sexta-feira, julho 21, 2017

Ame a Vida Hoje

Infelizmente, ontem lemos mais uma triste história de um cantor famoso que (alegadamente) se suicidou. Lamento profundamente pela sua vida e pela dor que a família deve estar a sentir. Chester Bennington era vocalista da banda Linkin Park. Tinha seis filhos. Há uns dias, o seu filho mais novo, com 11 anos, terá escrito um bilhete ao pai a dizer-lhe: "Ame a vida, ela é um Castelo de Vidro". Sim, a vida aqui é breve e frágil. Por isso mesmo deve ser aproveitada.

Estas histórias entristecem-me, mas não me espantam. Que outra coisa se pode esperar de uma sociedade que aplaude o disparate, a agressividade, a superficialidade e o desprezo pela própria vida? Que tipo de desfecho terá a cultura que vive para promover a morte, a revolta, o álcool, as drogas, o egoísmo, o vazio, a alienação?

Viver, gozar e amar a vida não é isto. Amar a vida é respeitar a vida. Amar a vida é amar o criador. Amar a vida é viver em harmonia connosco e com os outros. Amar e viver para Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

quarta-feira, julho 19, 2017

Sobre a ansiedade

"Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com acção de graças." (Filipenses 4:6)

A ansiedade não é uma coisa nova. Esta carta foi escrita há cerca de 2000 anos e Paulo já fala deste problema. "Inquieto", ou "ansioso", no original grego significa literalmente "estar dividido". A pessoa ansiosa está com a sua mente dividida com muitos pensamentos, está sempre a ruminar as mesmas inquietações e preocupações. A ansiedade é um problema mental e espiritual. Se não for devidamente tratada, a ansiedade pode degenerar em doença.

A melhor coisa que o cristão pode fazer para resolver a ansiedade é entregá-la a Deus, pela oração. Transferir para Deus as suas preocupações, dúvidas, medos e todas as coisas que o preocupam e que não consegue controlar. Confiar que Deus é capaz de lidar connosco, com as pessoas que nos afligem e com os nossos problemas. Orar, suplicar e agradecer a Deus por todas as circunstâncias. A promessa divina é que a paz de Deus sempre guardará a mente, o coração e as emoções daquele que ora e vive na dependência do seu Senhor (Fl 4:7).

segunda-feira, julho 17, 2017

Amor Maior

"O amor de Deus por nós é um assunto muito mais seguro de se pensar do que o nosso amor por ele."

C. S. Lewis

quinta-feira, julho 13, 2017

O choro dos velhos bebés

São quase dez horas da noite. O bebé do meu vizinho está a chorar a plenos pulmões há mais de meia hora. Terá fome? Estará com frio? Fralda suja? Talvez esteja doente. Porquê é que o choro dos bebés nos incomoda tanto? Pode estar a pedir colinho. O mais provável é estar com muito sono. Continua a gritar. Ninguém gosta de ouvir um bebé a chorar.

Recentemente tive a graça de orientar uma apresentação de um encantador bebé ao Senhor, na nossa congregação. A maior parte dos evangélicos não baptiza os seus bebés porque considera o baptismo uma coisa séria demais para meninos. O baptismo é para gente grande que conhece e reconhece o seu pecado. O baptismo nas águas é para aqueles que sabem porque é que Jesus morreu, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia. No decorrer da apresentação ao Senhor, o bebé choramingou um pouco. É normal. Por muito que custe aos pais, uma das maneiras que os bebés se fazem notar neste mundo é com o choro. Choram quando têm fome, sono, medo, quando estão doentes. Era bom que muitos destes bebés chorassem todos os Domingos nas igrejas locais! Enquanto decorria a apresentação, foi interessante perceber que o bebé parava de chorar quando ouvia a música e quando começávamos a cantar louvores a Deus – todos os meninos gostam dos louvores a Deus. Para grande júbilo dos pais, avós e padrinhos, ouviu-se muita música naquela apresentação.

A Bíblia diz que também existem bebés espirituais nas igrejas (1 Coríntios 3:1; Hebreus 5:12, 13; 1 Pedro 2:2). Existem os crentes novos que são bebés na fé e há os bebés velhos que estão doentes na fé. Crentes novinhos, que estão ávidos da boa Palavra de Deus e crentes velhos, que desprezam e vomitam a boa comida. O escritor aos Hebreus fala deste tipo de bebés chorões (Hebreus 5:12-14). Estes velhos bebés chorões são pessoas imaturas que cresceram mal ou não cresceram como deviam, face ao tempo que se dizem crentes. Pensam, falam e portam-se como meninos. Choram, amuam, fazem birras, desistem de crescer, querem atenção. Normalmente, estes bebezões reclamam muito e estão sempre descontentes com tudo. Queixam-se da sua igreja local, dos crentes, dos líderes, da música, das pregações, protestam contra tudo e todos. São velhos protestantes, não os descendentes da boa Reforma, mas velhos imberbes com barba que nunca cresceram. No jardim da vida real, esta infantilidade é tal qual erva daninha que sufoca o sol e a frescura da vida.

