
Vou ali e venho já.
Paradoxalmente surgem indicadores na nossa cultura secularizada e materialista que o homem moderno continua à procura do transcendente. O homem tem uma avidez natural pelo espiritual. Ele procura Deus nas muitas religiões, nas seitas, no misticismo, na bruxaria, no esoterismo. Procura Deus, talvez sem o saber, no dinheiro, no trabalho, no descanso, nas drogas, no sexo, na música, no outrem, no espelho. Mas nada. Parece que só encontra engano, desilusão, perplexidade e mais frustração.
Recebo um daqueles e-mails. Elogia o benefício de beber 4 copos de água a seguir ao levantar. Diz que é uma prática muito popular no Japão. Que evita e cura (quase 100%) a maior parte das doenças e problemas. Depois discorre sobre os perigosos sintomas de ataques cardíacos. E termina com aquele esconjuramento final, profético, que só é verdadeiro amigo quem repassar o tal e-mail.
Amanhã, querendo Deus, vamos buscar a nossa filha Rute ao Acampamento da APECP. Foram 3 intensas semanas consecutivas de aprendizagem. A primeira semana esteve connosco a servir na manutenção do Acampamento a cerca de 60 pessoas e as outras duas semanas participou como campista. As saudades são muitas, muitas, muitas... mas sabemos que a nossa preciosa Rute está a crescer e a ser preparada por Deus para as grandes coisas que estarão por vir.

Lembro-me que quando estivemos na Disney World, em Orlando, o calor estava tão insuportável que resolvi tirar a minha t-shirt, ficando com o meu (então) esbelto tronco nu à mostra. Quase instantaneamente aproximaram-se de mim uns gorilas de fato preto e sofisticados sistemas de comunicação (já não sei bem se tinham mesmo fato preto, mas imagino-os assim agora), que me cercearam e ordenaram que vestisse imediatamente a T-shirt ou então expulsavam-me do "Dream Park". Claro que acedi e tapei a minha nudez. Aprendi que há alturas e lugares na vida, por muito que seja o calor eufórico da alegria, que o melhor é não tirar mesmo a camisola. Por amor a ela e ao corpo.
Depois dos milionários investimentos e das grandes expectativas criadas à volta do Benfica na sua gloriosa pré-época ("agora é que vai ser!"), e do costumeiro silêncio matreiro dos "Andrades do Nuorte", os chamados três "grandes" iniciaram a primeira jornada com um triplo empate. Porém, quem ouve e lê alguns iluminados comentadores do nosso rectângulo encantado parece que o empate do Sporting foi uma derrota, o do Benfica foi um empate à Campeão e o do Porto foi um empate (como sempre) por culpa dos árbitros. Ora Bolas!