sábado, fevereiro 29, 2020

Alinhados com o tempo de Deus

"Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus."
(Efésios 5:15-16)

O tempo é um dom maravilhoso de Deus. Remir o tempo é alinhar o nosso tempo com o tempo e a vontade de Deus. Sábio é o ser humano que sabe priorizar o mais importante em cada dia. Mais do que deixar o tempo correr, somos responsáveis por gerir bem as horas, os minutos e os segundos que temos. É fundamental entender que há um tempo certo para todas as coisas, como escreveu o grande sábio Salomão: "Tudo tem o seu tempo determinado e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." (Ec 3:1). Um dia daremos contas a Deus daquilo que fizemos com o tempo que Ele nos concedeu. Enquanto é tempo, vivamos a todo o tempo, acertados com o tempo de Deus.

domingo, fevereiro 23, 2020

Mais tempo para Deus

“Deus não se curvou à nossa pressa nervosa, nem adoptou os métodos da nossa era imediatista. O homem que deseja conhecer a Deus precisa dedicar-lhe tempo, muito tempo.”

A. W. Tozer

quinta-feira, fevereiro 20, 2020

Enquanto há vida, há esperança!

Os projectos de lei que propõem a despenalização da morte assistida foram aprovados hoje no Parlamento. Infelizmente a votação não me surpreendeu. A maioria dos nossos deputados tiveram medo do debate alargado, do esclarecimento aberto, da opinião de muitos profissionais de saúde. Mas penso que nada está perdido. Vale a pena lutar pela vida. Ainda pode existir um referendo, o nosso Presidente da República pode vetar a lei ou enviá-la para o Tribunal Constitucional. Enquanto há vida, há esperança. Essa é uma das grandes razões porque continuamos a dizer Sim à Vida e a ser contra contra a eutanásia.

segunda-feira, fevereiro 17, 2020

Sim à vida!

O meu amigo Jorge Cruz é um excelente médico, que escreveu um artigo esclarecedor na revista Iberoamericana de Bioética: A eutanásia e seus argumentos. Contra a eutanásia estão muitos médicos, enfermeiros, políticos, juristas, ateus, religiosos, formadores de opinião e muitos cidadãos. Não escamoteando os terríveis contornos do sofrimento humano, são muitos os problemas que se levantam com a legalização da morte assistida.

Começa logo nos direitos, liberdades e garantias pessoais, estabelecidas na nossa Constituição. O Artigo 24.º do Capítulo 1 diz que "A vida humana é inviolável". Ao Estado compete defender, preservar e proteger a vida humana. Não é legítimo que a morte dos cidadãos esteja nas mãos de políticos ou médicos. Até pode ficar mais barato ao Estado antecipar a morte, mas o valor de uma vida humana é inegociável. Incentivar a investigação médica; equipar o Serviço Nacional de Saúde com mais e melhores médicos, enfermeiros e meios; aumentar o investimento nos cuidados paliativos, devem ser algumas das respostas do Estado.

Um segundo problema, está no erro trágico da antecipação da morte. O avanço da ciência nas últimas décadas é notório. Quem tem a certeza que a maleita incurável de hoje não tem cura amanhã? Existe muita precipitação na nossa sociedade. Vive-se de forma desenfreada, teme-se pela solidão, e não se está preparado para ligar com as dores e a velhice. É verdade que cuidar de pessoas doentes dá muito trabalho. Acompanhei familiares e amigos até ao seu último fôlego de vida e sei que custa. Conheço o desgaste emocional e físico que implicou acompanhar o meu sogro nos seus últimos anos de vida. Valeu a pena. Quem ama, cuida.

Um terceiro aspecto para não aceitarmos a eutanásia é a experiência terrível dos poucos países em que ela está legalizada. Há negócios tenebrosos nas clínicas da morte, erros grosseiros, pessoas deprimidas que pedem a morte, jovens a serem eutanasiados, um quadro de desesperança. Desesperança legalizada e institucionalizada. Sabe-se que a eutanásia na Bélgica e Holanda foi usada para matar pessoas com depressão ou ansiedade. A ideia de que “eu faço o que quiser com a minha vida” ou "sou eu quem escolhe a minha morte", fazem sentido na defesa do suicídio, não na defesa da eutanásia.

Por último, a questão espiritual. Reconheço que este aspecto poderá ser o mais subjectivo para alguns, mas não deixa de ser relevante. O ser humano é mais que um corpo. Quem decide matar-se está desesperado e destroçado na sua alma. Matar a vida é rejeitar Deus, O Senhor e autor da vida. O poder da vida e da morte pertencem somente a Deus. Por mais doloroso e incompreensível que seja o sofrimento, acredito que há propósito nele. Jesus Cristo escolheu esse caminho para ir à cruz e morrer pelos nossos pecados. Digo sim à vida, mesmo com dores, porque creio que a vida vindoura para os crentes em Jesus será muito melhor.