A única maneira de um bebé começar a crescer é começar a alimentar-se bem. O melhor alimento espiritual é a Palavra de Deus. Só quando o crente medita e pratica os “primeiros rudimentos das palavras de Deus” que começa a ficar gente grande na fé. Se um crente despreza o “a-e-i-o-u” dos fundamentos da fé, não admira que seja e se porte como um bebé espiritual. Um bom sinal de maturidade espiritual é amar a Palavra de Deus, a sã doutrina. Um outro indício de bom crescimento é, ao invés de estar sempre pronto a apontar as falhas dos outros, reconhecer com as suas próprias falhas e pecados. É saber valorizar o que é eterno e desvalorizar o que é efémero. É amar e perdoar. É cair, levantar-se e continuar a caminhar.

O bebé do meu vizinho calou-se. Deve ter adormecido. O choro também cansa. O adulto que é adulto crescido, tem paciência para confiar e esperar na graça abundante do Pai celestial. Sabe que nada pode realizar sem Ele e sem a Sua Palavra. O Pai, afinal de contas, tem soberanamente todos os pequenos e graúdos nas Suas poderosas mãos. O nosso desafio pessoal é crescer todos os dias um pouco mais. Não ficar estagnados, antes “crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e a dar-lhe glória, assim agora como no dia da eternidade. Amém!” (2 Pedro 3:18).


Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 166 - Julho-Setembro 2017, na Revista Refrigério)

domingo, julho 09, 2017

A grande decepção na comunhão é boa

"Somente a comunhão que passa pela grande decepção, com os seus maus e desagradáveis aspectos, começa a ser o que ela deve ser diante de Deus, começa a apossar-se na fé da promessa recebida. Quanto mais cedo a pessoa e a comunidade passarem por esta decepção, tanto melhor para ambas. Uma comunhão que não suporte e não sobreviva a uma tal decepção, que se agarre a um ideal quando ele é para ser destruído, perde na mesma hora a promessa de comunhão duradoura, e se desmanchará mais cedo ou mais tarde. Qualquer ideal humano, introduzido na comunhão cristã, impede que a comunhão possa existir. A pessoa que ama mais o seu sonho de uma comunhão cristã do que a própria comunhão cristã, destruirá qualquer comunhão cristã, mesmo que pessoalmente essa pessoa seja honesta, séria e abnegada."

In: BONHOEFFER, Dietrich. Vida em Comunhão. São Leopoldo: Editora Sinodal, 1997, p. 18.

segunda-feira, julho 03, 2017

Descansar no criador do descanso



"E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera." (Génesis 2:3).

Um dia destes, a minha filha mais nova perguntou-me porquê é que Deus precisou descansar no final da sua criação. Obviamente que Deus não estava cansado. Aliás, a Palavra não diz propriamente que Deus descansou, mas que Ele descansou de toda a sua obra. Ou seja, O Senhor parou com o ciclo criativo do universo que tinha começado. Deus nunca se cansa (Isaías 40:28). Devemos estar muito gratos a Ele, porque até agora Deus continua a trabalhar (João 5:17).

O dia de descanso foi separado e implementado, não para Deus, mas para o homem. Jesus esclareceu bem isso: "O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado" (Marcos 2:27). O princípio que extraímos do sábado, mais do que uma regra religiosa, é que o ser humano precisa saber parar. Este descanso é muito mais do que parar de trabalhar, é sossegar e confiar naquele que criou e santificou o descanso. A grande bênção do sétimo dia também é profética - aponta para o completo descanso futuro, onde estaremos totalmente rendidos diante da presença de Deus. Até lá, aprendamos a sossegar em Deus.

domingo, julho 02, 2017

O diabo treme quando nós oramos

"A maior preocupação do diabo é afastar os cristãos da oração. Ele não teme os estudos, nem o trabalho e nem a religião daqueles que não oram. Ele ri da nossa labuta, zomba da nossa sabedoria, mas treme quando nós oramos."

Samuel Chadwick
(1860-1932)