Onde é que vai parar o nosso alienado mundo? O Fim está próximo.
segunda-feira, maio 30, 2016
Estranho mundo perdido
Neste mesmo dia, leio cientistas a pedirem para tirarmos uma selfie aos mosquitos em vez de os matar. A trágica história de Darren Mitchell, jovem com 21 anos, que em vez de tentar salvar-se da fúria das cheias no Texas que foi apanhado, escolhe publicar uma última fotografia no Facebook e morre afogado. Outro homem em Portugal, de 29 anos, rouba uma bicicleta e coloca-a à venda na internet, no OLX. Um jovem italiano tranca Sara, a sua ex-namorada no carro e incendeia-o. Enquanto a jovem grita horrorizada, as pessoas passam ignorando os pedidos de socorro e Sara morre carbonizada.
Onde é que vai parar o nosso alienado mundo? O Fim está próximo.
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domingo, maio 29, 2016
Misturas ruins
"A mistura da igreja com o estado pode funcionar por certo tempo, mas ela inevitavelmente provoca uma reacção contrária, como a que se vê na Europa secular de hoje. Com o tempo, os cristãos aprenderam que a fé cresce melhor de baixo para cima do que quando é imposta de cima para baixo."
In: Philip Yancey. O Eclipse da Graça. Editora Mundo Cristão, 2015, p. 253.
In: Philip Yancey. O Eclipse da Graça. Editora Mundo Cristão, 2015, p. 253.
quarta-feira, maio 25, 2016
Subsídios para escolas públicas
A Jéssica idealizou uma réplica das 95 Teses de Martinho Lutero para participar numa exposição da sua escola. Os mais puristas argumentarão que as teses originais não seriam em formato livresco, mas mais importante que a forma das ditas, é tornar conhecida a fé reformista protestante nas Escolas. Públicas e privadas.
terça-feira, maio 24, 2016
A fé é um salto na luz
A fé não é um salto no escuro - isso é credulidade -, a fé é um salto das trevas para a luz. A fé procede de Deus e apoia-se na Sua luminosa Palavra. Ela dá-nos a convicção clara daquilo que Deus é, de quem nós somos e daquilo que Deus quer fazer em nós e por nós. É por isso que a fé viva traduz-se em adoração a Deus e atitudes concretas. Crer não é saltar para o irracional desconhecido, mas para a Luz revelada. Jesus afirmou: "Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas" (João 12:46).
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domingo, maio 22, 2016
50 Anos!
Porque só celebra a vida quem está vivo e ama a Vida, sou muito grato a Deus, aos meus familiares e amigos por este meio século de vida. Obrigado!
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sexta-feira, maio 20, 2016
Vaca que voa (e chora)
É relativamente simples colocar uma vaca a voar, complicado mesmo é cortar as asas à taxa de desemprego e ao Défice em Portugal.
#Complicadex
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quinta-feira, maio 19, 2016
O pai Abraão tem muitos filhos
Este mês, estamos a acompanhar a caminhada de Abraão no estudo bíblico da minha igreja à sexta-feira, integrada na série: “Pessoas Extraordinárias da Bíblia”. Abraão, apelidado de “pai de todos os que crêem” também temeu, acobardou-se, mentiu e demonstrou egoísmo. Os grandes homens de Deus são pessoas - falham como todos nós. Porém, nas alturas cruciais da sua vida, Abraão soube confiar no Deus que provê e sempre cuida dos que O temem. Ser dos da fé, não é saber tudo ou ter todas as respostas, é caminhar confiando no Senhor que tudo pode. Ainda há tanto para aprender com o pai Abraão.
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quarta-feira, maio 18, 2016
Ana, a escritora
Ana queria ser escritora. Gostava de ler, escrever, rasurar e reescrever. Ana gostava das palavras e as palavras engraçavam com ela. Quase todas. Ana não queria ser conhecida, não queria dar entrevistas, nem dar autógrafos, nem ter sucesso literário, Ana só queria ser escutada. Tinha a certeza que se escrevesse, os olhos bons de alguém, um dia iriam ouvi-la. Nem todos querem ser escritores, mas todos trazemos Ana tatuada no nosso peito.
