sexta-feira, janeiro 30, 2009

Sobre a cegueira

Conversando com um colega acerca das coisas da fé, dizia-lhe a páginas tantas que uma das actividades preferidas do diabo é cegar o entendimento das pessoas, principalmente para que elas não creiam em Deus e no seu amor. “Eu até aceito que Jesus tenha sido um bom homem” explicava-me ele, “mas em Deus tenho muitas dúvidas, e no diabo, esse então é que não acredito mesmo”. “Pois..." lastimei com um suspiro, "é disso mesmo que eu estou a falar.”

quinta-feira, janeiro 29, 2009

O negrume de O’Connor

Estava aqui a remoer de mim para mim, que a visão amarga e desdenhosa que Qoheteth retrata a humanidade e o mundo, tem tudo a ver com a estranha escrita, a roçar por vezes a blasfémia e o grotesco, de Flannery O’Connor. A autora católica escolheu o método e o caminho do autor de Eclesiastes: pintar o negrume para evidenciar mais a luz; desconstruir para construir; reencontrar a sabedoria no apogeu da loucura; morrer para manifestar a Vida.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

A fé dos que foram serrados ao meio

Os novos apóstolos da fé (aqueles que conquistam e dominam tudo e todos, principalmente os bolsos dos seus seguidores), quando pregam acerca da fé em Hebreus 11 normalmente falam pouco (ou esquecem-se), dos "heróis da fé" que aparecem nos últimos versículos desse capítulo. Esquecem-se dos "outros que experimentaram escárnios e açoites, e ainda cadeias e prisões. Foram apedrejados e tentados; foram serrados ao meio; morreram ao fio da espada; andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados (dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra." (Hebreus 11:36-38).

Estes "outros", foram aqueles que não derrubaram muros nem fecharam a boca aos leões mas que tiveram a mesma fé que os primeiros. A fé verdadeira, a que tem origem e destino em Deus, também pode ter um desfecho cruel e tormentoso. Não é sempre uma estrada larga de sucessos, conquistas, vitórias e livramentos extraordinários.

Aqueles "outros" da galeria da fé, sofreram e morreram sem verem o milagre. Mas o maior milagre talvez tenha sido esse: o de crerem e estarem com Deus, independentemente do que viam ou sentiam.
Haverá fé maior e melhor que esta?

terça-feira, janeiro 27, 2009

Cobrir o Corpo

Imagens chocantes de um touro enfurecido que ataca violentamente um grupo de forcados. Chamou-me a atenção a cobertura imediata (e dolorosa) que os amigos realizaram para proteger o forcado ferido. Tornaram-se um só corpo. Tremenda lição de vida. Para a Igreja também.



Via: Santo & Pecador

"Casamento gay"

A receita espanhola de Sócrates hoje no Correio da Manhã.

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Mamma Mia!


Sábado à noite estivemos em casa de uns amigos numa divertida sessão karaokiana. The Abba session. A minha esposa disse que era a música do nosso tempo. Não concordei. Melhor, não me lembro muito bem. A ideia que eu tenho é que os Abba eram de um tempo muitos anterior ao meu, mas talvez seja mesmo o esquecimento próprio da minha idade já avançada. De qualquer forma, a música da minha juventude era outra: The Smiths, The Cure, Echo & the Bunnyman, Keith Green, Alison Moyet, Lloyd Cole and the Commotions, The Housemartins e tantos outros. Muito Soul e algum Gospel. Eram estes "pais" que miavam aos meus ouvidos. Ainda hoje ecoam.

Orgulho da nossa língua

Na pregação de ontem numa pequena igreja da cidade Invicta, partilhei a curiosa definição do excelente dicionário da Porto Editora da palavra "Esperança": “virtude teologal que inclina a vontade a confiar na bondade e omnipotência divinas, e a esperar na vida eterna pelos méritos de Cristo”.
É nestes momentos que tenho um santo orgulho da nossa língua.