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Assine a petição para se realizar um Referendo à Eutanásia em Portugal AQUI.

terça-feira, fevereiro 11, 2020

"Até quando, Senhor?"



Jerusalém estava cheia de pecado e violência. Habacuque queixa-se, não CONTRA Deus, mas A Deus: "Até quando, Senhor?". O profeta queria entender os propósitos do Senhor e clamava a Ele por justiça e pela Sua intervenção em Judá. "Até quando?" é um grito de socorro, um pedido de ajuda ao Altíssimo para que Ele intervenha.

Deus vai dar a resposta ao profeta a partir do versículo 5. O Senhor diz que vai enviar os terríveis caldeus, vindos do Oriente e liderados por Nabucodonosor, para possuir a terra de Israel e levar cativos os judeus. O profeta reclamou do silêncio de Deus, mas quando Deus falou ficou ainda mais apreensivo. Temos muita pressa em obter as respostas de Deus, mas muitas vezes elas não são aquilo que esperávamos.

Os caldeus eram um povo cruel. Estavam bem equipados para a guerra, eram corajosos e temidos por todas as nações. Poderosos e arrogantes. David Baker diz que “os babilónicos eram arrogantes, colocando-se no lugar de Deus, chegando a promulgar o direito de se honrarem a si mesmos. O poder e o orgulho com frequência caminham juntos.”


Quatro conclusões e aplicações:

1. O mal é real. O mal não é apenas um problema teológico ou filosófico; Habacuque estava mesmo a viver a maldade dos judeus e iria sentir na pele a violência dos caldeus. O mal é interior e exterior. Está em nós, porque somos todos maus e vem até nós, porque o mundo está no maligno. A única forma de vencer o mal é fazer o bem, deixando Cristo viver em nós e por nós.

2. Deus intervém! Ao contrário do que muitos imaginam, Deus não está indiferente dos assuntos terrenos. O soberano Senhor está atento e tece a história. Jó esperou 38 capítulos pela resposta de Deus, Habacuque esperou 5 versículos. No Seu tempo, Deus sempre responde a quem clama com sinceridade. “Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes, que não sabes.” (Jr 33:3)

3. Deus pode usar os ímpios para cumprir os seus soberanos propósitos e para nos refinar. Ao contrário do que pregam os teólogos da prosperidade, é o próprio Deus que envia lutas e perseguições aos seus filhos para os corrigir e aperfeiçoar. Às vezes são as circunstâncias e as pessoas mais difíceis na nossa vida, que nos ajudam a depender mais dele.

4. Deus enviou Jesus. Vemos nesta passagem que Deus enviou os caldeus para disciplinar Israel, mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Jesus Cristo. Ao contrário dos caldeus, o Messias não veio para nos disciplinar ou condenar, mas para nos salvar (João 3:17). Quem nele crer está salvo e seguro. Até quando vais duvidar do Senhor?

domingo, fevereiro 09, 2020

Olhando para Jesus

"O Homem orgulhoso está sempre a olhar para baixo, para coisas e pessoas... Enquanto estiver a olhar para baixo, não poderá ver o que está acima."

C. S. Lewis

segunda-feira, fevereiro 03, 2020

Há alegria no Senhor!

"Esse dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força." (Neemias 8:10)

Como qualquer outra pessoa, o cristão tem dias alegres e dias tristes. Neemias redescobriu a alegria do Senhor e por isso encorajou os que estavam à sua volta a alegrarem-se também. A alegria do líder sempre contagia os outros. Os israelitas estavam tristes por terem andado tanto tempo longe de Deus e da Sua vontade. Agora, que O Senhor os tinha trazido de volta do exílio babilónico e ajudado a reconstruir o muro em Jerusalém, era tempo de se alegrarem no Senhor.

A verdadeira alegria está e vem do Senhor. Quando reconhecemos os nossos pecados, Deus dá-nos a alegria do seu perdão. Existem tantas alegrias fúteis neste mundo que nos cansam e esgotam, mas a alegria de Deus renova-nos e dá-nos força para continuar. Não precisamos andar a sorrir todos os dias, mas podemos contar com a alegria do Senhor em todo o tempo. O prisioneiro Paulo disse aos filipenses para se regozijarem sempre no Senhor (Fp 4:4). Sente-se desanimado, triste, cansado? A alegria do Senhor é a nossa força. Alegre-se nEle!