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terça-feira, maio 17, 2016
Regozijar, orar e pensar bem
No Domingo de Pentecostes preguei sobre algumas das evidências do fruto do Espírito Santo escondidas em Filipenses 4. O regozijo que permanece, a sábia moderação e a paz que transcende a lógica humana. Regozijo, moderação e paz derivam e estão fundamentadas no nosso relacionamento vital com Deus. Temos amor, alegria e paz quando voltamos os nossos pensamentos e orações para Deus. A oração e a gratidão não são uma fuga aos problemas, são o remédio divino. Pensar bem, ou seja, colocar os pensamentos em Deus e nas coisas boas da vida, faz-nos bem à vida. Os piores ladrões da alegria e da paz somos nós. Não esperemos resultados bons na vida quando enchemos a nossa mente de coisas más e vãs. Por outro lado, o profeta Isaías esclarece que Deus sempre conservará em paz aquele que tem a mente firme no Senhor, porque a sua confiança está em Deus. (Isaías 26:3). Assim seja.
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segunda-feira, maio 16, 2016
Sporting sempre!

O campeonato português de futebol terminou. O Benfica ganhou, o Sporting ficou em segundo lugar a dois pontos do primeiro. Parabéns à equipa vencedora. O Sporting fez uma época extraordinária. Liderou o campeonato durante 22 das 34 jornadas, com excepção de um jogo, ganhou sempre aos seus rivais, teve a melhor defesa, evidenciou o melhor futebol e terminou com a melhor pontuação na história do clube: 86 pontos. Quem tombou o Sporting foi a falta de humildade, principalmente nos pequenos grandes desafios (estou a pensar no Portimonense, Tondela e Rio Ave). Mas futebol, para mim, é só isto: futebol. Para o ano há mais. Sporting sempre! :)
domingo, maio 15, 2016
quinta-feira, maio 12, 2016
A tentação e a liberdade
O grande romancista russo Lev Tolstói conta a história de Evguéni, um jovem solteiro, bacharel em direito, que mantém um relacionamento sexual com Stepanida, uma bela camponesa casada. “Não que fosse um depravado”, desculpava-se ele, “era somente para satisfazer as suas necessidades físicas, para bem da sua saúde e da liberdade intelectual.”
Mais tarde, Evguéni conhece a esbelta Lisa e casa-se com ela. Um dia, ao entrar no seu quarto, Evguéni esbarra com Stepanida. Ela tinha vindo ajudar Lisa nas limpezas, juntamente com outra mulher. Ao ver a linda camponesa, renasce em Evguéni a ardente tentação de adulterar com ela. Consciente da abominação dos seus desejos, ele tenta esquecê-la, mas sem sucesso. Parece que a volúpia e a loucura tinham tomado conta de todo o seu ser. Evguéni definha mentalmente e fisicamente. Estava prisioneiro da sua “liberdade intelectual”.
Adão e Eva foram os humanos mais livres que a liberdade alguma vez pode ser. Podiam fazer tudo e comer tudo, com uma única ressalva: não deviam comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois se comessem morreriam. As instruções de Deus foram claras e precisas. As propostas da Serpente, por seu turno, eram carregadas de dúvidas e mentiras: “Não podeis vós comer de tudo? Talvez não morram! O que Deus não quer é que vocês sejam como Ele, realmente livres, conhecendo o bem e o mal!” Sabemos que Eva, infelizmente, engoliu a insinuação libertina lançada pelo diabo travestido de Serpente e comeu o fruto com o seu marido Adão. Desobedecendo à vontade de Deus, trouxeram consequências terríveis para eles e para todos nós. Perdemos ali a liberdade real.
Saltam-me duas lições da tentação no Éden. A primeira é que as propostas de Deus, ainda que não conheçamos todos os contornos, são claras, verdadeiras e libertadoras. As sugestões do diabo, por outro lado, são ambíguas, embusteiras e opressivas. Ceder à tentação é ficar amarrado. E as tentações não são só na área sexual. Existem centenas de outros “belos frutos” que nos procuram acorrentar. Deus liberta, satanás oprime e escraviza.
