segunda-feira, janeiro 29, 2018

Amor Redentor

Comecei ontem a pregar sobre o livro bíblico Rute. Mais do que a história de 3 mulheres viúvas, Rute é a história do amor redentor de Deus. É um chamado divino à amizade sadia, ao cuidado familiar, a confiarmos mais na provisão de Deus, a vivermos o amor verdadeiro. Muitas problemáticas são abordadas ali, algumas bem actuais: a crise na vida familiar, as consequências terríveis da doenças e da morte, a questão da imigração, a problemática da solidão e da viuvez, a miséria da pobreza e a amargura contra Deus, talvez o pior de todos os males.

Por causa da falta de pão na "Casa do Pão" (Belém), Elimeleque, Noemi com os seus dois filhos emigraram para as terras de Moabe. É bom lutar pela sobrevivência, mas é melhor confiar em Deus na crise. Warren Wiersbe disse que “Quando os problemas surgem na nossa vida, podemos fazer uma de três coisas: suportá-los, fugir deles ou usá-los em nosso favor.” Hoje foge-se muito facilmente de tudo. Foge-se do casamento, das amizades, foge-se das responsabilidades de marido, de pai, de mãe, de crente. Foge-se da igreja local. Foge-se de Deus e da Sua vontade.

Foram dez anos trágicos em Moabe. Adoeceu e morreu ali o marido de Noemi e os seus dois filhos. Esta família queria pão e encontrou doença, morte, separação, tristeza e amargura. A imigração pode trazer mais dor que consolo, mais perda que ganho, mais morte que vida. Entretanto, ouvindo a viúva Noemi que já havia pão em Belém, resolveu retornar. Graças a Deus porque nem todos fugiram de Belém no tempo de fome. Persistir é melhor que fugir.

Noemi disse às suas noras viúvas para partirem para os seus pais. Orfa voltou para os seus pais e para os seus deuses, mas Rute estava determinada a ficar coma sua sogra e ir para Israel. A amizade de Rute com Noemi não era interesseira, era o tipo de amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera”. O amor genuíno é mais que uma paixão, é um compromisso prático que está disposto a novos desafios. Rute não apenas amou a sua sogra, converteu-se ao Deus dela e fez do povo da sogra o seu povo. A determinada Rute foi bisavó do Rei David e faz parte da genealogia do próprio Messias Jesus Cristo. Deus estava semeando a Sua família, porque a família é o grande plano soberano de Deus.

O nome Rute significa amizade. A amizade de estar ao lado de quem precisa. Belém significa também o lugar da provisão divina. Belém simboliza a oportunidade de Deus para um novo começo. Em Deus há esperança, para a viúva nova e para a velha. O mesmo Deus provedor, cheio de Amor Redentor continua a dar esperança e vida a todos que o buscam. O exemplo de abnegação, cuidado e amor que ressalta da atitude de Rute deve ser a nossa vida. O maior amor é o amor redentor.

domingo, janeiro 28, 2018

Rosto sorridente

“Por detrás de uma providência carrancuda, esconde-se um rosto sorridente.”

William Cowper (poeta inglês do séc. XVIII)

quarta-feira, janeiro 24, 2018

Calar e confiar

"Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado." (Jó 42:2)

Depois muito sofrer e reclamar, Jó é repreendido por Deus (Jó 38-41). A admoestação aconteceu, sobretudo, por causa da insensatez das palavras de Jó. O sofredor Jó esqueceu-se que a sua vida sempre esteve nas mãos e no controlo de Deus. A loucura de Jó é a nossa. Esquecemo-nos muitas vezes a grandiosidade do poder e da sabedoria divina. Especialmente quando não entendemos os planos de Deus no nosso sofrimento. O Deus Redentor pode tudo e faz tudo bem. Nada lhe é oculto e ninguém pode frustrar ou impedir os seus propósitos.

