terça-feira, março 29, 2016

Farisaísmos cristãos

Gosto muito da minha igreja local e do movimento evangélico que ela se insere, mas acredito que a obra de Deus transcende a minha congregação, a minha doutrina e o movimento a que pertenço e me identifico. Não reconhecer que a obra de Deus está presente noutras pessoas, só porque não pertencem à nossa igreja ou denominação, é o mais desprezível dos farisaísmos cristãos. Vinte séculos de cristianismo já demonstraram que Deus não se restringe a uma igreja local, a um grupo, ou um só movimento, por mais espiritual que seja. O Apóstolo Paulo não só reconhecia a graça de Deus na Igreja local em Corinto, mas também em muitas outras vidas que "em todo lugar invocavam o nome do Senhor Jesus Cristo" (1 Co 1:2-4). Abandonemos, portanto, a tola presunção facciosa que tantas vezes nos assola.

domingo, março 27, 2016

A ressurreição de Jesus satisfez o Pai

"Jesus terminou o trabalho inigualável que Deus lhe deu para fazer, e a ressurreição foi a prova de que Deus ficou satisfeito."

John Piper

quinta-feira, março 24, 2016

Há esperança no sangue de Cristo

Páscoa também é esperança. O sangue de Cristo dá-nos esperança. O sangue de Jesus Cristo aproxima-nos de Deus e uns dos outros. Dá-nos paz. O sangue de Cristo mata as inimizades, gera unidade autêntica e faz-nos família de Deus. O precioso sangue de Cristo continua a purificar, salvar, libertar e conceder vitória, mesmo ao pior dos pecadores que se arrepende. Há esperança no sangue de Cristo.
"Agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto" (Efésios 2:13).

terça-feira, março 22, 2016

Estou a ouvir bem a Palavra?

Alister McGrath no seu livro Apologética pura e simples disse que O Iluminismo procurou fugir do carácter narrativo das Escrituras, considerando as suas histórias dispensáveis para entender o foco intelectual e moral da Bíblia. A Pós-modernidade parece que redescobriu o importante valor das histórias.

Jesus foi um grande contador de histórias. Cerca de um terço do seu ensinamento está registado sob a forma de histórias. “As parábolas são histórias terrenas que expressam significados celestiais”, escreveu Klyne Snodgrass. Estas pequenas narrativas alegóricas que Jesus contou parecem simples, mas escondem “mistérios” que poucos enxergam ou compreendem (Mateus 13:10-13). Mais do que tentar espiritualizar ou atribuir um significado preciso a cada detalhe, importa perceber os seus contextos e retirar a ideia central da parábola. “O caminho mais seguro para lidar com a parábola é procurar o pensamento central ou a ideia principal, em torno da qual todos os elementos subordinados se agrupam”, disse muito acertadamente Herbert Lockyer.

No Domingo comecei uma série de pregações de oito parábolas contadas por Jesus no Evangelho de Lucas. Começamos pela parábola do semeador e da semente (Lucas 8:4-15). Esta é das poucas parábolas em que o próprio Senhor Jesus fornece claramente a interpretação. A parábola trata da forma como ouvimos e reagimos à Palavra de Deus. São quatro tipos de solos que, ao receberem a boa semente - a Palavra de Deus -, respondem de formas distintas. A chave para o crescimento espiritual começa com a disposição para se ouvir bem. A dureza, as distracções, os espinhos, a superficialidade na fé não produzem resultados duradouros. A ideia fundamental a reter desta parábola é que quando ouvimos, cremos e obedecemos à Palavra de Deus, não só recebemos a salvação de Deus, vamos produzir frutos perseverantes. A semente está lançada, "Quem tem ouvidos para ouvir, ouça".

segunda-feira, março 21, 2016

Firmes na Palavra de Deus

"Se nos mantivermos nos Testemunhos de Deus eles vão manter-nos; vão manter-nos na recta opinião, confortados no espírito, santos na conversação e esperançosos na expectativa."

Charles Spurgeon

sexta-feira, março 18, 2016

O pecado principal

Li ontem, mas ainda estou a remoer hoje:

"Existe um pecado do qual nenhum ser humano está livre e que todos odeiam. Todos sentem repulsa quando o identificam em alguém e dificilmente uma pessoa que não seja cristã imaginará que possa ser culpada por isso. [...] E quanto mais temos em nós, mais detestamos nos outros. O pecado a que estou me referindo é o do orgulho e da presunção. E a virtude contrária a ele na moral cristã chama-se humildade. Talvez você se recorde de que, ao falar da moral sexual, disse que esta não constituía o centro da moral cristã. Com isso chegamos ao nosso ponto central. Dizem os educadores cristãos que o pecado principal, a mais hedionda maldade, chama-se orgulho. Falta de caridade, raiva, ambição, bebedeira e tudo o mais não passam de sombras em comparação a ele. Foi pelo orgulho que o Diabo se transformou em Diabo. O orgulho leva a todos os demais pecados: trata-se de um estado mental totalmente anti-Deus."

Colhido aqui: Um Ano com C. S. Lewis, Editora Ultimato.

quinta-feira, março 17, 2016

Este mundo cansa-nos

Não me surpreende existirem pessoas esgotadas emocionalmente e espiritualmente. Este mundo cansa-nos. Gastar a vida com pensamentos e atitudes erradas ainda cansa mais. Quando pensamos que conseguimos resolver todos os nossos problemas, com as nossas forças e métodos, depressa ficaremos extenuados, insatisfeitos e deprimidos. Somos insuficientes para lidar sozinhos com os contornos deste mundo caído. Por outro lado, confiar na suficiência de Cristo produz paz e satisfação. Mesmo no pior dos turbilhões. Entregar a vida a Cristo é acreditar que Ele é suficiente para lidar com tudo o que somos e com aquilo que nos sucede. Quem está satisfeito com Cristo, anda satisfeito. Não pode estar mais nem menos.