terça-feira, novembro 21, 2017

O Senhor do sem nariz

Lembrei-me hoje da divertida obra surrealista de Nicolai Gógol, O Nariz, que já li há muitos anos. O barbeiro Ivan acordou um dia com o cheirinho a pãozinho quente e, para seu grande espanto, encontrou no meio do pão um grande e afiado nariz. Desesperado, Ivan tenta livrar-se do nariz enquanto o dono do nariz perdido sai à procura dele. O maior ridículo do ufano Senhor do seu nariz é um dia acordar sem ele. Gógol não perde muito tempo com razões e explicações para o sucedido. A genialidade da obra-prima está no realismo do absurdo. Por incrível que pareça o ridículo está sempre a acontecer-nos. Como bem remata o escritor, "Se pensarmos bem, há qualquer coisa nisto... digam o que disserem, acontecem coisas destas no mundo - raramente, mas acontecem."

domingo, novembro 19, 2017

O problema está no coração

"O coração do problema humano é o problema do coração humano."

John Stott

terça-feira, novembro 14, 2017

Amor personificado

"Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor."
(1 Coríntios 13:13).

Este capítulo 13, que surge no meio da temática dos dons espirituais, desenvolvida nos capítulos 12 e 14, é um hino ao amor. O amor é paciente e bondoso, não é invejoso, nem orgulhoso, não é arrogante, nem grosseiro. O amor não exige. Não é irritadiço e dificilmente suspeita do mal que os outros nos possam fazer. O amor nunca fica satisfeito com a injustiça, mas alegra-­se com a verdade. O amor nunca desiste, nunca perde a fé, tem sempre esperança e persevera em todas as circunstâncias. O amor nunca falha (1 Coríntios 13:4-8). Este amor parece ser utópico e irrealista para nós vivermos. Num certo sentido, é impossível viver este amor sozinho. Este amor é vinculativo. Implica O outro. É divino. Jesus é este Amor personificado. Vive-se e partilha-se numa base de dependência e comunhão com Deus, por Jesus Cristo. Mais do que emoção, é o amor em acção.

Todas as coisas um dia vão passar. A fé, a esperança e o amor de Deus fazem-nos permanecer. O Amor é maior do que todas as coisas. O Amor venceu e vai continuar a vencer. O Amor é eterno.

domingo, novembro 12, 2017

Tragicomédia

"O pecado primeiro é cómico, depois é trágico." Thomas Watson

sexta-feira, novembro 10, 2017

Sede de controlo

A sede de tentar controlar tudo e todos manifesta duas inseguranças: a inquietação da alma que não se consegue controlar e a falta de fé para acreditar plenamente no controlo soberano de Deus.

terça-feira, novembro 07, 2017

Evidências da Nova Filiação

A pregação do culto de Domingo foi sobre 1 João 3. “Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai”, diz o primeiro versículo desse capítulo. O amor de Deus Pai não é como o nosso. O amor de Deus é grandioso, sacrificial, incondicional. O amor do Pai não acaba, é inesgotável porque não depende do nosso comportamento. É eterno e imortal. Pode ser visto e é partilhado. Podemos senti-lo e experimentá-lo. Existem pessoas que não se sentem amadas, mas o amor de Deus é bem real. Deus prova que nos ama porque se deu a si mesmo, em Jesus Cristo. A nossa filiação divina é um acto amoroso de Deus. Tornamo-nos filhos de Deus porque somos amados por Ele e amamos quando somos filhos de Deus.

Pecado parece ser uma palavra proibida no léxico pós-moderno. Contudo, as notícias demonstram infelizmente que o pecado está vivo e continua a fazer muitos estragos. O pecado é a pior de todas as rebeldias. A pior das Anomias. Pecado é a doença mortal. O oposto do pecado é permanecer em Cristo (v. 6). De um lado Jesus, do outro pecado. Quem diz estar em Cristo não vive na prática do pecado. Como bem disse Mathew Henry, “Aquele que permanece em Cristo não pratica o pecado habitualmente. Renunciar ao pecado é a grande prova da união espiritual com o Senhor Jesus Cristo, da permanência nEle e em seu conhecimento salvador.”

Os que se dizem filhos de Deus têm que evidenciar os bons frutos da vida nova. Em jeito de súmula do sermão, identifiquei sete evidências da nova filiação neste capítulo.

1) Crê e vive no amor do Pai (v. 1a).

2) Purifica-se a si mesmo dos pecados (v. 3).

3) Permanece em Cristo e não vive para o pecado (v. 6, 9).

4) Pratica a justiça (v. 7).

5) Ama os seus irmãos (v. 11, 14, 18).

6) Ajuda de forma prática e concreta (v. 17, 18).

7) Guarda os mandamentos divinos (v. 23, 24).

A obediência a Deus não nos faz filhos de Deus, a obediência é uma das consequência da nova filiação. A maior evidência que já nascemos de novo e que somos filhos de Deus é o amor traduzido de forma real e concreta. Pessoas que se dizem cristãs e não amam o seu irmão ou o seu próximo não são cristãs. A mensagem cristológica e apostólica assenta no amor. O grande amor de Deus em nós é a grande evidência que somos verdadeiramente cristãos.

domingo, novembro 05, 2017

Creio na lealdade à igreja local

“Creio na lealdade à igreja local. Não creio na teoria da igreja invisível que nos torna invisíveis na igreja.”

Vance Havner