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segunda-feira, janeiro 26, 2026

Rest in peace, Charlie!

O Charlie Grey morreu hoje. Quando o soltávamos no nosso pátio, dava grandes corridas e saltos. De manhã rebolava-se com alegria no banho de areia. O Charlie foi um companheiro dócil e meigo (para a maior parte dos viventes). Esta querida chinchila, fez parte da família durante quase catorze anos e ficará para sempre na nossa memória. 

Rest in peace, Charlie!

sábado, junho 14, 2025

Somos todos falhos

"No caminho para o céu, nenhum de nós tem o privilégio de ficar com a pessoa dos nossos sonhos e nenhum de nós está pronto para ser a pessoa dos sonhos de alguém. Todos nós somos falhos e vivemos num mundo caído; temos, porém, um Deus fiel. E em algum ponto de cada relacionamento somos desafiados a aceitar graciosamente a outra pessoa como ela é, recebendo humildemente, ao mesmo tempo, quem nós mesmos somos." 

In: Paul Tripp e Tim Lane. Relacionamentos: Uma confusão que vale a pena. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2019.

quarta-feira, fevereiro 19, 2025

Os três nãos de Deus

Uma das vantagens de se ler livros que ainda não foram publicados em Portugal é comprar no formato ebook. O meu amigo Tiago Cavaco volta aos livros e, na sua deliciosa escrita agridoce, amplia um sermão seu: "Os três nãos de Deus". O livro é editado pela Editora Mundo Cristão e o prólogo e o primeiro capítulo já me convenceram.

Na meio de tantos "sins" a tudo e mais alguma coisa, é bom existir alguém a lembrar-nos que Deus também diz não. Três vezes.

"O que sossega os nossos corações não é uma materialização da presença de Deus mas uma segurança de que, guiados pelas promessas da sua palavra cumprida em Cristo, até na ausência somos por ele acompanhados — até nos nãos podemos ouvir um sim." 

- Tiago Cavaco, "Os três nãos de Deus: Porque apenas a graça basta", Editora Mundo Cristão, 2025.

quinta-feira, janeiro 30, 2025

O amigo Jesus nunca falha

"Quem é Jesus? É um amigo que não hesita. Ele persevera. O evangelho de João diz-nos que Jesus, estando na semana final de sua vida terrena, 'tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim' (Jo 13:1). Jesus prende-se ao seu povo. Não há uma data de expiração. Não há um fim no caminho. O nosso lado do compromisso fraquejará e tropeçará; o dele, porém, jamais."

In: ORTLUND, Dane Calvin. Santificação profunda. São Paulo: Fiel, 2022, p. 23 [PT].

quinta-feira, novembro 14, 2024

Como se pode ter vida eterna?


"E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste."
- João 17:3. 

Nesta sua oração, Jesus explicou de forma clara como se alcança a vida eterna. A vida eterna não é só uma realidade futura mas um encontro com o Divino, na história da nossa vida aqui. Quando pela sua graça, O Pai se revela como único Deus verdadeiro e a pessoa crê que Jesus Cristo veio a este mundo para ser o nosso Salvador e Senhor, começa a vida eterna. 

Conhecer Deus e Jesus Cristo é encontrar-se com a vida eterna, porque Jesus não só tem vida, Ele próprio é a vida (João 14:6). Vida na sua dimensão total e plena. Vida na dependência e na comunhão vital com Deus e com a sua Palavra. A vida que brota do encontro pessoal com aquele é a expressão máxima da vida eterna - Jesus Cristo.

terça-feira, julho 30, 2024

Amigo de pecadores

"É frequente nos Evangelhos (...) que não sejam os discípulos, mas sim os adversários de Cristo que percebem melhor quem ele é. Embora as multidões o chamem de amigo de pecadores como se fosse uma acusação, o rótulo é um grande conforto para aqueles que sabem ser pecadores. Que Jesus seja amigo de pecadores só é uma ofensa para aqueles que não sentem estar nessa categoria."

