quarta-feira, setembro 06, 2006

Relato de um pecador

Eu sou do tempo em que ir ao futebol era pecado.
Ontem, por causa do desencaminhamento e da generosidade destes meus amigos crentes, fomos todos ver o jogo de futebol dos sub-21: Portugal/Polónia. O nosso bilhete era VIP, dos mais caros, mas como chegámos tarde - demasiado tarde - fomos arminianisticamente castigados com os “piores lugares” do Estádio Dr. Jorge Sampaio, que estava completamente lotado. Ficámos nos primeiros assentos, junto ao relvado, quase colados aos narizes dos centenas de seguranças do jogo. Mas nem os seus narizes, nem o abundante fumo dos cigarros, nem os gritos estridentes de uma menina endiabrada ou os indecorosos vitupérios ao árbitro, aos jogadores e aos seguranças, conseguiram estragar a festa das ondas humanas, dos cachecóis, dos gritos e dos dois golos portugueses. Já vi alguns cultos bem piores.
Fica aqui o meu agradecimento aos meus amigos e os parabéns à equipa portuguesa!
Sim, confesso que sou um miserável pecador.

Hillsong United em Portugal

No leitor de mp3 (aqui ao lado), mais duas músicas do último album "United we Stand", dos Hillsong United, para assinalar a vinda desta banda a Portugal no próximo dia 20 de Outubro.

Mais informações aqui

terça-feira, setembro 05, 2006

Humanitate Tower

Era uma vez um homem chamado Adamá que resolveu fazer uma torre. Seria a maior torre do planeta terra. Deu-lhe o nome de: Humanitate Tower. Ela iria ser observada por todas as pessoas, de todas as nações e povos da terra. Os Homens veriam a celsitude daquele empreendimento e curvar-se-iam à grandeza da sua estatura e glória. O nome de Adamá seria muito exaltado e conhecido. Esperavam-no muita fama, poder e riquezas.
Certo dia, quando a torre já estava bem alta, tocou as nuvens brancas e resplandecentes do céu, molhando o seu cume. Adamá escorregou, caiu do alto da torre e morreu.
Nunca mais ninguém se lembrou de Adamá, mas a torre, essa, continua a ser construída vigorosa e soberana em muitos corações.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Dr. Russel Shedd em Portugal

No dia 9 de Setembro de 2006, irá realizar-se uma CONFERÊNCIA no Hotel Tuela - Porto, com o Dr. Russell Shedd (conceituado Conferencista internacional, Teólogo, Escritor, Tradutor e Editor da Bíblia Vida Nova), expondo aprofundadamente sobre o tema: "O mundo, a carne e o diabo".

O Instituto Bíblico Português, oferecerá nas suas instalações, de 11 a 15 de Setembro um CURSO INTENSIVO pós-laboral, acerca da “Exegese de I Coríntios”.

No dia 16 de Setembro, às 10:00h e 15:30h na Universidade Lusófona (Campo Grande, Lisboa), o Dr. Russel Shedd falará sobre "Integridade e Liderança".

Um com Deus

"Um com Deus é maioria." William Carey

sábado, setembro 02, 2006

Trevos no jardim

O meu minúsculo jardim foi invadido por uma miríade de trevos. Não os de quatro folhas, mas os de três folhas. Sem que eu os plantasse, disseminaram-se por entre a erva fresca, as flores coloridas e os arbustos verdinhos. Cada dia que passava, os trevos malvados propagavam-se cada vez mais, abafando e tolhendo o jardim. Hoje arranquei uns e cortei os outros juntamente com a relva.
Também na nossa vida existem situações, pessoas e comportamentos danosos que sorrateiramente nos tentam debilitar e tolher. Se não os arrancarmos a tempo, acabaremos por sufocar. Por causa das trevas.
A erva limpa, aparada e sem trevos é muito mais bonita.

sexta-feira, setembro 01, 2006

O passeio do Beny

Hoje quando fui levar as minhas filhas à minha sogra, elas pediram-me muito para dar um passeio com o nosso cão. O Beny Baboo está lá desde que descobrimos que a Rute era alérgica ao pelo dos cães.
“Pareces uma vaca gorda”, sentenciei. As crianças riam contentes. Já no passeio, soltei a correia e libertei-o. A minha sogra gritou aterrorizada e fugiu para casa. Todos os cães deviam ser livres de correias. E as pessoas também. Acredito na liberdade verdadeira, na liberdade do Filho. Mas o Beny já aprendeu a lição à muito tempo atrás. Nunca mais fugiria para a rua. As dores passadas podem ajudar-nos a caminhar melhor.

A cada metro, parava, alçava a perna ou aninhava-se. Por vezes tentava fazer as duas coisas ao mesmo tempo e quase tombava. Farejou e marcou todos os cantos, esquinas e rodas dos carros estacionados que passámos. Demos algumas corridas, puxando por ele para que corresse, mas o peso, a idade e as rodas dos carros não deixavam.

Quase no final, e depois de muitos agachamentos e pernas alçadas chamei o Beny. Mandei-o sentar e ele obedeceu prontamente. Curvei-me aproximando a minha cara da dele. Olhou para mim com aqueles olhos negros, a língua de fora, e sorrindo ofegante, parecia querer dizer: “Obrigado pelo passeio, tenho muitas saudades vossas!”
“Nós também Beny.”

“Até parece mais magro”, disse a Rute.
E estávamos.