sexta-feira, agosto 31, 2018

Compartilhar o que vai no coração

Tenho andado a rever nas férias a série "O Mentalista" com a minha filha Jéssica. Já vi esta série há algum tempo mas confesso que não me recordo da maior parte dos episódios. A idade tem estas coisas. Além disso, sou do género de pessoa que comenta o enredo dos filmes e das séries enquanto assiste. E diga-se, sem querer dar uma de "Mentalista", que normalmente costumo adivinhar o desfecho. Sei que a Jéssica gosta desta série (e do pai), porque lá vai suportando os meus comentários. Aliás, a Jéssica também vai partilhando o que pensa da série. Pior do que comentar filmes e séries é não compartilhar com aqueles que amamos o que vai na nossa mente e coração.

domingo, agosto 26, 2018

O alvo fundamental do ministério cristão

"O alvo do ministério cristão não é aumentar o auditório no Domingo, fortalecer o papel da membresia, ter mais pessoas nos pequenos grupos ou expandir o orçamento (por mais importantes e valiosas que estas coisas sejam!). O alvo fundamental é fazer discípulos que fazem outros discípulos, para a glória de Deus. [...] Esta é a Grande Comissão - fazer discípulos. O padrão de uma igreja florescente é que ela faça discípulos genuínos, que, por sua vez, façam discípulos de Jesus Cristo."

In: MARSHALL, Colin & PAYNE, Tony. A Treliça e a Videira. SP: Editora Fiel, 2015, p. 166.

sábado, agosto 25, 2018

Dos modismos nas igrejas

Um dos traços comuns a todas os modismos que estão sempre a aparecer (e a desaparecer) nas igrejas é a sede de inovação. É preciso inovar, ser relevante, ser diferente. Não há quem deseje ser comum. Não tenho nada contra as boas inovações em matéria de forma, mas tenho para mim, que é no corriqueiro que está a virtude. Ser perseverante no bem que sempre foi bom, é capaz de ser a melhor das estratégias para a Igreja. Quando somos fiéis à velha rotina da oração, da proclamação da Palavra de Deus, do bem-fazer, do viver de forma simples e justa. Quando somos persistentes no ordinário é muito provável que Deus faça o extraordinário. É melhor perseverar no comum do que ter a mania de querer ser diferente para a seguir desistir do básico. Ser discípulo de Cristo dentro e fora da igreja local é capaz de ser a mais desafiante das rotinas.

terça-feira, agosto 21, 2018

Igrejas egoístas morrem

"Uma igreja que vive somente para si deve morrer. É farisaica, não cristã. Uma igreja verdadeiramente cristã existe para Deus e para os outros."

In: STOTT, John. As controvérsias de Jesus. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2015, p.160.

sábado, agosto 18, 2018

Misericórdias de Deus novas em cada dia

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele."
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).

A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.

Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.

quinta-feira, agosto 16, 2018

domingo, agosto 12, 2018

Do profissionalismo na adoração

"Acho engraçado observar como algumas igrejas abandonaram cuidadosamente todos os sinais de profissionalismo na adoração - togas, procissões, organistas e coisas assim - para substituí-los por novos modelos de adoração que exigem o mesmo nível de profissionalismo, em termos de pessoal competente para cuidar do sistema de som, da iluminação, da projecção multimédia e assim por diante. Não há nada errado nisso. Tudo pode e deve ser feito para a glória de Deus. Porém, afirmar que os estilos de adoração mais antigos seriam, de algum modo, menos 'espirituais', e que a adoração electrónica moderna seria, de algum modo, mais digna, é puro preconceito cultural e sempre que surgir deve ser recebido com alegres gargalhadas."

In: N. T. WRIGHT. Surpreendido pela Esperança. Viçosa MG: Ultimato, 2009, p. 277.