In: ORTLUND, Dane. Manso & Humilde. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil; São Paulo: Pilgrim, 2021, p. 116 [Pt].

segunda-feira, novembro 20, 2023

Ponto de Luz | Sara Tavares (1978-2023)


Ponto de Luz

Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixa-me ser só seu
No teu colo eu me entrego,
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só seu

Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz que me conduz
Aceso na alma

Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol raia
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente

Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma


Sara Tavares
(1978-2023)

segunda-feira, setembro 14, 2020

A maior das curas

Depois de Jesus ter estado algum tempo no deserto, por causa da sua enorme popularidade, voltou a Cafarnaum. À porta da casa, provavelmente da sogra de Simão Pedro, juntou-se uma grande multidão dentro e fora da casa. 

O que fazia Jesus ali? Marcos conta que Jesus anuncia-lhes a Palavra. O Verbo que se fez carne, tornava viva e real a Palavra da graça e da verdade. Devemos continuar na grande centralidade do ministério de Jesus: anunciar a Sua Palavra a todos. Pregar o Evangelho sempre. 

Entretanto, por entre a multidão, foi levado um paralítico a Jesus por quatro amigos. Como não conseguiram entrar pela porta, fizeram um buraco no telhado daquela casa. Os bons amigos amigos aproximam-nos de Jesus. 

Lemos no relato de Marcos que “Jesus viu-lhes a fé” (v.5). Calvino e outros teólogos sugerem que esta é uma fé plural. A fé dos amigos e do paralítico. A multidão estava estupefacta com toda aquela cena e pairava no ar uma grande expectativa daquilo que Jesus ia fazer.

Surpreendentemente, Jesus disse ao paralítico: “Filho, perdoados estão os teus pecados.” Os amigos e o paralítico devem ter ficado um pouco decepcionados. Terão pensado: “Se era para isto mais valia não termos furado o telhado…” 

Os religiosos que estavam ali ficaram furiosos com Jesus. A declaração de Jesus colidia com o ensino das Escrituras que afirmavam que só Deus podia perdoar pecados. Além disso, eles pensavam que Jesus era um impostor. Se Jesus fizesse andar aquele homem, isso sim seria uma demonstração que era profeta, agora falar aquelas "blasfémias".

Mas Jesus conhecia os seus pensamentos e propõe-lhes um dilema: “Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer- lhe: Levanta-te, e toma o teu leito, e anda?” Antes que eles respondessem, Jesus diz alto e bom som: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, e toma o teu leito, e vai para tua casa.” 

Naquela mesma hora, o paralítico levantou-se, apanhou o leito e saiu alegre para sua casa. Ficou notório que Jesus, ao curar aquele homem, não só tinha poder sobre todas as enfermidades, mas também tinha autoridade para perdoar pecados. É mais fácil curar paralíticos do que perdoar pecados. O perdão de pecados custou a vida de Jesus; Curar paralíticos bastou-lhe uma palavra criadora.


Algumas conclusões deste grande milagre:

1) Jesus viu a fé daqueles cinco homens e viu também os maus pensamentos dos religiosos. Jesus vê e sabe tudo porque é Deus. Podemos confiar nele.

2) A fé daqueles 5 homens foi colocada em Jesus. A fé verdadeira procura Jesus e manifesta-se em acções concretas. Aqueles amigos nada falaram, eles agiram. Superaram vários obstáculos: o transporte do paralítico, a multidão, o telhado, o medo, as críticas.

3) Este milagre serviu para Jesus desmontar a fé falsa dos escribas. Por vezes as nossas vãs tradições impedem-nos de vislumbrar o poder e a autoridade de Jesus, em nós e nos outros. Jesus tem todo o poder.

4) A restauração daquele paralítico foi completa. Foi curado espiritualmente e fisicamente. Mas a maior das curas foi a cura do pior dos males: o pecado. Alguém disse: “O maior problema de quem está doente é achar que a doença é o seu maior problema”.

5) A multidão ficou maravilhada e glorificou a Deus. Quando depositamos a nossa confiança em Jesus, outras pessoas ficam contagiadas.

A maior de todas as curas é espiritual. A maior necessidade humana é ser perdoado e tratado por Jesus. Só Deus pode perdoar os teus pecados, por intermédio do salvador e Senhor Jesus Cristo.

sábado, novembro 09, 2019

O teu perfume ficou



Na fronteira da terra com o mar
foi colhida uma flor.
Era branca, com rasgos avermelhados.
Marcas da graça e do amor.
Risos do céu.
Cândida candura.

A noite escondeu o sol
e o frio trouxe o breu.
Nesse frescor outonal
a flor desvaneceu.
A brancura brilha nas trevas
ficará o teu perfume.


