quinta-feira, março 26, 2015

Ver ou não ver a Luz

Não é de espantar que um cego não perceba quando se lhe fala da Luz. O que me espanta, é aquele que diz já ter vislumbrado a Luz, não se maravilhar nem se deleitar com ela.

"Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho" (Salmos 119:105).

domingo, março 22, 2015

Da procura da felicidade

"Para que a nossa busca de felicidade permanente tenha sucesso, temos de procurá-la no relacionamento com o nosso Criador."

John Piper

quinta-feira, março 19, 2015

Feliz dia, queridas filhas!

No nosso culto familiar de hoje, começamos a estudar o livro do profeta Miquéias. A mensagem de Miquéias começa com a denúncia do pecado de Israel e de Judá e a sua iminente condenação, mas termina com esperança. A esperança verdadeira baseia-se, não num sentimento optimista, mas em Deus: “Quem, ó Deus, é semelhante a ti?” (Mq 7:18). Com tanta falta de contrição, fé e prática, a mensagem esperançosa de Miquéias permanece actualíssima. Uma das coisas que sempre alegrou o coração de Deus Pai foi observar os seus filhos na prática da fé obediente. Quem reconhece os seus pecados e lhe obedece, não anda perdido, antes caminha esperançoso. Existem muitas coisas nas minhas filhas que me alegram, a maior delas é meditarem e praticarem com a alegria a Palavra de Deus. Sou um pai muito grato a Deus Pai pelas filhas que ele me concedeu.

terça-feira, março 17, 2015

Justiça seja feita!

O grande escritor Jorge Luís Borges estava a compilar as cem obras que melhor resumiam as suas preferências literárias quando morreu. Deixou os primeiros sessenta e quatro prólogos dessa série esboçados, que foram agora compilados e editados em Portugal com o título de "Biblioteca Pessoal" (Editora Quetzal).

Um dos autores dessa lista é o filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard. Segundo Borges, Kierkegaard foi mais teólogo que filósofo e ainda mais homem eloquente e sensível do que um teólogo. Borges destaca o Temor e Tremor com que o escritor alega ousadamente: “Se depois do Juízo Final houvesse um só réprobo no Inferno e me calhasse ser esse réprobo, celebraria do abismo a Justiça de Deus”. Nem todos os que se dizem cristãos percebem o alcance desta sentença, mas os escritores que a compreendem, têm que ser lidos, ouvidos e respeitados. Justiça lhes seja feita.

sábado, março 07, 2015

A salvação e as obras

Ninguém é salvo por realizar boas obras – a salvação é recebida pela fé na bondosa graça de Deus. Por outro lado, aquele que está salvo vai evidenciar boas obras – estamos salvos para vivermos nelas (Efésios 2:8-10). A salvação é o primeiro fôlego de vida, as boas obras são a respiração normal do cristão. Tanto a salvação como as boas obras derivam, não de nós próprios - “para que ninguém se glorie” -, mas de Deus, para a glória seja inteiramente d’Ele. Afinal de contas, a maior das obras que há para fazer, já foi realizada por Jesus na cruz.

segunda-feira, março 02, 2015

Embrulha-me que eu gosto

- Vai desejar saco para levar o livro? - Pergunta a vendedora de uma grande livraria.
- Paga-se alguma coisa?
- Sim. São dez cêntimos. - Responde ela com um sorriso.
- E se for para oferecer?
- Se for para oferecer, damos um saco de presente para o embrulho.
- É para oferecer! - Confirmo sorridente.

sábado, fevereiro 28, 2015

O princípio, o meio e o fim do Amor

O amor verdadeiro é o princípio maior que não tem fim. Tudo vai passar, menos o Amor. Entretanto, antes que venha o derradeiro fim, o único meio que continuará a vencer é o princípio da realidade prática do amor. O princípio, o meio e o fim do Amor é Deus. Deus é amor.

domingo, fevereiro 22, 2015

É possível perder a salvação?

"É possível perder a salvação? Bom, isso depende. Depende de quem te salvou. Se foi Cristo quem te salvou então é impossível, pois ele assegurou que 'e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos' (João 10:28). Agora se foi outro quem te salvou então sim, é possível perder a salvação."

Russell Shedd

quinta-feira, fevereiro 19, 2015

Não esquecer Alice

No Sábado fomos ver o filme "Still Alice" (O Meu Nome é Alice). Eu sei que nestes dias fala-se mais de filmes que promovem chibatas dominadoras do que aqueles que abordam coisas importantes. Mas talvez por eu já estar no limiar dos cinquenta, interesso-me mais por coisas luminosas do que por sombras da moda.

Curiosamente, a protagonista Alice Howland (Julianne Moore) também tem 50 anos. Tem (quase) tudo. É uma mulher inteligente e bonita, com um casamento feliz, os filhos realizados, uma carreira prestigiante no ensino universitário. Um dia, sem ela contar ou desejar - e ninguém conta ou deseja -, os dedos fatais do Alzheimer agarram-lhe a mente. Vieram para ficar. O que se faz quando se vai perder, de forma avassaladora e irreversível, a memória, a linguagem, o pensamento, a noção de si próprio e daqueles que se ama? O Alzheimer não desmembra só a pessoa doente, seca tudo e todos à sua volta.

A interpretação de Julianne Moore é soberba. A dupla de realizadores e argumentistas Richard Glatzer e Wash Westmoreland souberam recortar o essencial do best-seller de Lisa Genova. O final foge do cliché - um drama faz chorar, mas não tem que ser piegas. O Alzheimer altera radicalmente a forma como as pessoas vivem no mundo. Este filme pode mudar a forma como nós vemos o mundo. Amar mais, viver melhor, recordar o bom, resistir ao mal, sempre. "Still Alice" é um filme digno de Óscares, a sua luz deve ser vista e lembrada. Pelo menos enquanto nos pudermos.

terça-feira, fevereiro 17, 2015

Os bons frutos exigem tempo

Já há algum tempo que o jovem limoeiro do nosso pequeno jardim nos presenteia com belos limões. Um limoeiro pode demorar cerca de 4 anos antes de começar a produzir bons frutos. Os bons frutos exigem tempo. Tempo e cuidado. Os frutos na vida também. Há que ter paciência, amor e perseverança. Reflexão. A ponderação requer tempo e dá trabalho. Não é por acaso que existe tanta superficialidade e futilidade de ideias e atitudes na nossa sociedade apressada. Falta-nos tempo para silenciar, ouvir, esperar. Escutar Deus e a sua Palavra. Os bons frutos nem sempre são os maiores e nunca são imediatos. Os frutos espirituais brotam lenta e naturalmente da nossa relação vital com Cristo. Quando estamos bem conectados, atentos, dedicados, pacientes, esperançosos n'Ele, os frutos sempre surgirão. Seja no jardim, na família, no trabalho, na igreja ou na nossa própria vida. Que tipo de frutos você está a produzir?