quarta-feira, novembro 30, 2011
Amanhã é feriado?
Sempre está confirmado que amanhã é feriado, ou vai ser só meio feriado?
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terça-feira, novembro 29, 2011
Lançar todas as nossas esperanças nele
Comentando o livro do profeta Isaías, João Calvino escreveu que "buscar a Deus significa em cada parte da Escritura lançar todas as nossas esperanças nele." Não há religião, política, filosofia ou ideologia que valha a pena depositar as nossas esperanças. A única Pessoa que podemos de facto confiar e esperar é Deus. Mesmo em tempos de tribulação, aqueles que esperam em Deus, são renovados, fortalecidos e conduzidos pelo seu braço forte e mão amorosa (Isaías 33:2). Buscamos a Deus, porque a própria esperança é Ele.
"Os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão."
(Isaías 40:31)
"Os que esperam no SENHOR renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão."
(Isaías 40:31)
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segunda-feira, novembro 28, 2011
Melhor que o Fado
Blind Boys of Alabama - "Nobody's Fault But Mine"
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domingo, novembro 27, 2011
O amor cresce à medida que é testado
"O amor não pode ser medido de maneira matemática concreta. Por ser dinâmico e relacional, o amor cresce à medida que é testado. Os pais que mais amam seus filhos são aqueles que mais sofreram por causa dos filhos"
In: Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 97.
In: Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 97.
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sexta-feira, novembro 25, 2011
Computador "novo"
Os últimos dias foram de alguma correria. O meu velhinho e incansável computador do escritório, avariou. Depois de trabalhar intensamente durante 8 longos anos, com a motherboard quase a explodir, foi-se o disco duro e a fonte de alimentação. Entre arranjos e desarranjos, porque as coisas não estão para grandes despesas, chegou um computador "novinho" em segunda mão, às minhas. Melhorou a placa, o disco, a RAM e o software (com 8 anos também não era muito difícil). O interessante é que em tudo isto, eu vi e senti a mão de Deus a dirigir-me. Ainda há gente que duvida que todas as coisas contribuem invariavelmente para o bem daqueles que amam a Deus? Eu não.
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quinta-feira, novembro 24, 2011
O Facebook é quem mais "Ordenha"!
Sempre que olho para o novo "ORDENAR" leio "ORDENHAR".
Eu sei, preciso de óculos. Ou talvez não.
Eu sei, preciso de óculos. Ou talvez não.
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Meia hora de greve
Quantas meias horas tem um dia de greve? E meia dúzia de dias de greve?
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terça-feira, novembro 22, 2011
Das aflições deste tempo presente
É normal surgirem lutas, sofrimentos, ataques e perseguições nos cristãos. Parece que quando um filho de Deus se dispõe a servir e a obedecer mais ao Senhor, as coisas ainda apertam mais. O próprio Senhor Jesus preveniu-nos que no mundo teríamos aflições e tribulações (João 16:33). Obviamente que ninguém gosta de sofrer e padecer (especialmente se for injustamente), mas isso deve ser encarado com naturalidade. "Todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições", alerta o apóstolo Paulo ao jovem Timóteo. Paulo sabia bem o que era sofrer, mas ele estava seguro que "as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada" (Romanos 8:18).
Também é verdade que Deus é poderoso para livrar-nos da fornalha de fogo ardente e até mesmo dentro dela; mas mais importante que o livramento em si, é continuarmos a confiar em Deus, mesmo que Ele não nos livre. Maior do que ter fé para o livramento, é ter fé no próprio Deus.
Também é verdade que Deus é poderoso para livrar-nos da fornalha de fogo ardente e até mesmo dentro dela; mas mais importante que o livramento em si, é continuarmos a confiar em Deus, mesmo que Ele não nos livre. Maior do que ter fé para o livramento, é ter fé no próprio Deus.
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segunda-feira, novembro 21, 2011
Luz (fraca) no meio das trevas
Com vista a poupar alguns cêntimos no nosso orçamento familiar, que a EDP (e o Governo) teimam em roubar, comprei lâmpadas economizadoras para o compartimento que ainda não as tinha, a casa de banho. Comprei lâmpadas "especiais" (caríssimas!) que prometem poupar cerca de 80% de energia e duram muito mais. Só que estas tais lâmpadas economizadoras demoram cerca de 10 a 20 segundos a atingir a potência máxima. Ou seja, só quando termino de urinar é que vejo claramente a sanita. A minha mulher não gostou nada destas lâmpadas. Das duas uma, ou começo a urinar sentado ou então mudo de lâmpadas. Acho que vou sentar-me. Pode ser que entretanto se veja mais luz das lâmpadas e ao fundo do túnel.
