quarta-feira, Setembro 17, 2014

A vontade de Deus é sempre a melhor

As primeiras instruções que Deus deu a Adão e Eva foram muito claras e precisas, não deixavam margem para qualquer dúvida: “Podem comer de tudo, menos do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois se comerem morrem.” A proposta da serpente, ao contrário, lançou imprecisões, dúvidas e ilusões trapaceiras: “Talvez não morram. Não é bem como Deus diz. Se comerem, vocês ficarão melhores, serão como Deus, conhecendo e dominando o bem e o mal!”

Saltam-me duas lições importantes daqui. A primeira é que as palavras e as ordens de Deus, ainda que não conheçamos todos os seus contornos, são sempre claras e verdadeiras. Já as propostas do diabo são sempre ambíguas, impostoras e mentirosas. Deus é luz, o diabo é trevas. Deus é a verdade, satanás é o pai da mentira.

A segunda lição relaciona-se com a ilusão satânica que a vontade de Deus não é assim tão boa e que o melhor é contrariar essa vontade. O velho ditado popular “o proibido é o mais apetecido”. A falácia vem embrulhada num apelo sensorial apetitoso e na promessa de uma satisfação imediata. Puro engano.

A história revela que as consequências da desobediência foram letais para todos. Não somos chamados a conhecer tudo, mas a obedecer a Deus e à verdade da sua Palavra. A Palavra de Deus esclarece e vivifica, a do diabo confunde e mata. Não existe nada maior e melhor que obedecer à vontade de Deus. A sua vontade é “boa, agradável e perfeita”.

segunda-feira, Setembro 15, 2014

Uma oração

"Senhor, agradeço-te porque nunca estás ocupado demais para te esqueceres de mim. Perdoa-me porque eu não sou assim. Ajuda-me a pensar sempre em Ti em tudo o que fizer e antes de o fazer. Amém."

domingo, Setembro 14, 2014

Paciência divina

"A história da Igreja é a história da paciência de Deus."

Max Warren

quinta-feira, Setembro 11, 2014

Criados para socializar

Fomos criados para socializar. Quando Deus criou o homem notou que tudo era bom; mas houve uma coisa que Deus viu que não boa: a solidão. Faltava algo a Adão. Eva foi criada por Deus para que homem e mulher desfrutassem da presença e do amor dos da sua espécie. O ser humano procura e precisa do outro. Somos seres sociais. Encontramo-nos e realizamo-nos também no nosso próximo.

Não é de estranhar por isso que as redes sociais tenham tanto êxito. O homem e a mulher continuam a procurar o seu semelhante. Contudo, e por mais avançada que esteja a tecnologia, a melhor socialização que se poderá ter é - e sempre será! - “ao vivo e a cores”. Cara a cara. Nada substitui o cheiro, o toque, o calor, o som da batida acelerada de outro coração humano que está perto. O virtual será sempre só isso - uma imitação. Uma sombra pálida da realidade. A realidade nem sempre é aquela coisa cor-de-rosa e feliz que transparece tantas vezes das redes sociais. A vida real não é assim. Se é verdade que muitas pessoas se escondem no virtual, também é certo que existem outras pessoas que se escondem da vida virtual, com medo que a sua vida mesquinha real se torne conhecida. O tempo irá demonstrar que a virtualidade não acrescenta nem diminui nada à verdade.

Fomos feitos para a comunhão: com Deus e com as pessoas. Quando um individuo não tem prazer em estar com outras pessoas, provavelmente sofre de algum tipo de patologia relacional, emocional e espiritual. As feridas de uma má sociabilização deixam sempre marcas interiores profundas. Na dinâmica relacional, a comunhão com o nosso criador é fundamental. Spurgeon disse que "se formos fracos em nossa comunhão com Deus, seremos fracos em tudo." Estando de boa comunhão com Deus, inevitavelmente estaremos bem com as pessoas que nos rodeiam. Seja no mundo real ou virtual.

“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só.” (Gén. 2:18)

quarta-feira, Setembro 10, 2014

Tudo para a glória de Deus

É por uma razão bem diferente que a religião não pode ocupar a totalidade da vida no sentido de excluir todas as nossas actividades naturais. É claro que, em certo sentido, ela deve ocupar a nossa vida toda. Não há dúvida quanto ao compromisso que há entre as exigências de Deus e as da cultura, ou da política, ou de qualquer outra coisa. A exigência de Deus é infinita e inexorável. Você pode recusá-la ou começar a tentar aceitá-la. Não há meio-termo. Entretanto, apesar disso, está claro que o cristianismo não exclui nenhuma das actividades humanas comuns.

Paulo recomenda às pessoas que continuem nos seus empregos. Ele até admite que os cristãos frequentem festas nocturnas; e mais, festas oferecidas por pagãos. Nosso Senhor participou de uma festa de casamento e até providenciou o milagre do vinho. O conhecimento e as artes floresceram sob a égide da sua Igreja e ao longo da maioria das eras cristãs. É claro que a solução desse paradoxo é bastante conhecida: “Quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, faça tudo para a glória de Deus”.

