era ver uma alma rendida aos pés do Senhor. Sendo um irmão assumido das "Assembleias dos Irmãos", caracterizava-o também a grande abertura e comunhão com muitas igrejas e irmãos de outras denominações evangélicas, tendo pregado em muitas congregações Metodistas, Baptistas, Assembleia de Deus, Carismáticas, Independentes, entre outras. As centenas de pessoas que ocorreram ao seu funeral também demonstraram isso.

Fiquei triste pela morte deste meu pai espiritual, mas tenho a plena convicção que agora goza da perfeita presença eterna de Deus. A vida não termina com a morte. Acreditamos que quem recebe Cristo como seu suficiente salvador e Senhor, vai habitar com Ele eternamente. Estar com Cristo no céu é muito melhor do que viver aqui. Está breve o dia que estaremos novamente juntos.

Como Igreja, sentimos o peso do grande legado que o nosso Ir. Pontes nos deixou. Com a ajuda da graça de Deus, com a presença participativa dos membros da Igreja e as orações de muitos, certamente que continuaremos a obra que Deus iniciou através do nosso Irmão e de muitos outros. Que Deus continue a ser honrado até à vinda preciosa do Senhor Jesus Cristo. A Deus toda a glória!

“Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” Apocalipse 14:13.