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domingo, novembro 20, 2011
Tudo contribuirá para o bem
"Quando uma pessoa tem confiança total no Deus omnipotente, nada de mau pode sobrevir, porque os eventos e as circunstâncias são controladas por ele."
In: Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 115.
In: Russell Shedd. Epístolas da prisão - Filipenses. São Paulo: Vida Nova, 2005, p. 115.
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sábado, novembro 19, 2011
"As Cabanas do Tédio" dos Lacraus
"As Cabanas do Tédio", dos Lacraus, no novo CD "Os Lacraus Encaram o Lobo".
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sexta-feira, novembro 18, 2011
O conto da democracia
Considerava-se uma pessoa muito tolerante, defensora do diálogo e do debate democrático das ideias e costumes. Um dia recebeu uma opinião muito discordante na caixa de comentários do seu blogue. Furioso, apagou-a imediatamente. De seguida retirou a perturbante caixa de comentários do seu espaço blogosférico. Depois de dar sumiço à possibilidade de alguém refutar publicamente o que defendia, continuou a escrever sobre tolerância, diálogo e democracia. Tinha a certeza que era disso que mais percebia.
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"Sou fraca em religião!"
Ainda sobre o vídeo do post anterior, entre muitas outras coisas interessantes, o Professor universitário Nuno Resende diz o seguinte:
"Se algumas perguntas são deprimentes, de tão óbvias que são as respostas, o resultado é mais que negativo. É trágico. A ideia que pessoas que alcançam a universidade com um nível de literacia tão baixo já me parece tristemente frustrante para quem é professor (o meu caso) e para quem tem colegas alunos deste nível. Mas o hediondo é que se dêem respostas ou justificações como: «Eh pá! Coisas com Jesus Cristo?! Sou fraca em religião», como se saber quem pintou a Capela Sistina tivesse a ver com religião.
Bem que o ateísmo fraco é aquele pelo qual se envereda por moda. A maioria destas criaturas que diz que não acredita em Deus ou é fraca em religião, não porque não acredita, mas porque não sabe do que fala. Pura e simplesmente está a borrifar-se para o que tenha a ver com cultura. Sim, porque culto tem a ver com cultura. Isto não quer dizer que as pessoas se convertam para receberem a iluminação do conhecimento. Mas não deixa de ser pertinente pensar que chegámos a este ponto cumulando o desinteresse com esse ateísmo fraco que se expressa através do desprezo, de que as coisas relacionadas com Jesus Cristo ou com a religião são fúteis, não prestam. Onde estão os ateus ou agnósticos que, mesmo críticos ou descrentes, saberiam apreciar o valor da arte religiosa? Aliás, o que seria de qualquer civilização sem a sua arte construída a partir da noção ou reconhecimento do divino?"
No Aventar.
"Se algumas perguntas são deprimentes, de tão óbvias que são as respostas, o resultado é mais que negativo. É trágico. A ideia que pessoas que alcançam a universidade com um nível de literacia tão baixo já me parece tristemente frustrante para quem é professor (o meu caso) e para quem tem colegas alunos deste nível. Mas o hediondo é que se dêem respostas ou justificações como: «Eh pá! Coisas com Jesus Cristo?! Sou fraca em religião», como se saber quem pintou a Capela Sistina tivesse a ver com religião.
Bem que o ateísmo fraco é aquele pelo qual se envereda por moda. A maioria destas criaturas que diz que não acredita em Deus ou é fraca em religião, não porque não acredita, mas porque não sabe do que fala. Pura e simplesmente está a borrifar-se para o que tenha a ver com cultura. Sim, porque culto tem a ver com cultura. Isto não quer dizer que as pessoas se convertam para receberem a iluminação do conhecimento. Mas não deixa de ser pertinente pensar que chegámos a este ponto cumulando o desinteresse com esse ateísmo fraco que se expressa através do desprezo, de que as coisas relacionadas com Jesus Cristo ou com a religião são fúteis, não prestam. Onde estão os ateus ou agnósticos que, mesmo críticos ou descrentes, saberiam apreciar o valor da arte religiosa? Aliás, o que seria de qualquer civilização sem a sua arte construída a partir da noção ou reconhecimento do divino?"
No Aventar.
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quinta-feira, novembro 17, 2011
Teste a 100 alunos universitários
A revista SÁBADO fez um teste básico a 100 alunos de universidades de Lisboa e chega a ser anedótica e surreal a ignorância que grassa em tantos universitários portugueses. Geração "Erraste"!?
A sabedoria do Rei Salmão
Estou a começar a ter alguma dificuldade em ler ao perto. Os computadores, os livros e a vida queimam os olhos. A idade tem destas coisas. Mas não sou só eu. No nosso culto doméstico desta semana, a minha mulher leu no primeiro livro dos Reis a história do homem que não pediu vingança, riquezas ou terras, antes rogou a Deus por sabedoria e recebeu isso e mais do que pediu. "Depois de David ter morrido...", liam muito compenetrados, os belos olhos azuis da minha esposa, "SALMÃO, pois, assentou-se no trono de David, seu pai."
