quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Nudez

A propósito da passagem bíblica de Génesis 3:7-10, quando Deus procurou Adão depois da queda e ele respondeu que se tinha escondido porque temeu, estando nu, um amigo meu salientou ontem que de facto Adão não estava nu, mas vestido com folhas de figueira. Evangelismo é isto: tornar perceptível a voz e a presença de Deus às pessoas. Quando a presença de Deus realmente toca a nossa vida, percebemos a nossa nudez, mesmo vestidos com as nossas folhas. Entendemos que os nossos actos de justiça são insuficientes para nos tapar e se formos suficientemente humildes, desejaremos ser revestidos por Ele. Importa ouvir, falar e obedecer a Deus.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Estendi a minha mão

à procura da tua, no escurinho do café.
Entrelaçaste-a.
Beijei-a.
Juntámos sorrisos.


(Para a minha mulher, Raquel)

Meia

Ela não era café nem leite. Era meia.

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Máscaras de Carnaval

Este é um post sobre outro post. Esta coisa das postagens é curiosa. Um blogue tem muitas leituras e as palavras são deveras reveladoras. Sem ainda ter o prazer de conhecer pessoalmente o Luís ou o Verme do Canteiro, constato que leram o meu texto de um modo divergente e antagónico. Antes de mais, agradeço os vossos respeitosos comentários.

O Luís lembrou que o meu post é também uma máscara, mera ostentação fingida. Um elemento iconoclasta e bajulador. Sublinhou a necessidade de nos desnudarmos perante Deus. Que se o fizessemos seriamos completos.

Por outro lado, o Verme do Canteiro (e outros leitores), identifica-se com o desencanto do meu texto. Leu nele pertinência no que se refere à denúncia da falsidade cénica na espiritualidade actual. Entendeu que a busca de autenticidade e de verdade na vida cristã são coisas que devemos perseguir.


Percebo as dúvidas e o véu do Luís. Percebo-lhe a nudez. Confesso que já fiz algum teatro cristão (até nem era muito canastrão), mas agora interessam-me mais os "reality shows" sem grandes shows. As máscaras só fazem sentido para pessoas, e há Carnavais que duram uma vida, mas de Deus nunca ninguém se esconde ou engana.

Percebo também o desencanto e o desabafo do Verme. Um poeta cristão que vive nas terras quentes do Carnaval, que provavelmente já andou mais que o Luís e por isso doem-lhe mais os pés feridos.


Sinceramente vosso,

Jorge Oliveira
(o folião nú, deste CANTO alegórico)

domingo, fevereiro 03, 2008

Falar dignamente da divindade

"'Meus caros amigos: Para falar dignamente da divindade, é preciso estar entusiasmado, inspirado pelo sopro ou Espírito divino, e dele receber o que se vai comunicar.'" Disse acertadamente Johannes, o Sedutor, em In Vino Veritas (O Banquete) de Sören Kierkegaard.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Pequenas grandes coisas

É a nossa reacção

É a nossa reacção à queda que determinará o tipo de pessoa que seremos. Caídos ou restaurados.