Jorge Oliveira
(Até já, José Carlos Oliveira)

sábado, fevereiro 23, 2019

Ser relacional

O ser humano é relacional. Ninguém nasce sozinho e ninguém vive de forma saudável sozinho. Uma das razões do sucesso das redes sociais é porque elas preenchem a sede relacional e dão a ilusão de comunhão e proximidade. Também é verdade que muitos dos nossos problemas derivam dos relacionamentos. Muitas vezes as pessoas que nos são mais próximas, são as que mais nos magoam, consomem e entristecem. O facto de alguém nos ter ferido um dia não significa que todas as pessoas nos irão magoar. Temos que admitir que sem pessoas somos pequenas ilhas tristes no meio do oceano da existência.

Uma das grandes ilusões dos jovens (e de muitos adultos) é pensarem que não precisam de mais ninguém. Mas ninguém se basta a si próprio. Precisamos de gente. Pessoas que nos dizem a verdade em amor e nos ajudam a crescer. Amigos verdadeiros que nos puxam para o melhor da vida. Aquilo que mantém os relacionamentos saudáveis, seja na amizade, no casamento ou em qualquer outro relacionamento é o respeito, a lealdade, o amor e o perdão.

Deus deseja relacionar-se com o ser humano e por isso enviou Jesus Cristo. A comunhão com Deus começa no momento em que admitimos que sem Jesus Cristo não podemos ter relacionamento com Deus. "Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor" (1Co 1:9). Quem tem verdadeira comunhão com Jesus deseja e tem verdadeira comunhão uns com os outros (1Jo 1:6-7).

quinta-feira, janeiro 17, 2019

14 anos

Hoje o Twitter lembra-me que estou lá há 10 anos. No Facebook são mais de 12 anos e na passada segunda-feira este vosso CANTO fez 14 anos de existência. Sou daquelas pessoas que vê aspectos positivos na Internet, na blogosfera e nas redes sociais. Sou grato a Deus pelos amigos que fiz e por tudo o que tenho aprendido aqui, com crentes e descrentes. Muito Obrigado!

A vida digital é boa, mas também sei que o melhor da vida virtual não se compara à vida real. Prefiro mil vezes estar com a minha família, amigos, participar dos cultos da igreja, do que estar colado ao computador ou telemóvel. Conforme já referi aqui algumas vezes, a virtualidade sem realidade não presta. A vida real, com todas as falhas, conflitos e idiossincrasias próprias da humanidade, supera sempre a vida virtual.

sábado, novembro 17, 2018

Os amigos melhoram-nos a vida

Os bons amigos contribuem para melhorar e facilitar a vida uns aos outros. Um amigo fiel procura ultrapassar conflitos e não guarda rancores. Amigos bons dizem-nos a verdade, não sobrevalorizam os nossos defeitos, protegem-nos as costas e são rápidos a perdoar. Sabem que precisam exercitar de forma prática o amor, a lealdade, o respeito e o perdão.

terça-feira, junho 19, 2018

Felizes os mortos que morrem no Senhor

"E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam."
(Apocalipse 14:13)

No sábado passado partiu para a presença gloriosa de Deus o homem que O Senhor usou para me falar do grande amor de Deus. O Pastor Álvaro Ribeiro foi um grande evangelista, um pastor fervoroso, um marido amoroso, um pai e um avô exemplar, um homem de oração, um bom amigo. Nos últimos anos da sua vida foi acometido de uma doença grave, mas esse "espinho na carne" nunca o impediu de continuar a pregar, evangelizar, assistir aos cultos e a amar as pessoas. Morreu a servir. Morreu de pé. Morreu feliz, porque felizes são aqueles que morrem no Senhor.

Dou muitas graças a Deus por ter conhecido o Pastor Álvaro e a sua querida família. Se o Álvaro não me tivesse incentivado a receber Jesus e a Sua salvação, talvez eu ainda estaria perdido hoje. Provavelmente não teria tido a bênção que tive, de pregar no seu funeral da mesma graça divina que ele me partilhou há 39 anos. A Deus toda a glória para sempre.

sexta-feira, fevereiro 02, 2018

Lembras-te do frasco de maionese e do café?

Um professor diante da sua turma de filosofia, sem dizer uma palavra pegou num frasco grande e vazio de maionese e começou a enchê-lo com bolas de golfe. Depois, perguntou aos estudantes se o frasco estava cheio. Todos disseram que sim.

