sexta-feira, agosto 25, 2006

A despromoção de Plutão

Plutão era considerado até à uns dias atrás o nono planeta do nosso sistema solar. Depois de intensas negociações entre os astrónomos, ele foi despromovido. Concluíram afinal que Plutão não é um planeta, antes um mero planeta-anão. Quer por causa do seu tamanho e por causa da sua órbita demasiado excêntrica, perdeu o seu estatuto e foi excluído da classe dos planetas. Pensava-se que tinha mais de 51.000 quilómetros de diâmetro, quando afinal só tem (para já) cerca de 2.300 quilómetros de diâmetro.
Claro que Plutão sempre se manteve fiel à sua órbita (dizem eles que é demasiado anormal e esquisita). Plutão sempre teve aquele mesmo tamanho e sorriso, as pessoas é que o viam com outros olhos. Pensavam que era muito grande mas ele não era assim tão grande. Rapidamente passou “de bestial a besta”. Passou de super-astro a rodar em todos os cinemas do planeta, a Cromo dos Morangos com açucar. Um destes dias os astrónomos vão inventar mais sete planetas anões e vão descobrir a Branca de Neve a dançar no meio deles...


Meditando nisto, lembrei-me que muitas pessoas já experimentaram aquilo que Plutão deve estar a sentir. Outrora foram belos, importantes e grandes mas depois a tribo mandou-os embora. Foram rejeitados. Despromoveram-nos a desprezíveis e insignificantes anões. A inveja e a cobiça têm destas coisas.
Mas precisamos compreender que a rejeição é às vezes o instrumento para o nosso crescimento.

Pensem por exemplo na história de José do Egipto. Um homem que viveu uma vida de rejeição, mas porque se manteve fiel à rota de Deus, no final brilhou como mais ninguém. A nossa atitude paciente e amorosa no meio da exclusão vai determinar o nosso brilho e a nossa caminhada. Porque mais importante do que a exclusão que somos sujeitos pelas outras pessoas, importa sermos quem somos. Sermos autênticos e fieis ao desígnio e à órbita - por mais excêntrica que seja - que o Criador nos deu.
O Inventor de Plutão não despreza ninguém. E mesmo quando todos à nossa volta nos abandonam ou não reconhecem o nosso valor, Deus permanece intensamente apaixonado e interessado por nós. Quer sejamos Júpiteres ou Plutões. Grandes ou anões. Tenhamos muitos ou poucos anéis.


Os homens baixos, na atitude, que se cuidem. Deus não se esqueceu de Plutão.


Now, you are entering in the Highlight zone.
Tirónini… Tirónini… Tirónini…

quarta-feira, agosto 23, 2006

História de dois cegos.

Eram cegos mas não desistiram de ver o que mais ninguém via.
Ficaram roucos. Tocados. Livres.



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TeenStreet 2006

Alguns adolescentes e jovens da minha Igreja viajaram até à Alemanha no início deste mês, para participarem no TeenStreet 2006. Leiam no blog da Igreja Evangélica em Alumiara a reportagem.

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terça-feira, agosto 22, 2006

A pequena melga

Umas horas antes tinha enchido o quarto com uma nuvem de “DUM-DUM”. Já era tarde quando nos fomos deitar. Estava eu ainda naquele limbo do sono profundo, quando ouvi o zumbido característico dos insectos pequeninos que atazanam os pecadores durante a noite. Pequenos zunzuns que podem estragar noites. Aliás, normalmente são os pequenos detalhes que arrasam as vidas. Acendi rapidamente a luz do candeeiro, sentei-me na borda da cama e observei em redor. Nada. Deitei-me outra vez. Apaguei a luz.

Não demorou muito para ouvir novamente o zunido perturbador. “BzzzzzzZZZZZZZZZZzzzz”. Num gesto repentino acendi a luz e tal qual um Karate Kid, pus-me em pé rapidamente, pronto a lutar. Lutar pela paz. Destes pretextos antagónicos se faz a vida.
Lá estava ela. Quase que se podia ouvir o seu riso maquiavélico no tecto branco do quarto. “Eu, resisti ao teu veneno e vou atormentar-te a noite toda!”.

Apanhei as armas da paz. Um chinelo. Subi vagarosamente para a cama, como um tigre selvagem que sorrateiramente se aproxima da sua presa, e com o chinelo na mão, lentamente, estiquei-me na sua direcção.

“PRÁZZ!”. Já estás!
Agora era eu que sorria.

Olhei melhor para o tecto e o asqueroso bicho tinha perpetuado a sua existência com os seus restos mortais. Uma posta de sangue. O meu sangue! O sangue deixa sempre as suas marcas. Lembro-me do meu pai nestes propósitos à muitos anos atrás.
Fui buscar papel higiénico para limpar o tecto. Como a minha cama não é muito alta, e a nódoa sanguinolenta estava ligeiramente afastada da cama, alonguei-me o mais que pude. Com um pé na extremidade da cama e outro na ponta do colchão fiz um esforço derradeiro para chegar ao funesto insecto.

“TRÁZZ!”. A cama partiu-se.
Agora, já não me ria.

segunda-feira, agosto 21, 2006

O céu no trabalho

Olhando pelas janelas gigantescas do meu escritório, contemplei o céu maravilhosamente limpo e azulinho. Quase que se podia ver nele o mar transparente e a areia fina. Pensei em discorrer acerca da ressaca traumática do arranque pós-férias. Mas, depois pensei mais um pouco. Resolvi agradecer a Deus pelo meu trabalho. E pelo céu.

domingo, agosto 20, 2006

Sei quem sou.

"Eu sei que eu não sou quem eu devia ser, mas eu também sei que eu já não sou quem eu era." Martinho Lutero.

sábado, agosto 19, 2006

Canto doce Canto

Para infelicidade de alguns (senão de todos) voltei ao Canto!