quinta-feira, dezembro 18, 2014

O segredo está na massa

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia descobriu o segredo para a longevidade dos monumentos romanos. Afinal de contas o segredo está "na massa". Melhor, na argamassa. No ligante dessa argamassa está um mineral chamado "stratlingite", que se deu pela reacção entre o calcário e a matéria vulcânica. Os cristais de stratlingite são semelhantes às microfibras usadas no cimento actual, mas ainda com maior resistência e durabilidade.

Nas relações humanas a coisa é idêntica. A durabilidade das relações e das próprias pessoas depende do ligante usado. O amor, o perdão, a solidariedade, o sorriso estão certamente no topo da lista dos melhores ligantes humanos. Fortalecem as relações e fazem-nas perdurar no tempo.

Notícia lida aqui e aqui.

segunda-feira, dezembro 15, 2014

Prefiro bolas de Berlim

Não é por acaso que a palavra melindre rima com berlinde. Há pessoas adultas que vivem cativas dos seus próprios joguinhos infantis. As mimalhices e os melindres não são próprios de gente crescida. Os adultos (na idade e na fé) não perdem demasiado tempo com perrices e caturrices. Aprenderam a valorizar aquilo que vale a pena valorizar. Com quase cinquenta anos de idade, em matéria de bolas que começam por "berlin", prefiro mil vezes mais as de creme do que as de vidrinhos. É verdade que as de creme engordam, mas a susceptibilidade 'berlindosa' faz muito pior à saúde.

domingo, dezembro 14, 2014

Os melhores ouvintes

"Os praticantes da Palavra são os melhores ouvintes."

Thomas Watson
(Pregador Puritano do sec. XVII)

sexta-feira, dezembro 12, 2014

Nem muito amargo nem muito doce

Peço a Deus que não me deixe secar na amarga estrada da desesperança, nem engordar com a melosa quimera da superficialidade.

segunda-feira, dezembro 08, 2014

A misericórdia cristã é prática

Partilhei ontem na querida Igreja Evangélica em Leça da Palmeira, a maravilhosa ordem de Jesus a Levi: Segue-me! Os religiosos daquele tempo ficaram furiosos quando Jesus, depois de ter chamado Levi (que mais tarde ficaria Mateus), participou num banquete em sua casa juntamente com outros publicanos, que os fariseus consideravam grandes pecadores.

Na concepção religiosa do nosso tempo continua a ideia que quanto mais afastados estivermos dos pecadores, mais santos ficaremos. Mas isto é um erro. Por mais que nos isolemos dos pecadores, o pecado, não só mora ao nosso lado, come connosco todos os dias. Está em nós. Jesus era conhecido como sendo "amigo dos pecadores", especialmente dos que se consideravam fracos, indignos e maus. Isto confundia (e ainda confunde) muito os "defensores da espiritualidade".

Os legalistas religiosos gostam de evidenciar a sua espiritualidade e santidade pelas formalidades exteriores, mas muitas vezes não são acompanhadas de amor e misericórdia. “Uma atitude misericordiosa, de amor e compaixão, é mais importante que a mera formalidade de obrigações religiosas, sem nenhuma preocupação com os outros”, disse D. L. Moody. É mais importante ter uma atitude amorosa, misericordiosa, perdoadora com os que nos rodeiam, a começar pelos nossos familiares e amigos, do que participar em actividades religiosas. A misericórdia cristã é prática. Quando estendemos a mão a quem precisa de nós, estamos a espalhar a graça de Deus. Estamos a seguir Jesus. E esse é o nosso maior chamado e desafio.

domingo, dezembro 07, 2014

Perceber-se

"O primeiro passo rumo à humildade é perceber-se orgulhoso."

C. S. Lewis

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Esperança presente

A gloriosa esperança futura é para os que nela vivem no presente.

quarta-feira, dezembro 03, 2014

Barro luminoso

Um destes dias levantei-me da cama do meu quarto e não acendi a luz. Estava muito escuro. Quando procurava tocar a porta, encontrei uma parede. Por breves instantes tive aquela horrível sensação de desorientação semelhante à cegueira. Avancei esbaforido para a porta, mas como estava entreaberta, bati desalmadamente com a cabeça na porta. Embora "cego", vi estrelas. O “galo” ainda cá canta.

