quinta-feira, março 17, 2016
Este mundo cansa-nos
Não me surpreende existirem pessoas esgotadas emocionalmente e espiritualmente. Este mundo cansa-nos. Gastar a vida com pensamentos e atitudes erradas ainda cansa mais. Quando pensamos que conseguimos resolver todos os nossos problemas, com as nossas forças e métodos, depressa ficaremos extenuados, insatisfeitos e deprimidos. Somos insuficientes para lidar sozinhos com os contornos deste mundo caído. Por outro lado, confiar na suficiência de Cristo produz paz e satisfação. Mesmo no pior dos turbilhões. Entregar a vida a Cristo é acreditar que Ele é suficiente para lidar com tudo o que somos e com aquilo que nos sucede. Quem está satisfeito com Cristo, anda satisfeito. Não pode estar mais nem menos.
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segunda-feira, março 14, 2016
A verdadeira santidade
"Santificação não consiste em retirar-se da vida quotidiana no mundo. Em cada época tem havido aqueles que acreditam que retirar-se em reclusão do mundo é uma estrada para a santificação. Mas onde quer que vamos, nós carregamos connosco a fonte do mal – os nossos corações. A verdadeira santidade não é uma planta frágil que só pode sobreviver em uma estufa, mas é forte e vigorosa e pode florescer na vida normal diária. A verdadeira santidade não faz o cristão evitar a dificuldade, mas enfrentá-la e superá-la." J. C. Ryle
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sexta-feira, março 11, 2016
Almoçar com a Caixa Geral de Depósitos
13h46 min - Tiro a senha para atendimento ao balcão da Caixa Geral de Depósitos, um dos maiores espaços bancários da Cidade de Vila Nova de Gaia.
13h47 min - Estão 10 pessoas à minha frente para serem atendidas.
13h55 min - Uma funcionária explica-me que na hora do almoço só fica uma pessoa no atendimento nas caixas.
14h05 min - Continua apenas uma funcionária no atendimento (devem ter sido tripas ao almoço).
14h15 min - Estão mais de 20 pessoas à espera. Continua uma funcionária na caixa.
14h21 min - Chega outra funcionária e a primeira levanta-se e sai.
14h22 min - Chamam o meu número e sou atendido.
14h23 min - Comento com a funcionária o tempo excessivo que estive à espera. Ela diz-me que para já são 2 funcionários na caixa, mas não deve tardar a ficar só 1 funcionário.
14h26 min - Tento actualizar a Caderneta mas estão 2 máquinas avariadas.
14h30 min - Saio finalmente do Banco. Demorei 44 minutos para efectuar um reles depósito de uma conta que não é minha.
14h40 min - Vou tomar um café com um pastel de nata para acalmar.
Ainda há pessoas que acreditam que a Esquerda e os Bancos públicos vão salvar o país.
13h47 min - Estão 10 pessoas à minha frente para serem atendidas.
13h55 min - Uma funcionária explica-me que na hora do almoço só fica uma pessoa no atendimento nas caixas.
14h05 min - Continua apenas uma funcionária no atendimento (devem ter sido tripas ao almoço).
14h15 min - Estão mais de 20 pessoas à espera. Continua uma funcionária na caixa.
14h21 min - Chega outra funcionária e a primeira levanta-se e sai.
14h22 min - Chamam o meu número e sou atendido.
14h23 min - Comento com a funcionária o tempo excessivo que estive à espera. Ela diz-me que para já são 2 funcionários na caixa, mas não deve tardar a ficar só 1 funcionário.
14h26 min - Tento actualizar a Caderneta mas estão 2 máquinas avariadas.
14h30 min - Saio finalmente do Banco. Demorei 44 minutos para efectuar um reles depósito de uma conta que não é minha.
14h40 min - Vou tomar um café com um pastel de nata para acalmar.
Ainda há pessoas que acreditam que a Esquerda e os Bancos públicos vão salvar o país.
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quarta-feira, março 09, 2016
"As pregações lidas são uma seca!"
