quinta-feira, junho 29, 2017
Comer e partilhar migalhas
Nas coisas de Deus e da Bíblia, por mais que aprofundemos e escavemos, andamos sempre à superfície. Quem julga saber, nada sabe. Quem pensa muito conhecer, pouco alcança. Se há uma coisa que temos de aprender com os grandes servos de Deus do passado é que todos eles tinham a percepção da sua própria pobreza espiritual. Enquanto estivermos aqui, no que se refere ao conhecimento de Deus e dos seus propósitos, seremos sempre muito diminutos. Tendo isto presente, é melhor comer e partilhar as migalhas que já recebemos do que implorar por pão que nunca iremos conseguir comer. É melhor colocar em prática o til que já sabemos do que querer entender o Yod que desconhecemos.
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segunda-feira, junho 26, 2017
Aprender nos bancos dos hospitais
Passei este Domingo em dois hospitais, a acompanhar o meu sogro. As doenças mentais são ainda muito incompreendidas e estigmatizadas. Afectam o próprio doente, a família e todos os que estão à volta. A medicação adequada e o acompanhamento médico e familiar são essenciais para tratar as enfermidades do foro mental e psiquiátrico.
Assiste-se a muito sofrimento nos hospitais. A sala de espera psiquiátrica não é excepção. Vi uma senhora agitada que não parava de repetir ao filho que queria ir embora. O filho, desesperado, insistia que ela tinha que ser vista e tratada. Um rapaz novo andava de um lado para o outro a contorcer-se. Uma mãe aflita, a dizer aos enfermeiros e a um polícia que não saía do hospital enquanto o seu filho não fosse internado. Quando o filho, um homem com os seus quarenta anos, saiu da consulta disse à mãe para vir embora. Ela não queria ir. Aconselhei-os a terem calma, que tudo se iria resolver. Agradeceram-me e saíram. As ambulâncias sempre a chegar. Gente a gemer. Muitas pessoas à espera nos corredores. Aprende-se a esperar num hospital público. Os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar fazem o que podem. Fazem muito.
Não é só nos bancos das igrejas que se aprende ao Domingo (e tanto tenho aprendido ali), também se aprende imenso nos bancos e nos corredores destes hospitais. Aprende-se a confiar mais em Deus do que em nós próprios. Ou então pode-se ficar insensível, revoltado e amargurado. Pode-se aprender a orar. Pode-se aprender a esperar mais no Senhor. Que Deus nos ajude.
Assiste-se a muito sofrimento nos hospitais. A sala de espera psiquiátrica não é excepção. Vi uma senhora agitada que não parava de repetir ao filho que queria ir embora. O filho, desesperado, insistia que ela tinha que ser vista e tratada. Um rapaz novo andava de um lado para o outro a contorcer-se. Uma mãe aflita, a dizer aos enfermeiros e a um polícia que não saía do hospital enquanto o seu filho não fosse internado. Quando o filho, um homem com os seus quarenta anos, saiu da consulta disse à mãe para vir embora. Ela não queria ir. Aconselhei-os a terem calma, que tudo se iria resolver. Agradeceram-me e saíram. As ambulâncias sempre a chegar. Gente a gemer. Muitas pessoas à espera nos corredores. Aprende-se a esperar num hospital público. Os médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar fazem o que podem. Fazem muito.
Não é só nos bancos das igrejas que se aprende ao Domingo (e tanto tenho aprendido ali), também se aprende imenso nos bancos e nos corredores destes hospitais. Aprende-se a confiar mais em Deus do que em nós próprios. Ou então pode-se ficar insensível, revoltado e amargurado. Pode-se aprender a orar. Pode-se aprender a esperar mais no Senhor. Que Deus nos ajude.
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quarta-feira, junho 21, 2017
A descoordenação mata

O caso da queda do avião Canadair que supostamente caiu ontem, que depois se verificou ter sido uma explosão de botijas de gás que estavam ao lado de uma suposta "roullote", só vem confirmar o que muitos já pensavam: a tragédia em Pedrógão Grande, que provocou já 64 mortes e 136 feridos, foi horrivelmente agravada pela desorientação e descoordenação de quem comandou as operações.
