In: KELLER, Timothy. Pregação. São Paulo: Editora Vida Nova, 2017, p. 126.
domingo, janeiro 27, 2019
"Simul justus et peccator"
"Um cristão é mais imperfeito e pecador do que você jamais ousaria imaginar e, ao mesmo tempo, mais amado e aceito do que você jamais ousaria esperar."
In: KELLER, Timothy. Pregação. São Paulo: Editora Vida Nova, 2017, p. 126.
In: KELLER, Timothy. Pregação. São Paulo: Editora Vida Nova, 2017, p. 126.
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quinta-feira, janeiro 24, 2019
Orações umbilicais
"Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias? Deus meu, eu clamo de dia, e tu não me ouves; de noite, e não tenho sossego." (Salmo 22:1,2).
O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.
Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.
O Salmo 22 é grito de revolta de David contra Deus. Aparentemente Deus está indiferente às orações de David. Expressar o desalento a Deus por Ele não responder às orações é algo humano. Mas uma coisa é ficar impaciente com o silêncio divino, outra coisa, bem diferente, é pensar que a oração serve para satisfazer os nossos desejos egoístas. Há pessoas que têm raiva de Deus porque Ele não lhes faz as vontades. É terrivelmente infantil pensar que O Senhor tem a obrigação de nos dar tudo o que lhe pedimos. Na realidade, quem ora assim não está a orar ao Deus Altíssimo, mas ao seu próprio umbigo. A oração umbilical é sinal de uma fé imatura e imberbe. Se há coisa que os umbigos são bons é fazer a pessoa olhar para baixo e para si própria.
Mas este Salmo também é profético e messiânico. Cristo é verdadeiramente O Homem que foi desamparado por Deus na cruz, por causa do nosso pecado. Na sua oração, antes de ir à cruz, Jesus revelou a verdadeira essência da oração: "e, pondo-se de joelhos, orava, dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lc 22:41,42). Orar é conhecer e fazer a vontade de Deus. Orar é aceitar os silêncios e as respostas divinas. Orar é estar disposto a morrer por Deus e para o nosso umbigo.
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domingo, janeiro 20, 2019
Deus é livre
"Deus é livre. Eu sou livre. Deus é mais livre que eu. Se a minha liberdade colidir com a liberdade de Deus, eu perco. A Sua liberdade restringe a minha; a minha liberdade não restringe a Dele."
R. C. Sproul
R. C. Sproul
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sexta-feira, janeiro 18, 2019
Medita nestas coisas
"Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." (1 Timóteo 4:15,16).
Que coisas são estas que o apóstolo aconselhava Timóteo a meditar? O jovem pastor Timóteo tinha a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja de Éfeso e provavelmente outras igrejas na Ásia (1Tm 1:3). Paulo tinha dito anteriormente para Timóteo ser um exemplo para os crentes, pela forma como falava e vivia, evidenciando amor, fé e pureza. O apóstolo já tinha transmitido nesta carta algumas directrizes doutrinárias e orientações ministeriais, agora era preciso relê-las e meditar nelas.
Que tipo de coisas meditamos nós? Que coisas ocupam a nossa mente e coração? A meditação bíblica diária é fundamental. O tempo devocional deve ter a prioridade máxima na vida do cristão. Devemos persistir em ler, meditar e viver a Palavra do Senhor. Vigiar os nossos pensamentos e conduta pessoal. Perseverar no relacionamento vital com Cristo e nos fundamentos da fé. Meditar nas coisas do alto e viver o que se medita.
Que coisas são estas que o apóstolo aconselhava Timóteo a meditar? O jovem pastor Timóteo tinha a responsabilidade de supervisionar o trabalho da igreja de Éfeso e provavelmente outras igrejas na Ásia (1Tm 1:3). Paulo tinha dito anteriormente para Timóteo ser um exemplo para os crentes, pela forma como falava e vivia, evidenciando amor, fé e pureza. O apóstolo já tinha transmitido nesta carta algumas directrizes doutrinárias e orientações ministeriais, agora era preciso relê-las e meditar nelas.
Que tipo de coisas meditamos nós? Que coisas ocupam a nossa mente e coração? A meditação bíblica diária é fundamental. O tempo devocional deve ter a prioridade máxima na vida do cristão. Devemos persistir em ler, meditar e viver a Palavra do Senhor. Vigiar os nossos pensamentos e conduta pessoal. Perseverar no relacionamento vital com Cristo e nos fundamentos da fé. Meditar nas coisas do alto e viver o que se medita.