O professor tomou então uma caixa de fósforos e vazou-a para dentro do frasco. Os fósforos preencheram os espaços vazios por entre as bolas de golfe. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio e eles voltaram a responder que sim.

A seguir, o professor pegou uma caixa de areia e verteu a areia para dentro do frasco. Obviamente que a areia encheu todos os espaços vazios e o professor questionou novamente se o frasco estava cheio. Os alunos responderam-lhe com um sim retumbante.

O professor em seguida adicionou o café de duas chávenas ao conteúdo do frasco e preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes riram-se muito nesta ocasião.

Quando os risos terminaram, o professor comentou:
- Quero que percebam que este frasco é a vida! As bolas de golfe são os aspectos fundamentais da vida: Deus, a família, os filhos, a saúde, os amigos, as coisas que te apaixonam. São coisas que mesmo que perdesses tudo o resto, a nossa vida ainda estaria cheia. Os fósforos são outras coisas importantes, como o trabalho, a casa, o carro, etc. A areia é tudo o resto, são as pequenas coisas. Se colocarmos primeiro a areia no frasco, não haverá espaço para os fósforos, nem para as bolas de golfe. O mesmo ocorre com a vida. Se gastarmos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teremos lugar para as coisas que realmente são importantes. Presta atenção às coisas que realmente importam. Estabelece as tuas prioridades, o resto é só areia.

Um dos estudantes levantou a mão e perguntou:
- Então e o que representa o café? O professor sorriu e respondeu:
- Ainda bem que perguntas! Isso é para mostrar que, por mais ocupada que a vossa vida possa parecer, sempre há lugar para tomar um café com um amigo. Quando as coisas da vida te parecerem demasiadas, lembra-te do frasco de maionese e do café.


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Esta história não é nova. Na verdade, colei-a aqui precisamente neste CANTO há 13 anos (sim, este blogue é dos velhos). Mas fez-me bem relê-la. O frasco da maionese fazia sentido no passado e continua a fazer sentido agora. Vale a pena viver com o frasco bem cheio. Vai um café?

segunda-feira, janeiro 29, 2018

Amor Redentor

Comecei ontem a pregar sobre o livro bíblico Rute. Mais do que a história de 3 mulheres viúvas, Rute é a história do amor redentor de Deus. É um chamado divino à amizade sadia, ao cuidado familiar, a confiarmos mais na provisão de Deus, a vivermos o amor verdadeiro. Muitas problemáticas são abordadas ali, algumas bem actuais: a crise na vida familiar, as consequências terríveis da doenças e da morte, a questão da imigração, a problemática da solidão e da viuvez, a miséria da pobreza e a amargura contra Deus, talvez o pior de todos os males.

Por causa da falta de pão na "Casa do Pão" (Belém), Elimeleque, Noemi com os seus dois filhos emigraram para as terras de Moabe. É bom lutar pela sobrevivência, mas é melhor confiar em Deus na crise. Warren Wiersbe disse que “Quando os problemas surgem na nossa vida, podemos fazer uma de três coisas: suportá-los, fugir deles ou usá-los em nosso favor.” Hoje foge-se muito facilmente de tudo. Foge-se do casamento, das amizades, foge-se das responsabilidades de marido, de pai, de mãe, de crente. Foge-se da igreja local. Foge-se de Deus e da Sua vontade.

Foram dez anos trágicos em Moabe. Adoeceu e morreu ali o marido de Noemi e os seus dois filhos. Esta família queria pão e encontrou doença, morte, separação, tristeza e amargura. A imigração pode trazer mais dor que consolo, mais perda que ganho, mais morte que vida. Entretanto, ouvindo a viúva Noemi que já havia pão em Belém, resolveu retornar. Graças a Deus porque nem todos fugiram de Belém no tempo de fome. Persistir é melhor que fugir.

Noemi disse às suas noras viúvas para partirem para os seus pais. Orfa voltou para os seus pais e para os seus deuses, mas Rute estava determinada a ficar coma sua sogra e ir para Israel. A amizade de Rute com Noemi não era interesseira, era o tipo de amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera”. O amor genuíno é mais que uma paixão, é um compromisso prático que está disposto a novos desafios. Rute não apenas amou a sua sogra, converteu-se ao Deus dela e fez do povo da sogra o seu povo. A determinada Rute foi bisavó do Rei David e faz parte da genealogia do próprio Messias Jesus Cristo. Deus estava semeando a Sua família, porque a família é o grande plano soberano de Deus.

