segunda-feira, julho 13, 2009

Tesouro em vasos de barro

Comecei a minha pregação de ontem lembrando que um cristão não tem que andar sempre a sorrir. Numa leitura, ainda que breve, da biografia do Apóstolo Paulo descrita na segunda carta aos Coríntios (1:8-9; 4:7-10; 6:4-10; 12:7-10), percebe-se facilmente que o grande mensageiro da graça de Deus era um homem comum. Um homem cheio de tribulações, tristezas, angústias, lutas, oposições e mesmo contradições. Um cristão que vivia aquilo que Watchman Nee designou por “paradoxo inerente”, «ser um cristão é ser uma pessoa em quem há uma inconsistência fundamental. O cristão é aquele quem existe um paradoxo inerente. Esse paradoxo vem de Deus. Algumas pessoas pensam que no viver cristão só existe o tesouro e não o vaso de barro.» O Apóstolo Paulo tinha consciência clara da sua própria fragilidade e fraqueza e que o poder e a excelência eram de Deus.

Um cristão também atravessa na sua vida aflições, tristezas, angústias inconsistências e mesmo dúvidas, e isto sucede, para que se lembre que precisa confiar mais no Tesouro-Deus, e menos em si próprio (2Coríntios 1:9). O poder, a força e a glória pertencem somente a Deus. O único tesouro é Ele. Nós, somos apenas barro.


“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.”
2ª Coríntios 4:7-10.

5 comentários:

José Carlos disse...

Sobre o barro ouvi que:
1- Tem pouco valor (não há guerras no mundo por causa dele)
2- Na mãos de um oleiro pode transforma-se em peças de grande valor.
3- É frágil, pode quebrar-se com facilidade.

Jorge Oliveira disse...

Pensamentos interessantes José Carlos, agradeço a partilha.
Abraço

Catarina disse...

Bem dito!

ALFJr. disse...

Boa reflexão caro colega, especilmente em tempos onde exigse-se de qualquer "líder-religioso" que ele seja um super homem (quase um super herói) - nos moldes do "super-man", mulher maravilha, etc.

Concordo com você, só espero que essa não seja uma posição facilitadora e legitimadora de uma postura um tanto quanto pessimista quanto a vida, frente a criação de Deus, aos/às amigos/as, etc.

Graça e paz.
Abração.

Jorge Oliveira disse...

Olá AlfJr.

Percebo o seu alerta e concordo com ele.

O testemunho de vida do Apóstolo Paulo mostram que as suas aflições e tristezas (reais) tinham sempre um propósito elevado. Elas serviam, não para incentivar o facilitismo, pessimismo, ou resignação, muito pelo contrário, eram para despertar ainda mais a confiança no Senhor e na sua graça, serviam para consolar outros que passavam dificuldades semelhantes, para que a Vida de Cristo se manifestasse ainda mais na vida de Paulo (2 Coríntios 4:10-11), com todo o seu brilho, esplendor e santidade.


Mas sinceramente não sei se falsidade do optimismo superficial que alguns cristãos ostentam não será bem pior que o erro pessimista.

Deixemos contudo, esses julgamentos com O Senhor.


Um abraço