Uma pausa.
Primeiro olhamos incrédulos, uns para os outros. "SALMÃO???"
Depois... bem, depois certamente calculam a explosão que se deu. Desconfio que até os peixinhos do nosso aquário gargalharam. Ao almoço, por sinal, imaginem qual tinha sido o apetitoso peixe-rei que comi? Sim, foi esse mesmo sábio "filho de Davi" grelhado. Que bem que soube. O peixinho e o nutritivo tempo em família.
Uma pausa.
Primeiro olhamos incrédulos, uns para os outros. "SALMÃO???"
Depois... bem, depois certamente calculam a explosão que se deu. Desconfio que até os peixinhos do nosso aquário gargalharam. Ao almoço, por sinal, imaginem qual tinha sido o apetitoso peixe-rei que comi? Sim, foi esse mesmo sábio "filho de Davi" grelhado. Que bem que soube. O peixinho e o nutritivo tempo em família.
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terça-feira, novembro 15, 2011
Antes de sair da sua Igreja local
As palavras de Dietrich Bonhoeffer levaram a amiga Carla a formular algumas importantes questões. Sem responder directamente à Carla (até porque não conheço a sua situação e igreja em particular), porque considero este assunto bastante pertinente, partilho aqui algumas considerações, para alguém que esteja a pensar deixar a sua igreja local, ler e reflectir.
1. Em primeiro lugar, ninguém deve sair leviana ou apressadamente da sua igreja local. Existem mandamentos claros na Palavra de Deus acerca disso (Hebreus 10:25; I Coríntios 12:21-26; 1 João 1:6,7). Hoje, infelizmente, sai-se da igreja por tudo e por nada. Isso está errado e não é a vontade do Senhor. Se é certo que podem existir alguns erros e abusos dentro das igrejas, a vontade do Senhor é que cada filho de Deus seja um membro integrado e empenhado na sua congregação para ajudar a corrigi-los.
2. Antes de qualquer tomada de posição drástica, conheça melhor a história da sua igreja. Como e quem começou a congregação? São as suas raízes doutrinárias verdadeiramente bíblicas? A Igreja sempre foi como está agora? Já sentiu a presença de Deus nessa igreja?
Todas as igrejas têm fases más e outras boas. Existem muitos exemplos na Palavra de Deus que nos alertam para o facto das precipitações terem resultados desastrosos. Deus é poderoso para restaurar e sarar congregações doentes.
3. Antes de sair, pondere se já fez tudo para ajudar a resolver os problemas. Está a orar pelos líderes e com as pessoas envolvidas? Está pronto a perdoar? Tem uma atitude amorosa, humilde e disponível para o serviço? Nas suas conversas acerca dos assuntos da igreja, diz palavras abençoadoras? Está a seguir as coisas que servem para a paz e edificação dos seus irmãos (Romanos 14:19)?
Paulo escrevendo à Igreja em Colossos (e a nós, pelo Espírito Santo) afirma: “suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:13, 14)
4. Não é normal uma comunidade cristã inteira entrar em total colapso. Normalmente existem sempre em todas as congregações várias pessoas que amam o Senhor e a sua obra. Ouça e ande com essas pessoas. O "esmagamento" produzido pela graça de Deus, que Dietrich Bonhoeffer alega, visa destruir as ideias erradas e sonhadoras de uma pessoa ou mais, para restaurar "a comunhão cristã genuína", não o aniquilamento dessa comunidade.
5. Se a igreja local não manifesta de uma forma cabal, aquilo que John Stott chamou de “marcas da igreja ideal”, que são o "amor, sofrimento, santidade, sã doutrina, evangelismo, autenticidade e humildade" poder-se-á ser tentado a escolher o caminho mais fácil e imediatista, que é mudar-se para outra congregação, onde essas marcas lhe parecem mais evidentes. Se fizer isso, com o passar dos anos, provavelmente irá descobrir que essa congregação também terá falhas iguais ou mesmo piores em muitas dessas marcas. Antes de sair, ore mais, trabalhe melhor e contribua activamente para você próprio manifestar essa marcas na “igreja colapsante”.
6. Observe se a liderança é amorosa, humilde, cuida do rebanho e é respeitadora do modelo bíblico. Como é gerido o dinheiro da congregação? A pregação é Cristocêntrica? Os diferentes ministérios da igreja e respectivas actividades visam a glória de Deus? Há evangelismo e novos convertidos? Existem oportunidades de serviço a Deus? Essas e outras perguntas ajudarão a perceber o tipo de igreja que você está.
