sábado, julho 24, 2010

Boas férias!


Volto em breve. Tenham umas excelentes férias!

A ilustração foi surripiada no blogue do talentoso Renato Moriconi

sexta-feira, julho 23, 2010

Empresários do sagrado

Tratar uma igreja como se uma empresa fosse, para além de ser um insulto a Deus e à Igreja, é um sintoma de doença espiritual. O empresário do sagrado centraliza a sua obra em si próprio, em estratégias de crescimento, métodos organizacionais, objectivos de multiplicação, enfim números (dízimos!). Valoriza muito a imagem, o sucesso, os resultados. Para alcançar os seus objectivos e fazer a "máquina" funcionar, usa todos e tudo. Assistentes, cantores, músicos, membros e visitantes são subalternos e actores da sua agenda e organigrama eclesiástico.

Como agravante, os sacros empresários costumam envolver esta materialidade e mundanidade toda com uma capa de espiritualidade balofa. Transmitem a ideia que são líderes especiais, com capacidades sobrenaturais fora do vulgar (que de Deus não tem nada). Ensinam um misticismo vitorioso mas que é baseado no esforço pessoal e "no muito fazer".

C. S. Lewis disse que a recomendação feita a Pedro foi: "Apascenta as minhas ovelhas", e não "faça experiências com as minhas cobaias." Mas estes lideres produzem nos seus cultos uma panóplia de experiências e fabricações emocionais para fazer palpitar e animar as pobre almas dos pobres crentes. Transaccionam "espiritualidade", alegria e emoções, a troco de fartos dízimos e promessas de fé (dinheiro!).


A Igreja, contudo, não é uma empresa ou organização e nem sequer é uma instituição. A Igreja é um Organismo Vivo. Cristo é O Cabeça e os membros, os realmente nascidos de novo e salvos pela graça de Deus, são o seu Corpo. A única Pessoa que faz a Igreja crescer é O próprio Senhor, "e todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar" (Actos 2:47). O único Senhor da Igreja é Cristo.

O ambiente onde este Corpo vivo cresce é permeado de amor, graça, humildade, unidade e sem triunfalismos ufanos. Aos pastores e líderes, exige-se que revirem as suas mesas comerciais e que batam no seu peito, coberto de saco e cinza. E depois sim, apascentem o rebanho com temor e tremor a Deus.

"Disse-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Simão entristeceu-se por lhe ter dito terceira vez: Amas-me? E disse-lhe: Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo. Jesus disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas." (João 21:17)

quinta-feira, julho 22, 2010

Semana extenuante

Porque é que a última semana de trabalho antes das férias é sempre a mais extenuante?

A loucura do incréu

O incréu não é só néscio por dizer que não há Deus, é ainda mais louco por não crer nele.

quarta-feira, julho 21, 2010

Lutar contra a fome e a injustiça

O poder espiritual

O poder espiritual na vida de um crente ou de uma igreja nunca deve ser um objectivo final a perseguir. Entendo que o verdadeiro poder é resultado da benevolência de Deus e consequência da nossa entrega, fé, rendição e obediência a Ele. Não é um fim, portanto, mas um fruto que brota naturalmente da verdadeira comunhão com Deus. Afinal de contas todo o poder pertence a Deus - Ele próprio é O Todo-Poderoso.

terça-feira, julho 20, 2010

Detesto a palavra "rezar"

Detesto a palavra "rezar". Detesto a sua horrorosa fonética (rrrrrzzz), a pesada conotação religiosa Católico-Romana que lhe é própria, mas principalmente a carga opressiva e punitiva que ela arrasta consigo. Custa muito dizer "orar"? Não. Custa muito orar? Custa.