Temos uma pulsão interior por comandar e controlar a nossa vida (e a dos outros). Aprendamos com Jó e derramemo-nos no chão diante da soberania divina. Somos culpados por pensar que sabemos e podemos. Deus tudo pode e os seus soberanos planos sempre se realizam. Calemo-nos e esperemos. Confiemos que Deus é Deus.

domingo, janeiro 21, 2018

Encurralado pelas circunstâncias adversas?

"Na hora da crise, devemos olhar para Deus, em vez de mirarmos apenas as circunstâncias. Quando somos encurralados pelas circunstâncias adversas, precisamos acreditar que Deus está acima e no controle delas."

Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, janeiro 18, 2018

Coisas boas

"Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas!" (Romanos 10:15).

Pode não mudar as nossas circunstâncias, nem resolver todos os nossos problemas, mas pensar nas coisas boas é sempre melhor do que pensar nas más. Quem pensa mais nas coisas boas do que nas más, vai ficar com o coração grato. O coração fala aquilo que está cheio. O coração grato faz a vida feliz. Pensar mais em quem Deus é e naquilo que Ele tem feito. O Evangelho de Jesus Cristo são as boas novas que pacificam e alegram a alma e a vida. Felizes são aqueles que pensam e anunciam a paz e as boas coisas de Deus! Deus é bom. Sempre bom!

quarta-feira, janeiro 17, 2018

O orgulho engana e mata

"A soberba do teu coração te enganou" (Obadias 1:3).

Aprende-se muito com as histórias do Antigo Testamento. A história do povo de Israel tem muito para ensinar à Igreja. Isto não significa que tudo o que está escrito no Antigo Testamento tem que ter uma aplicabilidade directa para os cristãos hoje, são os princípios espirituais que se mantêm actuais e pertinentes para os nossos dias. Obadias é o livro mais pequeno do Antigo Testamento. Em poucos versículos é descrita a conflitualidade que persistia nos descendentes dos dois filhos de Isaque: Jacó e Esaú. As constantes querelas e inimizades entre irmãos são terríveis. Tantas zangas, divisões e guerras têm acontecido por causa do ódio entre irmãos.

Embora os edomitas fossem descendentes de Esaú, sempre se opuseram a Deus e ao povo de Israel. À data desta profecia (provavelmente por volta do ano 587 A.C.), a sua capital estava localizada em Petra, na actual Jordânia. Era uma cidade bem guardada, edificada em altos rochedos e de difícil acesso. Como estava na confluência de importantes rotas comerciais, os edomitas enriqueceram, fortaleceram-se e fecharam-se sobre si próprios. Por ser um povo forte, próspero, que se julgava invencível, cresceu no coração dos edomitas uma profunda soberba e arrogância. Além disso, Obadias expõe a violência e o desprezo que os edomitas tiveram com os seus irmãos da tribo de Judá, quando eles precisaram de ajuda (v. 10-14). Voltar as costas aos nossos irmãos quando eles estão a passar dificuldades e quando pedem a nossa ajuda é a mais abominável das soberbas.

Um dos propósitos desta profecia é mostrar que Deus castiga aqueles que desprezam e afligem o seu povo. Quem maltrata os filhos de Deus está a meter-se com o próprio Deus. A profecia do Servo do Senhor acerca do juízo divino contra os edomitas cumpriu-se na sua totalidade. Os edomitas foram conquistados e expulsos das altas montanhas e totalmente exterminados cerca de quatrocentos anos mais tarde, na época dos macabeus. Aquilo que Deus determina cumpre-se sempre. Assim como Deus destruiu este povo arrogante, o Senhor irá punir todas as pessoas orgulhosas e maldosas. A indiferença e a soberba que se entranhe no coração de um indivíduo, não só o engana, mas arruína toda a sua vida. A amargura crava raízes no coração e contamina todo o ser.

