quarta-feira, novembro 10, 2010

Da curteza das palavras

Gosto da curteza das palavras. Talvez por isso aprecie tanto o conto. O Twitter. Chesterton disse que, "as palavras longas não são custosas; as palavras curtas é que são custosas." Há tanta gente a falar demasiado. Tanta longuidão e enfado nos políticos, nos religiosos, nos ateus, nos chatos falantes. Admiro a concisão, a precisão incisiva e condensada da síntese no palavrear. Não estou a elogiar a superficialidade ou a leviandade da aridez ideológica, antes a densidade contida da simplicidade do pouco dizer, dizendo muito. O Pregador avisa-nos que da voz do tolo saiem muitas palavras; e que diante de Deus - que tudo vê e ouve -, as palavras sejam poucas. Curtas. Calei-me.