
Ide e comprai (ou não) o maravilhoso álbum de Natal de Michael W. Smith. It's A Wonderful Christmas. É maravilhoso.

Numa noite fria destas, vi agarradinho à minha amada e quentinha esposa o genial filme de Hitchcock, “Rear Window” (“A janela indiscreta”). Num ponto crucial do filme, a cena de amor do casal protagonista é interrompida por gritos estridentes. Alguém tinha estrangulado um pequeno cãozinho que andava a farejar o crime. A dona desesperada, grita da sua varanda para os vizinhos:
Tive que desviar-me dos aspersores de rega do jardim que estavam a lançar a água para os passeios. “Rega tudo menos o jardim!”, comentou um senhor à minha frente que ia levando com a água. Sorri e pensei que nós também somos assim. Apontámos e gastámos as nossas forças e energias em coisas erradas, que não produzem fruto e errámos o alvo. As flores, essas, vão secando e acabam por morrer. Nós, desperdiçámos e perdemos a vida.
A diferença entre o "falar" e o "fazer" está num breve “ze”. Um curto “ze” que pode fazer a diferença entre o céu e a terra. É verdade que nós os protestantes somos o povo da Palavra, mas também temos um longo historial de palavras. Demasiada língua, demasiada letra. Muita parra, muita morte. Precisamos ser efectivamente mais pragmáticos.