Sim, existiram causas naturais que podem ter ajudado a propagar o incêndio. Sim, existiu incúria da parte de alguns proprietários dos terrenos que não limparam as suas matas. Sim, os bombeiros e muitos outros anónimos foram verdadeiros heróis nestes terríveis fogos. Mas a grande descoordenação que reinou desde o início deste incêndio contribuiu infelizmente para o alastramento da tragédia. O incêndio começou às 14 horas e as respostas foram demasiado lentas e diminutas, dada a dimensão da catástrofe.
Falhou a protecção civil em não priorizar o salvamento das vidas humanas; falhou o sistema de comunicação para emergências (o afamado SIRESP); falharam os políticos ao encolherem os ombros, dizendo que tudo foi feito, falharam as políticas de ordenamento florestal que, na prática, nada resolvem, falharam muitos jornalistas pelo sensacionalismo balofo. Num certo sentido, falhámos todos como nação por terem morrido tantas crianças e adultos.
Deus tenha misericórdia de todos nós. Continuarei a orar pelos familiares enlutados. Oro também para que esta tragédia, que ainda não acabou, ao menos sirva para aprendermos a fazer mais do que foi feito para evitar desgraças vindouras.
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segunda-feira, junho 19, 2017
Diálogo com a mulher pecadora

Os religiosos legalistas levaram a Jesus uma mulher apanhada em adultério para tentarem apanhar Jesus. "Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela." Disse Jesus. Começaram a sair um por um. Afinal os apanhados foram eles. Ficou Jesus sozinho com a mulher pecadora.
"Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?" Perguntou Jesus.
"Ninguém, Senhor." Respondeu ela, com os olhos humedecidos.
"Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais."
Tantas lições para a nossa vida que retiramos deste precioso diálogo.
1) Não há pecado que seja demasiado grande que Jesus não possa perdoar.
2) Mais do que atirar pedras aos outros, devemos tirar as pedras que se alojam no nosso coração.
3) O pecado é uma coisa terrível e com graves consequências para nós e para os outros.
4) Em Jesus encontramos perdão, restauração e um novo rumo.
5) Jesus trata dos nossos pecados e quer tratar da nossa vida.
6) Não somos chamados para acusar e condenar, mas para viver e anunciar o perdão e a misericórdia do salvador Jesus. Que Deus nos ajude.
(Pregação de ontem no Evangelho segundo João 8:1-11)
domingo, junho 18, 2017
sábado, junho 17, 2017
Sujeitarmo-nos a Deus é resistir ao diabo
"Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós." (Tg 4:7)
Sujeitamo-nos a Deus quando reconhecemos que O Senhor é Senhor da nossa vida. Esta sujeição não é passiva, antes é uma confiança activa. Confiança que o poder da graça de Deus na nossa vida é melhor que as nossas melhores ideias. A nossa resistência ao diabo tem por isso que estar baseada no sangue de Jesus. Quando o Filho do Deus vivo se sujeitou ao Pai e foi obediente até à morte, venceu o diabo e todas as forças malignas. Quando nos sujeitamos e obedecemos à vontade de Deus, estamos de facto a resistir ao diabo. Satanás conhece bem o poder e o valor do sangue santo do Senhor Jesus Cristo. É um sangue poderoso para nos purificar de todo o pecado. O caminho para vencermos as tentações é o caminho da cruz. O cristão não está imune às tentações e ao mal, mas quando vivemos debaixo da potente mão de Deus, o diabo sempre se afastará de nós.
Sujeitamo-nos a Deus quando reconhecemos que O Senhor é Senhor da nossa vida. Esta sujeição não é passiva, antes é uma confiança activa. Confiança que o poder da graça de Deus na nossa vida é melhor que as nossas melhores ideias. A nossa resistência ao diabo tem por isso que estar baseada no sangue de Jesus. Quando o Filho do Deus vivo se sujeitou ao Pai e foi obediente até à morte, venceu o diabo e todas as forças malignas. Quando nos sujeitamos e obedecemos à vontade de Deus, estamos de facto a resistir ao diabo. Satanás conhece bem o poder e o valor do sangue santo do Senhor Jesus Cristo. É um sangue poderoso para nos purificar de todo o pecado. O caminho para vencermos as tentações é o caminho da cruz. O cristão não está imune às tentações e ao mal, mas quando vivemos debaixo da potente mão de Deus, o diabo sempre se afastará de nós.
