
Este é um post sobre
outro post. Esta coisa das postagens é curiosa. Um blogue tem muitas leituras e as palavras são deveras reveladoras. Sem ainda ter o prazer de conhecer pessoalmente o
Luís ou o
Verme do Canteiro, constato que leram o meu
texto de um modo divergente e antagónico. Antes de mais, agradeço os vossos respeitosos comentários.
O Luís lembrou que o meu post é também uma máscara, mera ostentação fingida. Um elemento iconoclasta e bajulador. Sublinhou a necessidade de nos desnudarmos perante Deus. Que se o fizessemos seriamos completos.
Por outro lado, o Verme do Canteiro (e outros leitores), identifica-se com o desencanto do meu texto. Leu nele pertinência no que se refere à denúncia da falsidade cénica na espiritualidade actual. Entendeu que a busca de autenticidade e de verdade na vida cristã são coisas que devemos perseguir.
Percebo as dúvidas e o véu do Luís. Percebo-lhe a nudez. Confesso que já fiz algum teatro cristão (até nem era muito canastrão), mas agora interessam-me mais os "reality shows" sem grandes shows. As máscaras só fazem sentido para pessoas, e há Carnavais que duram uma vida, mas de Deus nunca ninguém se esconde ou engana.
Percebo também o desencanto e o desabafo do Verme. Um poeta cristão que vive nas terras quentes do Carnaval, que provavelmente já andou mais que o Luís e por isso doem-lhe mais os pés feridos.
Sinceramente vosso,
Jorge Oliveira(o folião nú, deste
CANTO alegórico)