7. Se chegar à conclusão que a sua congregação não prega mesmo o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo, especialmente no que concerne à salvação e às grandes bases de fé, busque conselho de pessoas maduras e mais experientes.Experimente partilhar você a Palavra de Deus nessa igreja. Das duas uma, ou se convertem, ou vão expulsá-lo. Depois de algum tempo e muita oração, se não se converterem e não o expulsarem, mude-se para uma congregação que pregue e viva "todo o conselho de Deus" (Actos 20:27-31; 2 Tessalonicenses 3:6; 2 Coríntios 6:14-17).
Conclusão: Antes de sair da sua igreja local deve ponderar muito bem, orar e fazer o que estiver ao seu alcance para abençoar a sua igreja. Orar, orar e orar.
1. Em primeiro lugar, ninguém deve sair leviana ou apressadamente da sua igreja local. Existem mandamentos claros na Palavra de Deus acerca disso (Hebreus 10:25; I Coríntios 12:21-26; 1 João 1:6,7). Hoje, infelizmente, sai-se da igreja por tudo e por nada. Isso está errado e não é a vontade do Senhor. Se é certo que podem existir alguns erros e abusos dentro das igrejas, a vontade do Senhor é que cada filho de Deus seja um membro integrado e empenhado na sua congregação para ajudar a corrigi-los.
2. Antes de qualquer tomada de posição drástica, conheça melhor a história da sua igreja. Como e quem começou a congregação? São as suas raízes doutrinárias verdadeiramente bíblicas? A Igreja sempre foi como está agora? Já sentiu a presença de Deus nessa igreja?
Todas as igrejas têm fases más e outras boas. Existem muitos exemplos na Palavra de Deus que nos alertam para o facto das precipitações terem resultados desastrosos. Deus é poderoso para restaurar e sarar congregações doentes.
3. Antes de sair, pondere se já fez tudo para ajudar a resolver os problemas. Está a orar pelos líderes e com as pessoas envolvidas? Está pronto a perdoar? Tem uma atitude amorosa, humilde e disponível para o serviço? Nas suas conversas acerca dos assuntos da igreja, diz palavras abençoadoras? Está a seguir as coisas que servem para a paz e edificação dos seus irmãos (Romanos 14:19)?
Paulo escrevendo à Igreja em Colossos (e a nós, pelo Espírito Santo) afirma: “suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:13, 14)
4. Não é normal uma comunidade cristã inteira entrar em total colapso. Normalmente existem sempre em todas as congregações várias pessoas que amam o Senhor e a sua obra. Ouça e ande com essas pessoas. O "esmagamento" produzido pela graça de Deus, que Dietrich Bonhoeffer alega, visa destruir as ideias erradas e sonhadoras de uma pessoa ou mais, para restaurar "a comunhão cristã genuína", não o aniquilamento dessa comunidade.
5. Se a igreja local não manifesta de uma forma cabal, aquilo que John Stott chamou de “marcas da igreja ideal”, que são o "amor, sofrimento, santidade, sã doutrina, evangelismo, autenticidade e humildade" poder-se-á ser tentado a escolher o caminho mais fácil e imediatista, que é mudar-se para outra congregação, onde essas marcas lhe parecem mais evidentes. Se fizer isso, com o passar dos anos, provavelmente irá descobrir que essa congregação também terá falhas iguais ou mesmo piores em muitas dessas marcas. Antes de sair, ore mais, trabalhe melhor e contribua activamente para você próprio manifestar essa marcas na “igreja colapsante”.
6. Observe se a liderança é amorosa, humilde, cuida do rebanho e é respeitadora do modelo bíblico. Como é gerido o dinheiro da congregação? A pregação é Cristocêntrica? Os diferentes ministérios da igreja e respectivas actividades visam a glória de Deus? Há evangelismo e novos convertidos? Existem oportunidades de serviço a Deus? Essas e outras perguntas ajudarão a perceber o tipo de igreja que você está.
7. Se chegar à conclusão que a sua congregação não prega mesmo o verdadeiro Evangelho do Senhor Jesus Cristo, especialmente no que concerne à salvação e às grandes bases de fé, busque conselho de pessoas maduras e mais experientes.Experimente partilhar você a Palavra de Deus nessa igreja. Das duas uma, ou se convertem, ou vão expulsá-lo. Depois de algum tempo e muita oração, se não se converterem e não o expulsarem, mude-se para uma congregação que pregue e viva "todo o conselho de Deus" (Actos 20:27-31; 2 Tessalonicenses 3:6; 2 Coríntios 6:14-17).