No sexto sinal, dos oito descritos no Evangelho de João, há uma estranheza maior além da própria estranheza já inerente aos milagres. Jesus cuspiu na terra e untou os olhos de um cego. Alguém sugeriu que a seguir à morte, a cegueira é a talvez a maior perda de um ser humano. Impede-nos de vislumbrar as maravilhas de Deus e dos homens, restringe a vida e faz-nos depender totalmente dos outros. A cegueira, as doenças, o mal, a morte são consequências da entrada do pecado na humanidade. Todos nascemos cegos, todos somos pecadores (Rm 3:23; Rm 5:12; Ef 2:1; 5).

“Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” perguntaram os discípulos a Jesus. O pensamento judaico era dominado pela lei da retaliação - quem está a sofrer é porque fez algum mal. Infelizmente ainda hoje muitos cristãos (evangélicos também!), ainda continuam prisioneiros desta lei. A Teologia da prosperidade, por exemplo, ensina precisamente esse erro: toda a doença, pobreza e males vem do diabo e do pecado pessoal. Quem está doente é porque fez algum pecado e precisa de um exorcismo (e de dar mais uns dízimos dobrados).

Não há dúvida que o Pecado é o maior problema da humanidade. É por causa dele que as pessoas são condenadas eternamente. A única solução para o pecado é a confissão, o arrependimento sincero e a aceitação do perdão de Deus, mediante o Senhor Jesus. Também é verdade que existem doenças, sofrimentos e adversidades que são consequência directa do pecado e das más atitudes (1 Co 11:30; Tg 5:15). Mas esta passagem (e outras) ensina que nem toda a doença e sofrimento procedem directamente de um pecado pessoal ou familiar.

Foi o próprio Jesus que esclareceu que aquela cegueira não estava relacionada com o pecado do cego ou dos seus pais, antes serviria para a manifestação das obras de Deus, para a salvação daquele pobre homem. Muitas vezes não conhecemos as razões porque nos sucedem algumas desgraças e aflições, mas se confiamos no soberano Deus, acreditemos que Ele tem tudo no seu controle e que nada nos acontece por acaso. Há “males” na nossa vida que servem para o bem! Servem os seus elevados propósitos.

Porque é que Jesus cuspiu na terra e colocou aquele barro nos olhos do cego? Não sei em concreto. Sei que Jesus é Deus e que pode usar os métodos que podem parecer-nos “estranhos”, mas que são sempre os melhores. Estaria neste barro uma alusão ao processo criador de Deus na formação inicial do homem com pó da terra (Gn 2:7)? Talvez. Calvino sugere que Jesus tapou com barro os olhos cegos do homem para intensificar ainda mais o milagre. O cego precisava ser ainda mais cego para que o sinal fosse inequívoco.

A seguir, Jesus mandou o cego lavar-se no tanque de Siloé (v. 7). Aquele que foi enviado pelo Pai, enviou o cego a banhos. Este tanque simbolizava um teste de fé e obediência para aquele homem. Ao contrário do chefe do Rei da Síria, Naamã (2 Re 5) o cego não questionou a estranheza e a simplicidade dos métodos divinos. Foi e lavou-se. Quando se lavou, começou a ver. Mas este milagre, para além de gerar curiosidade em muitos, provocou medo nos seus pais e inveja e descrença nos religiosos incrédulos.

Jesus foi novamente ao encontro do homem que tinha sido cego. Nesse precioso encontro, o que já não era cego começou finalmente a ver. Espiritualmente. Creu no Filho de Deus e adorou-O (v. 35-41). Jesus é a luz do mundo. Ele não só fez a luz, faz-se luz para que todos os que nele crêem não andem em trevas. Ele ilumina, perdoa, solta, anima e aviva. Que possamos também ser o barro luminoso nas suas mãos para este mundo em trevas. Que Ele nos ajude.

segunda-feira, dezembro 01, 2014

"Muita parra, pouca uva!"

"Nunca esqueçamos o facto que o baptismo nas águas, o ser membro de alguma igreja local, a participação na Ceia do Senhor ou o uso diligente das cerimónias e formalidades externas do cristianismo são ineficazes para salvar as nossas almas. São apenas folhas, meras folhas. E, sem fruto, tal folhagem servirá somente para aumentar a nossa condenação eterna." J. C. Ryle

sábado, novembro 29, 2014

Frio do lado de fora

Com o Natal à porta, convém que o frio e o gelo, tão característico deste tempo (e de tantas pessoas), fiquem do lado de fora. Idina Menzel e Michael Bublé cantam uma deliciosa versão de ‘Baby It’s Cold Outside’, abrilhantada neste vídeo por simpáticos infantes dançarinos. Haja Natal!