In: MURRAY, Iain. A vida de Martyn Lloyd-Jones. São Paulo: PES, 2014, p. 276.
domingo, outubro 16, 2016
A Vida é mais importante que a unidade
"O poder espiritual não é algo que pertence ao mundo da matemática, e, portanto, se unirmos todas as denominações e juntarmos todos os poderes que cada uma tem, nem isso criaria vida espiritual. O enterro de muitos corpos no mesmo cemitério não leva à ressurreição. A vida é mais importante que a unidade." - Martyn Lloyd-Jones.
In: MURRAY, Iain. A vida de Martyn Lloyd-Jones. São Paulo: PES, 2014, p. 276.
In: MURRAY, Iain. A vida de Martyn Lloyd-Jones. São Paulo: PES, 2014, p. 276.
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quinta-feira, outubro 13, 2016
Prémio das letras
"Está fora de moda falar na eternidade, mas tanto Alexievich como Dylan serão imortais. Escrever é escrever. Um mau poeta será sempre pior do que um bom jornalista. Dylan é inegavelmente um grande escritor. A Academia sueca está a usar o Prémio Nobel para restaurar a literatura. Tomara que regresse à literatura oral. As histórias que não são escritas também podem ser grandes e imortais." Diz e, muito bem, o Miguel Esteves Cardoso hoje no Público.
Bob Dylan é o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2016 e eu rejubilo. O resto é letra. E cantigas. E muita inveja.
Bob Dylan é o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2016 e eu rejubilo. O resto é letra. E cantigas. E muita inveja.
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terça-feira, outubro 11, 2016
A história dos dois filhos perdidos
Um Pai tinha 2 filhos. O mais novo pediu a herança ao pai e ele reparte-a em vida. O filho mais novo sai de casa para uma “terra longínqua” e lá gasta tudo. Terra longínqua, que Agostinho diz representar a loucura do esquecimento de Deus. Acontece uma grande fome e, para se alimentar, o jovem apascenta porcos e come bolotas. Desesperado, “cai em si” e volta para casa do pai, disposto até a ser um escravo. O pai corre ao encontro do filho quando ainda ele vem longe, cobre-o de beijos, perdoa-o e faz-lhe um alegre banquete. Entrementes, o irmão mais velho chega do campo e sabendo que o seu irmão tinha voltado, fica profundamente indignado e não quer entrar em casa.
“A Parábola do Filho Pródigo” é porventura a mais conhecida das parábolas da Bíblia. O grande escritor Charles Dickens disse que esta história é “a melhor de todas as pequenas narrativas jamais escritas.” Contada juntamente com outras duas ricas ilustrações sobre perdidos e achados, todo o capítulo quinze de Lucas é uma só unidade. Sem interrupções, Jesus vinca a mesma verdade central nas três histórias: A tristeza pela perda de algo precioso e a alegria do reencontro.
Para mim, o personagem principal da terceira história não é nenhum dos filhos mas o próprio pai, ele sim é pródigo em graça e amor. Nos poucos versículos da passagem bíblica, a palavra “pai” aparece 12 vezes. Esta é a história de Deus Pai a buscar e salvar, por intermédio de Jesus Cristo, aquele que se havia perdido (Lucas 19:10).
Tanto o filho mais novo com a sua rebeldia auto-suficiente, como o mais velho cheio de justiça própria, estavam perdidos. A diferença é que o filho mais novo arrependeu-se e foi perdoado, o mais velho, que sempre esteve em casa do pai mas não tinha verdadeira comunhão com ele, não reza a história. O ingrato filho mais velho representa os soberbos e arrogantes fariseus e escribas que confiavam nos seus feitos religiosos, mas censuravam Jesus por Ele receber e comer com pecadores (v.2). Nós também imaginamos muitas vezes que o amor de Deus é alcançado por mérito humano ou por bom comportamento, mas não, é consequência da graça divina.
A narrativa termina com a sentença do Pai: “Era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado” (v.32). Existem tantas razões para aqueles que foram encontrados se alegrarem e serem gratos a Deus. Porquê tanta queixa e crítica? Devíamos agradecer o muito que Deus nos tem dado. A vida, os pais, filhos, irmãos, amigos, bens, igreja, tantas, tantas dádivas divinas.
Jesus continua a chamar ao arrependimento, não os que se consideram justos e rectos, mas os que andam perdidos. Ele continua a receber pecadores e a ainda quer comer com eles. Como Jesus repete nesta maravilhosa parábola: “há alegria no céu por um pecador que se arrepende” (v.7 e v.10). HOJE também!
“A Parábola do Filho Pródigo” é porventura a mais conhecida das parábolas da Bíblia. O grande escritor Charles Dickens disse que esta história é “a melhor de todas as pequenas narrativas jamais escritas.” Contada juntamente com outras duas ricas ilustrações sobre perdidos e achados, todo o capítulo quinze de Lucas é uma só unidade. Sem interrupções, Jesus vinca a mesma verdade central nas três histórias: A tristeza pela perda de algo precioso e a alegria do reencontro.
Para mim, o personagem principal da terceira história não é nenhum dos filhos mas o próprio pai, ele sim é pródigo em graça e amor. Nos poucos versículos da passagem bíblica, a palavra “pai” aparece 12 vezes. Esta é a história de Deus Pai a buscar e salvar, por intermédio de Jesus Cristo, aquele que se havia perdido (Lucas 19:10).