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segunda-feira, junho 12, 2017
A luz de Deus quer brilhar em nós
Pela graça de Deus, iniciei ontem na nossa congregação uma série de mensagens sobre a Primeira Epístola do Apóstolo João. Escrita provavelmente em Éfeso, entre os anos 80 e 90 dC, esta preciosa carta pastoral é dirigida aos crentes da 2ª e 3ª geração de cristãos. João reafirma a estes crentes para retornarem aos fundamentos da fé e terem atenção aos falsos mestres que estavam a tentar contaminar as igrejas com as suas heresias (2:18, 26; 4:1-3).
João não começa a Carta com grandes saudações. Nesta espécie de Prólogo, o Presbítero João, à semelhança do seu Evangelho, destaca aquilo que é mais importante: A Palavra da Vida. O Logos eterno que se fez carne e habitou entre nós (1:4; João 1:14). Nesta era em que a imagem é celebrada como um dos grandes deuses, os cristãos devem retornar ao essencial: A Palavra-Cristo. Esta Palavra foi ouvida, contemplada, tocada e espalhada. Chegou até nós! Quando damos demasiada importância à imagem, às palavras dos outros ou às nossas, ficamos desapontados, mas se guardarmos e praticarmos a Palavra viva, a alegria invade o nosso ser (v. 4). O nosso desafio diário continua a ser termos comunhão real com O Verbo.
A santificação, a vida, a certeza, são grandes temáticas desta Epistola. Contudo, talvez a maior tónica da Primeira Carta Joanina é o amor. Afinal de contas, João ficou conhecido como o mais amoroso e meloso dos Apóstolos. Esta é a sua Carta de Amor. Sobressai também a realidade de Deus ser luz, não há nele qualquer sombra (v. 5). Deus é luz e habita na luz inacessível, mas somos gratos a Ele porque esta luz se tornou conhecida por Jesus Cristo – “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12).
Somos convocados a andar na luz da verdade, da santificação, do amor e da comunhão. Existem, contudo, vários obstáculos à comunhão com Deus. Por exemplo, pensar que se está na luz, estando ainda nas trevas (v. 6). Ou o terrível equívoco de se achar sem pecado, não percebendo a horrível pecaminosidade inerente à raça humana (v. 8; 10). Viver sem a consciência e o desejo de confessar pecados (v. 9).
Terminei o sermão fazendo 3 perguntas sobre as implicações do pecado na nossa vida e como o podemos evitar. O único remédio que resolve a problemática dos pecados é crermos que o sangue de Jesus é a única coisa que pode purificar os pecados (1 Jo 1:7, 9). Sim, quando admitimos e confessamos os pecados a Deus, Ele é fiel e justo para nos perdoar. João termina o seu argumento com uma solene advertência: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis” (1 Jo 2:1).
Ser iluminados, confessar os pecados, deixá-los, perdoar e amar mais!
João não começa a Carta com grandes saudações. Nesta espécie de Prólogo, o Presbítero João, à semelhança do seu Evangelho, destaca aquilo que é mais importante: A Palavra da Vida. O Logos eterno que se fez carne e habitou entre nós (1:4; João 1:14). Nesta era em que a imagem é celebrada como um dos grandes deuses, os cristãos devem retornar ao essencial: A Palavra-Cristo. Esta Palavra foi ouvida, contemplada, tocada e espalhada. Chegou até nós! Quando damos demasiada importância à imagem, às palavras dos outros ou às nossas, ficamos desapontados, mas se guardarmos e praticarmos a Palavra viva, a alegria invade o nosso ser (v. 4). O nosso desafio diário continua a ser termos comunhão real com O Verbo.
A santificação, a vida, a certeza, são grandes temáticas desta Epistola. Contudo, talvez a maior tónica da Primeira Carta Joanina é o amor. Afinal de contas, João ficou conhecido como o mais amoroso e meloso dos Apóstolos. Esta é a sua Carta de Amor. Sobressai também a realidade de Deus ser luz, não há nele qualquer sombra (v. 5). Deus é luz e habita na luz inacessível, mas somos gratos a Ele porque esta luz se tornou conhecida por Jesus Cristo – “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8:12).