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segunda-feira, novembro 14, 2011
Descendentes do Espírito Santo
Partilhei ontem numa pequena grande igreja de Gaia acerca daquele que nasceu José, mas os apóstolos de Jesus cognominaram-no de Barnabé - "O Filho da Consolação". O encorajamento e o ânimo que Barnabé levou aos novos crentes em Antioquia, não tiveram nada a ver com o positivismo balofo, tipo água-com-açúcar, que os livros de auto-ajuda e infelizmente alguns crentes e pastores propalam. A fé, o ensino, o alento e o encorajamento de Barnabé estavam fundamentados na graça de Deus, no Espírito Santo e nas sagradas Escrituras. Por isso produziram crescimento, mais salvação e missões. O que foi apelidado de "Descendente do Espírito Santo" ("Parákletōs") podia ensinar, exortar e consolar outros, porque tinha aprendido a servir generosa e persistentemente na Igreja em Jerusalém. Cada um só pode ser e dar o que é e o que tem, e "o homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu." (João 3:27)
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domingo, novembro 13, 2011
O feliz esmagamento da graça de Deus
"Muitas e muitas vezes uma comunidade cristã inteira entra em colapso porque cresceu a partir de um sonho. O cristão dedicado, estabelecido pela primeira vez em uma comunidade cristã, provavelmente traz consigo uma ideia bem definida de como deve ser a vida cristã em grupo - e procura aplicar essa ideia. No entanto, a graça de Deus rapidamente desfaz tal sonho. Tão certo como Deus deseja nos levar ao conhecimento da comunhão cristã genuína, também devemos ser esmagados por uma grande desilusão quanto aos outros, com os cristãos em geral e, se formos felizes, quanto a nós mesmos."
Dietrich Bonhoeffer
Dietrich Bonhoeffer
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sábado, novembro 12, 2011
Take My Hand, Precious Lord
Elvis Presley - "Take My Hand, Precious Lord" (1957)
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sexta-feira, novembro 11, 2011
Ferramentas chinesas
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Waffully Day
Alguém é capaz de me explicar o que se passou ontem no Brasil, que procurando no Google o significado das palavras "waffully" e "awfully" chegaram ao gargalhante vídeo que coloquei há umas semanas atrás "Casamento com waffle? Foram quase seiscentas (600!) surpreendentes visitas a esta pobre manjedoura. Já agora, são servidos do meu "English Tea", pingado com um farrapo de leite e acompanhado de umas deliciosos waffles recheados de natas e chocolate quente? E fiquem a saber que os waffles não são ingleses nem americanos, são belgas!
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quinta-feira, novembro 10, 2011
Tributo a Deus (e a Chris Bowater)
O casal Rute e Ruben Alves fizeram um maravilhoso e merecido tributo a Chris Bowater. Sobressai a voz robusta de Rute Alves, perfumada por notas saltitantes do piano de Ruben Alves, em toada jazzística, com breves apontamentos de violino, contrabaixo e violoncelo, que nos inspiram a olhar mais para o Rei e soberano Senhor. Destaco "Reino em Mim", o novo arranjo de "Mergulho no Teu Rio de Amor" e a beleza sublime de "Santo És". A escutar com muita atenção.
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O serviço a Deus é feito com pessoas imperfeitas
Que ninguém tenha a veleidade de pensar que só vai trabalhar na Igreja local com as melhores e as mais perfeitas pessoas do mundo. No serviço a Deus vão ocorrer sempre muitos erros e falhas, tanto da parte dos líderes, como dos que não são líderes. Foi assim no passado, é no presente e será até à vinda do Senhor. Compete a cada Pastor, líder ou responsável trabalhar e cooperar com as pessoas e os recursos que Deus lhe tem dado, sendo gratos a Deus pelas vidas que já estão envolvidas, e orar e incentivar outras pessoas para se envolverem mais com O Senhor e a sua obra. Que Deus nos ajude a trabalhar com gratidão pelos que estão, mantendo a porta aberta para os que Ele sabe que ainda virão.
"Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas, pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo."
(Filipenses 1:3-5)
"Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós, fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas, pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora. Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo."
(Filipenses 1:3-5)
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quarta-feira, novembro 09, 2011
A democracia da graça celeste
Transcrevo aqui a citação de George Steiner, lida no maravilhoso blogue Avatares de um desejo, de Bruno Sena Martins:
"«Aquele que pensa em grande tem de errar em grande», disse Martin Heidegger, o teólogo-parodista dos nossos dias (empregando-se o termo «parodista» no seu sentido mais sério). Também aqueles que pensam «em ponto pequeno» podem errar em grande. Esta é a democracia da graça celeste, ou da danação."
Steiner, George (2009), Errata: revisões de uma vida. Lisboa: Relógio D'Água.
