sexta-feira, agosto 10, 2012

Recarregar baterias nas férias?

Essa coisa de recarregar as baterias nas férias sempre me incomodou. Não estou a discutir a validade e necessidade das férias. Sou dos primeiros a defender o descanso (e mais feriados!) para uma boa saúde do ser humano, porém entendo que não devemos estar à espera das férias anuais para recarregar as forças físicas, emocionais e espirituais. Se os ratos dos meus computadores estivessem à espera das férias (ou do subsídio de férias) para recarregarem as baterias, bem morriam prostrados no tapete. Além disso, por aquilo que conheço, os "carregamentos" de férias acabam logo na primeira ou segunda semana de trabalho.

As férias, as pausas, o descanso, o Selah são sem dúvida importantíssimos. Foi Deus quem criou o descanso. Um ciclo semanal: consagra-se o primeiro dia ao Senhor, trabalha-se cinco dias e descansa-se no sétimo. Pelo menos devia ser assim.
É muito bom retemperar as forças durante as férias "grandes" (cada vez mais pequenas) mas o melhor é estar bem carregado (no melhor sentido da palavra) todas os dias. Saio para as minhas férias cansado, mas pela graça de Deus renovado. Se Deus me ajudar, espero voltar ainda mais recarregadinho.
Tenham umas excelentes férias.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Faltaumdiaparaasférias!

Não sei se é do calor mas hoje estão-se-me a colar as letras nas palavras.

quarta-feira, agosto 08, 2012

O conhecimento de Deus aumenta a fé

«Ao contrário do entendimento comum e secular de “fé”, a verdadeira fé do Novo Testamento não é algo que se torna mais forte por meio da ignorância ou acreditando-se contra todas as evidências. Antes, a fé salvífica é coerente com o conhecimento e com o verdadeiro entendimento dos factos. Paulo diz: “A fé vem por ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo” (Rm 10.17 NVI). Quando as pessoas têm informações verdadeiras sobre Cristo, elas estão mais bem capacitadas a depositar sua confiança nele. Além disso, a maioria de nós conhece algo sobre ele e sobre o carácter de Deus que é completamente revelado nele; a maioria de nós tem todos os motivos para depositar nossa confiança nele. Assim, a fé não é enfraquecida pelo conhecimento, mas deve aumentar com mais conhecimento verdadeiro.»

In: Wayne Grudem. Teologia Sistemática. Edições Vida Nova. 1994, p. 595.

terça-feira, agosto 07, 2012

Sobretudo no calor

Cheio de calor, procurava uma sombra mas envergava um sobretudo.

segunda-feira, agosto 06, 2012

O grito de Jonas

O capitulo dois do livro de Jonas é uma oração. Um grito. Um Salmo. Jonas está no entranhas de um grande peixe e clama a Deus por livramento. As trevas, a solidão, a dor e o sofrimento que assolam Jonas, são consequências da sua teimosia e desobediência. Jonas chegou fundo do poço.

O Deus da Bíblia castiga. Penso que se prega pouco desta incómoda verdade. Os púlpitos e as igrejas não servem para nos sentirmos bem, servem para pregar a verdade. A verdade é que O Pai castiga e corrige a quem ama. Se ficássemos abandonados na nossa rebeldia, estaríamos para todo o sempre afastados do seu amor. Mas o Senhor corrige-nos porque nos ama. "Bem-aventurado é o homem a quem Deus castiga; não desprezes, pois, o castigo do Todo-poderoso" (Jó 5:17).

Alguém disse que a "Universidade da Baleia" é um óptimo meio que Deus usa para endireitar e formar pregadores e pessoas desobedientes. Você está a cumprir com o seu chamado? O fundo do poço é um bom lugar para recomeçar. Comece por reconhecer quem Deus é e confessar quem você é e o que tem sido.

Passados três dias e três noites, o soberano Deus manda o grande peixe vomitar Jonas em terra seca. A oração/salmo de Jonas foi ouvida. Jonas viverá. A correcção de Deus produz sempre bons frutos. Jonas está agora prostrado na praia. Pronto para obedecer.


Imagem: Jonah, by Robert T. Barrett. 1990.

domingo, agosto 05, 2012

O que é a oração?