Somos convocados a andar na luz da verdade, da santificação, do amor e da comunhão. Existem, contudo, vários obstáculos à comunhão com Deus. Por exemplo, pensar que se está na luz, estando ainda nas trevas (v. 6). Ou o terrível equívoco de se achar sem pecado, não percebendo a horrível pecaminosidade inerente à raça humana (v. 8; 10). Viver sem a consciência e o desejo de confessar pecados (v. 9).
Terminei o sermão fazendo 3 perguntas sobre as implicações do pecado na nossa vida e como o podemos evitar. O único remédio que resolve a problemática dos pecados é crermos que o sangue de Jesus é a única coisa que pode purificar os pecados (1 Jo 1:7, 9). Sim, quando admitimos e confessamos os pecados a Deus, Ele é fiel e justo para nos perdoar. João termina o seu argumento com uma solene advertência: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis” (1 Jo 2:1).
Ser iluminados, confessar os pecados, deixá-los, perdoar e amar mais!
domingo, junho 11, 2017
Teologia fraca = crentes fracos
"Teologia fraca produz cristãos fracos e cristãos fracos não sobreviverão aos dias que estão por vir."
John Piper
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quarta-feira, junho 07, 2017
Amar a Deus e odiar o mal
"Vós que amais o SENHOR, detestai o mal" (Salmo 97:10).
Os dois sentimentos mais fortes que existem no ser humano, talvez sejam o amor e o ódio. A Bíblia ensina-nos a amar a Deus e as pessoas. Ensina-nos também a não odiar ninguém, a não ser uma única coisa: o mal. Devemos detestar a maldade, a começar pela nossa. Quanto mais amamos a Deus mais detestamos o mal. Charles Spurgeon escreveu "Se você ama realmente o seu Salvador e deseja honrá-Lo, deteste o mal. Não há melhor cura para um cristão que ama o mal do que a comunhão abundante com o Senhor Jesus. Se você gasta bastante tempo com Jesus, será impossível ficar em paz com o pecado." O cristão odeia o mal porque ama Deus. E nesses intensos sentimentos, o crente ora por todos aqueles que espalham maldade, que sem saberem, são fantoches das hostes infernais do diabo. Amar o Bem. Odiar o mal.
Os dois sentimentos mais fortes que existem no ser humano, talvez sejam o amor e o ódio. A Bíblia ensina-nos a amar a Deus e as pessoas. Ensina-nos também a não odiar ninguém, a não ser uma única coisa: o mal. Devemos detestar a maldade, a começar pela nossa. Quanto mais amamos a Deus mais detestamos o mal. Charles Spurgeon escreveu "Se você ama realmente o seu Salvador e deseja honrá-Lo, deteste o mal. Não há melhor cura para um cristão que ama o mal do que a comunhão abundante com o Senhor Jesus. Se você gasta bastante tempo com Jesus, será impossível ficar em paz com o pecado." O cristão odeia o mal porque ama Deus. E nesses intensos sentimentos, o crente ora por todos aqueles que espalham maldade, que sem saberem, são fantoches das hostes infernais do diabo. Amar o Bem. Odiar o mal.
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domingo, junho 04, 2017
O anel do amor, verdade, dons e serviço
"Se amor e verdade andam juntos, e amor e dons andam juntos, então amor e serviço também andam juntos, uma vez que o verdadeiro amor sempre se expressa por meio do serviço. Amar é servir. Restam-nos, portanto, estes quatro aspectos da vida cristã que formam um anel ou um círculo que não pode ser quebrado: amor, verdade, dons e serviço. Pois o amor resulta em serviço, o qual, por sua vez, usa os dons, dentre os quais o maior é o ensino da verdade, mas a verdade, por sua vez, deve ser transmitida em amor. Cada um envolve os outros e, por onde quer que comecemos, todos eles são usados. 'O maior deles, porém, é o amor' (1 Cor. 13:13)."
John Stott
John Stott
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sexta-feira, junho 02, 2017
Espuma de barbear no cabelo
Quando usas logo pela manhã creme de barbear no cabelo, em vez da espuma, ou não dormiste tudo, ou então estás mesmo a precisar de férias.
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