A segunda lição relaciona-se com a ilusão satânica de que a vontade de Deus não é assim tão boa, que talvez o melhor seja contrariar a direcção divina e fazer tudo o que nos apetece. Este engodo é servido num prato bonito, acompanhado com violinos, com promessas libertadoras de mais prazer, mais saber e mais poder. Grande engano.
C. S. Lewis sintetiza bem o logro na tentação: “A mentira consiste na sugestão de que estaremos mais seguros se nos preocuparmos prudentemente com a segurança das nossas finanças, com o nosso conforto e com as nossas ambições. Mas isso é falso. A nossa protecção verdadeira está na vida do cristão comum, na teologia moral, no pensamento racional equilibrado, nos conselhos de bons amigos e de bons livros, e, se necessário for, num hábil conselheiro espiritual. As aulas de natação são melhores do que uma tábua de salvação.”
A melhor maneira de lidarmos com as ondas da tentação é confiarmos mais no Criador dos oceanos do que nas nossas pobres tábuas de salvação. É submetermo-nos ao Senhor e continuarmos a nadar. Orar e vigiar para que a tentação não se transforme em afogamento. Um querido Pastor, que já está na presença do Senhor, costumava dizer que quando estamos de joelhos, o diabo não nos pode passar rasteiras. A oração demonstra que confiamos mais na vontade de Deus do que nas nossas traiçoeiras vontades.
Escusado será dizer que o conto que Tolstói apelidou de “O diabo”, que só foi publicado após a sua morte, termina mal. Tanto no final original, como no final alternativo, sente-se o odor pútrido da culpa mortal. “Havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:15). Por mais atraentes que sejam as sugestões prazerosas da Serpente, são sempre maléficas e destruidoras. Não é o conhecimento do bem e do mal que nos liberta, é o conhecimento da verdade. Jesus Cristo é a verdade. Quando vivemos em Cristo e fazemos a Sua vontade, encontramos finalmente a liberdade.
Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 161 - Abril/Junho 2016, na Revista Refrigério)
Mais tarde, Evguéni conhece a esbelta Lisa e casa-se com ela. Um dia, ao entrar no seu quarto, Evguéni esbarra com Stepanida. Ela tinha vindo ajudar Lisa nas limpezas, juntamente com outra mulher. Ao ver a linda camponesa, renasce em Evguéni a ardente tentação de adulterar com ela. Consciente da abominação dos seus desejos, ele tenta esquecê-la, mas sem sucesso. Parece que a volúpia e a loucura tinham tomado conta de todo o seu ser. Evguéni definha mentalmente e fisicamente. Estava prisioneiro da sua “liberdade intelectual”.
Adão e Eva foram os humanos mais livres que a liberdade alguma vez pode ser. Podiam fazer tudo e comer tudo, com uma única ressalva: não deviam comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois se comessem morreriam. As instruções de Deus foram claras e precisas. As propostas da Serpente, por seu turno, eram carregadas de dúvidas e mentiras: “Não podeis vós comer de tudo? Talvez não morram! O que Deus não quer é que vocês sejam como Ele, realmente livres, conhecendo o bem e o mal!” Sabemos que Eva, infelizmente, engoliu a insinuação libertina lançada pelo diabo travestido de Serpente e comeu o fruto com o seu marido Adão. Desobedecendo à vontade de Deus, trouxeram consequências terríveis para eles e para todos nós. Perdemos ali a liberdade real.
Saltam-me duas lições da tentação no Éden. A primeira é que as propostas de Deus, ainda que não conheçamos todos os contornos, são claras, verdadeiras e libertadoras. As sugestões do diabo, por outro lado, são ambíguas, embusteiras e opressivas. Ceder à tentação é ficar amarrado. E as tentações não são só na área sexual. Existem centenas de outros “belos frutos” que nos procuram acorrentar. Deus liberta, satanás oprime e escraviza.
A segunda lição relaciona-se com a ilusão satânica de que a vontade de Deus não é assim tão boa, que talvez o melhor seja contrariar a direcção divina e fazer tudo o que nos apetece. Este engodo é servido num prato bonito, acompanhado com violinos, com promessas libertadoras de mais prazer, mais saber e mais poder. Grande engano.