Todas as nossas actividades simplesmente naturais — até a mais humilde de todas —, serão aceitáveis se forem ofertadas a Deus, e todas elas, até a mais nobre, serão pecaminosas se não forem ofertadas a Deus. O que o cristianismo faz não é apenas substituir a nossa vida natural por uma nova; ele é, antes, uma nova organização que explora esses materiais naturais para os seus próprios fins sobrenaturais.


Retirado de Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

segunda-feira, Setembro 08, 2014

Entrevista a Bono Vox sobre Jesus Cristo

Paul David Hewson (Dublin, 10 de maio de 1960), mais conhecido por seu nome artístico Bono é um cantor e músico irlandês vocalista principal da famosa banda musical U2. Foi nomeado para o prémio Nobel da Paz, foi-lhe concedido um honorário cavaleiro pela rainha Rainha Elizabeth II, e foi nomeado como "Personalidade do Ano" pela revista Time, conquistando outros prémios e nomeações.

Veja o que ele disse recentemente numa entrevista, quando foi interrogado sobre Jesus Cristo.



Via IQC.

domingo, Setembro 07, 2014

A Teologia da Cruz

"Lutero insiste no eterno retorno ao pé da cruz, a fonte da verdadeira teologia. Na brutalidade física, na feiura estética, na discrepância conceptual e na confusão espiritual da crucificação de Cristo, encontramos uma reafirmação e garantia da presença e acção ocultas de Deus neste mundo enigmático, perturbador e, muitas vezes, opressivo. Assim como Deus falou com Jó do meio do redemoinho, Lutero insiste que Ele fala connosco também, a partir da cruz, para proclamar a sua presença."

In: Alister McGrath. Teologia pura e simples. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2012, pp. 63, 64.

quinta-feira, Setembro 04, 2014

A autoridade superior da Bíblia

Quando leio cristãos a questionarem a autoridade e a infalibilidade da Bíblia há uma sirene em mim que começa logo a soar. Para mim, negar a voz superior da Bíblia é rejeitar o cristianismo verdadeiro. Eu sei que nada disto é novo. A Bíblia sempre foi alvo de muitos ataques e questionamentos, principalmente dos que se dizem ateus e mesmo de muitos religiosos. Vindo de pessoas que se consideram cristãs esclarecidas é perturbante.

Um dos livros que li nestas férias, que aconselho, foi "O ateísmo cristão e outras ameaças à Igreja" de Augustus Nicodemus. Uma colecção reunida em livro de alguns dos seus textos publicados no brilhante "O Tempora, O Mores!". Na carta (fictícia) à "bispa" Evônia, Nicodemus escreve assim:
"Quando pastores, presbíteros e as próprias igrejas relativizam o ensino das Escrituras, considerando-o preso ao século I e irremediavelmente condicionado à visão do mundo antigo, a igreja perde o referencial, o parâmetro, o norte, o prumo – e como ninguém vive sem estas coisas, elege a cultura como guia."

Confinar a Bíblia apenas ao seu contexto histórico, à cultura e ao tempo em que ela foi escrita, é retirar o carácter vivo e eterno, distintivo das sagradas letras. É bom contextualizar a Bíblia, mas não fiquemos parados aí. A Palavra de Deus continua a iluminar, guiar, esclarecer e falar ainda hoje. Ela é "viva, eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes" (Hebreus 4:12a). A Bíblia deve ser a única regra de fé e prática dos cristãos.

segunda-feira, Setembro 01, 2014

Férias com Deus

Ontem participamos com alegria em três cultos, de três igrejas. De manhã celebramos Deus na Igreja Evangélica Internacional do Algarve (IECA); de tarde estivemos na Igreja Evangélica Baptista de Alfandanga, com o meu amigo Jaime Fernandes e no final do dia, na Igreja Evangélica de Vale Judeu (nas instalações da IECA), com os nossos amigos Barry e Raquel Henry. Nesta última a minha filha Rute cantou o hino “Sossega ó alma” (H. 449 - Hinos e Cânticos). Foi um tempo desafiador e muito abençoado nas três Igrejas. Deus não faz férias de nós, nunca devemos fazer férias dele.

sábado, Agosto 23, 2014

O descanso e os livros

O trabalho é importante para o ser humano. O descanso talvez seja mais. Devidamente focado, o descanso torna-se superior. John Stott escreve que "O plano de Deus era criar não apenas o homo faber (homem trabalhador), mas criar também o homo adorans (homem adorador). Os seres humanos tornam-se mais dignos quando estão a adorar a Deus". Aqueles que descobrem o prazer do sexto dia são mais felizes. Que aprendem a descansar em Deus e a ter deleite nEle. É mais do que um dia. É uma vida.

Nestas duas semanas li seis livros. Se Deus permitir, nas próximas semanas outros serão acabados. Mas o prazer dos livros - que no meu caso é enorme -, não se compara ao apaziguador deleite de descansar em Deus. Continuação de boas férias, amigos.