Há falta de concentração nestes dias. Há pouca paciência para escutar, ler, silenciar, reflectir. Em mim também. Não faltam distracções a tentar roubar-nos a atenção. Nas Igrejas evangélicas exige-se pregações curtas e estimulantes. O pregador Henry Ward Beecher (1813 - 1887) disse que "A melhor maneira de tornar breve um sermão, é torná-lo mais interessante". Alguns pregadores usam artifícios criativos para cativar a atenção dos ouvintes: histórias, ilustrações, piadas, imagens, vídeos. Nada contra. Uso esses recursos, principalmente nas lições da Escola Bíblica Dominical e, desde que contribuam efectivamente para realçar a mensagem, considero-os benéficos. A grande problemática dos ornamentos criativos é quando não realçam a verdade bíblica e se tornam o objectivo. O mais importante da mensagem não é o embrulho, é o conteúdo. O perigo do papel criativo na mensagem é ele próprio ser o papel principal da mensagem.
Por falar em papel, talvez muitos cristãos evangélicos actualmente não apreciem muito uma pregação lida do púlpito. Se o sermão (e já o termo é pesado para muitos hoje) for lido num tom monocórdico e demorar mais de meia hora, então é que não há mesmo pachorra. “Uma seca!”, dirão alguns jovens e outros menos jovens, porque isto da falta de paciência não é um exclusivo juvenil. E o que dizer da leitura de orações em público? Em certos contextos evangélicos, ler orações em público é capaz de ser considerada uma prática herética, uma formalidade arcaica, conotada aos costumes católico-romanos. Entendo estes anticorpos protestantes, mas recordo que o protestante Martinho Lutero costumava usar a Litania. A Litania é uma das formas mais antigas de oração cristã, provavelmente adaptada do culto da sinagoga pela Igreja primitiva. Era uma série de intercessões, súplicas e invocações lidas, seguidas por respostas da congregação. Hoje, são poucas as igrejas evangélicas que as utilizam - talvez a Reforma esteja demasiado afastada da realidade das nossas Igrejas. É pena.
Digo isto, não porque preconize que as pregações e orações devem ser exclusivamente lidas, mas para darmos importância ao que de facto é importante. Desprezar apressadamente a forma sem considerar a substância, é um erro. Embora geralmente escreva o esboço das minhas pregações, não o leio de forma discursiva. Também não costumo ler orações na minha congregação, mas tenho pensado numa oração que John Stott mencionou no final do seu excelente livro "Eu Creio na Pregação", e que ele costumava fazer quando subia ao púlpito:
“Pai celeste, curvamo-nos diante da Tua presença.
Que Tua Palavra seja a nossa regra,
O Teu Espírito, o nosso mestre,
e a Tua maior glória a nossa ocupação suprema,
por Jesus Cristo, nosso Senhor."
Transcrevi-a para a minha Bíblia. Rememoro-a algumas vezes antes de pregar. Não foi Stott que a escreveu, mas tornou-a sua. Faço-a minha também. Identifico-me com tudo o que ela exprime. É o mote desta crónica. Quero subir ao púlpito de joelhos, consciente da presença do Altíssimo. Intercedo para que Deus me ajude a pregar nos limites da Palavra. Oro para que O Espírito Santo ilumine, convença e console os corações dos ouvintes. Anseio, sobretudo, pela suprema glória de Deus.
O que realmente me interessa é se aquilo que é pronunciado, seja de forma espontânea, escrita ou lida glorifica de facto a Deus. Em vez de desaprovarmos tanto a forma das coisas, julguemos a sua essência. Não rejeitemos uma mensagem ou uma oração só porque não segue uma pretensa espontaneidade que nós próprios idealizamos. Os judeus recitavam Salmos e orações. A Igreja primitiva também. As únicas repetições que Jesus reprovou foram as vãs. E no que concerne à oração, Jesus deu-nos um padrão que os evangelistas registaram para nós lermos, meditarmos e repetirmos. O embrulho é importante, o conteúdo é mais.
Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 160 - Inverno 2016, na Revista Refrigério)
Por falar em papel, talvez muitos cristãos evangélicos actualmente não apreciem muito uma pregação lida do púlpito. Se o sermão (e já o termo é pesado para muitos hoje) for lido num tom monocórdico e demorar mais de meia hora, então é que não há mesmo pachorra. “Uma seca!”, dirão alguns jovens e outros menos jovens, porque isto da falta de paciência não é um exclusivo juvenil. E o que dizer da leitura de orações em público? Em certos contextos evangélicos, ler orações em público é capaz de ser considerada uma prática herética, uma formalidade arcaica, conotada aos costumes católico-romanos. Entendo estes anticorpos protestantes, mas recordo que o protestante Martinho Lutero costumava usar a Litania. A Litania é uma das formas mais antigas de oração cristã, provavelmente adaptada do culto da sinagoga pela Igreja primitiva. Era uma série de intercessões, súplicas e invocações lidas, seguidas por respostas da congregação. Hoje, são poucas as igrejas evangélicas que as utilizam - talvez a Reforma esteja demasiado afastada da realidade das nossas Igrejas. É pena.
Digo isto, não porque preconize que as pregações e orações devem ser exclusivamente lidas, mas para darmos importância ao que de facto é importante. Desprezar apressadamente a forma sem considerar a substância, é um erro. Embora geralmente escreva o esboço das minhas pregações, não o leio de forma discursiva. Também não costumo ler orações na minha congregação, mas tenho pensado numa oração que John Stott mencionou no final do seu excelente livro "Eu Creio na Pregação", e que ele costumava fazer quando subia ao púlpito:
“Pai celeste, curvamo-nos diante da Tua presença.
Que Tua Palavra seja a nossa regra,
O Teu Espírito, o nosso mestre,
e a Tua maior glória a nossa ocupação suprema,
por Jesus Cristo, nosso Senhor."
Transcrevi-a para a minha Bíblia. Rememoro-a algumas vezes antes de pregar. Não foi Stott que a escreveu, mas tornou-a sua. Faço-a minha também. Identifico-me com tudo o que ela exprime. É o mote desta crónica. Quero subir ao púlpito de joelhos, consciente da presença do Altíssimo. Intercedo para que Deus me ajude a pregar nos limites da Palavra. Oro para que O Espírito Santo ilumine, convença e console os corações dos ouvintes. Anseio, sobretudo, pela suprema glória de Deus.
O que realmente me interessa é se aquilo que é pronunciado, seja de forma espontânea, escrita ou lida glorifica de facto a Deus. Em vez de desaprovarmos tanto a forma das coisas, julguemos a sua essência. Não rejeitemos uma mensagem ou uma oração só porque não segue uma pretensa espontaneidade que nós próprios idealizamos. Os judeus recitavam Salmos e orações. A Igreja primitiva também. As únicas repetições que Jesus reprovou foram as vãs. E no que concerne à oração, Jesus deu-nos um padrão que os evangelistas registaram para nós lermos, meditarmos e repetirmos. O embrulho é importante, o conteúdo é mais.
Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 160 - Inverno 2016, na Revista Refrigério)
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segunda-feira, março 07, 2016
Olhando para Jesus
"É um grande erro ficar a olhar para os obstáculos, quando podemos olhar para Deus."
Dwight L. Moody
Dwight L. Moody
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quinta-feira, março 03, 2016
Trabalho sobre Lutero para História
Ajudar a filha mais nova a completar um trabalho sobre Martinho Lutero é servir a Deus? A questão espiritual não se prende tanto com a grandiosidade histórica da pessoa biografada, nem com o cumprimento da responsabilidade paternal, antes com a riqueza da comunhão e a partilha de património imortal relativo à Fé.
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quarta-feira, março 02, 2016
Marta cansada
Marta corria de um lado para o outro. Corria atrás do vento e do sol, e o vento sugava-lhe o fôlego e o sol ressecava-lhe a alma. Quanto mais corria mais se atrasava e ralava com quem não corria. Teria corrido mais longe, se Marta tivesse aprendido a respirar sentada.
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