A igreja pela qual Jesus morreu é um Corpo universal, composto por homens e mulheres; bonitos e menos bonitos; brancos e de outras raças; gordos e magros; pobres e ricos; sábios e iletrados; doutores e engenheiros; nacionais e estrangeiros, patrões e empregados; introvertidos e extravagantes; calados e faladores...
A igreja local, deve ser um espaço de respeito pelas diferentes opiniões e sentimentos. Lugar de diálogo entre Deus e os homens. Casa de partilha e de comunhão. Celeiro para suprir necessidades mútuas. Família que se alimenta, reproduz e multiplica. Rampa de oportunidade para a realização do plano de Deus, individual e colectivo. Altar divino para que todos possam exercitar o sacerdócio e o serviço a Deus.
Se reduzimos a igreja a uma parcela ou estrato da sociedade, a uma cultura, a um pensamento (mesmo que seja muito bom), a uma facção ou a uma denominação, esquecendo a diversidade do Corpo, estamos a desmembrá-lo.
Estamos a desconsiderar O Cabeça – Cristo, que ama, recebe e aceita todos.
No meu percurso cristão tenho visitado muitas igrejas de diferentes ramos e doutrinas. Algumas, respira-se, quase antes de entrar, a exclusão da intolerância, porém outras, sente-se o acolhimento irmão e amigo.
Penso que as igrejas são mais ricas e com maior alcance, quanto maior for o espaço para a diversidade.
O que se pede a cada filho de Deus é que aceite, conviva e ame cada membro do corpo, independentemente das diferenças de personalidade ou das diversidades sociais, económicas e mesmo doutrinárias. Um dos grandes desafios da liderança de uma igreja é manter e reforçar a unidade nesta pluralidade.
Imaginem o que era uma igreja, por exemplo, só de homens dentistas brasileiros gordos, ou só com gente com mais de 1,79 de altura, olhos azuis e loiros (o púlpito era uma passerelle), ou só de intelectuais de esquerda, ou só de funcionários públicos na pré-reforma... eheheeh
"E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Agora, pois, há muitos membros, mas um corpo." (1 Coríntios 12:19-20)