C. S. Lewis sintetiza bem o logro na tentação: “A mentira consiste na sugestão de que estaremos mais seguros se nos preocuparmos prudentemente com a segurança das nossas finanças, com o nosso conforto e com as nossas ambições. Mas isso é falso. A nossa protecção verdadeira está na vida do cristão comum, na teologia moral, no pensamento racional equilibrado, nos conselhos de bons amigos e de bons livros, e, se necessário for, num hábil conselheiro espiritual. As aulas de natação são melhores do que uma tábua de salvação.”
A melhor maneira de lidarmos com as ondas da tentação é confiarmos mais no Criador dos oceanos do que nas nossas pobres tábuas de salvação. É submetermo-nos ao Senhor e continuarmos a nadar. Orar e vigiar para que a tentação não se transforme em afogamento. Um querido Pastor, que já está na presença do Senhor, costumava dizer que quando estamos de joelhos, o diabo não nos pode passar rasteiras. A oração demonstra que confiamos mais na vontade de Deus do que nas nossas traiçoeiras vontades.
Escusado será dizer que o conto que Tolstói apelidou de “O diabo”, que só foi publicado após a sua morte, termina mal. Tanto no final original, como no final alternativo, sente-se o odor pútrido da culpa mortal. “Havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tiago 1:15). Por mais atraentes que sejam as sugestões prazerosas da Serpente, são sempre maléficas e destruidoras. Não é o conhecimento do bem e do mal que nos liberta, é o conhecimento da verdade. Jesus Cristo é a verdade. Quando vivemos em Cristo e fazemos a Sua vontade, encontramos finalmente a liberdade.
Jorge Oliveira
(Crónica publicada na edição nº 161 - Abril/Junho 2016, na Revista Refrigério)
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terça-feira, maio 10, 2016
Da graça

Gosto da graça. Da graça que nos faz rir mas muito mais da graça que nos faz ser. Rir é bom e faz-nos bem, mas a graça de Deus faz mais por nós. A graça de Deus, manifesta em Jesus Cristo, trata as tristezas que o riso pode esconder. A graça que brota do céu continua a ser a resposta para tantos desgraçados corações que grassam na terra.
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segunda-feira, maio 09, 2016
Saber calar
"E, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu" - Mateus 27:12.
Fico maravilhado que Jesus, aquele que era o Verbo - a Palavra personificada -, algumas vezes tenha ficado calado. Se existia alguém que sabia articular bem as palavras, que tinha todo o direito de pronunciar a primeira e a última palavra, era Jesus. Escolheu silenciar. Nada respondeu aos acusadores. Neste tempo de tantas vozes, em que toda a gente quer falar de tudo e de todos, a sabedoria radical é saber calar. Calar no tempo acertado. A mim, custa-me fechar a boca e lidar com os silêncios dos outros, mas estou a aprender.
“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca" - Isaías 53:7.
Fico maravilhado que Jesus, aquele que era o Verbo - a Palavra personificada -, algumas vezes tenha ficado calado. Se existia alguém que sabia articular bem as palavras, que tinha todo o direito de pronunciar a primeira e a última palavra, era Jesus. Escolheu silenciar. Nada respondeu aos acusadores. Neste tempo de tantas vozes, em que toda a gente quer falar de tudo e de todos, a sabedoria radical é saber calar. Calar no tempo acertado. A mim, custa-me fechar a boca e lidar com os silêncios dos outros, mas estou a aprender.
“Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a boca" - Isaías 53:7.
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domingo, maio 08, 2016
Criar para o criador
"O Senhor que criou deve querer que nós criemos
E empreguemos a nossa criação de novo a seu serviço."
T. S. Eliot
E empreguemos a nossa criação de novo a seu serviço."
T. S. Eliot
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sexta-feira, maio 06, 2016
O Samuel Úria é legal
Como era de esperar, o concerto de ontem na Casa da Música do Samuel Úria foi extraordinário. Grandes músicas, grandes músicos, vozes de apoio magníficas, convidados extraordinários. A Casa encheu e o Porto deu ainda mais corda ao cantautor do momento. Não é só a "Carga de Ombro" que é legal, o Samuel Úria também é.