"«Aquele que pensa em grande tem de errar em grande», disse Martin Heidegger, o teólogo-parodista dos nossos dias (empregando-se o termo «parodista» no seu sentido mais sério). Também aqueles que pensam «em ponto pequeno» podem errar em grande. Esta é a democracia da graça celeste, ou da danação."
Steiner, George (2009), Errata: revisões de uma vida. Lisboa: Relógio D'Água.
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O ego é um ser matreiro
Nem sempre quando fala de si próprio, ou das coisas que realiza, o cristão está a revelar orgulho espiritual. Basta ler os primeiros capítulos da Epístola de Paulo aos Gálatas, 1 Coríntios 9 e tantos outros textos bíblicos para facilmente se entender isso. Por outro lado, dizer ou mesmo pregar sobre o ego estar crucificado ou usar linguagem espiritualizada (o que quer que isso seja), revela um Eu crucificado (veja-se por exemplo Mateus 7:21-23; 1 Coríntios 1:17; 4:19; Filipenses 3:18).
O ego é um ser matreiro e teima em viver e engordar mesmo quando passa fome. Pode estar escondido muito orgulho e jactância, tanto numa voz exaltada, como num silêncio manhoso. O mal está em nós. O grande pregador inglês Charles Haddon Spurgeon gemeu assertivamente "Ai de nós! O nosso coração é o nosso maior inimigo".
Mais do que ignorar ou falar acerca da cruz e da morte do Eu, urge viver e agir como crucificado, “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”, bradou o Apóstolo Paulo (Gálatas 2:20). Apesar de continuar a viver, o cristão verdadeiro não deve permitir que o seu Eu domine mas é Cristo quem deve viver, conduzir e mandar.
Todos os dias o ego intenta ressurgir, mas quando o consideramos morto em Cristo, ele permanece onde deve estar: na tumba. Basta observar o fruto e as consequências das nossas atitudes, escolhas e decisões diárias para se constatar quem de facto está a viver. Se Eu ou Cristo.
O ego é um ser matreiro e teima em viver e engordar mesmo quando passa fome. Pode estar escondido muito orgulho e jactância, tanto numa voz exaltada, como num silêncio manhoso. O mal está em nós. O grande pregador inglês Charles Haddon Spurgeon gemeu assertivamente "Ai de nós! O nosso coração é o nosso maior inimigo".
Mais do que ignorar ou falar acerca da cruz e da morte do Eu, urge viver e agir como crucificado, “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”, bradou o Apóstolo Paulo (Gálatas 2:20). Apesar de continuar a viver, o cristão verdadeiro não deve permitir que o seu Eu domine mas é Cristo quem deve viver, conduzir e mandar.
Todos os dias o ego intenta ressurgir, mas quando o consideramos morto em Cristo, ele permanece onde deve estar: na tumba. Basta observar o fruto e as consequências das nossas atitudes, escolhas e decisões diárias para se constatar quem de facto está a viver. Se Eu ou Cristo.
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terça-feira, novembro 08, 2011
Entrevista a John Piper
O Pastor e Teólogo John Piper, depois de ter estado em período sabático durante oito meses, concedeu uma entrevista à CRISTIANISMO HOJE do Brasil, onde explica as razões que o levaram a ausentar-se durante esse tempo e fala acerca da falência do teísmo aberto, da teologia da prosperidade e dos chamados "cristãos cansados da igreja". Considerado pelos seus críticos como fundamentalista neocalvinista e com um discurso demasiado intransigente, Piper relembra a importância das igrejas hoje terem uma teologia bíblica robusta, que fale do sofrimento de Cristo e da soberania de Deus.
A ler aqui.
A ler aqui.
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segunda-feira, novembro 07, 2011
Assuntos e etiquetas do CANTO
Não é difícil chegar à conclusão que a tónica dominante deste blogue é a espiritual, ou como dirão alguns, religiosa. Contudo, se pertencer aos mais de 200 visitantes diários que teimosamente por aqui passeiam, constatará que abordo uma panóplia de assuntos e temas, que transcendem (ou não) a espiritualidade. Já me disseram que um blogue deve focalizar-se num tema específico para alcançar melhor os seus objectivos, mas um homem é mais do que um blogue temático, ou pelo menos devia ser, e este blogue sempre foi e será um espelho, ainda que pálido, da minha alma. Diário do meu pensar, sentir e existir.
Foi só a partir de 2007 que comecei a catalogar e a etiquetar os meus textos. Julgo que antes desse tempo a Blogger não permitia etiquetar postagens (detesto este termo). Desde esse tempo carimbei 443 textos de humor, 329 relacionados com os protestantes, 298 posts Existencialistas, 269 Sementes e 239 Reflexões. Foram 257 as citações e 155 de livros, sendo que o que mais se destacou foi a Bíblia, com 209 posts. Actualidade, Sociedade, Políticas, Teologia e Blogosfera tiveram igualmente bastantes textos. Existem também etiquetas com número reduzido, mas que igualmente me dizem muito, como por exemplo Graça, Contos e Mini-contos, Pobreza, Coelet, Discipulado e outros.
