quinta-feira, abril 22, 2010

O Deus de Manassés

Manassés foi um dos reis mais perversos de Israel. Começou a reinar aos doze anos e num abrir e fechar destruiu tudo o que o seu pai tinha feito de bom – é sempre muito mais fácil e rápido estragar o que de bom se faz. Manassés cometeu idolatrias, bruxarias, infâmias e abominações, chegando ao cúmulo de queimar e sacrificar os seus próprios filhos aos falsos deuses. Judá era considerada muito pior que todas as outras nações. Alguém poderia pensar que este Hitler cruel do Velho Testamento (como alguém o apelidou) estaria perdido para sempre. Mas não.

Deus enviou-lhe o exército inimigo da Assíria para o prender e levar cativo, tal qual uma besta (que ele era). E é precisamente neste terrível cativeiro, que, angustiado, Manassés ora ao "Deus de seus pais" e se arrepende do seu grande pecado e da sua vã maneira de viver. E ao contrário do que alguns podiam esperar, Deus ouve-o e perdoa-lhe.

Começa a restauração da sua vida e de Jerusalém. Reedifica o muro da cidade, constitui líderes para a protegerem dos ataques e ciladas dos inimigos, remove todos os ídolos e deuses estranhos que ele tinha anteriormente implantado, e começa a reparação do altar do Senhor, incentivando o povo a adorar e servir O único e verdadeiro Deus e Senhor.

Deus perdoou a Manassés. É certo que as marcas da sua malignidade deixaram rastos no povo e em Amom, o seu filho, que posteriormente vai trilhar o pior caminho do seu pai. Mas importa reter que se Deus perdoou a Manassés, não há pecado ou mal que Deus não consiga perdoar. Jesus também foi trespassado por causa do pecado de Manassés. O Deus de Manassés é o Deus de toda a misericórdia, perdão e compaixão. Ele é poderoso para amar e perdoar o mais vil dos pecadores.

7 comentários:

rui miguel duarte disse...

Ou de como o que conta é como se termina, não como se começa.

Jorge Oliveira disse...

É isso Rui,
Também é uma excelente aplicação, sem dúvida.

Um abraço.

Vilma disse...

Muito bom este texto.
Ele começou mal e terminou bem.
Deus não despreza um coração contrito e um espírito abatido.
Na nossa E.D. terminámos um bom estudo sobre o rei Josafá, que foi o inverso: começou bem e terminou mal, quando achou que estava no cimo e acabou por permitir que o orgulho e as amizades erradas o afastassem de Deus.
Temos muito coisa a aprender com os exemplos que a Palavra nos deixa.
:)

Rubinho Osório disse...

Se houve esperança para ele, quem sabe há também para mim!!!

Jorge Oliveira disse...

Gracias Vilma,
Interessante também que a Bíblia não esconde tendenciosamente "os podres" e os maus exemplos, mas expõe-os para que não sigamos esses caminhos.

Jorge Oliveira disse...

Rubinho,
E para mim também.

José Carlos disse...

É um exemplo extraordinário para ser lembrado.
Muito oportuno!