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quinta-feira, maio 05, 2016
Letras partidas
Disseram-me um destes dias que escrevo bem. Discordei a rir-me. Se me dissessem que escrevo mal provavelmente também me ria. Sei bem que juntar palavras – entrelaçamento que muito gosto – não é a mesma coisa que escrever bem. Partir pedras (para tirar uma selfie) não equivale a esculpir uma bela estátua. As letras dispersas no chão disseram-me para não desistir delas, um dia voltarão vitoriosas numa manhã de nevoeiro para salvar a minha escrita. Eu, ainda me estou a rir.
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segunda-feira, maio 02, 2016
ComPaixão

A chamada “ Parábola do Bom samaritano” é talvez uma das mais grandiosas e representativas da misericórdia e amor do nosso Senhor Jesus Cristo. O doutor da Lei vinha para apanhar Jesus em alguma falha teológica ou contradição interpretativa, mas ele é que foi apanhado na sua contradição de vida. “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?”, perguntou ele a Jesus. Embora a pergunta encerre alguns equívocos, todo o ser humano devia estar esclarecido quanto à importante pergunta: “Como posso ser salvo?”
Jesus, à boa maneira judaica, responde à pergunta fazendo-lhe mais perguntas: “O que está escrito na Lei? Como lês?”. É interessante notar que Jesus aproveita o contexto daquele homem para o elucidar. É importante conhecermos a cosmovisão das outras pessoas para termos boas conversas. O doutor da Lei responde citando o Shemá, que dizia para amar a Deus e ao próximo (Dt 6:4-6). Jesus elogia a sua resposta e aconselha-o a fazer isso. Amar a Deus e ao próximo não era só o chamado do judeu, continua a ser o grande desafio do cristão. Importa entender que só amámos a Deus e aos outros porque Deus nos amou primeiro e quando permanecemos nesse Seu amor (Jo 15:9 e 1 Jo 4:19).
Como o doutor da Lei não estava em paz consigo próprio, reagiu mal e, sentindo-se acusado, fez outra perguntou a Jesus: “Quem é o meu próximo?” Para lhe responder, Jesus vai contar a tal história do samaritano.
Um homem descia de Jerusalém para Jericó e foi brutalmente assaltado, espancado e ficou moribundo. Passou primeiro um sacerdote por esse homem e depois um levita que fizeram vista grossa e ignoraram-no. Passou um samaritano que vendo-o “se moveu de íntima compaixão”. Tratou das feridas deste homem semimorto, levou-o para uma estalagem, cuidou dele, pagando-lhe a estadia e prometeu voltar. Jesus conclui, perguntando ao doutor qual dos três homens tinha sido o próximo do homem que foi assaltado? O doutor sem hesitar respondeu que foi “O que usou de misericórdia”.
Os Judeus, particularmente os líderes religiosos, odiavam os samaritanos. Era uma guerra religiosa e racial antiga. Jesus denuncia aqui a falsa religiosidade e a hipocrisia de falar e não viver no amor real. Dizer-se líder religioso, ou cristão evangélico, não significa automaticamente que se é bondoso e amoroso. Não chega entender e explicar as Escrituras temos que colocá-las em prática. A fé em Cristo requer cuidado e empenho e Cristo é o exemplo máximo desse amor e entrega (Rm 5:8).
Assim como o samaritano da história, Jesus Cristo não ficou indiferente a nós, pobres moribundos condenados ao inferno. Jesus tratou na cruz das nossas feridas, pagou as nossas dívidas, leva-nos à Estalagem/Igreja onde somos cuidados e aprendemos a cuidar uns dos outros e promete um dia voltar! O sacrifício de Jesus é o único que nos pode salvar. As obras boas são boas e desejáveis, mas não garantem a salvação eterna. Precisamos do amor Redentor.
O nosso próximo é aquela pessoa que precisa de nós. Pode ser alguém fora do nosso grupo de amigos ou conhecidos. Mais do que perdermos tempo a perguntar “Quem é o meu próximo?”, saibamos se estamos de facto NÓS próprios a ser próximos de quem precisa. A ideia central desta parábola é que o amor e a misericórdia de Deus são para ser recebidos e vividos por nós. Ouviste acerca daquele Samaritano que amou e cuidou de quem precisou dele? "Vai e FAZ da mesma maneira"(Lucas 10:37).
domingo, maio 01, 2016
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