Tanto o filho mais novo com a sua rebeldia auto-suficiente, como o mais velho cheio de justiça própria, estavam perdidos. A diferença é que o filho mais novo arrependeu-se e foi perdoado, o mais velho, que sempre esteve em casa do pai mas não tinha verdadeira comunhão com ele, não reza a história. O ingrato filho mais velho representa os soberbos e arrogantes fariseus e escribas que confiavam nos seus feitos religiosos, mas censuravam Jesus por Ele receber e comer com pecadores (v.2). Nós também imaginamos muitas vezes que o amor de Deus é alcançado por mérito humano ou por bom comportamento, mas não, é consequência da graça divina.
A narrativa termina com a sentença do Pai: “Era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado” (v.32). Existem tantas razões para aqueles que foram encontrados se alegrarem e serem gratos a Deus. Porquê tanta queixa e crítica? Devíamos agradecer o muito que Deus nos tem dado. A vida, os pais, filhos, irmãos, amigos, bens, igreja, tantas, tantas dádivas divinas.
Jesus continua a chamar ao arrependimento, não os que se consideram justos e rectos, mas os que andam perdidos. Ele continua a receber pecadores e a ainda quer comer com eles. Como Jesus repete nesta maravilhosa parábola: “há alegria no céu por um pecador que se arrepende” (v.7 e v.10). HOJE também!
segunda-feira, outubro 10, 2016
Fora de Cristo não há felicidade
"Busquem a felicidade em Cristo e só nEle. Cuidem-se para não se apegarem ao pó. Esta terra não é o vosso destino."
John Wesley
John Wesley
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sexta-feira, outubro 07, 2016
segunda-feira, outubro 03, 2016
A pregação de Martyn Lloyd-Jones
Um dos oito livros que li nestas férias foi a extraordinária biografia de Martyn Lloyd-Jones, escrita por Iain Murray (PES - Publicações Evangélicas Seleccionadas). É uma compilação com quinhentas páginas, de dois enormes volumes biográficos publicados anteriormente pelo mesmo autor. Receio que Martyn Lloyd-Jones ainda seja muito desconhecido dos crentes evangélicos portugueses.
Oriundo da tradição Metodista Calvinista do País de Gales ("Igreja Presbiteriana de Gales"), Lloyd-Jones foi um poderoso tição nas mãos de Deus que incendiou a Inglaterra e o mundo. "O Doutor", como era conhecido, insurgiu-se contra o liberalismo, o emocionalismo, o activismo evangélico, o tradicionalismo e tantos outros "ismos" que enfraqueciam a igreja inglesa no século XX. O ministério de Martyn Lloyd-Jones caracterizou-se pela pregação expositiva da Palavra de Deus. Mais do que pregar sobre temáticas usando a Bíblia, ele acreditava na importância fundamental de pregar a própria Bíblia para a salvação e transformação de vidas e para a edificação da Igreja de Cristo.
Neste início do século XXI, em que os crentes evangélicos andam tão entretidos com superficialidades, actividades e modismos, precisamos voltar à velha e boa pregação expositiva da Palavra de Deus. "O dever da pregação não é entreter as pessoas mas conduzi-las à salvação, ensiná-las a encontrar-se com Deus", ensinava "o Doutor".
Do muito que se poderia dizer deste livro, sobressai o exemplo de fé, perseverança, humildade e confiança na soberania divina na vida de Martyn Lloyd-Jones. Percebe-se e nota-se Jesus Cristo nas suas palavras e ensino. Incentivo a sua (re)leitura a todos os líderes e crentes interessados na propagação do reino de Deus e na glória do Altíssimo.
Oriundo da tradição Metodista Calvinista do País de Gales ("Igreja Presbiteriana de Gales"), Lloyd-Jones foi um poderoso tição nas mãos de Deus que incendiou a Inglaterra e o mundo. "O Doutor", como era conhecido, insurgiu-se contra o liberalismo, o emocionalismo, o activismo evangélico, o tradicionalismo e tantos outros "ismos" que enfraqueciam a igreja inglesa no século XX. O ministério de Martyn Lloyd-Jones caracterizou-se pela pregação expositiva da Palavra de Deus. Mais do que pregar sobre temáticas usando a Bíblia, ele acreditava na importância fundamental de pregar a própria Bíblia para a salvação e transformação de vidas e para a edificação da Igreja de Cristo.
Neste início do século XXI, em que os crentes evangélicos andam tão entretidos com superficialidades, actividades e modismos, precisamos voltar à velha e boa pregação expositiva da Palavra de Deus. "O dever da pregação não é entreter as pessoas mas conduzi-las à salvação, ensiná-las a encontrar-se com Deus", ensinava "o Doutor".
Do muito que se poderia dizer deste livro, sobressai o exemplo de fé, perseverança, humildade e confiança na soberania divina na vida de Martyn Lloyd-Jones. Percebe-se e nota-se Jesus Cristo nas suas palavras e ensino. Incentivo a sua (re)leitura a todos os líderes e crentes interessados na propagação do reino de Deus e na glória do Altíssimo.
domingo, outubro 02, 2016
Doutrina e Vida
"Eu passo a metade do meu tempo a dizer aos cristãos para estudar a doutrina e a outra metade a dizer-lhes que a doutrina não é suficiente."
Martyn Lloyd-Jones
Martyn Lloyd-Jones
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