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quinta-feira, janeiro 17, 2019
14 anos
Hoje o Twitter lembra-me que estou lá há 10 anos. No Facebook são mais de 12 anos e na passada segunda-feira este vosso CANTO fez 14 anos de existência. Sou daquelas pessoas que vê aspectos positivos na Internet, na blogosfera e nas redes sociais. Sou grato a Deus pelos amigos que fiz e por tudo o que tenho aprendido aqui, com crentes e descrentes. Muito Obrigado!
A vida digital é boa, mas também sei que o melhor da vida virtual não se compara à vida real. Prefiro mil vezes estar com a minha família, amigos, participar dos cultos da igreja, do que estar colado ao computador ou telemóvel. Conforme já referi aqui algumas vezes, a virtualidade sem realidade não presta. A vida real, com todas as falhas, conflitos e idiossincrasias próprias da humanidade, supera sempre a vida virtual.
A vida digital é boa, mas também sei que o melhor da vida virtual não se compara à vida real. Prefiro mil vezes estar com a minha família, amigos, participar dos cultos da igreja, do que estar colado ao computador ou telemóvel. Conforme já referi aqui algumas vezes, a virtualidade sem realidade não presta. A vida real, com todas as falhas, conflitos e idiossincrasias próprias da humanidade, supera sempre a vida virtual.
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domingo, janeiro 13, 2019
A versatilidade sobrenatural do evangelho
"O evangelho tem a versatilidade sobrenatural para tratar das esperanças, dos temores e dos ídolos de cada cultura e de cada pessoa em particular."
In: KELLER, Timothy. Igreja Centrada. São Paulo: Editora Vida Nova, 2014, p. 54.
In: KELLER, Timothy. Igreja Centrada. São Paulo: Editora Vida Nova, 2014, p. 54.
quinta-feira, janeiro 10, 2019
Influenciadores em Terra Estranha
Nos últimos 7 anos preguei de forma expositiva na minha congregação 7 livros da Bíblia. Este ano começamos com o profeta Daniel. O livro de Daniel é deveras extraordinário. É ao mesmo tempo histórico e profético, simples e misterioso, doutrinário e escatológico.
A temática central pode ser resumida numa sentença: “O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens” (4:17; 2:21; 4:25,32; 5:21). Temos dificuldade em reconhecer que Deus é Deus na nossa história, mas Deus continua a ser O Senhor soberano. Como nos dias de Daniel, Deus tem o domínio total sobre tudo e todos, em toda a terra.
Daniel começa com o relato do cativeiro babilónico, que aconteceu por causa da divisão, desobediência e idolatria israelita. Se nós nos desviarmos do Senhor e da Sua vontade, Ele também vai tratar connosco e sofreremos igualmente muitas tristezas e dissabores.
O rei Nabucodonosor ordenou que fossem arrancados de Jerusalém os mais notáveis, inteligentes e bonitos jovens de linhagem real para o centro religioso da Babilónia. O objectivo era formatá-los à cultura e mentalidade dos caldeus e do império, para depois usá-los. A estratégia de satanás é desviar-nos das coisas de Deus, enchendo a nossa mente e coração com o pensamento dominante deste mundo.
Em vez de serem influenciados pela Babilónia, Daniel e os seus amigos conseguiram, com a ajuda de Deus, influenciá-la. Em vez de nos queixarmos das pessoas e das circunstâncias más que nos rodeiam, façamos também a diferença positiva onde estamos.
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” - Rm 12:2.
A temática central pode ser resumida numa sentença: “O Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens” (4:17; 2:21; 4:25,32; 5:21). Temos dificuldade em reconhecer que Deus é Deus na nossa história, mas Deus continua a ser O Senhor soberano. Como nos dias de Daniel, Deus tem o domínio total sobre tudo e todos, em toda a terra.
Daniel começa com o relato do cativeiro babilónico, que aconteceu por causa da divisão, desobediência e idolatria israelita. Se nós nos desviarmos do Senhor e da Sua vontade, Ele também vai tratar connosco e sofreremos igualmente muitas tristezas e dissabores.
O rei Nabucodonosor ordenou que fossem arrancados de Jerusalém os mais notáveis, inteligentes e bonitos jovens de linhagem real para o centro religioso da Babilónia. O objectivo era formatá-los à cultura e mentalidade dos caldeus e do império, para depois usá-los. A estratégia de satanás é desviar-nos das coisas de Deus, enchendo a nossa mente e coração com o pensamento dominante deste mundo.
Em vez de serem influenciados pela Babilónia, Daniel e os seus amigos conseguiram, com a ajuda de Deus, influenciá-la. Em vez de nos queixarmos das pessoas e das circunstâncias más que nos rodeiam, façamos também a diferença positiva onde estamos.
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” - Rm 12:2.
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