O nome Rute significa amizade. A amizade de estar ao lado de quem precisa. Belém significa também o lugar da provisão divina. Belém simboliza a oportunidade de Deus para um novo começo. Em Deus há esperança, para a viúva nova e para a velha. O mesmo Deus provedor, cheio de Amor Redentor continua a dar esperança e vida a todos que o buscam. O exemplo de abnegação, cuidado e amor que ressalta da atitude de Rute deve ser a nossa vida. O maior amor é o amor redentor.

segunda-feira, maio 08, 2017

Pregar o verdadeiro Amor

O meu amigo Tiago Cavaco escreve à boa e peculiar maneira protestante, a todos os pregadores que usam o púlpito para pregar outra coisa que não Jesus Cristo:

"Se me pregarem uma coisa diferente de Jesus Cristo, vão para o Inferno! Malditos sejam! P'ró Diabo que vos carregue! (Comecei a ler o Camilo Castelo Branco a semana passada.) Mais ainda: se eu próprio me armar em esperto e vos pregar outra coisa além de Jesus Cristo, façam o favor de me mandar para o Inferno! Maldito seja! P'ró Diabo que me carregue! Esta é a maneira peculiar como nós, protestantes, mostramos amor ao mundo."

Digo Amém à Voz do Deserto.

segunda-feira, maio 01, 2017

Servos inúteis felizes


Mais um fim-de-semana prolongado em cheio. E porque um blogue pessoal também pode (e deve) ser um registo pessoal, cá vai.

No sábado de manhã, Deus deu-me a graça de pregar o Evangelho do Senhor Jesus Cristo no funeral de um querido irmão da nossa congregação que tinha falecido na quinta-feira. No final da manhã de sábado, com a ajuda de outros irmãos e irmãs, realizei a apresentação de um bebé ao Senhor. Durante a tarde e noite, celebrámos a festa de aniversário da nossa filha mais nova com alguns familiares e muitos amigos.

No Domingo de manhã, continuei a exposição das bases de fé na Escola Bíblica Dominical da nossa igreja e da parte da tarde, partilhei uma breve meditação na Ceia do Senhor sobre a importância do corpo e do sangue de Cristo. No culto das 16 horas, preguei sobre a Parábola das 10 minas, a última da série de oito que iniciei no ano passado. Na noite de Domingo convidamos dois casais amigos para lancharem em nossa casa e desfrutarmos juntos de preciosa comunhão.

O feriado do Dia do Trabalhador serviu para descansar um pouco de manhã e no delicioso almoço que a minha mãe serviu, continuamos a confraternizar com o Artur, a Vilma e a Toti. Seguidamente visitámos o meu sogro no hospital, que pela graça de Deus está a melhorar e no final da tarde assistimos a um filme em família.


Existem crentes que pensam estar muito ocupados na obra do Senhor, mas o que fazemos é sempre diminuto comparado com aquilo que Deus fez e faz por nós. Uma das reflexões que retirei da pregação da parábola das 10 minas foi que quando servimos a Deus e anunciamos a Sua salvação somos apenas "servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer” (Lucas 17:10). Na economia de Deus só se torna útil, quem se considera inútil, fazendo o que tem que fazer.

Devemos orar mais, pregar mais, visitar mais, testemunhar mais e amar mais, enquanto há tempo. Cada cristão irá prestar contas ao Senhor pelo que fez e por aquilo que não fez. Haverá recompensas e punições. Estar envolvido com Deus e com a igreja local, vivendo e testemunhando do Evangelho de Cristo é um grande privilégio e uma santa obrigação. Quem está verdadeiramente envolvido na obra de Deus, não lhe sobra tempo para críticas, queixumes e lamúrias. Os servos que sabem ser inúteis estão felizes porque trabalham para o Seu Senhor.

quarta-feira, abril 19, 2017

O segredo está na massa

Num estudo realizado por uma equipa de cientistas da Universidade da Califórnia foi descoberto o segredo da longevidade dos monumentos romanos, que resistem firmes há mais dois milénios. O segredo está "na massa". Melhor dizendo, na argamassa, o ligante que une as diferentes pedras das construções. Quando os investigadores misturaram a argamassa de acordo com a fórmula do arquitecto romano Vitrúvio, verificaram que a mistura continha aglomerados de um mineral chamado “stratlingite”, formado pela reacção entre o calcário e a matéria vulcânica. Concluíram que os cristais de “stratlingite” são semelhantes às microfibras usadas nas argamassas actuais, só que as massas romanas oferecem um reforço maior e são ainda mais resistentes à corrosão.

