sábado, agosto 25, 2018

Dos modismos nas igrejas

Um dos traços comuns a todas os modismos que estão sempre a aparecer (e a desaparecer) nas igrejas é a sede de inovação. É preciso inovar, ser relevante, ser diferente. Não há quem deseje ser comum. Não tenho nada contra as boas inovações em matéria de forma, mas tenho para mim, que é no corriqueiro que está a virtude. Ser perseverante no bem que sempre foi bom, é capaz de ser a melhor das estratégias para a Igreja. Quando somos fiéis à velha rotina da oração, da proclamação da Palavra de Deus, do bem-fazer, do viver de forma simples e justa. Quando somos persistentes no ordinário é muito provável que Deus faça o extraordinário. É melhor perseverar no comum do que ter a mania de querer ser diferente para a seguir desistir do básico. Ser discípulo de Cristo dentro e fora da igreja local é capaz de ser a mais desafiante das rotinas.

terça-feira, agosto 21, 2018

Igrejas egoístas morrem

"Uma igreja que vive somente para si deve morrer. É farisaica, não cristã. Uma igreja verdadeiramente cristã existe para Deus e para os outros."

In: STOTT, John. As controvérsias de Jesus. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2015, p.160.

sábado, agosto 18, 2018

Misericórdias de Deus novas em cada dia

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade. A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto, esperarei nele."
(Lamentações de Jeremias 3:22-24).

A misericórdia de Deus é plural. É muito bom saber que Deus não usa de misericórdia apenas uma só vez connosco, mas que as suas misericórdias são diárias e inesgotáveis. As misericórdias de Deus renovam-se a cada dia, porque todos os dias precisamos delas. Em cada dia Deus demonstra que nos ama, que cuida de nós e que está disponível para perdoar as nossas falhas quando as reconhecemos. Grande é o amor e a fidelidade do nosso Deus.

Talvez Lamentações de Jeremias seja um dos livros mais tristes na Bíblia, mas quando Jeremias meditou nas misericórdias do Senhor, a alegria e a esperança brilharam no seu coração. Também é assim connosco. Quando confiamos a cada dia nas misericórdias do Senhor, mais esperança inunda o nosso ser. As misericórdias de Deus renovam-se a cada manhã e elas são a causa de não termos sido destruídos ontem.

quinta-feira, agosto 16, 2018

domingo, agosto 12, 2018

Do profissionalismo na adoração

"Acho engraçado observar como algumas igrejas abandonaram cuidadosamente todos os sinais de profissionalismo na adoração - togas, procissões, organistas e coisas assim - para substituí-los por novos modelos de adoração que exigem o mesmo nível de profissionalismo, em termos de pessoal competente para cuidar do sistema de som, da iluminação, da projecção multimédia e assim por diante. Não há nada errado nisso. Tudo pode e deve ser feito para a glória de Deus. Porém, afirmar que os estilos de adoração mais antigos seriam, de algum modo, menos 'espirituais', e que a adoração electrónica moderna seria, de algum modo, mais digna, é puro preconceito cultural e sempre que surgir deve ser recebido com alegres gargalhadas."

In: N. T. WRIGHT. Surpreendido pela Esperança. Viçosa MG: Ultimato, 2009, p. 277.

segunda-feira, agosto 06, 2018

Cala-te, aquieta-te e crê!



Fiz ontem uma pausa na série de pregações de Colossenses e, também para arrefecer as temperaturas, preguei sobre o temporal de Marcos 4.


Era tarde. Quase noite. Depois de um dia extenuante, Jesus entrou num barco com os seus discípulos e disse para passarem para a outra margem. Adormeceu na popa. De repente, levantou-se um grande temporal no Mar da Galileia (v.37). Quando menos esperamos, grandes ventanias se levantam na nossa vida. Os que navegam com Cristo devem estar preparados para enfrentar dificuldades. Lá por sermos discípulos de Cristo, não significa que não passamos por tempestades. O Evangelho que promete um mar de rosas e facilidades é falso.

Apavorados com o vento e com as ondas altas a inundarem o barco, temendo pela sua vida, acordaram Jesus. Muito chateados, perguntam ao Senhor: “Mestre, não te importas que morramos?" (v.38). Deus nunca está desatento às nossas provações. A pior coisa que podemos fazer perante os problemas é culparmos Deus e reclamarmos com Ele.

Ainda ensonado, Jesus levantou-se e ordenou ao vento: “Cala-te, aquieta-te! E o vento se aquietou e houve grande bonança” (v.39). O mais inusitado desta história, não é O Criador falar às coisas criadas e elas obedecerem, o bizarro aqui, é a falta de fé que os discípulos ainda demonstraram. “Porque sois tímidos? Ainda não tendes fé?” (v.40), perguntou-lhe Jesus. Tantas vezes eles já tinham visto a manifestação do poder de Deus em Jesus e não tinham fé para crer e sossegar nele. Não será esta também a nossa triste história?

Não havia nada a temer. Não tinha Jesus dito para passarem para a outra margem? Se Ele o tinha dito, estava feito. A Palavra do criador faz acontecer. Outra coisa, Jesus estava ali com eles! Os santos do passado costumavam dizer que “com Jesus no barco, tudo vai bem”. Se Jesus dormia em paz é porque tudo estava controlado. Quando passarmos por temporais, lembremo-nos que Jesus está connosco e que continua a cuidar de nós. Deus nunca se esquece dos seus filhos. Mais importante que aquietar o vento e o mar, é aquietarmos o nosso coração - “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre as nações; serei exaltado sobre a terra” (Sl 46:10). Jesus é Senhor. Cala-te, aquieta-te!


Imagem da Pintura: Cristo na tempestade no Mar da Galileia, por: Ludolf Bakhuizen, 1695.

domingo, agosto 05, 2018

A nossa fé assenta em Deus

"Aquilo que a nossa fé repousa é na convicção de que Deus está no controle final e que, de facto, manterá as Suas promessas — quer isso aconteça nesta vida ou na próxima."

Philip Yancey