“Você suplica. Você chora. Você enfada Deus com louvor vazio. Você conta-lhe pecados que ele já conhece perfeitamente. Você procura mudar a sua imutável vontade […] E às vezes, pela graça de Deus, uma oração é atendida.”

In: Frederick Buechner. Godric: A Novel. HarperOne, 1983.

sexta-feira, agosto 03, 2012

Be happy there's a God above

Instead of feeling bad
Be glad you got someone to love
Instead of feeling sad
Be happy there's a God above
Instead of feeling 'lone
Remember you are never on your own
Instead of feeling sad
Be happy that she's there at home
She's waitin' for by the phone
So be glad she all your own


Madeleine Peyroux, Instead, Bare Bones, 2008, Rounder Records.

quinta-feira, agosto 02, 2012

"Simplesmente viver"



Jorge Luis Borges conta a história de Johannes Dahlmann ("Ficções", Editora Teorema), que é acometido por uma septicemia mortal, que lhe causa febres delirantes e fica à beira da morte. Durante esse tempo, é atormentado pelas gravuras de Mil e Uma Noites, de Gustav Weil. Todavia, quis Deus que Dahlmann melhorasse e os médicos aconselham-no a descansar num sítio calmo. Vai convalescer para uma quinta do Sul. Durante a viagem de comboio, Dahlmann tenta ler as Mil e Uma Noites, o livro que quase lhe roubou toda a felicidade - "a realidade gosta das simetrias e dos leves anacronismos" -, mas cansado, fecha-o e deixa-se "simplesmente viver". Uma paragem forçada obriga Dahlmann a sair e a procurar repouso numa velha venda. Jornaleiros bêbados atiram-lhe com umas bolinhas de miolo de pão. Riem. Troçam do sinistro viajante. A zombaria grosseira é sempre o argumento dos desatilados. Dahlmann tenta abrir novamente o volume das Mil e Uma Noites. Mais bolinhas de pão. Fecha o livro e resolve ir embora. Mais humilhação. Um iminente duelo mortal de navalhas encerra o conto. O que outrora foi moribundo e procurava descanso sai empunhando com firmeza a navalha na mão. Johannes Dahlmann decidiu lutar. Viver!

quarta-feira, agosto 01, 2012

A Marcela escolheu esperar


Escolhi Te esperar, é uma música simples e ternurenta, cantada pela jovem brasileira de 24 anos, Marcela Taís. O vídeo oficial foi lançado anteontem e já tem mais de 65 mil visualizações. Ninguém gosta de solidão, mas a Marcela escolheu orar e esperar. Vale a pena!

#EscolhiTeEsperar

Nem tudo é política

O leitor que, à semelhança do de O'Neill, me pede a crónica que já traz engatilhada perdoar-me-á que, por uma vez, me deite no divã: estou farto de política! Eu sei que tudo é política, que, como diz Szymborska, "mesmo caminhando contra o vento/ dás passos políticos/ sobre solo político". Mas estou farto de Passos Coelho, de Seguro, de Portas, de todos eles, da 'troika', do défice, da crise, de editoriais, de analistas!

Por isso, decidi hoje falar de algo realmente importante: nasceram três melros na trepadeira do muro do meu quintal. Já suspeitávamos que alguma coisa estivesse para acontecer pois os gatos ficavam horas na marquise olhando lá para fora, atentos à inusitada actividade junto do muro e fugindo em correria para o interior da casa sempre que o melro macho, sentindo as crias ameaçadas, descia sobre eles em voo picado.

Agora os nossos novos vizinhos já voam. Fico a vê-los ir e vir, procurando laboriosamente comida, os olhos negros e brilhantes pesquisando o vasto mundo do quintal ou, se calha de sentirem que os observamos, fitando-nos com curiosidade, a cabeça ligeiramente de lado, como se se perguntassem: "E estes, quem serão?"

Em breve nos abandonarão e procurarão outro território para a sua jovem e vibrante existência. E eu tenho uma certeza: não, nem tudo é política; a política é só uma ínfima parte, a menos sólida e menos veemente, daquilo a que chamamos impropriamente vida.


Crónica de Manuel António Pina, hoje no Jornal de Notícias.Fotografia da Internet.