Esta descoberta fez-me pensar nos relacionamentos humanos. Haverá algum segredo que garanta a longevidade nos relacionamentos? Porque é que algumas amizades, casamentos e relacionamentos são duradouros e outros não? Existirá algum ligante que una as pessoas?
Sem dúvida que as relações humanas são complexas, e sem querer simplificar aquilo que é complicado, acredito que existe efectivamente algo que faz solidificar os relacionamentos humanos. É o amor. O amor é o melhor ligante nos relacionamentos. Quando digo amor, estou a pensar em todos os contornos que o amor abarca: o respeito, a confiança, o perdão, o apoio. Quem ama respeita, quem ama confia, quem ama perdoa, quem ama apoia e suporta.

Assim como existem testes à solidez das argamassas, também há testes que comprovam a solidez dos relacionamentos. Estou a lembrar-me de três testes: o teste da ausência, o teste da divergência e o teste da lealdade.
1. A ausência pode enfraquecer um relacionamento, mas também pode potenciar e fazer aumentar o amor e a saudade. Não é por um familiar viajar ou emigrar que o deixamos de amar. O reencontro é uma festa. Amigos verdadeiros não se perdem, quer estejamos perto ou longe deles. O amor resiste ao teste da distância e do tempo.

2. O segundo teste é o da divergência. Existem discordâncias e conflitos em todos os relacionamentos. Quando não conseguimos superar as discórdias e nem respeitamos opiniões divergentes falta-nos amor. Para se cultivar bons relacionamentos é fundamental ter boa memória para as coisas boas e má memória para as más. Saber ouvir e perdoar quem não concorda connosco não só é prova de educação, é sintoma de bom relacionamento. "Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão" (Provérbios 17:17).

3. Um terceiro teste é o da lealdade. Lealdade no sentido de fidelidade e no guardar as costas do meu amigo. Blaise Pascal advertiu que “poucas amizades subsistiriam se cada um soubesse aquilo que o amigo diz de si nas suas costas”. A Bíblia refere que Jónatas defendeu o seu amigo Davi perante as acusações injustas do seu pai Saúl. Por ser um bom amigo fiel, Jónatas ia sendo morto quando Saúl ficou de tal forma enfurecido que tentou matá-lo. A lealdade é essencial em qualquer relacionamento.

O maior exemplo de firmeza e solidez nos relacionamentos foi dado por Jesus Cristo. Ele é o nosso melhor amigo. Perante o nosso distanciamento pecaminoso, Jesus amou-nos, morreu e ressuscitou para nos salvar. Não há maior prova de amor e amizade que esta (João 15:13).

À semelhança dos sólidos edifícios romanos, a durabilidade das relações depende do ligante usado. O amor, o perdão, a lealdade, o sorriso, estão certamente no topo da lista dos melhores ligantes humanos. Fortalecem as relações e fazem-nas perdurar no tempo.

Escrevi há algum tempo aqui que a durabilidade da amizade é quase como a da salvação. Ou se é salvo, ou nunca se foi. Ou se é amigo ou nunca se foi. Assim como nunca se perde a salvação, nunca se perdem os verdadeiros amigos.


Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 165 - Abril-Junho 2017, na Revista Refrigério)

domingo, maio 22, 2016

50 Anos!


Porque só celebra a vida quem está vivo e ama a Vida, sou muito grato a Deus, aos meus familiares e amigos por este meio século de vida. Obrigado!

sexta-feira, maio 06, 2016

O Samuel Úria é legal

Como era de esperar, o concerto de ontem na Casa da Música do Samuel Úria foi extraordinário. Grandes músicas, grandes músicos, vozes de apoio magníficas, convidados extraordinários. A Casa encheu e o Porto deu ainda mais corda ao cantautor do momento. Não é só a "Carga de Ombro" que é legal, o Samuel Úria também é.