Plutão era considerado até à uns dias atrás o nono planeta do nosso sistema solar. Depois de intensas negociações entre os astrónomos, ele foi despromovido. Concluíram afinal que Plutão não é um planeta, antes um mero planeta-anão. Quer por causa do seu tamanho e por causa da sua órbita demasiado excêntrica, perdeu o seu estatuto e foi excluído da classe dos planetas. Pensava-se que tinha mais de 51.000 quilómetros de diâmetro, quando afinal só tem (para já) cerca de 2.300 quilómetros de diâmetro.Claro que Plutão sempre se manteve fiel à sua órbita (dizem eles que é demasiado anormal e esquisita). Plutão sempre teve aquele mesmo tamanho e sorriso, as pessoas é que o viam com outros olhos. Pensavam que era muito grande mas ele não era assim tão grande. Rapidamente passou “de bestial a besta”. Passou de super-astro a rodar em todos os cinemas do planeta, a Cromo dos Morangos com açucar. Um destes dias os astrónomos vão inventar mais sete planetas anões e vão descobrir a Branca de Neve a dançar no meio deles...
Meditando nisto, lembrei-me que muitas pessoas já experimentaram aquilo que Plutão deve estar a sentir. Outrora foram belos, importantes e grandes mas depois a tribo mandou-os embora. Foram rejeitados. Despromoveram-nos a desprezíveis e insignificantes anões. A inveja e a cobiça têm destas coisas.
Mas precisamos compreender que a rejeição é às vezes o instrumento para o nosso crescimento.
Pensem por exemplo na história de José do Egipto. Um homem que viveu uma vida de rejeição, mas porque se manteve fiel à rota de Deus, no final brilhou como mais ninguém. A nossa atitude paciente e amorosa no meio da exclusão vai determinar o nosso brilho e a nossa caminhada. Porque mais importante do que a exclusão que somos sujeitos pelas outras pessoas, importa sermos quem somos. Sermos autênticos e fieis ao desígnio e à órbita - por mais excêntrica que seja - que o Criador nos deu.
O Inventor de Plutão não despreza ninguém. E mesmo quando todos à nossa volta nos abandonam ou não reconhecem o nosso valor, Deus permanece intensamente apaixonado e interessado por nós. Quer sejamos Júpiteres ou Plutões. Grandes ou anões. Tenhamos muitos ou poucos anéis.
Os homens baixos, na atitude, que se cuidem. Deus não se esqueceu de Plutão.
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Tirónini… Tirónini… Tirónini…


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