Mas também há esperança nas palavras de Obadias. Ao contrário dos edomitas, Deus não abandona o seu povo – seria feita justiça a Judá. Deus nunca desampara o seu povo. Lembremo-nos que o Dia do Senhor está perto (v. 15). Jesus vai voltar e julgar as pessoas orgulhosas e as nações que desprezam o povo de Deus. Rejeitemos toda a auto-suficiência e soberba que se queiram alojar no nosso coração. Ajudemos os nossos irmãos, especialmente quando estiverem em apuros. É melhor confiar e depender de Deus do que do nosso coração. O reino não é nosso, “o reino será do Senhor" (Ob 1:21 e Ap 11:15). O livro menor do Antigo Testamento tem coisas maiores para a nossa vida.

Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 168 - Janeiro-Março 2017, na Revista Refrigério)

domingo, janeiro 14, 2018

Receber graça para compartilhá-la

“Deus deu-nos duas mãos: uma para receber e outra para dar. Não somos cisternas feitas para acumular; somos canais para compartilhar.”

Billy Graham

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Certezas

No último sermão da série de seis na 1ª Carta do Apóstolo João, falei das certezas do cristão. O capítulo 5 é sumarento em matéria de convicções. A palavra "sabemos" é repetida diversas vezes pelo Apóstolo do amor. Esta Carta foi escrita para que saibamos as coisas que interessam. São 5 as certezas, tal qual rochas inabaláveis, que se erguem na parte final deste capítulo:

1. A certeza da vida Eterna (v.13).

2. A certeza que Deus responde às nossas orações (v.14-15).

3. Temos vitória sobre o mundo, o pecado e o diabo (v.18).

4. Sabemos que somos de Deus (v.19).

5. A certeza que Jesus vai voltar e é Deus verdadeiro (v.20).

Garantias inabaláveis, porque são divinas. Temos certeza que os crentes em Jesus Cristo têm vida eterna, por causa da graça do Pai e do sacrifício do Filho. Certeza que a salvação é permanente e eterna. Certeza que Deus ouve e responde às orações feitas segundo a Sua vontade. Certeza que pertencemos a Deus e por isso o maligno não nos pode tocar. Certeza que Jesus vai voltar e que é o verdadeiro Deus e a vida eterna.

As certezas do cristão não são presunção, muito pelo contrário, implicam fé e humildade. Humildade para crer e viver naquilo que Deus diz ser certo e descrer de si próprio e das dúvidas deste mundo confuso e relativista.


quinta-feira, janeiro 11, 2018

Contra os fumos

A turma da minha filha mais nova visita hoje o Parlamento. Espero que os mesmos deputados que legislam sobre os danos do tabaco, combatam didacticamente os fumos alternativos.

domingo, janeiro 07, 2018

Crer, obedecer e amar

"Se nós, cristãos, não formos marcados pela fé verdadeira, pela obediência piedosa e pelo amor fraternal, seremos uma farsa. Não podemos ter nascido de novo, pois os que nascem de Deus são aqueles que crêem, obedecem e amam."

In: STOTT, John. A Bíblia toda, o ano todo. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2007, p. 399.

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Aprender a ver as nossas misérias

"Quem pode entender os próprios erros? Expurga-me tu dos que me são ocultos." Salmos 19:12.

Boas mudanças acontecem, não quando apontamos erros alheios, mas quando admitimos os nossos próprios erros. Dos muitos pecados que temos, provavelmente os mais tenebrosos, são os que não conseguimos ver como nossos. Aqueles erros que, por causa da cegueira da nossa arrogância, vaidade e petulância, nos ficam ocultos. Quando nos julgamos mais correctos e justos que todos os outros, mais cegos e pecadores estamos. O grande embaraço na vida não está em repararmos no argueiro do olho do nosso irmão, está em não vermos a trave que está no nosso olho. Isto não quer dizer que não podemos ter a percepção dos demais pecados, mas comecemos sempre por reconhecer os nossos. David roga a Deus que Ele lhe limpe os seus erros, especialmente aqueles que não consegue identificar como seus. "De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados" (Lamentações 3:39). Que Deus perdoe os meus pecados e me ajude a ver e a deixar os que ainda não vejo.