quinta-feira, julho 07, 2011

*suspiro azul-esverdeado*

assim daquele cor de mar, ou mesmo cor de piscina, ou...

quarta-feira, julho 06, 2011

A moral dos mercados

Até parece que foi só agora que os bancos portugueses descobriram que sempre existiu uma moral nos mercados: a má.

terça-feira, julho 05, 2011

As línguas e a língua

Falei ontem no curso de discipulado da necessária contenção, decência e ordem no uso das línguas, mas principalmente da língua. Os anjos sabem muito bem que é preciso refrear o tal membro, que não obstante ser pequeno, é capaz de incendiar um grande bosque. Já agora, e por falar em decência da língua, fica aqui o meu veemente protesto contra o "novo" Acordo Ortográfico. Em matéria de Língua, haja mais contensão e contenção.

segunda-feira, julho 04, 2011

"Deus não acredita em nós?"

O estimado amigo Rui Miguel Duarte, levantou algumas questões relacionadas com o meu post "5 clichés de alguns evangélicos", nomeadamente no que se refere ao ponto 5 - “Deus acredita em nós!”. Em jeito de resposta, vou aqui dar alguns esclarecimentos do que eu penso.


Começo por dizer que não percebi muito bem onde é que a frase “Deus acredita em nós!”, aprova ou nega o Calvinismo, ou que apoia ou retira a responsabilidade humana. É um chavão que já ouvi e li várias vezes no meio evangélico e que descreve implicitamente o deus (e o tipo de fé) que as pessoas acreditam quando a proferem.

É um deus que não sabe todas as coisas, que não conhece plenamente o futuro e que está dependente das suas criaturas para realizar todos os seus intentos e acções. Retrata também um deus que parece estar "em suspenso", numa espécie de limbo divino, à espera das escolhas e das decisões que os homens vão tomar. Conhecendo eu muito pouco acerca de Deus, constato facilmente que o Deus que a Bíblia revela não tem nada a ver com essa pálida imagem desse pequeno deus.

Não querendo entrar aqui numa acesa discussão teológica e sem querer dar a palavra final no assunto, cito apenas 5 passagens bíblicas que reforçam o total conhecimento de Deus, o seu poder absoluto, e a sua acção soberana, independente do Homem, para a realização dos seus intentos finais:


"Mas o nosso Deus está nos céus e faz tudo o que lhe apraz." (Salmos 115:3)

“Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó SENHOR, tudo conheces.” (Salmos 139:4)

"Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio e, desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade."
(Isaías 46:9-10)

"Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta." (Jeremias 1:5)

"Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade." (Efésios 1:11)

Por causa destes e de outros textos bíblicos, acredito que a vontade soberana (secreta) de Deus sempre se cumprirá, independentemente do Homem querer ou não querer. É Deus que é totalmente livre, não o homem. Se a vontade final de Deus dependesse do homem, o Deus decisor seria o Homem e não O Senhor.

Acredito que Deus preserva, ordena e governa tudo o que Ele criou para a sua própria glória. Deus continua a controlar e a sustentar TODAS AS COISAS pela palavra do seu poder (Hebreus 1:3).

Gostava de referir também que creio que a soberania absoluta de Deus é perfeitamente compatível com a importância e a responsabilidade humana. Deus conhece antecipadamente todas as resoluções humanas, Deus é "perfeito em conhecimento" (Jó 37:16), mas o Homem é responsável pelas suas escolhas e decisões, que estão num certo sentido tolhidas pelo pecado, pela velha natureza e pelo diabo. O único Homem que tem realmente crédito diante de Deus é o seu Filho Unigénito: Jesus Cristo. Esse mesmo Jesus que não confiava nos homens "porque a todos conhecia" (João 2:24)


Sei que desacreditar a afirmação “Deus acredita em nós!” pode chocar os crescentes sectores humanistas da igreja evangélica, que colocam o Homem como o centro e fim de todas as coisas, e Deus como um servo do Homem. Mas, é a minha convicção que não é Deus que precisa acreditar no homem, antes, é o homem que precisa desesperadamente de crer e confiar em Deus.

Um abraço, amigo Rui.

domingo, julho 03, 2011

Felicidade eterna aqui na terra?

"É promessa divina que, no céu, todos os nossos problemas terminarão, mas esperar qualquer estado de felicidade eterna aqui na terra, seja na vida pessoal, seja na da igreja, é fantasia e ilusão."

In: J. I. Packer. Neemias: Paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: Editora CPAD, 2010, p. 187.

sábado, julho 02, 2011

Vídeo sobre o Protestantismo


Documentário sobre a origem do Protestantismo do século XVI. Apresenta os factos que levaram à Reforma e as doutrinas que os Protestantes defendem.

(Via "A Ovelha Perdida").

sexta-feira, julho 01, 2011

5 Clichés de alguns evangélicos

1. “Que os teus sonhos sejam os sonhos de Deus”
Sonhos de Deus? Deus não dorme, logo não tem sonhos. Tudo o que Deus quer e intenta, sempre, mas mesmo SEMPRE, se cumpre. O homem não tem controlo nos seus sonhos e não pode inviabilizar os desejos de Deus. Em vez de andar à procura dos "sonhos de Deus", devemos realizar, com a ajuda divina, a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Bem acordados!


2. “Quero ser um herói da fé, como aqueles da Galeria dos heróis da fé, em Hebreus 11"

Não há nenhuma galeria de heróis da fé. Há homens que serviram bem a Deus e foram um exemplo de fé e serviço. Deus não nos chama para sermos heróis, chama-nos para sermos discípulos e servos do Deus altíssimo. Só há verdadeiramente um protagonista na fé: é Jesus Cristo!


3. “Vou dar o meu melhor para Deus, Ele quer o meu melhor”.
O melhor do homem é insuficiente para Deus. Todas as nossas justiças, obras e esforços são como trapo da imundície para Deus. Aquilo que Deus deseja de nós, não é o nosso melhor, é a nossa vida total. Todo os esforços apartados de Deus e da sua vontade, por melhor intenção que se tenha, nada prestam para a eternidade.


4. "Jesus é o meu único ídolo."
Ídolo? Um ídolo é uma coisa que se interpõe entre uma pessoa e Deus. É algo que separa e afasta a pessoa de Deus. Faz algum sentido dizer que Jesus é um ídolo? Não! Jesus é o Mediador entre Deus e os homens. Jesus é o salvador, o Senhor e O próprio Deus. Comparar Jesus a um ídolo é uma heresia a roçar a blasfémia.


5. “Deus acredita em nós!”
É a mais pura das futilidades. Até pode massajar o ego humano, mas é uma falsidade e desvia-nos do Deus verdadeiro. Um deus que precisasse acreditar nas suas criaturas era um deus fraco e falso. Deus é soberano e omnisciente, conhece muito bem todos os pensamentos e intenções humanas, mesmo antes de as conhecermos. São os homens que precisam acreditar em Deus e não o contrário.