Por vezes quero lembrar-me de algo que citei ou mencionei aqui e não encontro. A caixa de pesquisa e as etiquetas ajudam, mas nem sempre é fácil. Principalmente por razões estéticas, sempre hesitei em colocar a nuvem de "tags" que a Blogger disponibiliza. Com a variedade de assuntos que abarco, a nuvem seria tamanha que o CANTO ficaria mais pesado e tenebroso, e provavelmente meteria ainda mais água do que já mete. São tantas as etiquetas que por vezes até tenho dificuldade em catalogar os textos. Contudo, e perdoem-me a loucura outonal, pelo menos para já, resolvi colocar a dita nuvem na barra lateral direita.
Tenham uma excelente semana (e muita paciência, especialmente comigo)!
Foi só a partir de 2007 que comecei a catalogar e a etiquetar os meus textos. Julgo que antes desse tempo a Blogger não permitia etiquetar postagens (detesto este termo). Desde esse tempo carimbei 443 textos de humor, 329 relacionados com os protestantes, 298 posts Existencialistas, 269 Sementes e 239 Reflexões. Foram 257 as citações e 155 de livros, sendo que o que mais se destacou foi a Bíblia, com 209 posts. Actualidade, Sociedade, Políticas, Teologia e Blogosfera tiveram igualmente bastantes textos. Existem também etiquetas com número reduzido, mas que igualmente me dizem muito, como por exemplo Graça, Contos e Mini-contos, Pobreza, Coelet, Discipulado e outros.
Por vezes quero lembrar-me de algo que citei ou mencionei aqui e não encontro. A caixa de pesquisa e as etiquetas ajudam, mas nem sempre é fácil. Principalmente por razões estéticas, sempre hesitei em colocar a nuvem de "tags" que a Blogger disponibiliza. Com a variedade de assuntos que abarco, a nuvem seria tamanha que o CANTO ficaria mais pesado e tenebroso, e provavelmente meteria ainda mais água do que já mete. São tantas as etiquetas que por vezes até tenho dificuldade em catalogar os textos. Contudo, e perdoem-me a loucura outonal, pelo menos para já, resolvi colocar a dita nuvem na barra lateral direita.
Tenham uma excelente semana (e muita paciência, especialmente comigo)!
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Amor rima com humor
Não é à toa que amor e humor rimam.
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domingo, novembro 06, 2011
Só de pensar em Ti
"Só de pensar em Ti, Jesus,
sinto alegria e paz."
Bernardo de Clairvaux (Hino 316)
sinto alegria e paz."
Bernardo de Clairvaux (Hino 316)
sexta-feira, novembro 04, 2011
Não meter o nariz onde não é chamado!
Não percebo o que dizem (julgo ser russo), mas cumpre-se o ditado português que diz acertadamente para "Não meter o nariz onde não é chamado!". Para a próxima, em vez de ser a penca, é a língua!
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"No ano de sequidão, não se perturba"
A coisa mais maravilhosa de se crer e confiar verdadeiramente no Deus criador e sustentador do universo, é que podem vir crises, desempregos, guerras, misérias, fogos, Neros e bestas esfaimadas, que a alegria, a paz e o amor continuarão a brotar do mais profundo do ser. A verdadeira Vida não depende das circunstâncias, sejam boas ou más, procede de Deus e da sua preciosa graça. Feliz é o homem que coloca a sua esperança no Senhor.
"Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto."
Jeremias 17:7,8
"Bendito o homem que confia no SENHOR, e cuja esperança é o SENHOR. Porque ele é como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano de sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto."
Jeremias 17:7,8
quinta-feira, novembro 03, 2011
Boa e má memória
Para se cultivar bons relacionamentos é fundamental ter boa memória para as coisas boas e má para as más. Estou a aprender. A idade é uma boa professora.
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Mensagens torpedo
Acho muito engraçado os brasileiros usarem a palavra "torpedo" para uma mensagem escrita por telemóvel, vulgo "sms". Quando a ouço (ou leio), penso sempre num portentoso disparo bombástico, desferido de um telemóvel para o outro. Outras vezes, imagino que são certos e determinados "torpedos" que resultam da ingestão de alguns flatulentos alimentos, nomeadamente feijões ou castanhas. Recebo (e dou) alguns desses "sms" todos os dias.
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quarta-feira, novembro 02, 2011
"Vox populi", voz impopular
Não deixa de ser tremendamente irónico que os grandes arautos europeus da democracia estejam apavorados com o referendo proposto pelo primeiro-ministro George Papandreou ao povo da Grécia. Se a voz do povo não conta, para que serve a democracia? Este referendo matará o Euro, a velha Europa ou a democracia?
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Ditos e mitos da política portuguesa
«A mentira mais repetida na vida política portuguesa é a de que os portugueses vivem acima das suas possibilidades, trabalham pouco, ganham demasiado e deveriam poupar mais. Nada de mais errado: este conjunto de mitos constitui um embuste.
O primeiro mito é o de que os portugueses vivem acima das suas possibilidades, fazem férias caras e compram bens que não deviam. Um logro. Quando adquirem bens ou serviços, os cidadãos fazem-no ou com o seu dinheiro ou a crédito. No primeiro caso, estão no seu direito. Na segunda hipótese, a responsabilidade será sempre do cliente; ou, se resulta de má avaliação ou ganância por parte da banca, é por esta que deve ser assumido o prejuízo. Muito pelo contrário, quem vive muito acima das suas possibilidades é o Estado, a classe política, os gestores públicos e todos os que comem da manjedoura que é o orçamento do estado. O português comum, esse, infelizmente, tem vivido muito abaixo do nível médio do europeu.
O segundo mito, em Portugal trabalha-se pouco. Uma falsidade. Os nossos trabalhadores cumprem horários semanais dos mais extensos da Europa. Estão é mal enquadrados e são mal dirigidos. Na administração pública, a gestão é fraca, os dirigentes, "boys" partidários, são, na sua maioria, habilidosos caciques e organizadores de campanhas, mas péssimos gestores. Acresce que a incompetência se contagia às empresas privadas que vivem de favores do Estado e que, para isso apenas, contratam traficantes de influência. Com dirigentes destes, a produtividade só poderia ser fraca. E ganham demais? Não me parece que salários altos alguma vez tenham sido o problema de Portugal. Pelo contrário, é lamentável que tenhamos chegado a 2011 com um ordenado bruto médio de 900 euros, o que representa um rendimento líquido mensal de 711 euros. Isto é ganhar muito? Finalmente, é agora moda pedir aos portugueses que poupem. Mas vir pedir a um povo, que tem salários de miséria, para poupar é, no mínimo, ridículo e insultuoso. E inútil. Todo este chorrilho de mentiras e moralismos apenas servem para disfarçar a incapacidade dos políticos. O que os portugueses precisam não é de lições de moral, mas sim de governantes competentes e sérios.»
Paulo Morais, Professor Universitário, no Correio da Manhã.
O primeiro mito é o de que os portugueses vivem acima das suas possibilidades, fazem férias caras e compram bens que não deviam. Um logro. Quando adquirem bens ou serviços, os cidadãos fazem-no ou com o seu dinheiro ou a crédito. No primeiro caso, estão no seu direito. Na segunda hipótese, a responsabilidade será sempre do cliente; ou, se resulta de má avaliação ou ganância por parte da banca, é por esta que deve ser assumido o prejuízo. Muito pelo contrário, quem vive muito acima das suas possibilidades é o Estado, a classe política, os gestores públicos e todos os que comem da manjedoura que é o orçamento do estado. O português comum, esse, infelizmente, tem vivido muito abaixo do nível médio do europeu.
O segundo mito, em Portugal trabalha-se pouco. Uma falsidade. Os nossos trabalhadores cumprem horários semanais dos mais extensos da Europa. Estão é mal enquadrados e são mal dirigidos. Na administração pública, a gestão é fraca, os dirigentes, "boys" partidários, são, na sua maioria, habilidosos caciques e organizadores de campanhas, mas péssimos gestores. Acresce que a incompetência se contagia às empresas privadas que vivem de favores do Estado e que, para isso apenas, contratam traficantes de influência. Com dirigentes destes, a produtividade só poderia ser fraca. E ganham demais? Não me parece que salários altos alguma vez tenham sido o problema de Portugal. Pelo contrário, é lamentável que tenhamos chegado a 2011 com um ordenado bruto médio de 900 euros, o que representa um rendimento líquido mensal de 711 euros. Isto é ganhar muito? Finalmente, é agora moda pedir aos portugueses que poupem. Mas vir pedir a um povo, que tem salários de miséria, para poupar é, no mínimo, ridículo e insultuoso. E inútil. Todo este chorrilho de mentiras e moralismos apenas servem para disfarçar a incapacidade dos políticos. O que os portugueses precisam não é de lições de moral, mas sim de governantes competentes e sérios.»
Paulo Morais, Professor Universitário, no Correio da Manhã.
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terça-feira, novembro 01, 2011
Dia da vida
Hoje, também é um excelente dia para celebrar a vida, a vida abundante.
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